Arquivo para a categoria ‘ Resenhas ’


Resenha: Precisamos Falar Sobre o Kevin

“Para falar de Kevin Khatchadourian, 16 anos – o autor de uma chacina que liquidou sete colegas, uma professora e um servente no ginásio de um bom colégio dos subúrbios de Nova York –, Lionel Shriver não apresenta apenas mais uma história de crime, castigo e pesadelos americanos: arquiteta um romance epistolar em que Eva, a mãe do assassino, escreve cartas ao marido ausente. Nelas, ao procurar porquês, constrói uma reflexão sobre a maldade e discute um tabu: a ambivalência de certas mulheres diante da maternidade e sua influência e responsabilidade na criação de um pequeno monstro. Precisamos falar sobre o Kevin discute casamento e carreira; maternidade e família; sinceridade e alienação. Denuncia o que há de errado com culturas e sociedades contemporâneas que produzem assassinos mirins em série e pitboys. Um thriller psicanalítico no qual não se indaga quem matou, mas o que morreu. Enquanto tenta encontrar respostas para o tradicional “onde foi que eu errei?” a narradora desnuda, assombrada, uma outra interdição atávica: é possível odiarmos nossos filhos?” Fonte

Já fazia um bom tempo que eu andava intrigada com esse livro. Quando ele finalmente caiu nas minhas mãos, no começo do mês, eu pensei “agora tenho que lê-lo”, e foi um sentimento único de urgência, que fazia um bom tempo eu não tinha. Terminei minha leitura anterior e logo depois comecei o Kevin. E de começo já posso dizer que não era o que eu estava esperando – não, o livro é muito , muito melhor do eu estava esperando, na realidade.

Precisamos falar sobre esse livro…




Resenha: Os 13 Porquês

“Ao voltar da escola, Clay Jensen encontra na porta de casa um misterioso pacote com seu nome. Dentro, ele descobre várias fitas cassetes. O garoto ouve as gravações e se dá conta de que elas foram feitas por Hannah Baker – uma colega de classe e antiga paquera – que cometeu suicídio duas semanas atrás. Nas fitas, Hannah explica que existem treze motivos que a levaram à decisão de se matar. Clay é um desses motivos. Agora ele precisa ouvir tudo até o fim para descobrir como contribuiu para esse trágico acontecimento.” Fonte

Quando uma de minhas amigas me emprestou Os 13 Porquês, ela me avisou: “não se empolgue, você não vai gostar da Hannah, ela é muito chata”. Por isso minhas expectativas não eram altas. Por isso elas foram incrivelmente superadas, porque eu me apaixonei por Hannah Baker mais do que por Clay Jensen, que – teoricamente – é o narrador do livro. Digo teoricamente porque a narrativa é dividida entre o que acontece com Clay enquanto ele ouve as fitas (seus pensamentos, sentimentos, seus arrependimentos) e as fitas em si, cujo conteúdo é inteiramente descrito nas páginas do livro. Graças a esse formato, é possível que conheçamos bem Hannah que – apesar de estar morta – tem a voz muito forte, muito presente durante toda a história.

A impressão que Hannah me passou é a de ser uma garota com baixa auto-estima, sem amigos e um tanto quanto deprimida. Diversas vezes é possível perceber que ela pede ajuda sem realmente dar a entender que é isso que está fazendo, e talvez tenha sido por isso que me identifiquei tanto com ela: porque é muito difícil admitir para os outros e para si mesmo que há algo errado e que você precisa de uma mão amiga. Mas o que realmente me chamou a atenção foi a cadeia de consequências que cada uma de nossas ações têm. Cada palavra, cada gesto, cada ação banal que fazemos ou deixamos de fazer são sentidas de maneiras diferentes por pessoas diferentes, e têm suas consequências – boas ou ruins. Nós afetamos as pessoas ao nosso redor positiva ou negativamente, e para mim essa foi a grande mensagem do livro. Escrito de maneira realista e sem açucarar as cenas mais pesadas, Os 13 Porquês deveria ser leitura obrigatória para adolescentes e todos que convivem com eles.


A capa original, que é minha favorita.

Vale lembrar que Os 13 Porquês ganhará sua versão cinematográfica ano que vem, com Selena Gomez no papel de Hannah Baker.

Ficha Técnica

Título: Os 13 Porquês
Autor: Jay Asher
Editora: Ática
Páginas: 256
Avaliação: 4 estrelas
Onde Comprar: Livraria Cultura




Dica de site: Toques para Mulheres

Olá a todos! Hoje vou mudar de assunto e falar sobre um site muito interessante e bem humorado: O TPM: Toques para mulheres.

banner do siteComo diz a definição, o site é inteiramente dedicado a crônicas sobre o universo feminino do ponto de vista de um homem. O autor é Edson Rossatto, que vem trabalhando no site já tem um tempo e conseguiu me chamar a atenção ano passado, com uma crônica sobre mulheres e salto alto. Achei muito engraçado, mesmo sendo solidária àquelas mulheres que ainda estão na fase de aprendizado com o salto (o problema é que… a gente tem mesmo dificuldade em andar no começo, paga muitos micos quando sai de casa linda e maravilhosa, mas no meio do caminho aquela BOLHA HORROROSA aparece no pé pra fazer qualquer uma querer arrancar o salto e andar descalça – mas não fazemos isso – raras exceções).

