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Resenha: O Labirinto dos Espíritos

O Cemitério dos Livros Esquecidos é, sem dúvida, a grande obra de Carlos Ruiz Zafón. Em 2017, a série teve sua esperada conclusão com O Labirinto dos Espíritos, publicado no Brasil pela Editora Suma. Quando você se depara com este “livrão” – de incríveis 680 páginas -, pode ser que se assuste, mas acredite: cada uma delas vale a pena, assim como todos os outros livros da série. Se você ama ler, leia Zafón.

Obs.: esta resenha pode ter alguns spoilers dos livros anteriores da série. Clique nos títulos para ler as resenhas de A Sombra do VentoO Jogo do Anjo O Prisioneiro do Céu.

“Madrid, anos 1950. Alicia Gris é uma alma nascida das sombras da guerra,que lhe tirou os pais e lhe deu em troca uma vida de dor crônica. Investigadora talentosa, é a ela que a polícia recorre quando o ilustre ministro Mauricio Valls desaparece; um mistério que os meios oficiais falharam em solucionar. Em Barcelona, Daniel Sempere não consegue escapar dos enigmas envolvendo a morte de sua mãe, Isabella. O desejo de vingança se torna uma sombra que o espreita dia e noite, enquanto mergulha em investigações inúteis sobre seu maior suspeito — o agora desaparecido ministro Valls. Os fios dessa trama aos poucos unem os destinos de Daniel e Alicia, conduzindo-os de volta ao passado, às celas frias da prisão de Montjuic, onde um escritor atormentado escreveu sobre sua vida e seus fantasmas; aos últimos dias de vida de Isabella, com seus arrependimentos e confissões; e as intrigas ainda mais perigosas, envolvendo figuras capazes de tudo para manter antigos esqueletos enterrados.” Fonte

Com o tempo, até as lembranças ruins se vestem de branco.




Resenha: O perfume da folha de chá

Um homem atormentado por seu passado. Uma mulher diante da escolha mais terrível de sua vida.

Em 1925, a jovem Gwendolyn Hooper parte de navio da Escócia para se encontrar com seu marido, Laurence, no exótico Ceilão, do outro lado do mundo. Recém-casados e apaixonados, eles são a definição do casal aristocrático perfeito: a bela dama britânica e o proprietário de uma das fazendas de chás mais prósperas do império.

Mas ao chegar à mansão na paradisíaca propriedade Hooper, nada é como Gwendolyn imaginava: os funcionários parecem rancorosos e calados, e os vizinhos, traiçoeiros. Seu marido, apesar de afetuoso, demonstra guardar segredos sombrios do passado e recusa-se a conversar sobre certos assuntos.

Ao descobrir que está grávida, a jovem sente-se feliz pela primeira vez desde que chegou ao Ceilão. Mas, no dia de dar à luz, algo inesperado se revela. Agora, é ela quem se vê obrigada a manter em sigilo algo terrível, sob o preço de ver sua família desfeita. (Fonte)

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Resenha: Sempre Vivemos no Castelo

Existem alguns livros que são oito ou oitenta, ame-o ou deixe-o. Sempre Vivemos no Castelo é exatamente deste tipo: ou você irá achá-lo profundo e complexo ou irá arremessá-lo na parede mais próxima e despejar alguns impropérios.

“Merricat Blackwood vive com a irmã Constance e o tio Julian. Há algum tempo existiam sete membros na família Blackwood, até que uma dose fatal de arsênico colocada no pote de açúcar matou quase todos. Acusada e posteriormente inocentada pelas mortes, Constance volta para a casa da família, onde Merricat a protege da hostilidade dos habitantes da cidade. Os três vivem isolados e felizes, até que o primo Charles resolve fazer uma visita que quebra o frágil equilíbrio encontrado pelas irmãs Blakcwood. Merricat é a única que pressente o iminente perigo desse distúrbio, e fará o que for necessário para proteger Constance. “”Sempre vivemos no castelo”” leva o leitor a um labirinto sombrio de medo e suspense, um livro perturbador e perverso, onde o isolamento e a neurose são trabalhados com maestria por Shirley Jackson.” Fonte

 

