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Resenha: Sempre Vivemos no Castelo

Existem alguns livros que são oito ou oitenta, ame-o ou deixe-o. Sempre Vivemos no Castelo é exatamente deste tipo: ou você irá achá-lo profundo e complexo ou irá arremessá-lo na parede mais próxima e despejar alguns impropérios.

“Merricat Blackwood vive com a irmã Constance e o tio Julian. Há algum tempo existiam sete membros na família Blackwood, até que uma dose fatal de arsênico colocada no pote de açúcar matou quase todos. Acusada e posteriormente inocentada pelas mortes, Constance volta para a casa da família, onde Merricat a protege da hostilidade dos habitantes da cidade. Os três vivem isolados e felizes, até que o primo Charles resolve fazer uma visita que quebra o frágil equilíbrio encontrado pelas irmãs Blakcwood. Merricat é a única que pressente o iminente perigo desse distúrbio, e fará o que for necessário para proteger Constance. “”Sempre vivemos no castelo”” leva o leitor a um labirinto sombrio de medo e suspense, um livro perturbador e perverso, onde o isolamento e a neurose são trabalhados com maestria por Shirley Jackson.” Fonte

 

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Resenha: Fraude Legítima

“Jule West Williams é uma garota capaz de se adaptar a qualquer lugar ou situação. Imogen Sokoloff é uma herdeira milionária fugindo de suas responsabilidades. Além do fato de serem órfãs, as duas garotas têm pouco em comum, mas isso não as impede de desenvolver uma amizade intensa quando se reencontram anos depois de terem se conhecido no colégio. Elas passam os dias em meio a luxo e privilégios, até que uma série de eventos estranhos começa a tomar curso, culminando no trágico suicídio de Imogen e forçando Jule a descobrir como viver sem sua melhor amiga. Mas, talvez, as histórias das duas garotas tenham se unido de maneira inexorável — e seja tarde demais para voltar atrás”

Estou aqui, sentada na frente do meu computador, pensando em como eu vou fazer a resenha de Fraude Legítima. A sensação que eu tenho é que qualquer coisa que eu falar vai ser um grade spoiler – ou seja, não tem muito como fugir do que está escrito na sinopse do livro. Eu vou tentar portanto descrever mais as minhas emoções durante a leitura, porque eu realmente não quero estragar o enredo.

Eu fiquei curiosa em ler Fraude Legítima por causa de Mentirosos. A nossa resenha foi feita pela Karen e eu concordo com tudo o que ela disse. O final foi impactante e ele me marcou até hoje. Eu descobri o segredo um pouco antes de chegar no final e fiquei sentada na pontinha na cadeira pensando “Será que é isso mesmo? Que plot twist maravilhoso!”. E era.

Só que plot twist do plot twist foi que isso não aconteceu em Fraude Legítima.

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Resenha: Frantumaglia

Apesar de nunca ter falado de Elena Ferrante aqui no blog, eu já tinha lido 5 livros dela antes de Frantumaglia. Li toda a Tetralogia Napolitanade A Amiga Genial – uma série maravilhosa, que devorei sem parar para respirar, um atrás do outro, como se fosse um grande livro único. Mas, antes da série, li também A Filha Perdida. Mas não fiz resenha de nenhum deles porque… vocês já sentiram que um autor é tão bom, tão genial, que somos pequenos para falar dele? É como se resenhar um autor desse calibre fosse algum tipo de pecado. Eu me sentia assim com Carlos Ruiz Zafón – e ainda me sinto, toda vez que preciso fazer uma resenha dele. Pois bem, Elena Ferrante é outra autora que me faz sentir assim, que é tão incrível e brilhante que me intimida, não como leitora, como resenhista.

“Cartas, entrevistas e trechos inéditos oferecem visão única de uma das maiores escritoras da atualidade.

