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Resenha: Não Me Abandone Jamais

Kathy, Tommy e Ruth são clones criados para doar órgãos. Tendo esse cenário de ficção científica por pano de fundo, e o triângulo amoroso como gancho, Kazuo Ishiguro fala de perda, de solidão e da sensação que às vezes temos de já ser “tarde demais”. Finalista do Man Booker Prize 2005.

Kathy H. tem 31 anos e está prestes a encerrar sua carreira de “cuidadora”. Enquanto isso, ela relembra o tempo que passou em Hailsham, um internato inglês que dá grande ênfase às atividades artísticas e conta, entre várias outras amenidades, com bosques, um lago povoado de marrecos, uma horta e gramados impecavelmente aparados. No entanto esse internato idílico esconde uma terrível verdade: todos os “alunos” de Hailsham são clones, produzidos com a única finalidade de servir de peças de reposição.

Assim que atingirem a idade adulta, e depois de cumprido um período como cuidadores, todos terão o mesmo destino – doar seus órgãos até “concluir”. Embora à primeira vista pareça pertencer ao terreno da ficção científica, o livro de Ishiguro lança mão desses “doadores”, em tudo e por tudo idênticos a nós, para falar da existência. Pela voz ingênua e contida de Kathy, somos conduzidos até o terreno pantanoso da solidão e da desilusão onde, vez por outra, nos sentimos prestes a atolar. (Fonte)

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Resenha: As Fúrias Invisíveis do Coração

John Boyne é aquele tipo de autor brilhante, do qual eu leria até sua lista de compras, mas que infelizmente às vezes passa batido da maioria dos leitores. Seu mais prestigiado romance, que inclusive foi adaptado para o cinema, foi O menino do pijama listrado, porém – ao menos na minha opinião – não é, nem de longe, o melhor livro dele, apesar de ser muito bom. É em livros como As Fúrias Invisíveis do Coração que realmente o leitor se depara com o ápice do talento do escritor, em uma obra madura, sincera e visceral.

“Cyril Avery não é um Avery de verdade ou, pelo menos, é o que seus pais adotivos lhe dizem. E ele nunca será. Mas se não é um Avery, então quem é ele? Nascido nos anos 1940, filho de uma jovem solteira expulsa de sua comunidade e criado por uma família rica irlandesa, Cyril passará a vida inteira à mercê da sorte e da coincidência, tentando descobrir de onde veio — e, ao longo de muitos anos, lutará para encontrar uma identidade, uma casa, um país e muito mais. Além das incertezas de sua origem, ele tem de enfrentar outro dilema: é gay numa sociedade que não admite sua orientação sexual. Autor do best-seller O menino do pijama listrado, John Boyne nos apresenta à sua maior empreitada literária até então, construindo uma saga arrebatadora sobre aceitar-se e ser aceito num mundo que pode ser cruelmente hostil. Uma leitura necessária para os dias de hoje, que reitera o poder do amor, da esperança e da tolerância.” Fonte

Então se virou e sorriu de um modo que dizia que não havia ninguém no mundo que ele quisesse ver mais do que a mim.




Resenha: Por trás de seus olhos

Um cara maravilhoso, e casado, uma esposa sociopata, e uma amante. Não peraí… Um marido opressor e uma esposa oprimida, e uma amiga que quer ajudá-la. Não peraí… um triângulo amoroso no qual quem está envolvido com as outras duas partes não é o marido, mas a amante/amiga. Cara… que nó!!!

Não confie neste livro. Não confie nestas pessoas. Não confie em você.

Louise é mãe solteira, trabalha como secretária e está presa à rotina da vida moderna: ir para o escritório, cuidar da casa, do filho e tentar descansar no tempo livre. Em uma rara saída à noite, ela conhece um homem no bar e se deixa envolver. Embora ele se vá logo depois de um beijo, Louise fica muito animada por ter encontrado alguém.
Ela só não esperava que seu novo e casadíssimo chefe seria o homem do bar. Apesar de ele fazer questão de logo esclarecer que o beijo foi um equívoco, em pouco tempo os dois passam a ter um caso. Em uma terrível sequência de erros, Louise acaba ficando amiga da esposa do amante. E, se você acha que sabe para onde esta história vai, pense de novo, porque Por trás de seus olhos não se parece com nenhum livro que já tenha passado por suas mãos. À medida que é arrastada para a história do casal, Louise acaba com mais perguntas que respostas e a única coisa certa é que algo naquele casamento está muito, muito errado.
Em Por trás de seus olhos, best-seller do Sunday Times e do The New York Times, Sarah Pinborough não só reinventa o tradicional triângulo amoroso, como o vira do avesso e de ponta-cabeça, numa trama “com tantos jogos mentais que você vai começar a se perguntar se esse triângulo tem mesmo três lados”, como destaca Josh Malerman, autor de Caixa de pássaros. (Fonte)

