A Cuca Recomenda: Quem, Eu? – Uma avó, um neto, uma lição de vida


Quem, Eu? – Uma avó, um neto, uma lição de vida não é apenas uma leitura, é uma experiência, especialmente para quem já viveu ou está vivendo o Alzheimer na família. Junto com FernandoDona Nilva e a família Aguzzoli, é impossível não rir, refletir e, principalmente, se emocionar.

quemeu“Em 2013, Fernando Aguzzoli abriu mão do emprego e dos estudos para cuidar de sua avó Nilva, diagnosticada com Alzheimer. Da convivência dos dois surgiram momentos divertidíssimos, histórias e confidências que o neto resolveu compartilhar em uma página criada no Facebook. Alimentada diariamente por Fernando com posts, fotos e vídeos, a página comoveu centenas de pessoas e conquistou milhares de fãs. Assim surgiu o livro Quem, eu?, que chega agora em nova edição revista e ampliada, com uma reunião de todos os momentos vividos entre os dois, além de entrevistas com profissionais para ajudar outras famílias que enfrentam esse mesmo obstáculo. As memórias de Fernando são uma verdadeira lição de vida, e prometem muitas risadas e momentos emocionantes.” Fonte

Antes de ler o livro, já tinha visitado e acompanhado algumas postagens da página do Facebook de Fernando e Dona Nilva. Foi depois do falecimento dela, o que lamento; seria muito bom acompanhá-la enquanto estava fisicamente entre nós e, ainda mais, a página foi criada na mesma época que também eu estava convivendo com a doença na minha família e, se a página (e o livro) ajudam mesmo quando seu ente querido já se foi, imagine para quem está vivendo a situação.

Quem, Eu? é a biografia muitíssimo bem-humorada e emocionante de uma mulher batalhadora e corajosa, cuja infância foi roubada pela vida dura que teve e, no final dela, acabou voltando a ser adolescente e, então, criança, tudo isso sob os olhos amorosos de um neto e amigo. Fernando começa as memórias de Vovó Nilva a partir de seu nascimento, em mosaicos de informações, sempre acompanhados do relato emocionante de um neto apaixonado. Mas o livro fica ainda melhor quando começam as próprias memórias de Fernando, de como a avó cuidou dele desde menino até o momento em que ele assumiu a figura de pai da avó e passou a cuidar dela, após o diagnóstico do Alzheimer.

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É impossível não se emocionar com o relato, especialmente nos derradeiros momentos de Dona Nilva. Mas, mesmo triste, Fernando envolve o leitor numa atmosfera de esperança, coragem e muito amor, e a mensagem final é justamente essa: faça o melhor que puder com amor, esse é o melhor remédio.

Além das páginas biográficas, o livro também é repleto de fotos de família, além de uma sequência de páginas especiais com fotos coloridas. Há também vários diálogos, quase todos hilários, muito conhecidos de quem tem “uma vovó Nilva” na família. Mas, mesmo para quem não vive ou viveu essa situação, o livro mantém o mesmo brilho: é, afinal, a história de amor de uma avó e um neto, de uma família. No final há questões à dúvidas comuns dos cuidadores e familiares respondidas por médicos, psicólogos e vários profissionais. A edição da Paralela está irretocável.

Quem, eu? é, como já disse, muito mais que um livro: é apoio, ferramenta, biografia, depoimento e, principalmente, uma declaração de amor. Imperdível.

Esse livro foi gentilmente cedido para resenha pela editora Paralela.

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Ficha técnica:

Nome: Quem, Eu? – Uma avó, um neto, uma lição de vida
Autor: Fernando Aguzzoli
Páginas: 524
Editora: Paralela
Onde comprar: Livraria Cultura / Amazon / Saraiva / Livraria da Travessa / Livraria da Folha
Minha avaliação: 

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  • Ana Maria disse:

    Adorei a história, quero ler o livro.

  • Maristela G Rezende disse:

    O livro parece-me bem interessante. Tenho alguém de minha familia com essa doença e é muito triste, pois a pessoa embora pareça que não sofre nada, sofre muito. Na verdade, toda pessoa que acompanha alguém com essa doença ingrata, tem um grande aprendizado de vida.

  • Shadai disse:

    Deve ser uma leitura emocionante!
    Legal o trabalho que ele teve de fazer esse livro, junto da editora também.
    Minha avó paterna que já faleceu, sofreu desse mal. Quando eu ia visitá-la ela nem sabia quem eu era mais, ficava me perguntando várias vezes. E, ela comentava do meu avô como se ele ainda estivesse vivo, sendo que ele havia falecido há mais de 10 anos.
    Uma doença bem triste!
    Temos que exercitar muito nossa mente para quando chegarmos à uma idade avançada não passarmos por isso.

  • Daniele Reis disse:

    Uma historia adversa do que é lido popularmente hoje em dia o que me da interesse.

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