Arquivo para a categoria ‘ Suspense ’


Resenha: Segredos e Mentiras

Solicitei esse livro à Editora Arqueiro sem muitas expectativas. Quando comecei a lê-lo, no entanto, fiquei completamente surpresa em como ele era bom. Na verdade, ele foi quase perfeito. Envolvente e imersivo, muitas vezes angustiante, Segredos e Mentiras vai surpreendê-lo e despertar vários questionamentos dramáticos e controversos. Não se engane pela capa aparentemente simples: ela tem muito mais a dizer, assim como esse livro.

“Cara Anna, Já comecei esta carta várias vezes e aqui estou, começando-a novamente, sem fazer a mínima ideia de como lhe dizer. A carta não terminada é a única pista que Tara e Emy têm para entender o que levou sua amiga Noelle ao suicídio. As três eram inseparáveis desde a faculdade e tudo a respeito de Noelle – seu trabalho de parteira, a forma como se dedicava apaixonadamente a diversas causas sociais, seu amor pelos amigos e a família – se encaixava na descrição de uma mulher que amava a própria vida.

Só que havia muitas coisas que Tara e Emy desconheciam. Por exemplo, quem é Anna e por que Noelle nunca a mencionara.

Com a descoberta da carta e do terrível segredo que a motivou, as duas começam a desvendar a verdade sobre essa mulher forte, independente e gentil que entrou em suas vidas trazendo amor e compaixão, mas que também pode ser a responsável por muitas tristezas e ilusões.

Com delicadeza e equilíbrio, Diane Chamberlain constrói uma história sensível sobre amizade e relacionamentos e levanta a pergunta: até que ponto você seria capaz de perdoar alguém que ama?” Fonte

Às vezes é difícil expressar o amor que sentimos por alguém. A gente diz as palavras, mas não consegue expressar a profundidade. Não consegue abraçar forte o bastante.




Resenha: O Jantar

Aí eu li essa resenha bombástica e incrível no blog S2 Ler (sério, gente, é só a Mari indicar um livro que pimba, eu quero ler! Ela é ótima!) e fiquei roendo as unhas querendo ler O Jantar, do até então desconhecido autor (para mim), o holandês Herman Koch, lançado pela Editora Intrínseca esse ano. Minhas expectativas estavam altíssimas e dessa vez alegro-me em dizer: elas foram superadas. O livro ganhou 5 estrelas com louvor – na verdade ganharia 6, 7… 10! Thriller sensacional. ‘Bora lá entender porque esse livro me conquistou?

“Em uma noite de verão, dois casais se encontram em um restaurante elegante. Entre um gole e outro de vinho e o tilintar de talheres, a conversa mantém um tom gentil e educado, passando por assuntos triviais como o preço dos pratos, os aborrecimentos do trabalho, o próximo destino de férias. Mas as palavras vazias escondem um terrível conflito, e, a cada sorriso forçado e cada novo prato, o clima fica ainda mais tenso.

Um fenômeno best-seller internacional, um suspense sombrio, conto altamente controverso de suas famílias que lutam para tomar a decisão mais difícil de suas vidas no percorrer de uma refeição. (…) Assim como a civilidade e amizade desintegra-se cada casal mostra o quão longe eles estão dispostos a ir para proteger aqueles que ama. Uma escrita tensa e incrivelmente emocionante, contada por um narrador inesquecível, O Jantar promete ser o tema de inúmeros jantares. Espetando tudo, desde os valores dos pais, menus pretensiosos a convicções políticas, este romance revela o lado obscuro da gentil sociedade e pergunta o que cada um de nós faria em face de uma inimaginável tragédia.” Fonte

Era como se o prato vazio o desafiasse a tirar uma satisfação sobre ele, ir à cozinha aberta e exigir uma explicação. Você não ousaria!, dizia o prato, e ria da sua cara.




Resenha dupla: No escuro

Olá! Hoje a resenha dupla será com um thriller bastante angustiante, de dar calafrios. Para quem é fã do gênero suspense vai gostar. As opiniões da Karen serão em verde e as da Lucy serão em azul.

NO_ESCURO

Sinopse: Catherine aproveitou a vida de solteira por tempo suficiente para reconhecer um excelente partido quando o encontra: lindo, carismático, espontâneo… Lee parece bom demais para ser verdade. Suas amigas concordam plenamente e, uma por uma, todas se deixam conquistar por ele. Com o tempo, porém, o homem louro de olhos azuis, que parece o sonho de qualquer mulher, revela-se extremamente controlador e faz com que Catherine se sinta isolada. Amedrontada pelo jeito cada vez mais estranho de Lee, Catherine tenta terminar o relacionamento, mas, ao pedir ajuda aos amigos, descobre que ninguém acredita nela. Sentindo-se no escuro, ela planeja meticulosamente como escapar dele. Quatro anos mais tarde, Lee está na prisão e Catherine, agora Cathy, tenta reconstruir a vida em outra cidade. Apesar de seu corpo estar curado, ela tornou-se uma pessoa bastante diferente. Obsessivo-compulsiva, vive com medo e insegura. Seu novo vizinho, Stuart Richardson, a incentiva a enfrentar seus temores. Com sua ajuda, Cathy começar a acreditar que ainda exista a chance de uma vida normal. Até que um telefonema inesperado muda tudo. Ousado e poderoso, convincente ao extremo em seu retrato da obsessão, No escuro é um thriller arrebatador. Fonte