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Resenha: A Fúria e a Aurora

A Fúria e a AuroraPersonagem central da história, a jovem Sherazade se candidata ao posto de noiva de Khalid Ibn Al-Rashid, o rei de Khorasan, de 18 anos de idade, considerado um monstro pelos moradores da cidade por ele governada. Casando-se todos os dias com uma mulher diferente, o califa degola as eleitas a cada amanhecer. Depois de uma fila de garotas assassinadas no castelo, e inúmeras famílias desoladas, Sherazade perde uma de suas melhores amigas, Shiva, uma das vítimas fatais de Khalid. Em nome da forte amizade entre ambas, Sherazade planeja uma vingança para colocar fim às atrocidades do atual reinado.

Noite após noite, Sherazade seduz o rei, tecendo histórias que encantam e que garantem sua sobrevivência, embora saiba que cada aurora pode ser a sua última. De maneira inesperada, no entanto, passa a enxergar outras situações e realidades nas quais vive um rei com um coração atormentado. Apaixonada, a heroína da história entra em conflito ao encarar seu próprio arrebatamento como uma traição imperdoável à amiga.

Apesar de não ter perdido a coragem de fazer justiça, de tirar a vida de Khalid em honra às mulheres mortas, Sherazade empreende a missão de desvendar os segredos escondidos nos imensos corredores do palácio de mármore e pedra e em cenários mágicos em meio ao deserto. Fonte

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Resenha: O Prisioneiro do Céu

Para mim, Carlos Ruiz Zafón é um dos melhores escritores da atualidade, e O Cemitério dos Livros Esquecidos uma série que todo e qualquer amante de livros precisa ler. Há alguns anos, comprei os três volumes da série disponíveis à época (a Editora Suma lançou este ano o último livro da série, O Labirinto dos Espíritos, que, claro, será minha leitura a seguir) e me apaixonei quando li A Sombra do Vento (leia a resenha). Porém, foi só no começo deste ano que li O Jogo do Anjo (leia a resenha), um livro maravilhoso também, mas que contava uma história diferente. Mas foi só agora, lendo o genial O Prisioneiro do Céu que percebi como as três histórias se interligam de maneira brilhante e muito bem orquestrada.

Observação: Esta resenha contém informações dos dois primeiros volumes da série A Sombra do Vento O Jogo do Anjo que talvez possam ser consideradas spoilers. Eu, porém, não as considero, pois, segundo o autor, a série pode ser lida na ordem que se desejar e cabe ao leitor montar o quebra-cabeças.

“Barcelona, 1957. Daniel Sempere e seu amigo Fermín, os heróis de A sombra do vento, estão de volta à aventura para enfrentar o maior desafio de suas vidas. Já se passa um ano do casamento de Daniel e Bea. Eles agora têm um filho, Julián, e vivem com o pai de Daniel em um apartamento em cima da livraria Sempere e Filhos. Fermín ainda trabalha com eles e está ocupado com os preparativos para seu casamento com Bernarda no ano-novo. No entanto, algo parece incomodá-lo profundamente. Quando tudo começava a dar certo para eles, um personagem inquietante visita a livraria de Sempere em uma manhã em que Daniel está sozinho na loja. O homem misterioso entra e mostra interesse por um dos itens mais valiosos dos Sempere, uma edição ilustrada de O conde de Montecristo que é mantida trancada sob uma cúpula de vidro. O livro é caríssimo, e o homem parece não ter grande interesse por literatura; mesmo assim, demonstra querer comprá-lo a qualquer custo. O mistério se torna ainda maior depois que o homem sai da loja, deixando no livro a seguinte dedicatória: “Para Fermín Romero de Torres, que retornou de entre os mortos e tem a chave do futuro”. Esta visita é apenas o ponto de partida de uma história de aprisionamento, traição e do retorno de um adversário mortal. Daniel e Fermín terão que compreender o que ocorre diante da ameaça da revelação de um terrível segredo que permanecia enterrado há duas décadas no fundo da memória da cidade. Ao descobrir a verdade, Daniel compreenderá que o destino o arrasta na direção de um confronto inevitável com a maior das sombras: aquela que cresce dentro dele. Transbordando de intriga e emoção, O prisioneiro do céu é um romance em que as narrativas de A sombra do vento e O jogo do anjo convergem e levam o leitor à resolução do enigma que se esconde no coração do Cemitério dos Livros Esquecidos.” Fonte

Você é um bom homem, Fermín. Tente esconder isso.

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