Arquivo para a categoria ‘ Drama ’


Resenha: Corações Feridos

Quando vi a lista de livros de setembro da Novo Conceito, assim que bati os olhos em Corações Feridos, sabia que precisava lê-lo. É uma das melhores capas da editora: com detalhes em relevo, bem caprichada, soturna, melancólica e sombria. Além disso, a sinopse é bastante instigante. Talvez eu esperasse muito desse livro. O fato é que, apesar de ter gostado dele e tê-lo devorado em dois dias, ele ainda poderia ser melhor. Ficou faltando alguma coisa.

“Hephzibah e Rebecca são irmãs gêmeas, mas muito diferentes. Enquanto Hephzi é linda e voluntariosa, Reb sofre da Síndrome de Treacher Collins — que deformou enormemente seu rosto — e é mais cuidadosa. Apesar de suas diferenças, as garotas são como quaisquer irmãs: implicam uma com a outra, mas se amam e se defendem. E também guardam um segredo terrível como só irmãos conseguem guardar. Um segredo que esconde o que acontece quando seu pai, um religioso fanático, tranca a porta de casa. No entanto, quando a ousada Hephzibah começa a vislumbrar a possibilidade de escapar da opressão em que vive, os segredos que rondam sua família cobram-lhe um preço alto: seu trágico fim. E só Rebecca, que esteve o tempo todo ao lado da irmã, sabe a verdadeira causa de sua morte… Hephzi sonhara escapar, mas falhara. Será que Rebecca poderia encontrar, finalmente, a liberdade?” Fonte

Se você pudesse abrir-me, leria a verdade. Olhe para dentro, retire a pele, a carne e os ossos e encontrará uma biblioteca de sentimentos.




Resenha: A Sombra do Vento

É muito difícil falar de Carlos Ruiz Zafón. Após ler Marina, no começo do ano, fui completamente arrebatada pela escrita apaixonante do autor. A partir daí, Zafón ocupou um lugar diferenciado entre os escritores, na minha opinião. Falar dele, de um livro seu, é quase como profaná-lo. Seus livros são tão perfeitos que eu me sinto até mal de falar deles, mesmo que seja para reverenciá-los. Zafón é um clássico que ainda vive. Para vocês verem o tamanho da minha reverência, até pouco tempo eu hesitava em procurar sobre ele, encontrar seu rosto em fotos. Ele é quase inalcançável, assim como seu personagem também romancista em A Sombra do Vento, Júlian Carax. Esse livro é quase um ode aos livros. Sublime, complexo, tocante, A Sombra do Vento pode ser uma das melhores leituras da sua vida.

“A Sombra do Vento é uma narrativa de ritmo eletrizante, escrita em uma prosa ora poética, ora irônica. O enredo mistura gêneros como o romance de aventuras de Alexandre Dumas, a novela gótica de Edgar Allan Poe e os folhetins amorosos de Victor Hugo. Ambientado na Barcelona franquista da primeira metade do século XX, entre os últimos raios de luz do modernismo e as trevas do pós-guerra, o romance de Zafón é uma obra sedutora, comovente e impossível de largar. Além de ser uma grandiosa homenagem ao poder místico dos livros, é um verdadeiro triunfo da arte de contar histórias. Tudo começa em Barcelona, em 1945. Daniel Sempere está completando 11 anos. Ao ver o filho triste por não conseguir mais se lembrar do rosto da mãe já morta, seu pai lhe dá um presente inesquecível: em uma madrugada fantasmagórica, leva-o a um misterioso lugar no coração do centro histórico da cidade, o Cemitério dos Livros Esquecidos. O lugar, conhecido de poucos barceloneses, é uma biblioteca secreta e labiríntica que funciona como depósito para obras abandonadas pelo mundo, à espera de que alguém as descubra. É lá que Daniel encontra um exemplar de “A Sombra do Vento”, do também barcelonês Julián Carax. O livro desperta no jovem e sensível Daniel um enorme fascínio por aquele autor desconhecido e sua obra, que ele descobre ser vasta. Obcecado, Daniel começa então uma busca pelos outros livros de Carax e, para sua surpresa, descobre que alguém vem queimando sistematicamente todos os exemplares de todos os livros que o autor já escreveu. Na verdade, o exemplar que Daniel tem em mãos pode ser o último existente. E ele logo irá entender que, se não descobrir a verdade sobre Julián Carax, ele e aqueles que ama poderão ter um destino terrível.” Fonte

Os livros são espelhos: neles só se vê o que possuímos dentro.




A Cuca Recomenda: Juntos no Paraíso

especial-nacional

Abrimos hoje o Especial Nacional aqui no blog, uma iniciativa do blog Who’s Thanny, para apoiar os autores e a literatura brasileira. Começamos com a resenha desse livro que parece singelo, mas traz consigo uma sensibilidade e maturidade incríveis e surpreeendentes.

“Algumas pessoas se debatem antes de morrer, como se milhares de abelhas as picassem por dentro, outros gritam com a dor inimaginável. Lídia não, morreu como se dormisse, segurando minha mão, serena, talvez por não querer me acordar. Será a morte um eterno dormir? Se for, ela dormia, e em seu sonho não era para o paraíso bíblico que ela ia, onde para se entrar é preciso ser severamente julgado.

Nesta novela, Victor Almeida procura explorar as possibilidades de vida num contexto isolado do mundo exterior, um paraíso particular onde só importa o amor e onde, com alguma sorte, as pessoas vivem felizes para sempre.” Fonte

(…) estivemos tão próximos de comprovar que há realmente algum sentido nessa vida, que não estamos neste mundo só pelo sofrimento.




Resenha: O lado bom da vida

Assim que a Intrínseca lançou esse livro e vi que teve uma adaptação (argh!) cinematográfica que está até concorrendo ao Oscar, eu resolvi me arriscar e o comprei.

Não me arrependo de forma alguma! A história de Pat é emocionante e já digo que é uma das histórias mais bonitas que já li. Vai ser complicado falar de um livro que eu gostei tanto, ainda mais sem soltar spoilers, mas ultimamente eu tenho tido sucesso nisso, então…

o lado bom da vidaSinopse: Pat Peoples, um ex-professor na casa dos 30 anos, acaba de sair de uma instituição psiquiátrica. Convencido de que passou apenas alguns meses naquele ‘lugar ruim’, Pat não se lembra do que o fez ir para lá. O que sabe é que Nikki, sua esposa, quis que ficassem um ‘tempo separados’. Tentando recompor o quebra-cabeça de sua memória, agora repleta de lapsos, ele ainda precisa enfrentar uma realidade que não parece muito promissora. Com o pai se recusando a falar com ele, a esposa negando-se a aceitar revê-lo e os amigos evitando comentar o que aconteceu antes de sua internação, Pat, agora viciado em exercícios físicos, está determinado a reorganizar as coisas e reconquistar sua mulher, porque acredita em finais felizes e no lado bom da vida. Fonte

Estou praticando ser gentil em vez de ter razão.

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