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Resenha: Fraude Legítima

“Jule West Williams é uma garota capaz de se adaptar a qualquer lugar ou situação. Imogen Sokoloff é uma herdeira milionária fugindo de suas responsabilidades. Além do fato de serem órfãs, as duas garotas têm pouco em comum, mas isso não as impede de desenvolver uma amizade intensa quando se reencontram anos depois de terem se conhecido no colégio. Elas passam os dias em meio a luxo e privilégios, até que uma série de eventos estranhos começa a tomar curso, culminando no trágico suicídio de Imogen e forçando Jule a descobrir como viver sem sua melhor amiga. Mas, talvez, as histórias das duas garotas tenham se unido de maneira inexorável — e seja tarde demais para voltar atrás”

Estou aqui, sentada na frente do meu computador, pensando em como eu vou fazer a resenha de Fraude Legítima. A sensação que eu tenho é que qualquer coisa que eu falar vai ser um grade spoiler – ou seja, não tem muito como fugir do que está escrito na sinopse do livro. Eu vou tentar portanto descrever mais as minhas emoções durante a leitura, porque eu realmente não quero estragar o enredo.

Eu fiquei curiosa em ler Fraude Legítima por causa de Mentirosos. A nossa resenha foi feita pela Karen e eu concordo com tudo o que ela disse. O final foi impactante e ele me marcou até hoje. Eu descobri o segredo um pouco antes de chegar no final e fiquei sentada na pontinha na cadeira pensando “Será que é isso mesmo? Que plot twist maravilhoso!”. E era.

Só que plot twist do plot twist foi que isso não aconteceu em Fraude Legítima.

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Resenha: O Prisioneiro do Céu

Para mim, Carlos Ruiz Zafón é um dos melhores escritores da atualidade, e O Cemitério dos Livros Esquecidos uma série que todo e qualquer amante de livros precisa ler. Há alguns anos, comprei os três volumes da série disponíveis à época (a Editora Suma lançou este ano o último livro da série, O Labirinto dos Espíritos, que, claro, será minha leitura a seguir) e me apaixonei quando li A Sombra do Vento (leia a resenha). Porém, foi só no começo deste ano que li O Jogo do Anjo (leia a resenha), um livro maravilhoso também, mas que contava uma história diferente. Mas foi só agora, lendo o genial O Prisioneiro do Céu que percebi como as três histórias se interligam de maneira brilhante e muito bem orquestrada.

Observação: Esta resenha contém informações dos dois primeiros volumes da série A Sombra do Vento O Jogo do Anjo que talvez possam ser consideradas spoilers. Eu, porém, não as considero, pois, segundo o autor, a série pode ser lida na ordem que se desejar e cabe ao leitor montar o quebra-cabeças.

“Barcelona, 1957. Daniel Sempere e seu amigo Fermín, os heróis de A sombra do vento, estão de volta à aventura para enfrentar o maior desafio de suas vidas. Já se passa um ano do casamento de Daniel e Bea. Eles agora têm um filho, Julián, e vivem com o pai de Daniel em um apartamento em cima da livraria Sempere e Filhos. Fermín ainda trabalha com eles e está ocupado com os preparativos para seu casamento com Bernarda no ano-novo. No entanto, algo parece incomodá-lo profundamente. Quando tudo começava a dar certo para eles, um personagem inquietante visita a livraria de Sempere em uma manhã em que Daniel está sozinho na loja. O homem misterioso entra e mostra interesse por um dos itens mais valiosos dos Sempere, uma edição ilustrada de O conde de Montecristo que é mantida trancada sob uma cúpula de vidro. O livro é caríssimo, e o homem parece não ter grande interesse por literatura; mesmo assim, demonstra querer comprá-lo a qualquer custo. O mistério se torna ainda maior depois que o homem sai da loja, deixando no livro a seguinte dedicatória: “Para Fermín Romero de Torres, que retornou de entre os mortos e tem a chave do futuro”. Esta visita é apenas o ponto de partida de uma história de aprisionamento, traição e do retorno de um adversário mortal. Daniel e Fermín terão que compreender o que ocorre diante da ameaça da revelação de um terrível segredo que permanecia enterrado há duas décadas no fundo da memória da cidade. Ao descobrir a verdade, Daniel compreenderá que o destino o arrasta na direção de um confronto inevitável com a maior das sombras: aquela que cresce dentro dele. Transbordando de intriga e emoção, O prisioneiro do céu é um romance em que as narrativas de A sombra do vento e O jogo do anjo convergem e levam o leitor à resolução do enigma que se esconde no coração do Cemitério dos Livros Esquecidos.” Fonte

Você é um bom homem, Fermín. Tente esconder isso.




