Arquivo para a categoria ‘ Carlos Ruiz Zafón ’


Resenha: O Jogo do Anjo

No final do ano passado, a Suma de Letras anunciou que irá lançar aqui no Brasil O Labirinto dos Espíritos, o quarto livro da série Cemitério dos Livros Esquecidos. Como eu só tinha lido A Sombra do Vento até o momento (resenha apaixonada aqui), resolvi ler os outros dois, por ordem de publicação, portanto, O Jogo do Anjo. Escrito com a sensibilidade já conhecida de Carlos Ruiz Zafónesse livro traz uma nova história, dessa vez na Barcelona dos anos 20, mas também traz alguns personagens que já conhecemos e um mistério arrepiante.

Essa resenha pode conter algumas informações de A Sombra do Vento, mas que não considero spoilers.

LIVRO-O-Jogo-do-Anjo“Aos 28 anos, desiludido no amor e na vida profissional e gravemente doente, o escritor David vive sozinho num casarão em ruínas. É quando surge em sua vida Andreas Corelli, um estrangeiro que se diz editor de livros. Sua origem exata é um mistério, mas sua fala é suave e sedutora. Ele promete a David muito dinheiro e sua simples aparição parece devolver a saúde ao escritor. Contudo, o que ele pede em troca não é pouco. E o preço real dessa encomenda é o que David precisará descobrir.

Em O Jogo do Anjo, o catalão Carlos Ruiz Zafón explora novamente a Barcelona do início do século XX, cenário de seu grande êxito internacional A Sombra do Vento, que vendeu mais de 10 milhões de exemplares em todo o mundo. Lançado este ano na Espanha, O Jogo do Anjo já ultrapassou a marca de um milhão de exemplares vendidos.” Fonte

Um escritor nunca é uma pessoa de confiança.




Resenha: O Palácio da Meia-Noite

Ultimamente ando meio travada nas minhas leituras, tanto que tenho aparecido pouco aqui no blog. No meio de duas outras leituras que não estavam progredindo, resolvi resgatar O Palácio da Meia-Noite da minha estante. Afinal, se Zafón não conseguisse me animar, quem poderia? Mas eis que, pela primeira vez, um livro dele me desapontou. Não é um livro ruim, mas já li outras obras infinitamente melhores dele. O que fazer quando um dos seus autores favoritos decepciona? Bem, ninguém é perfeito.

Capa O palacio da meia-noite.indd“Ben e Sheere são irmãos gêmeos cujos caminhos se separaram logo após o nascimento: ele passou a infância num orfanato, enquanto ela seguiu uma vida errante junto à avó, Aryami Bosé. Os dois se reencontram quando estão prestes a completar 16 anos.
Junto com o grupo Chowbar Society, formado por Ben e outros seis órfãos e que se reúnem no Palácio da Meia-Noite, Ben e Sheere embarcam numa arriscada investigação para solucionar o mistério de sua trágica história.
Uma idosa lhes fala do passado: um terrível acidente numa estação ferroviária, um pássaro de fogo e a maldição que ameaça destruí-los. Os meninos acabam chegando até as ruínas da velha estação ferroviária de Jheeters Gate, onde enfrentam o temível pássaro.
Cada um deles será marcado pela maior aventura de sua vida. Publicado originalmente em 1994, O Palácio da Meia-Noite segundo romance do fenômeno espanhol Carlos Ruiz Zafón traz uma narrativa repleta de fantasia e mistério sobre coragem e amizade.” Fonte

Maturidade nada mais é que o processo de descobrir que tudo aquilo em que você acreditava quando era jovem é falso, e que, por outro lado, tudo o que rejeitava na juventude é verdadeiro.




Resenha: O Príncipe da Névoa

O que você faz quando está de ressaca literária? Bem, eu passei por uma terrível esse mês e a solução que encontrei foi: apanhar um livro de um dos meus autores favoritos na estante, esquecer por uns dias a pilha de leituras e mergulhar em um universo que eu tinha certeza que me emocionaria. E o resultado? Claro que emocionou, claro que o livro foi perfeito! Como não poderia ser, quando estamos falando de uma obra – e não qualquer uma, mas a primeira! – do magnífico Carlos Ruiz Zafón?

“A nova casa dos Carver é cercada por mistério. Ela ainda respira o espírito de Jacob, filho dos ex-proprietários, que se afogou. As estranhas circunstâncias de sua morte só começam a se esclarecer com o aparecimento de um personagem do mal – o Príncipe da Névoa, capaz de conceder qualquer desejo de uma pessoa, a um alto preço.” Fonte

Para mim Zafón é sinônimo de uma boa leitura. O Príncipe da Névoa foi o terceiro livro que li de sua autoria e, a exemplo dos outros livros dele que li, Zafón novamente não me decepcionou e, melhor ainda, conseguiu novamente me encantar e surpreender.

