Arquivo para a categoria ‘ Ed. Intrínseca ’


Resenha: A dança da água

Ficha técnica:

Nome: A dança da água

Autor: Ta-Nehisi Coates

Tradutor: José Rubens Siqueira

Páginas: 400

Editora: Intrínseca

 

Por toda a América as plantações de tabaco floresceram e trouxeram riqueza aos senhores de terra durante o século XIX. Quando a bonança começa seu declínio, Howell Walker já vislumbra o próprio fim e sabe que precisará de um substituto para administrar os últimos dias de Lockless, sua propriedade no coração da Virgínia, Estados Unidos. Logo fica claro que seu único herdeiro, Maynard, não tem a menor aptidão para a missão. E mesmo o jovem Hiram, com sua resiliência e memória infalíveis, não poderia fazê-lo ― além de filho ilegítimo de Walker, ele é um escravo.

No entanto, quando os meios-irmãos se afogam nas águas do rio Goose, a vida de Hiram é poupada por um poder misterioso e até então oculto dentro dele, uma herança materna que se perdera junto com as lembranças da mãe, vendida e levada para nunca mais voltar. Desse breve encontro com a morte brota uma grande urgência: Hiram precisa escapar do lugar que foi seu lar e prisão desde o dia em que nasceu.

A dança da água narra toda a atrocidade infligida a homens, mulheres e crianças negros ao longo de gerações ― os grilhões da escravidão e o desmembramento cruel de inúmeras famílias ―, compondo um relato comovente e místico sobre destino e propósito, perda e separação. (fonte)

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Resenha: Daqui pra baixo

Ficha técnica:

Nome: Daqui pra baixo

Autor: Jason Reynolds

Tradutor: Ana Guadalupe

Páginas: 320

Editora: Intrínseca

Will perdeu o irmão para a violência. Agora, precisa enfrentar sua realidade e descobrir se a vingança é capaz de aplacar sua dor.

Aos 15 anos, Will conhece intimamente a violência. Ela está à espreita no dia a dia de seu bairro, nos avisos para que não volte tarde para casa, nos sussurros dos vizinhos sobre mais uma pessoa que foi morta. Dessa vez, os sussurros são sobre seu irmão mais velho. Shawn foi assassinado na rua onde a família mora.

Contado do ponto de vista de Will, Daqui pra Baixo é uma narrativa ágil que se passa em pouco mais de um minuto — o tempo que o elevador do prédio leva para chegar ao térreo. Esse é o tempo que Will tem para descobrir se vai seguir as regras de sua comunidade ou se é possível não perpetuar o ciclo de violência.

A regra número 1 é não chorar. A número 2, nunca dedurar alguém. A terceira, a crucial: se fazem algo com você ou com os seus, é preciso se vingar. A curta trajetória do elevador é ritmada pelas paradas em cada andar e por aqueles que aos poucos ocupam a cabine e os pensamentos de Will. Cada rosto tem uma história de vida e de morte. Will, em questão de segundos, vai definir a dele.

Originalmente escrito em prosa, depois em verso, Daqui Pra Baixo faz a emoção — a confusão, a revolta, o medo — de um garoto armado que sai para vingar o irmão crescer também no peito de quem lê. Um livro impossível de ignorar.

Eu recebi um exemplar digital desse livro logo após o assassinato de George Floyd, mas só consegui ler posteriormente. Achei interessante trazer essa resenha no dia de hoje, em que se celebra o Dia da Consciência Negra, pois as cenas se repetem – e não só uma vez, isso é realidade. Vivemos atualmente em uma cultura de ódio absurda, onde os negros ainda são humilhados, mortos, simplesmente por serem como são.

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Resenha: Coraline

Ficha técnica:

Nome: Coraline

Autor: Neil Gaiman

Ilustrações: Chris Riddell

Tradutor: Bruna Beber

Páginas: 224

Editora: Intrínseca

Certas portas não devem ser abertas. E Coraline descobre isso pouco tempo depois de chegar com os pais à sua nova casa, um apartamento em um casarão antigo ocupado por vizinhos excêntricos e envolto por uma névoa insistente, um mundo de estranhezas e magia, o tipo de universo que apenas Neil Gaiman pode criar.

Ao abrir uma porta misteriosa na sala de casa, a menina se depara com um lugar macabro e fascinante. Ali, naquele outro mundo, seus outros pais são criaturas muito pálidas, com botões negros no lugar dos olhos, sempre dispostos a lhe dar atenção, fazer suas comidas preferidas e mostrar os brinquedos mais divertidos. Coraline enfim se sente… em casa. Mas essa sensação logo desaparece, quando ela descobre que o lugar guarda mistérios e perigos, e a menina se dá conta de que voltar para sua verdadeira casa vai ser muito mais difícil ― e assustador ― do que imaginava. Fonte

Eu já tinha lido a edição antiga de Coraline, inclusive uma edição em inglês. Mas quando vi que a Intrínseca ia lançar essa edição MARAVILHOSA, eu resolvi solicitar para a editora. A edição em capa dura e ilustrações está muito caprichada!

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Resenha: Minha Sombria Vanessa

Ficha técnica:

Nome: Minha Sombria Vanessa

Autor: Kate Elizabeth Russel

Tradutor: Fernanda Abreu

Páginas: 432

Editora: Intrínseca

Em 2000, Vanessa Wye é uma estudante solitária de ensino médio. Talentosa e com o sonho de ser escritora, Vanessa diz não se importar de ficar sozinha, principalmente quando seu professor de inglês, Jacob Strane, um homem de 42 anos, começa a prestar atenção nela, elogiando seu cabelo, suas roupas e lhe emprestando alguns de seus livros favoritos ― como Lolita, de Nabokov. Antes que Vanessa perceba, os dois embarcam em uma relação e a jovem acredita que o professor a ama e a considera especial.

Mais de uma década depois, uma ex-aluna acusa Strane de abuso sexual, e Vanessa começa a questionar se o que viveu foi realmente uma história de amor ou se não teria sido ela também uma vítima de estupro. Mesmo depois de tantos anos, Strane ainda é uma presença constante em sua vida. Como ela seria capaz de rejeitar o que considera seu primeiro amor?

Alternando entre presente e passado, o livro justapõe memória e trauma ao entusiasmo de uma adolescente descobrindo o poder do próprio corpo. Instigante e impossível de largar, o livro retrata com maestria a adolescência conturbada e suas consequências, para refletir acerca de liberdade, consentimento e abuso. Escrito com intimidade e intensidade assustadoras, Minha Sombria Vanessa capta brilhantemente os costumes culturais em transformação que guiam nossos relacionamentos e a própria sociedade.

Gente, eu li esse livro para postar a resenha no começo de setembro. Mas ele me deu uma ressaca tão grande que sequer conseguia pensar sobre como resenhá-lo. A história não é ruim, ela é necessária, mas muito difícil. Aborda um tema bastante pesado e já aviso que contém gatilho sobre abuso sexual.

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Especial Rick Riordan: Dez motivos para ler seus livros

 

Dando continuidade na Semana Especial Rick Riordan, eu decidi fazer uma lista dos motivos para ler seus livros YA. Espero conseguir convencer os mais relutantes e também motivar aqueles que têm curiosidade, mas ainda não têm certeza se seria uma boa leitura ou não (mas é!).

Eu me inspirei na coluna Top Ten Tuesday, inclusive, teve uma vez que eu fiz justamente uma lista sobre os Dez motivos para ler Percy Jackson!

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