Arquivo para a categoria ‘ Literatura Estrangeira ’


Resenha: Julieta Imortal, Stacey Jay

Sinopse: Julieta Capuleto não tirou a própria vida. Ela foi assassinada pela pessoa em quem mais confiava, seu marido, Romeu Montecchio, que fez o sacrifício para assegurar sua imortalidade. Mas Romeu não imaginou que Julieta também teria vida eterna e se tornaria uma agente dos Embaixadores da Luz. Por setecentos anos, Julieta lutou para preservar o amor e as vidas de inocentes, enquanto Romeu tinha por fim destruir o coração humano. Mas agora que Julieta encontrou seu amor proibido, Romeu fará de tudo que estiver ao seu alcance para destruir a felicidade dela. Fonte

Eis aí um livro que gostei e não gostei. Pelo menos não tive vontade de jogá-lo na parede, mas achei algumas partes bem dramáticas – ao extremo, devo dizer. Aliás, esse livro me fez ter vontade de escrever uma fan-fic sobre o Romeu, porque achei a personagem dele muito mais interessante que a Julieta e o final aberto a “N” possibilidades, mas aí descobri que o livro tem continuação, então passou. Vamos ver como a Stacey vai fazer com o Romeu primeiro. hehehe

Conselho de amiga: Gostando ou não de Shakespeare, leia o livro de mente aberta. Vou explicar com a resenha.

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Resenha: Os homens que não amavam as mulheres

Sinopse: Primeiro volume de trilogia cult de mistério que se tornou fenômeno mundial de vendas, Os homens que não amavam as mulheres traz uma dupla irresistível de protagonistas-detetives: o jornalista Mikael Blomkvist e a genial e perturbada hacker Lisbeth Salander. Juntos eles desvelam uma trama verdadeiramente escabrosa envolvendo a elite sueca (…). Fonte

Quem me conhece sabe que eu sou uma spoiler-queen. Leio spoilers dos livros, leio o parágrafo final do livro e geralmente não atrapalha a minha leitura. Deste livro, porém, eu me segurei. Não sei bem por que, acho que foi porque me disseram que o começo era embromação e só depois de umas 200 páginas é que eu conseguiria ler com mais entusiasmo. Talvez tenha sido esse fator que me fez deixar essa trilogia parada na minha estante por mais de dois anos. Ganhei o primeiro livro em 2010 de aniversário e depois comprei logo os outros dois, já que contraditoriamente me indicaram que era uma leitura ótima e os deixei lá parados.

Como ano passado a minha meta de leitura foi um completo fiasco, esse ano eu decidi priorizar os livros da minha estante (expliquei aqui e aqui), principalmente os de série e, aproveitando a deixa da estreia do filme americano, resolvi começar a leitura com a trilogia Millennium.

“A vingança é um motivo poderoso.” (Lisbeth Salander)




Meu autor de cabeceira: F. Scott Fitzgerald

 

“A generation grown up to find all gods dead, all wars fought, all faiths in man shaken.”

 

Minha história com Francis Scott Fitzgerald vem de longa data, assim como com toda a chamada “Geração Perdida”.

Eu vivi minha adolescência nos anos noventa, numa época em que a internet não era algo comum na maioria das casas. As pessoas começaram a ter internet  em casa na segunda metade  dos anos 90. TV a cabo também era algo raríssimo. E a TV aberta sempre foi uma porcaria. Resumo da ópera: eu lia muito.

E todo mundo chega um dia aos complicados 13 anos, onde você ainda não é adulto, mas quer ser adulto. Você pensa que é adulto. E quer agir como tal. Foi nessa idade que eu encontrei a Geração Perdida.

 

Sometimes it is harder to deprive oneself of a pain than of a pleasure




TTT: Top Ten Books I’d Save If My Home Was On Fire

 

E eis o capcioso momento onde o TTT da semana te põe em dilemas morais e/ou existenciais, onde tu entra numa crise homérica, imaginando a situação ilustrativa como realidade e descobre que isso é exatamente o teu maior medo. Sem contar que, na hora do incêndio, na pressa, escolher somente dez livros…

Lembrando que o  Top Ten Tuesday é uma iniciativa do blog The Broke and the Bookish

NÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO!!!!!




Resenha: Precisamos Falar Sobre o Kevin

“Para falar de Kevin Khatchadourian, 16 anos – o autor de uma chacina que liquidou sete colegas, uma professora e um servente no ginásio de um bom colégio dos subúrbios de Nova York –, Lionel Shriver não apresenta apenas mais uma história de crime, castigo e pesadelos americanos: arquiteta um romance epistolar em que Eva, a mãe do assassino, escreve cartas ao marido ausente. Nelas, ao procurar porquês, constrói uma reflexão sobre a maldade e discute um tabu: a ambivalência de certas mulheres diante da maternidade e sua influência e responsabilidade na criação de um pequeno monstro. Precisamos falar sobre o Kevin discute casamento e carreira; maternidade e família; sinceridade e alienação. Denuncia o que há de errado com culturas e sociedades contemporâneas que produzem assassinos mirins em série e pitboys. Um thriller psicanalítico no qual não se indaga quem matou, mas o que morreu. Enquanto tenta encontrar respostas para o tradicional “onde foi que eu errei?” a narradora desnuda, assombrada, uma outra interdição atávica: é possível odiarmos nossos filhos?” Fonte

Já fazia um bom tempo que eu andava intrigada com esse livro. Quando ele finalmente caiu nas minhas mãos, no começo do mês, eu pensei “agora tenho que lê-lo”, e foi um sentimento único de urgência, que fazia um bom tempo eu não tinha. Terminei minha leitura anterior e logo depois comecei o Kevin. E de começo já posso dizer que não era o que eu estava esperando – não, o livro é muito , muito melhor do eu estava esperando, na realidade.

Precisamos falar sobre esse livro…

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