Adaptação: Jane Eyre

Jane Eyre, romance de Charlotte Brontë, foi publicado em 1846. O enredo conta a história de Jane Eyre, uma órfã passional que é detestada pela família de seu tio. Quando criança, sua tia a manda para uma escola de caridade, onde Jane aprende o suficiente para se tornar uma governanta. Cansada da vida na escola, ela decide procurar um emprego, e acaba indo trabalhar em Thornfield Hall – residência de Mr. Rochester, por quem ela se apaixona. Mas coisas estranhas acontecem em Thornfield Hall: risadas misteriosas, um incêndio e um hóspede sendo atacado no meio da noite.

Jane Eyre foi adaptado para a TV e o cinema diversas vezes, sendo a mais antiga em 1934 e a mais recente em 2011. Hoje eu fui ao cinema assistir à versão de Cary Fugunaka, e não sendo uma grande fã de Charlotte Brontë (Emma, de Jane Austen, não tem nada profundo, eh?) posso afirmar para aqueles que precisam ler a obra que suas agonias acabaram: assistir ao filme é suficiente.

É claro que existem algumas diferenças na história, e as destacadas abaixo contém spoilers. Para ler basta selecionar o texto.

  • No livro, temos uma narrativa linear, começando com Jane criança e progredindo até o final. O filme começa quando Jane deixa Thornfield Hall e é acolhida por St. John Rivers e suas irmãs, e a história é contada através de suas reminiscências.
  • Mr. Lloyd e Miss Maria Temple são completamente esquecidos nessa versão.
  • No livro, descobrimos a relação entre Jane Eyre e os Rivers quando John Eyre morre. O filme felizmente nos poupa esse detalhe, mostrando apenas Jane propondo a divisão da fortuna e pedindo para ser aceita na família.
  • O filme não nos mostra Mr. Rochester contando a história de seu affair com a mãe de Adelle.
  • No filme, os males de Mr. Rochester são menores que no livro: ele apenas fica cego. Sua recuperação, no entanto é completamente ignorada.
Tendo em conta que é uma adaptação de um livro que não está dentre meus favoritos, eu recomendo Jane Eyre. Os detalhes deixados de fora não são de extrema importância, e a atuação de Mia Wasikowska é digna de atenção. Portanto, embora eu seja defensora da crença de que ler o livro é sempre melhor, quando seus professores pedirem um trabalho sobre Jane Eyre, não se desesperem. Assistindo ao filme e pesquisando apenas alguns detalhes, você conseguirá uma nota que nem a própria Miss Brontë seria capaz de contestar.
Vejam o trailer aqui.
O filme ainda não tem data de estréia no Brasil.
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  • Lisa disse:

    Ainda não assisti, estou curiosa agora! Gosto da versão com o Ciarán Hinds e a Samantha Morton apesar de não ser totalmente fiel. E poxa, eu gosto de Jane Eyre, haha. Acho que sou a única! Foi um dos poucos livros que me fez chorar…

  • Vania disse:

    Eu me lembro de ter visto uma versão quando tava na escola, mas não lembro qual foi. Gostei muito dessa nova! O livro… é interessante, mas eu já sabia que não iria gostar por princípio.

  • Lany disse:

    Bem eu não li o livro e nem assisti o filme. Mas, depois desse comentário, acho que nem vou ler hahaha! Prefiro assistir o filme, já que ele é bem fiel!XD

  • Vania disse:

    Tá vendo porque eu disse que era uma resenha politicamente incorreta?

  • Melissa disse:

    Jane Eyre é um must see da literatura escrita por mulheres. Afinal, a maioria das teorias feminista usam Jane Eyre como metáfora. hahahaha Mas eu to ficando muito feminista ultimamente, então…

    Fiquei empolgada com o filme e me deu vontade de ler o livro.

  • Vania disse:

    Eu ia comentar que “como eu disse no post, reconheço a importância da obra” mas foi no twitter que falei isso. Oops! Hahaha. Anyway, eu reconheço a importância de Jane Eyre, mas isso não a torna menos chata pra mim. Sem contar que eu a achei quase tão submissa quanto às mocinhas que Charlotte Brontë tanto gostava de criticar. Eu não leria o livro de novo. Mas o filme é muito bacana, com uma fotografia maravilhosa e o detalhe mais irritante do livro foi completamente deixado de lado haha

  • Melissa disse:

    Claro, claro, ninguém precisa gostar dos clássicos obrigatoriamente. O importante realmente é reconhecer o valor.

  • Mi disse:

    Ahhhhhhh, eu AMO Jane Eyre.
    Eu não acho chato, eu acho encantador ainda que lento. E confesso que estou numa fase onde prefiro Jane Eyre ao Morro dos ventos uivantes.
    E não é pelo discurso feminista implicito, não é pelas questões inovadoras abordadas, não é pelo diabo que carregue, mas simplesmente pq eu adorei esse livro. Adoro a personagem e bla bla bla whiskas sachê!
    Eu não vi essa versão do filme, mas particularmente adoro a versão da BBC, com o Tobby Stephens (que é filho da Maggie Smith). Recomendadíssima pra quem não leu o livro, inclusive, pois é bem fiel.

  • Vania disse:

    Nossa, eu também detestei Morro dos Ventos Uivantes. Na verdade, não sei qual achei mais chato e cansativo dentre os dois. Mas talvez eu não tenha gostado de Jane Eyre por princípio, não sei.

  • Mi disse:

    Ele são parados, cansativos até… mas as histórias são lindas e os personagens encantadores. =D

  • Lucy disse:

    Eu não cheguei a ler ainda, apenas assisti a versão da BBC que a Mi comentou. Achei bem legal, dá pra perceber que é uma história lenta se for ler. rsrs Não sei se iria gostar, gostei de O Morro dos ventos uivantes, mas sinceramente hoje em dia não teria paciência para ler de novo.

  • Vania disse:

    Por mais que me doa dizer isso, eu prefiro o filme…

  • Cleo disse:

    Quanto a mim, posso afirmar que tenho assistido a todas as versões de Jane Eyre desde 1943( não vi a de 1934) até 2011 ( Entendam que sou fá de Jane Eyre)e a que mais me emocinou e gostei foi a versão para TV de 1983 com Timothy Dalton. Quem não viu ainda poderá amar e quem não leu o livro, poderá surpreender-se.

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