Arquivo para a categoria ‘ Ficção ’


Resenha: A Forma da Água

Lindo! Lindo!! Lindo!!!!

A história de Guillermo del Toro que deu origem ao filme vencedor do Leão de Ouro no Festival de Veneza, recordista de indicações ao Globo de Ouro e um dos mais cotados na corrida do Oscar 2018.

Richard Strickland é um oficial do governo dos Estados Unidos enviado à Amazônia para capturar um ser mítico e misterioso cujos poderes inimagináveis seriam utilizados para aumentar a potência militar do país, em plena Guerra Fria. Dezessete meses depois, o homem enfim retorna à pátria, levando consigo o deus Brânquia, o deus de guelras, um homem-peixe que representa para Strickland a selvageria, a insipidez, o calor — o homem que ele próprio se tornou, e quem detesta ser.

Para Elisa Esposito, uma das faxineiras do centro de pesquisas para o qual o deus Brânquia é levado, a criatura representa a esperança, a salvação para sua vida sem graça cercada de silêncio e invisibilidade.
Richard e Elisa travam uma batalha tácita e perigosa. Enquanto para um o homem-peixe é só objeto a ser dissecado, subjugado e exterminado, para a outra ele é um amigo, um companheiro que a escuta quando ninguém mais o faz, alguém cuja existência deve ser preservada.

Mistura bem dosada de conto de fadas, terror e suspense, A Forma da água traz o estilo inconfundível e marcante de Guillermo del Toro, numa narrativa que se expande nas brilhantes ilustrações de James Jean e no filme homônimo, vencedor do Leão de Ouro em 2017. Uma história cinematográfica e atemporal sobre um homem e seus traumas, uma mulher e sua solidão, e o deus que muda para sempre essas duas vidas.

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Resenha: La Belle Sauvage (O Livro das Sombras #1)

Phillip Pullman volta ao mundo da trilogia Fronteiras do Universo, para outra aventura eletrizante envolvendo daemons, aletiômetros, o Magisterium e, claro, o Pó. La Belle Sauvage é o primeiro volume de uma nova trilogia chamada O Livro das Sombras, e se passa dez anos antes dos acontecimentos de A Bússola de Ouro, se centrando em Lyra e Pantalaimon, ainda bebês. Apesar de ser uma história diferente, os fãs de Fronteiras do Universo vão reconhecer muito do mundo e dos personagens que povoam La Belle Sauvage. Enquanto o protagonista, Malcolm, se envolve em uma assustadora aventura para tentar salvar a pequena Lyra das garras do Magisterium, outros mistérios e vilões surgem para complementar a trama que já conhecemos tão bem.
“Sempre quis contar a história de como Lyra acabou morando na Faculdade Jordan. Este livro e o próximo cobrem dois momentos da vida dela: partindo bem do início e retornando vinte anos depois. Quanto ao terceiro livro, ainda é segredo.” – Phillip Pullman (Fonte)

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Resenha: Não Me Abandone Jamais

Kathy, Tommy e Ruth são clones criados para doar órgãos. Tendo esse cenário de ficção científica por pano de fundo, e o triângulo amoroso como gancho, Kazuo Ishiguro fala de perda, de solidão e da sensação que às vezes temos de já ser “tarde demais”. Finalista do Man Booker Prize 2005.

Kathy H. tem 31 anos e está prestes a encerrar sua carreira de “cuidadora”. Enquanto isso, ela relembra o tempo que passou em Hailsham, um internato inglês que dá grande ênfase às atividades artísticas e conta, entre várias outras amenidades, com bosques, um lago povoado de marrecos, uma horta e gramados impecavelmente aparados. No entanto esse internato idílico esconde uma terrível verdade: todos os “alunos” de Hailsham são clones, produzidos com a única finalidade de servir de peças de reposição.

