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Meu autor de cabeceira: John Boyne

Sabe quando você lê um livro do autor e se apaixona perdidamente? Pois é, com John Boyne aconteceu desse jeito. Em abril desse ano li meu primeiro livro dele e, coincidentemente, também o primeiro romance que ele escreveu: O Ladrão do Tempo. E só ali já percebi que havia encontrado um autor favorito. Mas, como sou teimosa (e como queria ler mais e mais dele) decidi ler outros títulos do autor antes de vir aqui declarar todo meu amor. Li mais dois romances e, posso afirmar com toda certeza, John Boyne é um dos meus autores de cabeceira.

John+BoyneJohn Boyne, romancista irlandês, nasceu em Dublin em 30 de abril de 1971. Começou a escrever histórias aos 19 anos e teve o primeiro romance publicado dez anos depois. Trabalhou em uma livraria dos 25 aos 32 anos. Seu livro mais célebre, O menino do pijama listrado (2007) lhe rendeu dois Irish Book Awards, vendeu mais de 5 milhões de exemplares pelo mundo e foi adaptado para o cinema em 2008. Aqui no Brasil seus romances adultos são publicados pela Companhia das Letras, enquanto os infanto-juvenis saem pelo selo Seguinte.

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Resenha: Fique onde está e então corra

John Boyne se tornou um dos meus autores favoritos (ainda vou fazer um Meu Autor de Cabeceira dele, logo, logo) desde que li O Ladrão do Tempo. Desde então, sempre que a Companhia das Letras ou a Seguinte lançam algo dele… eu já fico doida. A Lany que o diga: há várias conversas no Facebook onde eu digo “JohnBoyneJohnBoyneJohnBoyne”. Enfim, foi por isso que quis ler Fique onde está e então corra, último lançamento dele pela Seguinte. E, maravilhoso que é, Boyne não me decepcionou: sensível, emocionante, inspirador, honesto, fiel. Eu poderia dar um milhão de adjetivos para esse livro. Senta que lá vem resenha apaixonada mais uma vez.

“Em meio às tragédias da Primeira Guerra Mundial, o amor é a única arma de um garoto para curar seu pai. Alfie Summerfield nunca se esqueceu de seu aniversário de cinco anos. Quase nenhum amigo dele pôde ir à festa, e os adultos pareciam preocupados — enquanto alguns tentavam se convencer de que tudo estaria resolvido antes do Natal, sua avó não parava de repetir que eles estavam todos perdidos. Alfie ainda não entendia direito o que estava acontecendo, mas a Primeira Guerra Mundial tinha acabado de começar. Seu pai logo se alistou para o combate, e depois de quatro longos anos Alfie já não recebia mais notícias de seu paradeiro. Até que um dia o garoto descobre uma pista indicando que talvez o pai estivesse mais perto do que ele imaginava. Determinado, Alfie mobilizará todas suas forças para trazê-lo de volta para casa.” Fonte

Pela melhor razão do mundo – ele explicou. – Por amor.




Resenha: Tormento

Desde a leitura de O Ladrão do Tempo, eu me apaixonei pela escrita de John Boyne. Existem autores pelos quais nos apaixonamos à primeira vista (ou leitura) e esse é um deles para mim. Por isso, pedi – com olhinhos do Gato de Botas! – para a Lany conseguir um exemplar de Tormento, que foi lançado em janeiro pela Editora Seguinte. Ela conseguiu porque a editora é uma querida e eu li o livro em… uma hora! Louco, não? Li antes de dormir, em uma horinha apenas. Nessa obra curtíssima, John Boyne mostra um episódio triste e atordoante de uma família. Tudo pode mudar – algumas vezes, para sempre – quando menos se espera. E o autor não poderia ter mais razão em sua frase.

“Danny Delaney curtia tranquilamente as férias, até que sua mãe volta pra casa tarde da noite, escoltada por dois policiais. Ele logo percebe que algo terrível aconteceu. A sra. Delaney havia atropelado um garotinho, que agora está em coma e ninguém sabe se vai acordar. Consumida pela culpa, ela se isola de todos ao seu redor. Caberá a Danny e seu pai impedir que a família se despedace.” Fonte

Tormento é um livro tão curtinho, tão rápido, que acho que nem é livro – é  conto, ou no máximo noveleta. Mas sua trama é tão interessante que merece vir em um livro só dele.

O guarda-roupa ficou quase vazio. Os cabides pareciam esqueletos.




Resenha: O Ladrão do Tempo

Pois é, eu ainda não conhecia John Boyne. E então comecei justamente pelo primeiro livro de sua carreira, O Ladrão do Tempo, lançado recentemente pela Companhia das Letras, e devo dizer que… como assim eu ainda não tinha lido esse autor?! Bem, agora quero ler todos os outros livros dele. Com uma escrita envolvente, extremamente habilidosa e encantadora, John Boyne me arrebatou. Se o primeiro livro dele foi uma obra-prima como essa… imagina os demais? E lá vou eu respirar fundo porque vai ser difícil escrever essa resenha: sempre é difícil falar do que amamos.

“O ano é 1758 e Matthieu Zéla resolve abandonar Paris e fugir de barco para a Inglaterra, depois de ter testemunhado o assassinato brutal da mãe pelo padrasto. Apenas um garoto de quinze anos na época, ele leva consigo o meio-irmão caçula, Tomas, criança que se vê impelido a proteger. Começando com uma morte e sempre em busca de redenção, a vida de Zéla é marcada por uma característica incomum: antes que o século XVIII acabe, ele irá descobrir que seu corpo parou de envelhecer. Sua aparência é de um homem de cinquenta anos, mas o tempo passa e seu físico continua imutável. Ele simplesmente não morre e não faz ideia de qual seja a razão para que isso ocorra. Ao final do século XX, ele resolve olhar para o passado e rememorar sua experiência de vida, incomparável à de qualquer outro ser humano. Da Revolução Francesa à Hollywood nos anos 1920, da época das Grandes Exposições à quebra da Bolsa de Nova York, Zéla transitou por inúmeros lugares, exerceu diversas profissões e conheceu pessoas notáveis, além de ter se apaixonado por muitas mulheres. Mas, mesmo séculos depois, ele continua certo de que seu verdadeiro amor foi Dominique Sauvet, uma jovem que conheceu no barco que tomou com o irmão para escapar da França. O trio se uniu para começar a nova vida na Inglaterra e Matthieu se viu totalmente encantado por Dominique. Com uma trama absolutamente instigante de amor, morte, traição, oportunidades perdidas e esperança, John Boyne já anunciava neste primeiro romance o seu talento inconfundível de exímio contador de histórias.” Fonte

Uma parte de mim não consegue entender de jeito nenhum por que os corpos das outras pessoas as abandonam com tanta frequência enquanto o meu é tão incrivelmente fiel a mim.