Mais um livro que adquiri em e-book no começo do ano e só agora consegui lê-lo (isso acontece muito). Eu achei interessante a narrativa do livro, primeiro porque não mostra tudo o que aconteceu de uma vez só. A angústia do leitor aumenta quando você descobre que aconteceu alguma coisa, mas você não sabe da intensidade do que aconteceu e isso só será mostrado aos poucos – isso até me irrita um pouco, mas de forma positiva para a leitura, porque ela flui mais depressa devido à minha curiosidade (estranha, eu? Só um pouco).

Também adquiri o livro há algum tempo, mas demorei para ler, apesar de estar bem curiosa. Como a Lucy, achei bem interessante o método narrativo. As informações são cedidas ao leitor em conta-gotas, de maneira muito sutil, mas diferente da Lucy, isso não me irrita; é uma técnica ótima para um thriller. O que mais dá medo, seja numa leitura ou num filme de horror é exatamente o desconhecido. Por isso esse método é tão efetivo, pois vai construindo lentamente a angústia, de um jeito quase perverso – com os personagens e com o leitor.

Em se tratando de um dia para morrer, o mais longo do ano era tão bom quanto qualquer outro.




Resenha: Sem tempo para despedidas

Quando li a sinopse desse thriller da Editora Record, fiquei bastante intrigada. Esse tema de uma família inteira desaparecida, sem pistas, por 25 anos, era no mínimo intrigante. Fiquei bem curiosa. Porém, quando comecei a ler o livro percebi que ele não era tudo aquilo que eu esperava, infelizmente.

“Quando Cynthia acorda de ressaca numa manhã, percebe o silêncio que impera em casa. Ela logo nota que, sem qualquer explicação, todos os membros de sua família desapareceram sem vestígios. Vinte e cinco anos se passam e ela ainda sofre com o mistério. Casada e com uma filha pequena, teme que uma tragédia similar ocorra com sua nova família. Assim, Cynthia aceita participar de um programa de TV para reviver o caso, com a esperança de que isso trouxesse a verdade à tona. Mas desenterrar algumas lembranças pode ser o início de um grande pesadelo…” Fonte

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Resenha: A Sombra do Vento

É muito difícil falar de Carlos Ruiz Zafón. Após ler Marina, no começo do ano, fui completamente arrebatada pela escrita apaixonante do autor. A partir daí, Zafón ocupou um lugar diferenciado entre os escritores, na minha opinião. Falar dele, de um livro seu, é quase como profaná-lo. Seus livros são tão perfeitos que eu me sinto até mal de falar deles, mesmo que seja para reverenciá-los. Zafón é um clássico que ainda vive. Para vocês verem o tamanho da minha reverência, até pouco tempo eu hesitava em procurar sobre ele, encontrar seu rosto em fotos. Ele é quase inalcançável, assim como seu personagem também romancista em A Sombra do Vento, Júlian Carax. Esse livro é quase um ode aos livros. Sublime, complexo, tocante, A Sombra do Vento pode ser uma das melhores leituras da sua vida.

“A Sombra do Vento é uma narrativa de ritmo eletrizante, escrita em uma prosa ora poética, ora irônica. O enredo mistura gêneros como o romance de aventuras de Alexandre Dumas, a novela gótica de Edgar Allan Poe e os folhetins amorosos de Victor Hugo. Ambientado na Barcelona franquista da primeira metade do século XX, entre os últimos raios de luz do modernismo e as trevas do pós-guerra, o romance de Zafón é uma obra sedutora, comovente e impossível de largar. Além de ser uma grandiosa homenagem ao poder místico dos livros, é um verdadeiro triunfo da arte de contar histórias. Tudo começa em Barcelona, em 1945. Daniel Sempere está completando 11 anos. Ao ver o filho triste por não conseguir mais se lembrar do rosto da mãe já morta, seu pai lhe dá um presente inesquecível: em uma madrugada fantasmagórica, leva-o a um misterioso lugar no coração do centro histórico da cidade, o Cemitério dos Livros Esquecidos. O lugar, conhecido de poucos barceloneses, é uma biblioteca secreta e labiríntica que funciona como depósito para obras abandonadas pelo mundo, à espera de que alguém as descubra. É lá que Daniel encontra um exemplar de “A Sombra do Vento”, do também barcelonês Julián Carax. O livro desperta no jovem e sensível Daniel um enorme fascínio por aquele autor desconhecido e sua obra, que ele descobre ser vasta. Obcecado, Daniel começa então uma busca pelos outros livros de Carax e, para sua surpresa, descobre que alguém vem queimando sistematicamente todos os exemplares de todos os livros que o autor já escreveu. Na verdade, o exemplar que Daniel tem em mãos pode ser o último existente. E ele logo irá entender que, se não descobrir a verdade sobre Julián Carax, ele e aqueles que ama poderão ter um destino terrível.” Fonte

Os livros são espelhos: neles só se vê o que possuímos dentro.

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