Arquivo para a categoria ‘ Não-Ficção ’


Resenha: O método Bullet Journal

Ficha técnica:

Nome: O método Bullet Journal

Autor: Ryder Carroll

Tradutora: Flavia Souto Maior

Páginas: 328

Editora: Fontanar

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Sinopse: O aguardado primeiro livro oficial do famoso método Bullet Journal®.
O método Bullet Journal é muito mais do que uma forma de organizar tarefas através de anotações. É uma maneira de diminuir a ansiedade e “viver de forma intencional”. Ao remover as distrações e focar seu tempo e energia nas atividades que realmente trazem resultado, você vai transformar sua vida profissional e pessoal.
Aprenda neste livro a:
– Registrar o passado;
– Organizar o presente;
– Planejar o futuro.
Um guia certeiro para quem quer tomar as rédeas da própria vida e comemorar um aumento na produtividade.

Eu sempre fui aquele tipo de pessoa que comprava uma agenda no início do ano e prometia “vou usá-la até o fim”. Chegava em fevereiro ou março e ela já estava jogada em um canto. Até que mais ou menos um ano e meio atrás eu conheci o método Bullet Journal através… Boa pergunta, como que eu fiquei sabendo? Não me lembro exatamente. Deve ter sido em algum instagram de papelaria (sim, eu sou uma das loucas da papelaria assumida). É claro que assim como 99% das pessoas eu levei um choque: existem pessoas incrivelmente talentosas que fazem artes LINDAS nos seus BuJos (apelido carinhoso de Bullet Journal e eu o chamarei assim daqui para frente). Eu tenho talento zero para isso mas, procurando mais a fundo sobre as raízes da técnica eu descobri que na verdade toda essa decoração não era necessária – basta um caderno e uma caneta. O resultado? Ao contrário das agendas convencionais, estou usando o BuJo para me organizar até hoje e já estou até começando a organizar o meu para o ano que vem. Se eu tivesse o livro “O método Bullet Journal” que é exatamente escrito pelo idealizador da técnica, o Ryder Carroll, teria sido muito mais fácil começar com o meu BuJo. É muito complexo tentar definir o sistema com poucas palavras (nem o próprio autor faz isso) mas ele é basicamente uma forma de organização através de anotações. Porém, mais do que isso: em poucas palavras você consegue registrar o passado, organizar o presente e planejar o futuro. Aqui nós temos o exemplo de um registro diário:

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Resenha: Extraordinárias – Mulheres que revolucionaram o Brasil

Ficha técnica:

Nome: Extraordinárias – Mulheres que revolucionaram o Brasil

Autoras: Duda Porto de Souza e Aryane Cararo

Páginas: 208

Editora: Seguinte

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Sinopse:

Dandara foi uma guerreira negra fundamental para o Quilombo dos Palmares. Bertha Lutz foi a maior representante do movimento sufragista no Brasil. Maria da Penha ficou paraplégica e por pouco não perdeu a vida, mas sua luta resultou na principal lei contra a violência doméstica do país. Essas e muitas outras brasileiras impactaram a nossa história e, indiretamente, a nossa vida, mas raramente aparecem nos livros. Este volume, resultado de uma extensa pesquisa, chega para trazer o reconhecimento que elas merecem. Aqui, você vai encontrar perfis de revolucionárias de etnias e regiões variadas, que viveram desde o século XVI até a atualidade, e conhecer os retratos de cada uma delas, feitos por artistas brasileiras. O que todas essas mulheres têm em comum? A força extraordinária para lutar por seus ideais e transformar o Brasil.

Extraordinárias – Mulheres que revolucionaram o Brasil é mais que um livro: é uma joia. Nele, estão reunidas várias histórias de vida de mulheres que tiveram a ousadia de serem extraordinárias em suas áreas neste país difícil que é o Brasil (e que era ainda mais difícil para várias delas). Cada página é um aprendizado novo – e um orgulho por ser conterrânea dessas mulheres.

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Resenha: O Livro das Listas

Além de artista compulsivo, dotado de uma criatividade sem limites, Renato Russo era também um ávido consumidor de toda forma de arte. Durante sua vida breve e produtiva, entre um palco e outro, estúdios e turnês, o líder da Legião Urbana usou todo seu tempo livre para descobrir novas obras e revisitar as que amava. Discos, livros, filmes, artistas e referências variadas eram rapidamente integradas ao vasto repertório de Renato, que organizava seu pensamento criativo por meio de listas, muitas listas. Feito a partir das anotações do artista, até hoje inéditas ao público, este livro apresenta um panorama de suas grandes influências acompanhadas de informações acerca dos artistas e obras mencionadas. Reveladoras dos temas de interesse que podem ter influenciado as composições de Renato, as listas não apenas serviam para classificar o que ele já conhecia e para indicar o que ele ainda pretendia ler, ouvir, assistir e viver, como também são uma forma de conhecer o processo criativo de um dos grandes nomes da cultura popular brasileira. (Fonte)

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Resenha: Frantumaglia

Apesar de nunca ter falado de Elena Ferrante aqui no blog, eu já tinha lido 5 livros dela antes de Frantumaglia. Li toda a Tetralogia Napolitanade A Amiga Genial – uma série maravilhosa, que devorei sem parar para respirar, um atrás do outro, como se fosse um grande livro único. Mas, antes da série, li também A Filha Perdida. Mas não fiz resenha de nenhum deles porque… vocês já sentiram que um autor é tão bom, tão genial, que somos pequenos para falar dele? É como se resenhar um autor desse calibre fosse algum tipo de pecado. Eu me sentia assim com Carlos Ruiz Zafón – e ainda me sinto, toda vez que preciso fazer uma resenha dele. Pois bem, Elena Ferrante é outra autora que me faz sentir assim, que é tão incrível e brilhante que me intimida, não como leitora, como resenhista.

