A Cuca Entrevista: Roberta Spindler

Oi pessoal! Dessa vez a Cuca não apenas recomenda que leiam imediatamente Contos de Meigan – A Fúria dos Cártagos, como também entrevista a talentosa autora Roberta Spindler! (ok, agora vocês me imaginam vestida como a Cuca, entrevistando a Roberta! rs) Acabei usando todas as perguntas dos leitores lá da resenha do livro e acrescentei mais algumas perguntas minhas (afinal, quem mais perguntaria sobre os tais hipopótamos, hein?). ‘Bora lá então conhecer essa queridona?

roberta_spindlerRoberta Spindler nasceu em Belém do Pará, em 1985. Graduada em publicidade, atualmente trabalha como editora de vídeos. Nerd confessa, adora quadrinhos, games e RPG. Escreve desde a adolescência e é apaixonada por literatura fantástica. Tem contos publicados em diversas antologias e é co-autora do romance Contos de Meigan – A Fúria dos Cártagos. Fonte

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  • Como começou o seu envolvimento com a escrita? (Pergunta da leitora Jeslly.)

Minha paixão por livros começou mesmo quando li pela primeira vez “O Senhor dos Anéis”, aos  catorze anos. A obra de Tolkien me fascinou e me fez perceber que os livros podiam ser mágicos. A partir daí decidi pôr algumas das minhas ideias no papel. Comecei com fanfictions do antigo seriado Arquivo X e não parei mais. Eu adoro escrever, encontro na escrita uma maneira de dar vazão a minha criatividade e também de expressar os meus sonhos.

  • Roberta, quais são suas maiores influências literárias as quais ajudaram no desenvolvimento do livro? (Pergunta da leitora Larissa Passinho.)

As influências foram várias. Tenho grande admiração por J. R. R. Tolkien, G. R. R. Martin, Philip Pullman e Gillian Rubinstein. São autores fantásticos que me inspiram a escrever cada vez mais. Além dos livros, alguns games e HQs também ajudaram na escrita de cenas de luta e grandes batalhas.

  • Roberta, como foi a experiência de escrever em dupla? Como vocês dividiram a tarefa da escrita? Queria que você contasse um pouco sobre esse processo. (Pergunta da leitora Melissa de Sá.)

Antes de Contos de Meigan, eu e a Oriana já escrevíamos fanfictions juntas. Então, partir para o romance foi algo natural. Como em qualquer trabalho em grupo, divergências de ideias existiam, mas sempre procurávamos decidir pelo caminho que beneficiaria a trama. Normalmente, trabalhávamos da seguinte forma: esboçávamos o enredo em conjunto e depois delegávamos tarefas. Ao final de um capítulo, por exemplo, marcávamos uma reunião (real ou virtual) para discutir novas ideias e revisar o texto.

  • O que te levou a escrever Contos de Meigan? Teve alguma fonte de inspiração ao escrevê-la? (Pergunta dea leitora Elizabeth Machado.)

Depois de escrever fanfictions por um bom tempo, surgiu a vontade de criar algo original. Uma história com meus próprios personagens, num mundo que já imaginava junto com a Oriana. O embrião para Meigan surgiu na época do ensino médio ainda, então era algo que já pedia nossa atenção fazia um bom tempo.

  • Roberta gostaria de saber de onde surgiu a idéia de Meigan, cártagos, magis e de toda essa fantástica história? (Pergunta da leitora Leticia Fernandes.)

É engraçado, mas boa parte do que Meigan é hoje surgiu de brincadeiras de duas adolescentes que trocavam bilhetinhos na sala de aula. (rsrsrs) Foi dali que brotaram as primeiras ideias, alguns nomes, como cártagos e magis por exemplo, e os rascunhos iniciais. Claro que, depois que a decisão de escrever o romance se fortaleceu, muita coisa foi modificada. No entanto, a primeira centelha de vida do mundo Meigan é essa e permanecesse importante para mim, pois sempre me mostra que nossas ideias, por mais bobas que soem inicialmente, têm um potencial latente.

  • Quando escrevemos, é natural incorporarmos à história ou aos personagens um pouco do que vivemos, e não somente nossas impressões ou opiniões. Gostaria de saber se você incluiu na história do livro alguma situação marcante que aconteceu na sua vida, mesmo com adaptações. (Pergunta da leitora Nivia Fernandes.)