Ele não vai voltar.




Meu Autor de Cabeceira: Carlos Ruiz Zafón

Carlos Ruiz Zafón só entrou no meu seleto grupo de autores de cabeceira recentemente, mais precisamente no início do ano, quando li Marina. Apesar disso, logo após ler apenas um livro do autor, eu já sabia que estava apaixonada por sua escrita sensível e inigualável. O amor só aumentou após ler seu outro romance, A Sombra do Vento, uma verdadeira obra-prima. Zafón é o tipo de autor que é impossível não se encantar e querer ter na estante. Por isso mesmo digo orgulhosamente: sou uma zafonete de carteirinha. Vamos conhecer um pouco mais sobre esse clássico contemporâneo?

Carlos-Ruiz-ZafónO escritor espanhol Carlos Ruiz Zafón nasceu em Barcelona – cenário de vários de seus romances – em 25 de setembro de 1964. Aos 49 anos, Zafón vive atualmente em Los Angeles, onde se dedicava a escrever roteiros antes de se dedicar à carreira de escritor. Foi muito premiado, principalmente com seu primeiro romance, dirigido para um público mais jovem, O Príncipe da Névoa, bem como com sua obra mais aclamada e dirigida ao público adulto, A Sombra do Vento. É um dos escritores mais bem sucedidos da Espanha, com vários romances publicados, todos editados aqui no Brasil pela Editora Suma das Letras, selo da Editora Objetiva.

Continue lendo…




Resenha: A Sombra do Vento

É muito difícil falar de Carlos Ruiz Zafón. Após ler Marina, no começo do ano, fui completamente arrebatada pela escrita apaixonante do autor. A partir daí, Zafón ocupou um lugar diferenciado entre os escritores, na minha opinião. Falar dele, de um livro seu, é quase como profaná-lo. Seus livros são tão perfeitos que eu me sinto até mal de falar deles, mesmo que seja para reverenciá-los. Zafón é um clássico que ainda vive. Para vocês verem o tamanho da minha reverência, até pouco tempo eu hesitava em procurar sobre ele, encontrar seu rosto em fotos. Ele é quase inalcançável, assim como seu personagem também romancista em A Sombra do Vento, Júlian Carax. Esse livro é quase um ode aos livros. Sublime, complexo, tocante, A Sombra do Vento pode ser uma das melhores leituras da sua vida.

“A Sombra do Vento é uma narrativa de ritmo eletrizante, escrita em uma prosa ora poética, ora irônica. O enredo mistura gêneros como o romance de aventuras de Alexandre Dumas, a novela gótica de Edgar Allan Poe e os folhetins amorosos de Victor Hugo. Ambientado na Barcelona franquista da primeira metade do século XX, entre os últimos raios de luz do modernismo e as trevas do pós-guerra, o romance de Zafón é uma obra sedutora, comovente e impossível de largar. Além de ser uma grandiosa homenagem ao poder místico dos livros, é um verdadeiro triunfo da arte de contar histórias. Tudo começa em Barcelona, em 1945. Daniel Sempere está completando 11 anos. Ao ver o filho triste por não conseguir mais se lembrar do rosto da mãe já morta, seu pai lhe dá um presente inesquecível: em uma madrugada fantasmagórica, leva-o a um misterioso lugar no coração do centro histórico da cidade, o Cemitério dos Livros Esquecidos. O lugar, conhecido de poucos barceloneses, é uma biblioteca secreta e labiríntica que funciona como depósito para obras abandonadas pelo mundo, à espera de que alguém as descubra. É lá que Daniel encontra um exemplar de “A Sombra do Vento”, do também barcelonês Julián Carax. O livro desperta no jovem e sensível Daniel um enorme fascínio por aquele autor desconhecido e sua obra, que ele descobre ser vasta. Obcecado, Daniel começa então uma busca pelos outros livros de Carax e, para sua surpresa, descobre que alguém vem queimando sistematicamente todos os exemplares de todos os livros que o autor já escreveu. Na verdade, o exemplar que Daniel tem em mãos pode ser o último existente. E ele logo irá entender que, se não descobrir a verdade sobre Julián Carax, ele e aqueles que ama poderão ter um destino terrível.” Fonte

Os livros são espelhos: neles só se vê o que possuímos dentro.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...



Página 1 de 212