Longe de ser um daqueles sites que destilam veneno contra as mulheres e o universo feminino tão complexo e misterioso (risos), ele aborda com bom humor algumas situações geralmente características do universo feminino, muitos deles voltados para o relacionamento.

O site repercute tão bem que o Edson chegou a comentar que alguns homens estão mandando e-mails e pedindo conselhos para ele sobre como lidar com mulheres (certo, algumas perguntas eram mais sérias do que as outras… mais ou menos…).

Se você é feminista, apenas lembre que são crônicas BEM HUMORADAS sob o ponto de vista de um homem falando sobre o universo feminino. Algumas crônicas podem trazer assuntos mais “polêmicos”, digamos assim, mas sinceramente não vi nada que denegrisse a imagem da mulher, muito pelo contrário. Tem toques irônicos, são crônicas inteligentes e o bom humor reina ali no site.

Sobre o autor, ele mesmo conta que:

1)… não é gay… (“Até dois anos atrás, minha irmã desconfiava. Aí apareci com namorada em casa.”)

2)… não pretende ser um macho recalcado que não pega ninguém e só quer falar mal delas por isso… (“Ei! Eu tenho bom senso, pô! Tem muitos caras por aí que não valem nada. Metade eu conheço…”)

3)… não é machista… (“Não mesmo! Já saí com algumas mulheres sendo feminista. É mais legal!”)

 

(E pelas crônicas, também não acho que ele seja machista.)

Para quem quer descontrair no dia a dia, vale a pena conferir as crônicas do Edson. O site é atualizado semanalmente e espero que vocês se divirtam tanto como eu me divirto.




Resenha: A Culpa é das Estrelas

Quando fiz a resenha de Mockingjay – quase um ano após tê-lo lido – eu disse que era muito difícil falar sobre as obras pelas quais nós caímos de amores. Quatro meses depois, aqui estou eu novamente para provar a teoria. Desde que terminei de ler The Fault in Our Stars (A Culpa é das Estrelas, no Brasil) eu tenho essa página aberta, tentando encontrar as palavras certas, escrevendo parágrafo atrás de parágrafo somente para apagá-los logo em seguida. Hoje, folheando meu livro e observando as frases que marquei com post-its enquanto o lia, eu finalmente me convenci de que nunca serei capaz de fazer uma resenha à altura de The Fault in Our Stars: ele é um livro que você tem que ler e viver e sentir, guardar tudo dentro de você e depois explodir, insistindo para que todos os seus amigos leiam, mas sem nunca conseguir explicar exatamente o motivo pelo qual isso é tão importante. Simplesmente é.




Resenha: A Fera

Depois de ter lido “A garota da capa vermelha” (resenha aqui) e ter me decepcionado, confesso que não estava mais muito animada para ler livros que tratasse do tema “conto de fadas versão teen“. Mas o trailer do filme  “A Fera” despertou a minha curiosidade e eu acabei ganhando o livro da Karen. Aliás, eu devo agradecer muito a ela, se não eu provavelmente não teria lido esse livro maravilhoso agora!

O livro é narrado pela Fera – uma criatura com dentes, garras e pelos. Mas antes essa criatura havia sido um adolescente normal: Kyle Kingsbury. Ele tinha tudo: dinheiro, fama e beleza. Mas em um belo dia ele acabou humilhando uma garota que participava das suas aulas de inglês. Para o seu azar,  essa garota era uma bruxa. E assim o feitiço foi feito. Ele só voltaria a ser humano se, em dois anos, beijasse uma pessoa que se apaixonasse por ele. Mas não bastava só isso: ele também deveria estar apaixonado por ela.

A pergunta que eu imagino que Alex Flinn fez ao escrever o livro foi “Mas e se a história de A Bela e a Fera acontecesse nos dias atuais?”. Por isso, ela não cria triângulos amoroso para dar um tom mais teen na história, muito menos tenta escrever um roteiro totalmente diferente. A autora utilizou os pontos chaves da história e os colocou no mundo atual. Ela teve algumas saídas brilhantes, como por exemplo, a utilização das rosas e toda a importância que elas tiveram para a história. Em vários momentos eu me lembrei do desenho da Disney, não porque fosse totalmente igual, mas sim pelas referências. O livro segue as histórias tradicionais, mas não deixa de ser original.

Durante a leitura, eu me transportei totalmente para dentro da história. Isso porque durante a narração é possível perceber todo o crescimento do personagem. Desde Kyle, o rico mimado, até A Fera, que acredita que nunca conseguirá quebrar o feitiço…

E como realmente um conto de fadas, esse livro nos passa uma mensagem linda no final. Eu acho que todos que amam o desenho “A Bela e a Fera” da Disney deveriam ler esse livro. Exatamente os pontos que me encantaram no desenho foram os pontos que me encantaram no livro.

O filme A Fera, com Alex Pettyfer e Vanessa Hudges, estreiou nos cinemas dia 23 de dezembro de 2011.

Ficha Técnica:
Título: A Fera
Autor: Alex Flinn
Editora: Galera Record
Páginas: 320
Avaliação:
Onde comprar: Livraria Cultura

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