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Resenha: A Escola do Bem e do Mal

Intenso e apaixonante, mas algumas vezes um pouco confuso e excessivamente longo: A Escola do Bem e do Mal, primeiro livro da trilogia do autor Soman Chainani, é o mais novo lançamento da Editora Gutenberg. Quando a editora nos ofereceu para leitura, logo me interessei: gostei muito da capa e, oras, é um conto de fadas! E, melhor ainda: uma subversão deles! Se você fosse para essa escola, será que saberia em qual delas estaria? Bem ou Mal?

“No povoado de Gavaldon, a cada quatro anos, dois adolescentes somem misteriosamente há mais de dois séculos. Os pais trancam e protegem seus filhos, apavorados com o possível sequestro, que acontece segundo uma antiga lenda: os jovens desaparecidos são levados para a Escola do Bem e do Mal, onde estudam para se tornar os heróis e os vilões das histórias.

Sophie torce para ser uma das escolhidas e admitida na Escola do Bem. Com seu vestido cor-de-rosa e sapatos de cristal, ela sonha em se tornar uma princesa. Sua melhor amiga, Agatha, porém, não se conforma como uma cidade inteira pode acreditar em tanta baboseira. Ela é o oposto da amiga, que, mesmo assim, é a única que a entende. O destino, no entanto, prega uma peça nas duas, que iniciam uma aventura que dará pistas sobre quem elas realmente são.

Este best-seller é o primeiro livro de uma trilogia que mostra uma jornada épica em um mundo novo e deslumbrante, no qual a única saída para fugir das lendas sobre contos de fadas e histórias encantadas é viver intensamente uma delas.” Fonte

Ela sempre achou vilões mais empolgantes do que heróis. Eles tinham ambição, paixão. Faziam as histórias acontecer.




A Cuca Recomenda: O Silêncio do Mundo

“Num continente oprimido por um governo autoritário, a adolescente Lícia tenta entender o mundo à sua volta ouvindo CDs antigos e procurando músicas e fotos nos restos da banida Internet.” Fonte

Gostei tanto desse conto que é até difícil procurar por onde começar a falar dele. Ele é belo e melancólico sem ser piegas; é complexo e profundo sem ser pretensioso. Acho que ele sintetiza bastante como é a escrita da autora Melissa de Sá (você pode encontrar resenhas de outros contos e livros dela aqui). Extremamente sensível, esse conto capta com perfeição o que é a beleza, a solidão e o conflito de ser adolescente, especialmente em um mundo degradado e cinza.

São músicas tristes. O Yuri diz que é porque o mundo já estava chorando por seu futuro.




Divulgação: Outlander – A Viajante do Tempo da SdE Brasil

Editora Saída de Emergência Brasil está com um lançamento bastante interessante nesse mês de agosto. ‘Bora conferir?

“Em 1945, no final da Segunda Guerra Mundial, a enfermeira Claire Randall volta para os braços do marido, com quem desfruta uma segunda lua de mel em Inverness, nas Ilhas Britânicas. Durante a viagem, ela é atraída para um antigo círculo de pedras, no qual testemunha rituais misteriosos. Dias depois, quando resolve retornar ao local, algo inexplicável acontece: de repente se vê no ano de 1743, numa Escócia violenta e dominada por clãs guerreiros.

Tão logo percebe que foi arrastada para o passado por forças que não compreende, Claire precisa enfrentar intrigas e perigos que podem ameaçar a sua vida e partir o seu coração. Ao conhecer Jamie, um jovem guerreiro escocês, sente-se cada vez mais dividida entre a fidelidade ao marido e o desejo. Será ela capaz de resistir a uma paixão arrebatadora e regressar ao presente?” Fonte

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Resenha: Boneca de Ossos

Boneca de Ossos é o primeiro livro do selo #Irado da Novo Conceito. Ele chegou em um envelope super caprichado, trazendo uma proposta mais irreverente, divertida e leve da editora. De cara já gostei do capricho da edição, que ainda é em brochura (os livros que vieram depois desse são em capa dura já), mas que traz ilustrações e um formato que chama a atenção do público infantil/adolescente, que é a faixa etária do selo. Confesso que não estava esperando muito desse livro e me surpreendi. Delicioso, divertido, com um toque sombrio, Boneca de Ossos me fez virar criança de novo. Esse livro é uma deliciosa brincadeira, mas que vem acompanhada com o gostinho doce e amargo do crescimento.

“Poppy, Zach e Alice sempre foram amigos. E desde que se conhecem por gente eles brincam de faz de conta – uma fantasia que se passa num mundo onde existem piratas e ladrões, sereias e guerreiros. Reinando soberana sobre todos esses personagens malucos está a Grande Rainha, uma boneca chinesa feita de ossos que mora em uma cristaleira. Ela costuma jogar uma terrível maldição sobre as pessoas que a contrariam. Só que os três amigos já estão grandinhos, e agora o pai de Zach quer que ele largue o faz de conta e se interesse mais pelo basquete. Como o seu pai o deixa sem escolha, Zach abandona de vez a brincadeira, mas não conta o verdadeiro motivo para as meninas. Parece que a amizade deles acabou mesmo…” Fonte

Odeio o fato de que vocês vão me deixar para trás. Odeio o fato de todo mundo chamar isto de crescer, mas parece que é morrer.




A Cuca Recomenda em Outras Páginas: Revista Trasgo #2

A revista Trasgo estreou em dezembro do ano passado com a proposta muito interessante de disponibilizar literatura de ficção científica e fantasia nacional, variada e de qualidade, e de maneira acessível. Editada por Rodrigo van Kanpen, a revista já está na sua terceira edição (sim, eu estava um pouco atrasada na leitura), mas agora vim falar das minhas impressões sobre a segunda edição da mesma. Lembrando que vocês podem baixar gratuitamente qualquer uma das edições nesse link e tem resenha da edição piloto aqui.

“A revista Trasgo é uma revista de ficção científica e fantasia brasileira, editada trimestralmente. Para esta edição, contamos com a participação de Ana Lúcia Merege com Rosas, um belo conto escrito nas entrelinhas; Victor Oliveira de Faria resgata o sentimento dos clássicos da era de ouro da FC com seu Cinco Bilhões; e Jim Anotsu homenageia o teatro clássico inglês à la cultura pop em Hamlet: Weird Pop. Também temos um pequeno conto cyberpunk, Código Fonte, de George Amaral e um delicioso exercício de estilo de Albarus Andreos com A Maldição das Borboletas Negras. Para fechar esta edição, Cristina Lasaitis nos permitiu publicar seu ótimo O Homem Atômico, um conto urbano entre a ficção científica e a história alternativa.” Fonte

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