Assim que atingirem a idade adulta, e depois de cumprido um período como cuidadores, todos terão o mesmo destino – doar seus órgãos até “concluir”. Embora à primeira vista pareça pertencer ao terreno da ficção científica, o livro de Ishiguro lança mão desses “doadores”, em tudo e por tudo idênticos a nós, para falar da existência. Pela voz ingênua e contida de Kathy, somos conduzidos até o terreno pantanoso da solidão e da desilusão onde, vez por outra, nos sentimos prestes a atolar. (Fonte)

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Resenha: O Labirinto dos Espíritos

O Cemitério dos Livros Esquecidos é, sem dúvida, a grande obra de Carlos Ruiz Zafón. Em 2017, a série teve sua esperada conclusão com O Labirinto dos Espíritos, publicado no Brasil pela Editora Suma. Quando você se depara com este “livrão” – de incríveis 680 páginas -, pode ser que se assuste, mas acredite: cada uma delas vale a pena, assim como todos os outros livros da série. Se você ama ler, leia Zafón.

Obs.: esta resenha pode ter alguns spoilers dos livros anteriores da série. Clique nos títulos para ler as resenhas de A Sombra do VentoO Jogo do Anjo O Prisioneiro do Céu.

“Madrid, anos 1950. Alicia Gris é uma alma nascida das sombras da guerra,que lhe tirou os pais e lhe deu em troca uma vida de dor crônica. Investigadora talentosa, é a ela que a polícia recorre quando o ilustre ministro Mauricio Valls desaparece; um mistério que os meios oficiais falharam em solucionar. Em Barcelona, Daniel Sempere não consegue escapar dos enigmas envolvendo a morte de sua mãe, Isabella. O desejo de vingança se torna uma sombra que o espreita dia e noite, enquanto mergulha em investigações inúteis sobre seu maior suspeito — o agora desaparecido ministro Valls. Os fios dessa trama aos poucos unem os destinos de Daniel e Alicia, conduzindo-os de volta ao passado, às celas frias da prisão de Montjuic, onde um escritor atormentado escreveu sobre sua vida e seus fantasmas; aos últimos dias de vida de Isabella, com seus arrependimentos e confissões; e as intrigas ainda mais perigosas, envolvendo figuras capazes de tudo para manter antigos esqueletos enterrados.” Fonte

Com o tempo, até as lembranças ruins se vestem de branco.




Resenha: Fraude Legítima

“Jule West Williams é uma garota capaz de se adaptar a qualquer lugar ou situação. Imogen Sokoloff é uma herdeira milionária fugindo de suas responsabilidades. Além do fato de serem órfãs, as duas garotas têm pouco em comum, mas isso não as impede de desenvolver uma amizade intensa quando se reencontram anos depois de terem se conhecido no colégio. Elas passam os dias em meio a luxo e privilégios, até que uma série de eventos estranhos começa a tomar curso, culminando no trágico suicídio de Imogen e forçando Jule a descobrir como viver sem sua melhor amiga. Mas, talvez, as histórias das duas garotas tenham se unido de maneira inexorável — e seja tarde demais para voltar atrás”

Estou aqui, sentada na frente do meu computador, pensando em como eu vou fazer a resenha de Fraude Legítima. A sensação que eu tenho é que qualquer coisa que eu falar vai ser um grade spoiler – ou seja, não tem muito como fugir do que está escrito na sinopse do livro. Eu vou tentar portanto descrever mais as minhas emoções durante a leitura, porque eu realmente não quero estragar o enredo.

Eu fiquei curiosa em ler Fraude Legítima por causa de Mentirosos. A nossa resenha foi feita pela Karen e eu concordo com tudo o que ela disse. O final foi impactante e ele me marcou até hoje. Eu descobri o segredo um pouco antes de chegar no final e fiquei sentada na pontinha na cadeira pensando “Será que é isso mesmo? Que plot twist maravilhoso!”. E era.

Só que plot twist do plot twist foi que isso não aconteceu em Fraude Legítima.

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