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Resenha: Fraude Legítima

“Jule West Williams é uma garota capaz de se adaptar a qualquer lugar ou situação. Imogen Sokoloff é uma herdeira milionária fugindo de suas responsabilidades. Além do fato de serem órfãs, as duas garotas têm pouco em comum, mas isso não as impede de desenvolver uma amizade intensa quando se reencontram anos depois de terem se conhecido no colégio. Elas passam os dias em meio a luxo e privilégios, até que uma série de eventos estranhos começa a tomar curso, culminando no trágico suicídio de Imogen e forçando Jule a descobrir como viver sem sua melhor amiga. Mas, talvez, as histórias das duas garotas tenham se unido de maneira inexorável — e seja tarde demais para voltar atrás”

Estou aqui, sentada na frente do meu computador, pensando em como eu vou fazer a resenha de Fraude Legítima. A sensação que eu tenho é que qualquer coisa que eu falar vai ser um grade spoiler – ou seja, não tem muito como fugir do que está escrito na sinopse do livro. Eu vou tentar portanto descrever mais as minhas emoções durante a leitura, porque eu realmente não quero estragar o enredo.

Eu fiquei curiosa em ler Fraude Legítima por causa de Mentirosos. A nossa resenha foi feita pela Karen e eu concordo com tudo o que ela disse. O final foi impactante e ele me marcou até hoje. Eu descobri o segredo um pouco antes de chegar no final e fiquei sentada na pontinha na cadeira pensando “Será que é isso mesmo? Que plot twist maravilhoso!”. E era.

Só que plot twist do plot twist foi que isso não aconteceu em Fraude Legítima.

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Resenha: O Prisioneiro do Céu

Para mim, Carlos Ruiz Zafón é um dos melhores escritores da atualidade, e O Cemitério dos Livros Esquecidos uma série que todo e qualquer amante de livros precisa ler. Há alguns anos, comprei os três volumes da série disponíveis à época (a Editora Suma lançou este ano o último livro da série, O Labirinto dos Espíritos, que, claro, será minha leitura a seguir) e me apaixonei quando li A Sombra do Vento (leia a resenha). Porém, foi só no começo deste ano que li O Jogo do Anjo (leia a resenha), um livro maravilhoso também, mas que contava uma história diferente. Mas foi só agora, lendo o genial O Prisioneiro do Céu que percebi como as três histórias se interligam de maneira brilhante e muito bem orquestrada.

Observação: Esta resenha contém informações dos dois primeiros volumes da série A Sombra do Vento O Jogo do Anjo que talvez possam ser consideradas spoilers. Eu, porém, não as considero, pois, segundo o autor, a série pode ser lida na ordem que se desejar e cabe ao leitor montar o quebra-cabeças.

“Barcelona, 1957. Daniel Sempere e seu amigo Fermín, os heróis de A sombra do vento, estão de volta à aventura para enfrentar o maior desafio de suas vidas. Já se passa um ano do casamento de Daniel e Bea. Eles agora têm um filho, Julián, e vivem com o pai de Daniel em um apartamento em cima da livraria Sempere e Filhos. Fermín ainda trabalha com eles e está ocupado com os preparativos para seu casamento com Bernarda no ano-novo. No entanto, algo parece incomodá-lo profundamente. Quando tudo começava a dar certo para eles, um personagem inquietante visita a livraria de Sempere em uma manhã em que Daniel está sozinho na loja. O homem misterioso entra e mostra interesse por um dos itens mais valiosos dos Sempere, uma edição ilustrada de O conde de Montecristo que é mantida trancada sob uma cúpula de vidro. O livro é caríssimo, e o homem parece não ter grande interesse por literatura; mesmo assim, demonstra querer comprá-lo a qualquer custo. O mistério se torna ainda maior depois que o homem sai da loja, deixando no livro a seguinte dedicatória: “Para Fermín Romero de Torres, que retornou de entre os mortos e tem a chave do futuro”. Esta visita é apenas o ponto de partida de uma história de aprisionamento, traição e do retorno de um adversário mortal. Daniel e Fermín terão que compreender o que ocorre diante da ameaça da revelação de um terrível segredo que permanecia enterrado há duas décadas no fundo da memória da cidade. Ao descobrir a verdade, Daniel compreenderá que o destino o arrasta na direção de um confronto inevitável com a maior das sombras: aquela que cresce dentro dele. Transbordando de intriga e emoção, O prisioneiro do céu é um romance em que as narrativas de A sombra do vento e O jogo do anjo convergem e levam o leitor à resolução do enigma que se esconde no coração do Cemitério dos Livros Esquecidos.” Fonte

Você é um bom homem, Fermín. Tente esconder isso.

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