Acredito que tudo o que o autor vivencia e presencia serve de material para sua escrita. Não me recordo de ter escrito alguma passagem que fosse claramente baseada em algo que aconteceu comigo. No entanto, posso dizer que várias situações, pessoas e textos me ajudaram a criar Meigan.

  • Você tem preferência por algum personagem? Algum que você se apegou mais que o normal? Se sim, por quê? (Pergunta da leitora Bianca Costa.)

Tenho sim! Primeiro, preciso esclarecer que todos os personagens tem um lugar especial no meu coração, mas alguns deles são mais queridos que os outros. Posso falar de três: Keyth, Seth e Joen. Eles são meus queridinhos. O engraçado nisso tudo é que o Joen, por exemplo, foi um daqueles personagens que, de início, eu não dava nada. Ele seria apenas um coadjuvante, talvez morresse no primeiro livro. No entanto, depois de alguns capítulos, e contra meus planos, ele foi ganhando destaque e aparecendo cada vez mais. Foi algo inesperado, mas que me fez ter um carinho especial por ele.

  • Como foi o processo para a escolha dos nomes dos personagens, teve alguma homenagem para alguém querido, há algo no nome que lembre a personalidade do personagem? Ou foi totalmente aleatório? (Pergunta da leitora Kauana Pletz.)

Alguns foram bem aleatórios, o nome vinha à mente de maneira instantânea e não havia como mudá-lo. Outros já têm um significado por trás, uma homenagem velada. A Madô, por exemplo, é uma referência à cantora Madonna. O sacerdote Tuomas ganhou o nome do líder da banda de heavy metal Nightwish, Tuomas Holopainen. É claro que a personalidade dos personagens difere, e muito, daquela de seus xarás da realidade.

  • Como você vê esse novo movimento na fantasia que tem um apelo mais realista com presença de muito sexo e violência nas histórias (exemplo máximo, George Martin). Você acha que essa é uma tendência da maioria das histórias a partir de agora? Como você aborda esses temas no seu livro e nos seus contos? (Pergunta da leitora Melissa de Sá.)

Eu acredito que há espaço para todos os tipos de história, tanto aquelas mais focadas na realidade como as que preferem uma abordagem mais leve e sonhadora. O importante não é seguir a tendência, mas sim contar uma história de qualidade. Cada autor deve decidir qual tipo de narrativa o deixa mais à vontade, não deve ser algo imposto só porque virou moda. No caso de Contos de Meigan, tive uma preocupação em tratar as guerras de maneira bem realista, queria que o leitor sentisse que uma batalha não é divertida ou fácil, mas sim um momento desesperado que pessoas lutam para sobreviver. Nos meus contos, tenho histórias que seguem essa linha mais realista, mas também escrevi outras com um tom leve e lúdico. Há lugar para ambas e uma não tem superioridade em relação a outra.

  • Gostaria de saber da Roberta porque a Oriana não participa do segundo livro e se tens previsão de lançamento desse segundo livro? (Pergunta da leitora Helen Gomes.)

Chega um momento que precisamos decidir as nossas prioridades. Foi esse o caso com relação ao segundo livro. Respeito a decisão da Oriana e, mesmo distante, ela sempre vai fazer parte de Contos de Meigan. Sobre o lançamento do volume dois, ainda não tenho uma data. O livro está pronto e agora vou buscar uma forma de publicá-lo.

  • Roberta, afinal, vai sair o livro de piadas do Keyth? (Pergunta da leitora Juliana Dias – e minha também!)

Ahahah, vocês querem mesmo o livro de piadas do Keyth, hein? Bom, tenho algumas ideias e acho que há uma boa possibilidade de algo neste sentido acontecer. Aguardem!

  • Desde o início você sabia que Meigan seria uma saga de vários livros? Quantos volumes você planeja para a série? Os próximos livros também vão sair pela Editora Dracaena?

Sim, desde o início imaginei Contos de Meigan como uma trilogia. A história se mostrava grandiosa demais para apenas um único volume. Os próximos volumes não sairão pela editora Dracaena. Fiquei satisfeita com o trabalho da editora, mas creio que chegou a hora de procurar novas possibilidades.

  • Roberta, sabemos que aqui no Brasil a profissão de escritor é um sonho para muitos e que a publicação é algo até mesmo heroico, já que ainda há muito preconceito por parte de editoras e leitores no país. A criação de um sucesso de vendas e de crítica de público como Contos de Meigan é um feito notável. Qual a sua visão do mercado editorial do Brasil atualmente e o que você tem a dizer para esses novos escritores que sonham em ter suas próprias palavras impressas em papel e serem lidos?