Resenha: Piano Vermelho

O livro chegou para a Karen ler primeiro, mas ela estava viajando… o livro estava aqui… adorei Caixa de Pássaros… a sinopse me chamou a atenção… então resolvi ler também. E aí a Lucy deu a ideia de uma resenha dupla. Então, aí está. (Drika)

Pois é, eu (Karen) estava viajando quando o livro chegou, aí a Drika leu primeiro! Assim como ela, também adorei Caixa de Pássaros (resenha aqui) e fiquei completamente fascinada pela escrita de Josh Malerman (e consegui pegar autógrafo dele no livro lá na Bienal do Rio de 2015!). Enfim, eu estava ansiosa, eu estava curiosa e eu… me decepcionei muito lendo Piano Vermelho

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Resenha: Suicidas

Antes que o mundo pudesse sonhar com o terrível jogo da baleia azul, que leva jovens a tirara própria vida, ou que a série de televisão 13 Reasons Why fosse lançada e set ornasse o sucesso que é hoje, Raphael Montes, então com 22 anos,já tratava do tema do suicídio entre jovens, com a ousadia que virou sua marca registrada. Em seu primeiro livro, que a Companhia das Letras agora relança acrescido de um novo capítulo, conhecemos a história de Alê e seus colegas, jovens da elite carioca encontra dos mortos no porão do sítio de um deles em condições misteriosas que indicam que os nove amigos participaram de um perigoso e fatídico jogo de roleta russa. Aos que ficaram, resta tentar descobrir o que teria levado aqueles adolescentes, aparentemente felizes e privilegiados, a tirar a própria vida. Para isso, contamos com os escritos deixados por Alê, um narrador nada confiável. (Fonte)

Um porão, nove jovens e uma Magnum 608. O que poderia ter levado universitários da elite carioca – e aparentemente sem problemas – a participarem de uma roleta-russa?

Um ano depois do trágico evento, que terminou de forma violenta e bizarramente misteriosa, uma nova pista, até então mantida em segredo pela polícia, ilumina o nebuloso caso. Sob o comando da delegada Diana Guimarães, as mães desses jovens são reunidas para tentar entender o que realmente aconteceu, e os motivos que levaram seus filhos a cometerem suicídio.

Por meio da leitura das anotações feitas por um dos suicidas durante o fatídico episódio, as mães são submersas no turbilhão de momentos que culminaram na morte dos seus filhos. A reunião se dá em clima de tensão absoluta, verdades são ditas sem a falsa piedade das máscaras sociais e, sorrateiramente, algo muito maior começa a se revelar. (Fonte)

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Resenha: Biblioteca de Almas

A série de Ransom Riggs me conquistou. Muito mais que belas edições da Intrínseca, esses livros possuem uma história emocionante, com personagens sólidos, complexos, únicos, que nos levam em uma viagem fantástica pela história. Desde o primeiro livro, O Lar da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares (resenha aqui), passeando entre o passado remoto ou nosso passado recente – como a Segunda Guerra Mundial, chegando até nosso presente, com sua tecnologia e alienação, somos convidados a conhecer o mundo dos peculiares, que nos são apresentados de maneira tão natural que chegamos a acreditar que eles realmente existem. E será que não?

Em Biblioteca de Almas, o autor conclui a série de forma brilhante, em uma aventura de tirar o fôlego. Talvez eu tenha achado o segundo livro – Cidade dos Etéreos (resenha aqui) – melhor? Talvez. Mas isso não tira o brilho desse encerramento, uma viagem incrível e inesquecível.

Cuidado: essa resenha pode conter spoilers dos volumes anteriores da série.

bibliotecaalmas“Biblioteca de Almas é o último volume da celebrada trilogia iniciada com O Lar da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares. Neste terceiro livro, depois de sofrer com a morte do avô, conhecer crianças com habilidades peculiares em uma fenda temporal e partir pelo mar em uma busca desesperada para curar a srta. Peregrine, Jacob vai finalmente enfrentar a inevitável conclusão dessa turbulenta jornada.
Jacob descobre uma poderosa habilidade e não demora a explorá-la para resgatar os amigos peculiares e as ymbrynes da fortaleza dos acólitos. Junto com ele vai Emma Bloom, uma menina capaz de produzir fogo com as mãos, e Addison MacHenry, um cão com faro especial para encontrar crianças perdidas.
Partindo da Londres dos dias atuais, o grupo vai percorrer as ruelas labirínticas do chamado Recanto do Demônio, uma complexa fenda temporal que abriga todo tipo de vícios e perversões. É ali que o destino de peculiares de toda parte será decidido de uma vez por todas. Tal como os volumes anteriores da série, Biblioteca de Almas une fantasia, aventura e sombrias fotografias de época para criar uma experiência de leitura única.” Fonte

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