Arquivo para a categoria ‘ Fantasia & Ficção Científica ’


Resenha: A Pequena Caixa de Gwendy

Ficha técnica:

Nome: A Pequena Caixa de Gwendy

Autor: Stephen King

Tradutora: Regiane Winarski

Páginas: 168

Editora: Suma

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Sinopse:

A pequena cidade de Castle Rock testemunhou alguns eventos estranhos ao longo dos anos, mas existe uma história que nunca foi contada… até agora.

Viaje de volta a Castle Rock nesta história eletrizante de Stephen King, o mestre do terror, e Richard Chizmar, autor premiado de A Long December. O universo misterioso e assustador dessa pacata cidadezinha do Maine já foi cenário de outros clássicos de King, como Cujo e A zona morta, e deu origem à série de TV da Hulu.

Há três caminhos para subir até Castle View a partir da cidade de Castle Rock: pela rodovia 117, pela Estrada Pleasant e pela Escada Suicida. Em todos os dias do verão de 1974, Gwendy Peterson, de doze anos, vai pela escada, que fica presa por parafusos de ferro fortes (ainda que enferrujados pelo tempo) e sobe em ziguezague pela encosta do penhasco.

Certo dia, um estranho a chama do alto: “Ei, garota. Vem aqui um pouco. A gente precisa conversar, você e eu”. Em um banco na sombra, perto do caminho de cascalho que leva da escada até o Parque Recreativo de Castle View, há um homem de calça jeans preta, casaco preto e uma camisa branca desabotoada no alto. Na cabeça tem um chapeuzinho preto arrumado.

Vai chegar um dia em que Gwendy terá pesadelos com isso.

A Pequena Caixa de Gwendy não é um livro como os outros do Stephen King. Falo isso como algo positivo, pois isso significa que o autor ainda é capaz de surpreender e de se reinventar, mesmo após tantos anos de estrada. Bem, para começar, nem é um livro só dele, mas em parceria com o autor Richard Chizmar (A Long December). E outra coisa bem diferente: é um livro curto, curtíssimo, para ler em uma sentada.

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Resenha: A Nuvem

Ficha técnica:

Nome: A Nuvem

Autor: Neal Shusterman

Tradutora: Guilherme Miranda

Páginas: 496

Editora: Seguinte

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Sinopse: No segundo volume da série Scythe, a Ceifa está mais corrompida do que nunca, e cabe a Citra e Rowan descobrir como impedir que os ceifadores que não seguem os mandamentos da instituição acabem com o futuro da humanidade.

Em um mundo perfeito em que a humanidade venceu a morte, tudo é regulado pela incorruptível Nimbo Cúmulo, uma evolução da nuvem de dados. Mas a perfeição não se aplica aos ceifadores, os humanos responsáveis por controlar o crescimento populacional. Quem é morto por eles não pode ser revivido, e seus critérios para matar parecem cada vez mais imorais. Até a chegada do ceifador Lúcifer, que promete eliminar todos os que não seguem os mandamentos da Ceifa. E como a Nimbo Cúmulo não pode interferir nas questões dos ceifadores, resta a ela observar.

Enquanto isso, Citra e Rowan também estão preocupados com o destino da Ceifa. Um ano depois de terem sido escolhidos como aprendizes, os dois acreditam que podem melhorar a instituição de maneiras diferentes. Citra pretende inspirar jovens ceifadores ao matar com compaixão e piedade, enquanto Rowan assume uma nova identidade e passa a investigar ceifadores corruptos. Mas talvez as mudanças da Ceifa dependam mais da Nimbo Cúmulo do que deles. Será que a nuvem irá quebrar suas regras e intervir, ou apenas verá seu mundo perfeito desmoronar?

A Nuvem é o segundo livro da série Scythe, do ótimo O Ceifador (resenha aqui). Portanto, se você não leu o primeiro livro (que fortemente recomendo que leia!), saiba que esta resenha possui spoilers dele. Contrariando aquela velha máxima que segundos livros de séries não são lá essas coisas, A Nuvem traz uma trama eletrizante, com fortes críticas políticas, mas com um final que pode dividir leitores e fãs.

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Resenha: A Incendiária

Ficha técnica:

Nome: A Incendiária

Autor: Stephen King

Tradutora: Regiane Winarski

Páginas: 448

Editora: Suma

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Sinopse: Uma criança com o poder mais extraordinário e incontrolável de todos os tempos. Um poder capaz de destruir o mundo. Após anos esgotado no Brasil, A Incendiária volta às livrarias como parte da Biblioteca Stephen King, coleção de clássicos do mestre do terror em edição especial com capa dura e conteúdo extra. No livro, Andy e Vicky eram apenas universitários precisando de uma grana extra quando se voluntariaram para um experimento científico comandado por uma organização governamental clandestina conhecida como “a Oficina”. As consequências foram o surgimento de estranhos poderes psíquicos — que tomaram efeitos ainda mais perigosos quando os dois se apaixonaram e tiveram uma filha. Desde pequena, Charlie demonstra ter herdado um poder absoluto e incontrolável. Pirocinética, a garota é capaz de criar fogo com a mente. Agora o governo está à caça da garotinha, tentando capturála e utilizar seu poder como arma militar. Impotentes e cada vez mais acuados, pai e filha percorrem o país em uma fuga desesperada, e percebem que o poder de Charlie pode ser sua única chance de escapar.

