A Cuca Recomenda em Outras Páginas: Apagão Extra e Quack

Hoje a Cuca traz uma pequena recomendação de quadrinhos! Uma HQ e um mangá brasileiríssimos, baratinhos e que valem super a pena. E, de quebra, um site com quadrinhos gratuitos para ler semanalmente. Vamos lá conhecê-los?

capa-apagaoextra-colorido-72“São Paulo, século XXI.
Não há luz. Não há lei.

Mandrill é o líder da gangue Macacos Urbanos, um grupo de sobreviventes que tem que lidar com um inexplicável blecaute em todo o mundo. Com o caos ditando as novas regras da sociedade, as ruas são organizadas por apenas uma lei: a violência. Diversas gangues disputam territórios e os poucos recursos que restam em uma batalha sem fim.

Quando as baterias dos aparelhos que mantêm Mestre Apoema começam a falhar, Mandrill se vê obrigado a atravessar a terrível cidade para salvar o homem que lhe ensinou tudo o que sabe. Será ele capaz de enfrentar essa verdadeira selva de pedra?

Apagão Extra: Ligação Direta, escrita por Raphael Fernandes e desenhada por Camaleão, é a primeira de uma série de histórias que iluminam o escuro e cruel universo de Apagão, projeto financiado coletivamente que envolve várias mídias como quadrinhos, RPG, música e muito mais. Totalmente colorida, a HQ é um retrato pulsante de uma sociedade dissolvida depois de ter sua tomada arrancada. Quando não há luz, a vida continua pelas trevas das almas que persistem.não informado.” Fonte

Apagão Extra – Ligação Direta é uma história distópica, em uma São Paulo sem lei, onde um súbito apagão não só apagou as luzes, como também as regras. Nesse cenário, Mandrill é obrigado a enfrentar um território violento e cheio de perigos para encontrar a bateria de um carro, a fim de manter ligados os aparelhos que sustentam a vida de seu mestre.

A HQ se passa em um ritmo frenético; o bacana é que não se perde muito tempo na ambientação, o personagem nos explica o que aconteceu com seu mundo ao mesmo tempo que enfrenta perigos. Mas como a história é bem curta, logo chega a última página, com um final um tanto inconclusivo, mas marcante. Já esperava por isso, pois sei que á pelo menos mais uma HQ maior, Apagão – Cidade sem lei/luz (saiba mais), portanto esta é quase como um prólogo da real história – e tive vontade de lê-la depois disso.

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Uma das coisas mais incríveis aqui é que o protagonista, Mandrill, é um jovem negro. Em uma sociedade ainda tão racista, é muito bacana encontrarmos negros representados na arte. Falei sobre isso no Top Ten Tuesday sobre livros que abordam a diversidade, e inclusive citei Apagão Extra. Adquiri o quadrinho por apenas 5 reais no Anime Friends, mas o preço de capa é bem tranquilo também – apenas R$ 8,90. Dá pra comprar com exclusividade na Livraria Cultura.

capa-quack-FINAL-72“Baltazar é um garoto sem muita confiança e isso o torna alvo fácil da discriminação e abuso pelos colegas de escola. Descendente de uma grande família de aviadores, recebe de seu avô um ovo misterioso e está disposto a tudo para defendê-lo, até mesmo enfrentar a sua covardice. Quando o ovo choca e nasce um estranho pato que já começa a criticá-lo mais que qualquer outra pessoa, Baltazar não sabe o que fazer. Se já não bastasse uma vida sem motivação, agora tem que aturar as tiradas de sarro e avacalhações do patinho. Mas o que o garoto não esperava é que do início dessa amizade virá a união para vencer o maior desafio de Baltazar – sua confiança em si mesmo.” Fonte

Quack – Patadas Voadoras é daqueles mangás despretensiosos que chegam pra te divertir e te fazer sorrir. A união improvável de Baltazar, um garoto tímido, atrapalhado e bastante medroso, com um pato (sim, um pato!) desbocado e extremamente folgado é deliciosa e dá muito certo. Passei toda a história rindo das tiradas do pato maluco e torcendo para que Baltazar deixasse de ser tão tapado – mas na verdade isso que dá brilho à história.