“Cartas, entrevistas e trechos inéditos oferecem visão única de uma das maiores escritoras da atualidade.

Elena Ferrante, voz extraordinária que provocou grande comoção na literatura contemporânea, tornou-se um fenômeno mundial. O sucesso de crítica e de público se reflete em artigos publicados em importantes jornais e revistas, como The New York Times, The New Yorker e The Paris Review. Ao longo das últimas duas décadas, o “mistério Ferrante” habita a imprensa e a mente dos leitores, mas, afinal, quem é essa escritora?
Nas páginas de Frantumaglia, a própria Elena Ferrante explica sua escolha de permanecer afastada da mídia, permitindo que seus livros tenham vidas autônomas. Defende que é preciso se proteger não só da lógica do mercado, mas também da espetacularização do autor em prol da literatura, e assim partilha pensamentos e preocupações à medida que suas obras são adaptadas para o cinema e para a TV.
Diante das alegrias e dificuldades da escrita, conta a origem e a importância da frantumaglia para seu processo criativo, termo do dialeto napolitano que sempre ouvira da mãe e, dentre os muitos sentidos, seria uma instável paisagem mental, destroços infinitos que se revelam como a verdadeira e única interioridade do eu; partilha ainda a angústia de criar uma história e descobrir que não é boa o suficiente, e destaca a importância do universo pessoal para o processo criativo. Nas trocas de correspondência, nos bilhetes e nas entrevistas, a autora contempla a relação com a psicanálise, as cidades onde morou, a maternidade, o feminismo e a infância, aspectos fundamentais à produção de suas obras.
Frantumaglia é um autorretrato vibrante e íntimo de uma escritora que incorpora a paixão pela literatura. Em páginas reveladoras, traça, de maneira inédita, os vívidos caminhos percorridos por Elena Ferrante na construção de sua força narrativa.” Fonte

A escrita precisa do máximo de ambição, do mínimo possível de preconceitos e de uma desobediência deliberada.




A Cuca Recomenda: Prisioneiras

Tenho um grande interesse pelo tema carcerário, especialmente quando se trata de prisões femininas. Portanto, quando a Companhia das Letras lançou Prisioneiras, de Drauzio Varella, fiquei muito curiosa. Não-ficção não costuma participar da minha zona de conforto, mas o que seríamos de nós, leitores, se não a abandonássemos de quando em quando em nossas leituras? Já conhecia o prestigioso médico, claro, mas nunca havia lido nada dele; sua narrativa envolvente, bem-estruturada e emocionante foi uma grata surpresa e transformou Prisioneiras em uma das minhas melhores leituras de 2017.

prisioneiras“O trabalho de Drauzio Varella como médico voluntário em penitenciárias começou em 1989, na extinta Casa de Detenção de São Paulo, o Carandiru. Os anos de clínica e as histórias dos presos, dos funcionários e da própria cadeia seriam retratados nos aclamados livros Estação Carandiru (1999) e Carcereiros (2014). Em 2017, Drauzio encerra sua trilogia literária sobre o sistema carcerário brasileiro com Prisioneiras. Alçando as mulheres encarceradas a protagonistas, o médico rememora os últimos onze anos de atendimento na Penitenciária Feminina da Capital, que abriga mais de duas mil detentas. São histórias de mulheres que não raro entram para o crime por conta de seus parceiros inclusive tentando levar drogas aos companheiros nas penitenciárias masculinas em dias de visita , porém que são esquecidas quando estão atrás das grades. As famílias conseguem tolerar um encarcerado, mas não uma mãe, irmã, filha ou esposa na cadeia. No ambiente carcerário feminino, há elementos comuns às penitenciárias masculinas. Assim como no Carandiru, um código de leis não escrito rege as prisioneiras; o Primeiro Comando da Capital (PCC) está presente e mostra sua força através das mulheres que integram a facção; e a relação entre aquelas que habitam as cadeias não é menos complexa. As casas de detenção femininas, no entanto, guardam suas particularidades diferenças às quais o médico paulistano dedica atenção especial em sua narrativa. Desde a dinâmica dos atendimentos e a escassez de visitas até os relacionamentos entre as presas, fica nítido que a realidade das prisões escapa ao imaginário de quem vive fora delas. Prisioneiras é um relato franco, sem julgamentos morais, que não perde o senso crítico em relação às mazelas da sociedade brasileira. Nesse encerramento de ciclo, Drauzio Varella reafirma seu talento de escritor do cotidiano, retratando sua experiência e a vida dessas mulheres com a mesma disposição, coragem e sensibilidade que empreendeu ao iniciar seu trabalho nas prisões há quase três décadas.” Fonte

Sou médio, não juiz, condição que me coloca em plano de observação privilegiado. Escuto histórias da infância, relatos de desencontros, paixões, vinganças, perversidades, sofrimentos e humilhações que jamais suspeitei existir fora dos livros. A todo momento me surpreendo com a riqueza e a diversidade do universo feminino.

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