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Resenha: O Bazar dos Sonhos Ruins

Stephen King é um escritor brilhante. Apesar de ser consagrado como um grande romancista – e  não tenho dúvida da qualidade de seus romances -, ele é, para mim, ainda melhor como contista. É nas histórias curtas que ele mostra um terror puro e visceral, condensado, verdadeiramente assombroso em cada palavra. As suas obras que me meteram mais medo e que lembro com arrepios até hoje foram contos, como “O bicho-papão”, “O Nevoeiro”, “Ex-Fumantes Ltda” e “1408”.

Por isso, quando vejo uma nova coletânea sua, já fico à flor da pele. Não foi diferente, é claro, com seu mais recente lançamento do gênero, que saiu pela Suma de Letras por aqui no Brasil como O Bazar dos Sonhos Ruins. Como na maioria das coletâneas do King, há contos bons e contos não tão bons, e ainda contos excelentes, excepcionais, que fazem o livro inteiro valer a pena.

bazar“Mestre das histórias curtas, o que Stephen King oferece neste livro é uma coleção generosa de contos – muitos deles inéditos no Brasil. E, antes de cada história, o autor faz pequenos comentários autobiográficos, revelando quando, onde, por que e como veio a escrever (ou reescrever) cada uma delas.
Temas eletrizantes interligam os contos; moralidade, vida após a morte, culpa, os erros que consertaríamos se pudéssemos voltar no tempo… Muitos deles são protagonizados por personagens no fim da vida, relembrando seus crimes e pecados. Outros falam de pessoas descobrindo superpoderes – como o colunista, em “Obituários”, que consegue matar pessoas ao escrever sobre suas mortes; ou o velho juiz em “A duna”, que ainda criança descobre uma pequena ilha onde nomes surgem misteriosamente na areia – nome de pessoas que logo morrem em acidentes bizarros.
Incríveis, sinistros e completamente envolventes, essas histórias formam uma das melhores obras do mestre do terror, um presente para seus Leitores Fiéis.” Fonte

Todas as coisas servem à Torre.




Resenha: Aconteceu naquele verão – Doze histórias de amor

aconteceu naquele verão“Bem-vindos à estação mais ensolarada e apaixonante de todas! No verão, somos todos iguais, diz um dos personagens do conto “Mil maneiras de tudo isso dar errado”. No Brasil, nos Estados Unidos ou em qualquer lugar do globo, uma coisa é certa: no verão, nossos corações ficam mais leves, mais corajosos, impetuosos e confiantes – talvez por isso esta seja a estação perfeita para se apaixonar… e Aconteceu naquele verão é o livro ideal para quem adora histórias de amor.

Mas essa coletânea tem algo ainda mais especial. Algumas histórias têm uma pitada de estranheza, de mistério, um toque sobrenatural. Em “Cabeça, escamas, língua, calda”, a lagoa de uma cidadezinha é morada de um monstro marinho que só uma menina vê. No intrigante “Inércia”, dois grandes amigos há muito afastados vão se encontrar num quarto de hospital para uma última visita. No belo “O mapa das pequenas coisas perfeitas” é sempre dia 4 de agosto. Presos num loop temporal, dois jovens vão comprovar do que a força do amor é capaz.

A lição é simples: o amor não escolhe lugar nem hora para surgir. Coloque seus óculos escuros e abra sua cadeira de praia, porque neste verão você terá doze motivos para suspirar e se apaixonar.”

Aconteceu naquele verão é um livro com doze contos (sobre adivinhem só, o verão) organizado pela autora Stephanie Perkins. Todos eles tem outro tema em comum: eles são romances. E se tem romance, eu já fico super curiosa, porque com perdão do trocadilho essa é totalmente a minha praia! Eu sempre falo isso em todas as minhas resenhas de livros de contos: é muito difícil que um leitor goste de todos eles. Mesmo levando esse pensamento em consideração, confesso que eu esperava muito mais desse projeto…

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Resenha: História da sua vida e outros contos

Fiquei interessada em História da sua vida e outros contos antes mesmo de saber que um dos contos inspirou o filme A Chegada (que, aliás, foi o melhor filme de 2016 para mim). Fiquei um pouco receosa no começo, achando que poderia ser uma leitura muito densa, mas, apesar de não ser um livro para se ler distraído, a coletânea do autor Ted Chiang é uma mistura sensível de ficção científica e dramas humanos, e foi uma ótima pedida.

