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Resenha: Suicidas

Antes que o mundo pudesse sonhar com o terrível jogo da baleia azul, que leva jovens a tirara própria vida, ou que a série de televisão 13 Reasons Why fosse lançada e set ornasse o sucesso que é hoje, Raphael Montes, então com 22 anos,já tratava do tema do suicídio entre jovens, com a ousadia que virou sua marca registrada. Em seu primeiro livro, que a Companhia das Letras agora relança acrescido de um novo capítulo, conhecemos a história de Alê e seus colegas, jovens da elite carioca encontra dos mortos no porão do sítio de um deles em condições misteriosas que indicam que os nove amigos participaram de um perigoso e fatídico jogo de roleta russa. Aos que ficaram, resta tentar descobrir o que teria levado aqueles adolescentes, aparentemente felizes e privilegiados, a tirar a própria vida. Para isso, contamos com os escritos deixados por Alê, um narrador nada confiável. (Fonte)

Um porão, nove jovens e uma Magnum 608. O que poderia ter levado universitários da elite carioca – e aparentemente sem problemas – a participarem de uma roleta-russa?

Um ano depois do trágico evento, que terminou de forma violenta e bizarramente misteriosa, uma nova pista, até então mantida em segredo pela polícia, ilumina o nebuloso caso. Sob o comando da delegada Diana Guimarães, as mães desses jovens são reunidas para tentar entender o que realmente aconteceu, e os motivos que levaram seus filhos a cometerem suicídio.

Por meio da leitura das anotações feitas por um dos suicidas durante o fatídico episódio, as mães são submersas no turbilhão de momentos que culminaram na morte dos seus filhos. A reunião se dá em clima de tensão absoluta, verdades são ditas sem a falsa piedade das máscaras sociais e, sorrateiramente, algo muito maior começa a se revelar. (Fonte)

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A Cuca Recomenda: Jantar Secreto

Raphael Montes é um dos escritores mais promissores da literatura brasileira atualmente. Cínico e sem medo de chocar, ele aborda temas espinhosos em suas obras. Li todas elas e posso dizer que gostei muito de (quase) todas, exceto, talvez O Vilarejo (resenha aqui), um livro no qual acredito que ele perdeu um pouco da sua essência, procurando fazer apenas um terror tradicional, o que não é seu forte. Não é isso que esse autor escreve. Para mim, ele faz suspense, do tipo que choca, perturba, incomoda. E em Jantar Secreto ele retoma essa essência com o mesmo efeito, ou talvez até mais assustador, de outras de suas obras como Suicidas Dias Perfeitos (resenha aqui).

jantar_secreto“Um grupo de jovens deixa uma pequena cidade no Paraná para viver no Rio de Janeiro. Eles alugam um apartamento em Copacabana e fazem o possível para pagar a faculdade e manter vivos seus sonhos de sucesso na capital fluminense. Mas o dinheiro está curto e o aluguel está vencido. Para sair do buraco e manter o apartamento, os amigos adotam uma estratégia heterodoxa: arrecadar fundos por meio de jantares secretos, divulgados pela internet para uma clientela exclusiva da elite carioca. No cardápio: carne humana. A partir daí, eles se envolvem numa espiral de crimes, descobrem uma rede de contrabando de corpos, matadouros clandestinos, grã-finos excêntricos e levam ao limite uma índole perversa que jamais imaginaram existir em cada um deles.” Fonte

Venha viver a experiência gastronômica mais exótica, única e saborosa da noite carioca! Att. Equipe Carne de Gaivota




A Cuca Recomenda: O Vilarejo

1. Eu amo terror;
2. Ainda fico perturbada só de pensar no fantástico Dias Perfeitos, de Raphael Montes (leia a resenha);
3. Essa edição de O Vilarejo da Suma de Letras é de babar.

Obviamente eu estava morrendo de ansiedade e expectativa de ler esse livro desde seu lançamento. Quando nos foi oferecida a oportunidade de ler através da Suma de Letras, é claro que surtei. Li assim que chegou, de um dia para o outro. Agora, bateu as expectativas? Não. O Vilarejo é um livro bem escrito, com uma ótima ideia, um formato ousado, uma edição perfeita e a escrita precisa de Raphael Montes, mas me decepcionou em vários sentidos. Saiba tudo nessa resenha.

CAPA-O-vilarejoUm Vilarejo que sumiu do mapa.

O tempo o apagou do mundo, da história, da mente das pessoas. A única prova de que o local existiu é a vida de seus moradores, as histórias que ficaram registradas em um caderno com ilustrações macabras. Explore um lugar perdido no passado e, através de um quebra-cabeça cheio de surpresas, conheça o destino de seus habitantes, há muito esquecidos.”

O caráter do homem é o seu demônio. Heráclito




Promoção: Dias Perfeitos

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Domingão preguiçoso e de Copa, gente! Portanto, nesse clima, nada melhor que o sorteio de um livro brasuca, certo? ‘Bora participar?

Dias Perfeitos, do autor brasileiro Raphael Montes e da Companhia das Letras é um suspense perturbador da melhor qualidade que foi capaz de dar calafrios até mesmo na Cuca, que é durona. Quer se arrepiar também? Então leia a resenha e as regras e participe muito!

Brrr…




A Cuca Recomenda: Dias Perfeitos

Confesso: eu já estava com uma pilha enorme de livros quando a Companhia das Letras enviou a newsletter do mês e até pensei em deixar passar, afinal, sempre tem tanta coisa pra ler. Mas aí li a sinopse de Dias Perfeitos e pensei na hora: “tenho que ler esse livro”. Somente a sinopse já me impressionou imensamente, mas isso não chega nem perto do sentimento que tive ao ler esse livro. Devorei-o em menos de dois dias, de um sábado para um domingo. Extremamente perturbador, invasivo, inquietante: Dias Perfeitos é um livro que você tem que conhecer – e não vai se esquecer dele tão cedo.

“Téo é um solitário estudante de medicina que divide seu tempo entre cuidar da mãe paraplégica e examinar cadáveres nas aulas de anatomia. Durante uma festa, ele conhece Clarice, uma jovem de espírito livre que sonha tornar-se roteirista de cinema. Ela está escrevendo um road movie sobre três amigas que viajam em busca de novas experiências. Obcecado por Clarice, Téo quer dissecar a rebeldia daquela menina. Começa, então, uma aproximação doentia que o leva a tomar uma atitude extrema. Passando por cenários oníricos, que incluem um chalé em Teresópolis e uma praia deserta em Ilha Grande, o casal estabelece uma rotina insólita, repleta de tortura psicológica e sordidez. O efeito é perturbador. Téo fala com calma, planeja os atos com frieza e justifica suas atitudes com uma lógica impecável. A capacidade do autor de explorar uma psique doentia é impressionante – e o mergulho psicológico não impede que o livro siga um ritmo eletrizante, repleto de surpresas, digno dos melhores thrillers da atualidade. Dias perfeitos é uma história de amor, sequestro e obsessão. Capaz de manter os personagens em tensão permanente e pródigo em diálogos afiados, Raphael Montes reafirma sua vocação para o suspense e se consolida como um grande talento da nova literatura nacional.” Fonte

Ela fechou os olhos. Enxugou as lágrimas no algodão. Voltou ao banheiro para retirar o batom e retocar a dignidade.

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