A Incendiária é uma obra originalmente lançada em 1980 nos Estados Unidos do mestre Stephen King. Foi lançada aqui no Brasil anos depois, em uma edição que hoje se encontra esgotada; em 2018, porém, a Suma decidiu relançar o livro na Coleção Biblioteca Stephen King, com uma nova tradução, em uma edição capa dura lindíssima com detalhes em relevo e ilustrações nas primeiras páginas de cada capítulo, bem como um posfácio a mais no final da obra. É daquelas edições para se admirar e ter na estante, de verdade. E foi com esta nova edição que fiz minha primeira leitura desta obra clássica do mestre.

O poder ainda estava crescendo.




Resenha: Deuses Caídos

Ficha técnica:

Nome: Deuses Caídos

Autor: Gabriel Tennyson

Páginas: 300

Editora: Suma

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Sinopse: Um serial killer com poderes paranormais está assassinando evangelistas famosos — e os vídeos de cada um deles sendo torturados ganham cada vez mais público na internet. O assassino se proclama o novo messias, e os pecadores devem temer sua justiça. O que a Sociedade de São Tomé teme, no entanto, é que ele acabe com o trabalho de séculos de manter o sobrenatural bem afastado da consciência da população, embora seres mágicos povoem o submundo da cidade.

Para garantir que o assassino seja capturado e o máximo de discrição mantida, a Sociedade convoca Judas Cipriano — um padre indisciplinado, descendente de são Cipriano e herdeiro de alguns poderes celestiais. Veterano nesse tipo de caso, o padre é enviado para trabalhar como consultor da Polícia Civil e fica responsável por apresentar à jovem inspetora Júlia Abdemi o lado místico da cidade.

Para resolver o caso — e sobreviver —, os dois precisarão de toda ajuda que puderem encontrar… O que inclui se unir a uma súcubo imortal, um dragão chinês traficante de armas mágicas e um gárgula que é a síntese da sociedade carioca.

Comecei a ler Deuses Caídos com muita expectativa. Publicado pela Suma, que tradicionalmente é uma das editoras mais dedicadas ao terror no Brasil, Gabriel Tennyson foi apresentado como “uma voz nova e original do terror nacional”, nas palavras de Raphael Montes (resenhas aqui). Além disso, eu já tinha lido alguns contos independentes do autor, quando ele ainda assinava como Gabriel Réquiem, dos quais gostei bastante. Em Deuses Caídos, o autor traz uma investigação criminal em um imaginário brasileiro, com todos os seres que você possa imaginar, e muito gore.

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Resenha: Belas Adormecidas

Uma parceria inédita entre pai e filho: dois Kings escrevendo um único livro. Apesar de isso ser bem interessante, não foi por isso que escolhi ler Belas Adormecidas (mas claro que foi um item que contribuiu); mas foi a premissa interessante da obra que me atraiu. Como seria um mundo completamente masculino, no qual todas as mulheres adormeceram? Seria tão diferente assim (afinal, nós ainda vivemos em um mundo masculino, no qual as mulheres precisam lutar dia após dia para conquistarem seu espaço)? King e King imaginaram um cenário apocalíptico e perturbador, em uma leitura que angustia e nos faz refletir.

“Pelo mundo todo, algo de estranho começa a acontecer quando as mulheres adormecem: elas são imediatamente envoltas em casulos. Se despertadas, se o casulo é rasgado e os corpos expostos, as mulheres se tornam bestiais, reagindo com fúria cega antes de voltar a dormir. Em poucos dias, quase cem por cento da população mundial feminina pegou no sono. Sozinhos e desesperados, os homens se dividem entre os que fariam de tudo para proteger as mulheres adormecidas e aqueles que querem aproveitar a crise para instaurar o caos. Grupos de homens formam as “Brigadas do Maçarico”,incendeiam em massa casulos, e em diversas partes do mundo guerras parecem prestes a eclodir. Mas na pequena cidade de Dooling as autoridades locais precisam lidar com o único caso de imunidade à doença do sono: Evie Black, uma mulher misteriosa com poderes inexplicáveis. Escrito por Stephen King e Owen King, Belas Adormecidas é um livro provocativo, dramático e corajoso, que aborda temas cada vez mais urgentes e relevantes.” Fonte

Esse instinto, o de duvidar do que as mulheres dizem, ele sempre existe. O de procurar um motivo para não acreditar na palavra delas. Os homens fazem isso… mas nós também fazemos.

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