historiadasuavida“Um dos autores de mais destaque no cenário da ficção científica, Ted Chiang pode ser descrito como um escritor pouco prolífico: tem apenas quinze trabalhos publicados, entre contos e novelas curtas. A pequena produção contrasta com sua expressiva quantidade de premiações: os oito textos reunidos em História da sua vida e outros contos ganharam no total nove importantes prêmios, dentre eles Nebula, Hugo, Locus, Sturgeon, Sidewise e Seiun.
Publicadas originalmente em volumes diversos, as narrativas de Ted Chiang estão pela primeira vez reunidas em uma coletânea. Entre as histórias dotadas de rigor científico, humanidade e lirismo estão “A torre da Babilônia”, na qual um minerador sobe a famosa torre com a missão de escavar a abóbada celeste; “Divisão por zero”, uma reflexão precisa e devastadora sobre o fim da esperança e do amor, e “História da sua vida”, na qual uma linguista aprende um idioma alienígena que modifica sua visão de mundo.
Com uma prosa límpida e ideias às vezes desconcertantes, Chiang comprova seu inegável talento para a boa ficção científica: a capacidade de contar uma história humana, extremamente bem escrita, na qual a ciência funciona como expressão dos questionamentos mais profundos enfrentados pelos personagens. Um livro repleto de ideias originais e passagens inesquecíveis.” Fonte

Este é o momento mais importante de nossas vidas.




A Cuca Recomenda: Às vezes eu ouço minha voz em silêncio

Já fazia algum tempo que tinha baixado esse livro de contos da Priscilla Matsumoto. Ela é a autora do romance Ball Jointed Alice – Uma história de amor e morte (que ainda não li, mas pretendo; há uma ótima resenha dele no Livros de Fantasia) e de vários contos, entre eles, alguns que já li e resenhei por aqui como Biscoito, Girassol e Peixe (resenha aqui) e Autonomia (resenha aqui), duas obras brilhantes que aliás também se encontram em Às vezes eu ouço minha voz em silêncio, uma reunião sensível, deliciosa e imperdível de várias histórias da autora.

asvezesÀs vezes eu ouço minha voz em silêncio reúne histórias que dialogam com o fantástico, protagonizadas por personagens femininas em busca da própria linguagem. Às voltas com o silêncio, a repressão e a obscuridade, essas mulheres encaram as consequências originadas pela descoberta da própria voz.” Fonte

Temos que lutar contra o mundo e, ao mesmo tempo, fazer parte dele.




Resenha: Escuridão total sem estrelas

Entre um livro e outro, resolvi pegar essa coletânea de contos de Stephen King para ler. Contos já são um ótimo passatempo entre outras leituras, contos em formato digital então (no meu caso, no celular, ou seja, leio praticamente em qualquer lugar), melhor ainda! E ainda por cima King, ou seja, não tem erro! E não teve mesmo. Apesar de não ser minha coletânea preferida dele, Escuridão total sem estrelas é uma ótima leitura. Nesses quatro contos que flertam entre o terror e o drama, King mostra que o horror, na verdade, está muito próximo mais próximo do que a gente imagina: dentro de nós, na vida real, e não na ficção.

EscuridãoTotal“Na ausência da luz, o mundo assume formas sombrias, distorcidas, tenebrosas. Em Escuridão total sem estrelas os crimes parecem inevitáveis; as punições, insuportáveis; as cumplicidades, misteriosas.

Em 1922, o agricultor Wilfred e o filho, Hank, precisam decidir do que é mais fácil abrir mão: das terras da família ou da esposa e mãe. No conto Gigante do volante, após ser estuprada por um estranho e deixada à beira da morte, Tess, uma autora de livros de mistério, elabora uma vingança que vai deixá-la cara a cara com um lado desconhecido de si mesma. Já em Extensão justa, Dave Streeter tem um câncer terminal e faz um pacto com um estranho vendedor. Mas será que para salvar a própria vida vale a pena destruir a de outra pessoa? E, em Um bom casamento, uma caixa na garagem pode dizer mais a Darcy Anderson sobre seu marido do que os vinte anos que eles passaram juntos.

Os personagens dos quatro contos de Stephen King passam por momentos de escuridão total, quando não existe nada — bom senso, piedade, justiça ou estrelas — para guiá-los. Suas histórias representam o modo como lidamos com o mundo e como o mundo lida conosco. São narrativas fortes e, cada uma a seu modo, profundamente chocantes.” Fonte

Não era uma viagem, não exatamente. Estava só voltando para casa.

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