Elena Ferrante, voz extraordinária que provocou grande comoção na literatura contemporânea, tornou-se um fenômeno mundial. O sucesso de crítica e de público se reflete em artigos publicados em importantes jornais e revistas, como The New York Times, The New Yorker e The Paris Review. Ao longo das últimas duas décadas, o “mistério Ferrante” habita a imprensa e a mente dos leitores, mas, afinal, quem é essa escritora?
Nas páginas de Frantumaglia, a própria Elena Ferrante explica sua escolha de permanecer afastada da mídia, permitindo que seus livros tenham vidas autônomas. Defende que é preciso se proteger não só da lógica do mercado, mas também da espetacularização do autor em prol da literatura, e assim partilha pensamentos e preocupações à medida que suas obras são adaptadas para o cinema e para a TV.
Diante das alegrias e dificuldades da escrita, conta a origem e a importância da frantumaglia para seu processo criativo, termo do dialeto napolitano que sempre ouvira da mãe e, dentre os muitos sentidos, seria uma instável paisagem mental, destroços infinitos que se revelam como a verdadeira e única interioridade do eu; partilha ainda a angústia de criar uma história e descobrir que não é boa o suficiente, e destaca a importância do universo pessoal para o processo criativo. Nas trocas de correspondência, nos bilhetes e nas entrevistas, a autora contempla a relação com a psicanálise, as cidades onde morou, a maternidade, o feminismo e a infância, aspectos fundamentais à produção de suas obras.
Frantumaglia é um autorretrato vibrante e íntimo de uma escritora que incorpora a paixão pela literatura. Em páginas reveladoras, traça, de maneira inédita, os vívidos caminhos percorridos por Elena Ferrante na construção de sua força narrativa.” Fonte

A escrita precisa do máximo de ambição, do mínimo possível de preconceitos e de uma desobediência deliberada.




Resenha: A casa das marés

“Uma história que atravessa décadas e gerações para mostrar que nunca é tarde demais para nos descobrir e correr atrás dos nossos sonhos.

Na década de 1950, Merham não passava de uma cidadezinha litorânea como tantas outras: pacata, tradicional e obcecada pelas aparências. Os homens cuidavam do comércio, as mulheres cuidavam dos filhos e todos tomavam conta da vida dos outros. Até que um boêmio grupo de artistas estrangeiros se muda para a Casa Arcádia, uma bela construção art déco à beira-mar. Ao contrário dos demais habitantes, que logo veem os artistas com maus olhos, temerosos de que possam destruir a boa reputação da cidade, Lottie Swift e Celia Holden não conseguem esconder o interesse pelos novos residentes.

Cinquenta anos mais tarde, quando o passado já parece enterrado e esquecido, a Casa Arcádia é vendida para um empresário que pretende transformá-la em um refúgio de luxo planejado pela arquiteta Daisy Parsons, que chega a Merham para reconstruir não só a casa, mas sua própria vida. Porém, assim como antes, o prenúncio de mudança revolta os moradores, dispostos a tudo para inviabilizar o projeto.

Repleto de encontros emocionantes e segredos revelados, A casa das marés é uma leitura deliciosa e romântica que explora as dinâmicas familiares, antigos amores e traições.”

Quem já leu as minhas resenhas anteriores da Jojo Moyes, sabe que eu amo os livros dessa autora, porém eu só li os livros que foram lançados depois de “Como eu era antes de você”. Várias vezes eu já pensei em pegar um dos livros anteriores, porém eu sempre ficava com medo. As resenhas no Goodreads (onde tinha um maior número do que no Skoob porque os livros foram lançados aqui há pouco tempo) sempre me deixavam com um pé atrás. Mas eu resolvi dar uma chance para ter a minha própria opinião e por isso eu peguei A casa das marés para ler.

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Resenha: A Bela e o Ferreiro

Diana Highwood estava destinada a ter um casamento perfeito, digno de flores, seda, ouro e, no mínimo, com um duque ou um marquês. Isso era o que sua mãe, a Sra. Highwood, declarava, planejando toda a vida da filha com base na certeza de que ela conquistaria o coração de um nobre.
Entretanto, o amor encontra Diana no local mais inesperado. Não nos bailes de debute em Londres, ou em carruagens, castelos e vales verdejantes O homem por quem ela se apaixona é forte como ferro, belo como ouro e quente como brasa. E está em uma ferraria.
Envolvida em uma paixão proibida, a doce e frágil Diana está disposta a abandonar todas as suas chances de um casamento aristocrático para viver esse grande amor com Aaron Dawes e, finalmente, ter uma vida livre! Livre para fazer suas próprias escolhas e parar de viver sob a sombra dos desejos de sua mãe. Há, enfim, uma fagulha de esperança para uma vida plena e feliz.
Mas serão um pobre ferreiro e sua forja o felizes para sempre de uma mulher que poderia ter qualquer coisa? Será que ambos estarão dispostos a arriscar tudo pelo amor e o desejo? Fonte

Essa resenha pode conter spoilers não prejudiciais dos livros anteriores da série.

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