Mas Quack não fica só na diversão: ele aborda o tema bullying com naturalidade e responsabilidade, além de ter umas partes com um toque de feminismo que me deixaram bem feliz. Além disso, a história aborda, é claro, a amizade e há o sentimento delicioso de ler um mangá completamente brasileiro.

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O final foi um pouquinho brusco, mas também já esperava por isso, afinal essa é mais uma série de mangás. Aliás, a série está saindo de graça no site Dracomics (clique aqui), mas vale a pena adquirir o exemplar também. O meu comprei por apenas 5 reais na Anime Friends, mas se não quiser sair de casa, você pode comprar o seu por R$ 7,90 com exclusividade na Livraria Cultura.

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Ah, e #ficadica do site Dracomics, com HQs e mangás! Além de Quack, vocês vão encontrar por lá também as séries Zikas e Starmind. Detalhe: tudo de graça.

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Ficha Técnica

Título: Apagão Extra – Ligação Direta
Autor: Raphael Fernandes e Camaleão
Editora: Draco
Páginas: 24
Onde comprar: Livraria Cultura (papel) / Site da editora (em e-book)
Avaliação: 

Título: Quack – Patadas Voadoras
Autor: Kaji Pato
Editora: Draco
Páginas: 24
Onde comprar: Livraria Cultura (papel) / Site da editora (em e-book)
Avaliação: 

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  • Larissa Oliveira disse:

    Olá! Nunca li um mangá. E esse é nacional, né? Que legal! Achei muito bacana a história abordar o bullying.
    HQs eu adoro, apesar de não ler sempre. Achei a premissa de Apagão Extra – Ligação Direta super interessante e adoro distopia.
    As dicas já estão anotadas e vou logo conferir o site. =)

  • Douglas Fernandes disse:

    Eu tenho alguns mangás aqui, to doido pra ter todos de Death Note, mas só tenho o 1, 3 e 5… por isso nem comecei a ler… eu li o primeiro mangá de Rosario + vampire, e tbm gostei muito, até procurei o 2, mas nao achei, nas lojas online estava tudo esgotado…
    Mas já anotei essas dicas, adorei, e um mangá nacional hein, que bacana, ja quero demais conhecer.

  • Gustavo disse:

    Ah eu amo mangás, tenho todos 60 e poucos do Naruto, tenho quase todos de Claymore e todos os Soul Eater, fora alguns únicos. Eu adorei isso de um mangá nacional, é tão inusitado que eu acho que eu vou comprar o meu logo logo kkkk alias, eu fiquei em dúvida. Esse “Quack” é uma série ou é somente esse mangá? E é mangá mesmo (tipo, se lê de trás pra frente), ou é como aqueles quadrinhos da Mônica jovem que é estilo mangá por ser preto e branco? Kkkk
    Eu não falei muito da HQ porque não costumo ler, mas eu gostei dessa história, parece ser muito legal, bem dinâmica, gostei muito desse cenário distópico bem real, pode acontecer amanhã, foi demais isso. Quero muito ler também kkk

  • Melissa de Sá disse:

    Eu confesso que sofro de ansiedade lendo mangás e HQs. Sei lá, tem olhar o desenho e o texto, e como sou uma leitora frenética, tenho que me preparar psicologicamente pra ler esse tipo de texto. hahahahaha Mas quero me aventurar mais. Vou anotar as dicas. Quem sabe não acho um desconto bacana na Bienal?

  • A primeira Bienal a gente não esquece! | Eu, Papel e Palavras disse:

    […] tocada também ao ver meninos que saíam do estante, exultantes, com seu exemplar de Apagão, por exemplo, uma HQ que se passa em São Paulo, com um personagem negro e excepcionalmente […]

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