Ao meu ver, o mercado editoral do Brasil vem crescendo nestes últimos anos. No entanto, acredito que o autor deve ser precavido e pesquisar bastante. É importante escolher uma boa editora, que tenha o perfil da sua obra e também que vá dar todo o apoio que você precisa. Nem sempre o primeiro romance é o melhor a ser publicado, por isso a paciência é muito importante neste momento. As antologias literárias são um caminho interessante para os novos escritores começarem e também para conhecerem melhor outros autores e editoras. Por fim, só posso dizer que acreditem sempre na história de vocês, mas não tenham pressa. Revisem o texto e procurem sempre melhorar, estudando e lendo bastante.

  • Você tem outros projetos em andamento além do universo Meigan? O que podemos esperar de sua autoria chegando por aí?

Tenho outros projetos, sim. Duas ideias para romances prontas para serem escritas, além de contos avulsos publicados em e-books e participações em algumas antologias bem bacanas. Alguns dos contos em e-books já estão disponíveis na Amazon e na Kobo, falo um pouco deles no meu blog.

  • Quais os autores/livros que está lendo no momento? Poderia nos indicar outros autores brasileiros que estão na sua estante?

Atualmente estou lendo Laranja Mecânica, de Anthony Burgess e Panaceia, da autora Georgette Silen, recomendo muito as obras dela. Além da Georgette, indico Cirilo S. Lemos, Eric Novello e Giulia Moon. São autores nacionais excelentes.

  • Afinal, de onde vem tanto amor por hipopótamos?! Conte sua história para a gente!

Ahahaha! Ai gente! Bom, é algo meio maluco, não sei se consigo explicar. Eu tenho uma fascinação por animais, já pensei seriamente em ser veterinária. Os hipopótamos são criaturas incríveis. Imensas e pesadas, mas de uma leveza incrível dentro da água. Quando criança, ia ao zoológico e ficava observando-os com olhos atentos e curiosos. Ficava imaginando como seria legal ter um deles na piscina da minha casa (loucura ahahah). Enfim, o fascínio infantil continua até hoje. Já pensou como ia ser legal ter um animal desse tamanho como montaria? Pois é, escrevi um conto sobre isso. Vocês podem encontrá-lo aqui.

  • Por último, deixe aqui seu recado para os leitores! Abra seu coração e diga tudo o que gostaria de falar, o espaço é seu!

Agradeço o espaço aqui no Por Essas Páginas e também a todos os leitores que enviaram perguntas tão interessantes. Espero que vocês se apaixonem pelo universo de Meigan assim como aconteceu comigo. A história de Maya Muskaf está apenas no início. Portanto, preparem-se para mais aventuras! Se quiserem, fiquem à vontade para me seguir no twitter (@robertaspindler) ou enviar um e-mail (contosdemeigan@gmail.com). Adorarei conversar com vocês!

Nós aqui do Por Essas Páginas também agradecemos muito a você, Roberta, por ceder os brindes para o sorteio e o livro para resenha, e claro por responder tão gentilmente às nossas perguntas! Desejamos muito sucesso a você e aos seus livros, contos e todas as suas produções! Certamente vamos continuar de olho no seu trabalho!

E quem estava esperando ansiosamente pelo resultado do sorteio de brindes de Meigan, aí está!

resultado_meigan

Juliana, Larissa e Bianca, parabéns! Aguardamos o contato de vocês em até 48 horas através dos nossos e-mails contato@poressaspaginas.com ou poressaspaginas@gmail.com, caso contrário um novo sorteio será realizado. O envio dos brindes será realizado pela própria autora.

Até a próxima, gente! Beijos da Cuca!

Cuca

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  • Melissa de Sá disse:

    Aaaaaaaaaaaaaah, eu quero muito ler esse livro!!!

    Gostei muito das respostas da Roberta. E adorei saber como foi a gênese de Meigan. Realmente, boas ideias podem sair de qualquer lugar. :)

  • Carolina disse:

    Amei a entrevista… é sempre bom conhecer um pouco mais sobre o autor e como ele cria suas obras.
    Beijos

  • Vania disse:

    Adorei a entrevista! Eu não vejo a hora de ler esse livro, estou mexendo meus pauzinhos aqui pra ver se consigo comprar a tempo da minha mãe trazê-lo para mim quando vier.

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