Resenha: Como Encantar um Canalha

Como Encantar Um CanalhaFicha técnica:

Nome: Como encantar um Canalha

Autor: Suzanne Enoch

Tradutor: Thalita Uba

Páginas: 320

Editora: Harlequin

Evelyn, uma jovem obstinada, promete se vingar de um dos canalhas mais infames de Londres. Mas, quando o cafajeste vira o jogo, quem vai realmente aprender uma lição sobre do que o amor é capaz?

Nas ruas, ele é chamado ironicamente de “Santo”, mas o marquês de St. Aubyn merece sua reputação como o maior canalha de Londres. Evie sabe que deve evitá-lo, mas ela quer ajudar as crianças do orfanato, e ele preside o conselho dos administradores. Quando Santo nega seu pedido para ser voluntária no Coração da Esperança, ela decide que o homem precisa aprender uma lição. Ela só precisa descobrir como resistir aos encantos daquele mulherengo.

Para Santo, a ideia de ceder a uma mulher como Evie é impensável. Ele não quer se tornar outro projeto de caridade em suas mãos, mas a moça se recusa a desistir. Que outra opção ele tem a não ser seduzir a dama? Porém, ele não esperava ser seduzido pelo doce coração da mulher. A tentação de passar longas noites nos braços dela poderia provocar o impossível? Será que o mais conhecido cafajeste de Londres poderia mudar? Fonte

Esse é o segundo livro da série Lições do Amor e confesso que curti bastante a leitura, porém teve algumas ressalvas. Logo explico para vocês.

Para quem não conhece a série, a história gira em torno de 3 amigas que elaboram listas para ensinar um cavalheiro específico uma lição sobre como se comportar diante de uma dama. No primeiro livro foi a história de Georgiana e Tristan e podem conferir a resenha aqui

Evie é uma jovem adorável, porém obstinada. Uma vez que tem a aparência muito delicada e angelical, muitas pessoas a consideram estúpida, inclusive sua família. Seu irmão quer uma vaga no Parlamento e acaba explorando Evie para que ela faça amizade com as esposas de pessoas que possam ajudá-lo em sua empreitada, além de homens influentes que possam auxiliá-lo a conseguir um cargo. Então ele conta com a doçura e simpatia da irmã para conquistar essas pessoas.

Envolvida nessa missão familiar, ela começa a ter interesse em ajudar um orfanato. Quando toma coragem de visitar o local, sua inteligência é novamente subestimada, agora pelo marquês St Aubyn, conhecido como Santo, que acha que ela só está entediada com suas frivolidades de dama da sociedade. Ele simplesmente desdenha da boa vontade de Evie, além de duvidar do senso prático da jovem, achando que ela não faria qualquer bem para aquelas crianças.

Evie vê então em St. Aubyn o aluno perfeito para suas lições, mas ela encontra muita dificuldade em fazer com que ele aprenda algo

O envolvimento dos dois é bem coisa de gato e rato, sendo que Santo acaba se interessando cada vez mais por Evie, mesmo quando ela toma uma medida drástica – e ilegal – para tentar fazer com que ele não feche o orfanato. Sério, é bem contraditório esse ponto da história, porque Evie quer que as pessoas parem de pensar que ela é frívola (até aí tudo bem) e que não é nenhuma cabeça de vento. Só que a atitude que ela toma é simplesmente por influência de um dos órfãos, que aliás tem um desvio de caráter bem maior que os demais. E, convenhamos, foi uma ideia péssima. Mais surreal que isso foi a atitude de St. Aubyn quando se vê livre da armadilha de Evie (se bem que talvez não… Leiam e me contem!).

Apesar disso, a leitura foi uma delícia de acompanhar, li em um dia praticamente, quando estava de cama. A situação maluca do livro serviu mais para dar boas risadas, mesmo achando extremamente absurda!

Santo é um homem cínico e frio, mas por trás de toda essa geleira, conhecemos um homem sedento por alguém que gostasse dele por ele mesmo, não simplesmente por sua aparência, riqueza ou mesmo seus “atributos”. Evie é realmente um par que entra em contraste com ele, por ter uma aura mais angelical e ser realmente uma jovem pura e que acredita nas pessoas. Gostei muito da personagem e queria muito chutar o irmão dela até a última linha do livro.

Essa história, além de ser uma boa história de amor, mostra como pode existir relacionamento tóxico entre familiares também. Me ressenti demais do irmão de Evie e queria que ele tivesse tido uma lição muito bem dada. Mas quem sabe em uma próxima leitura.

Leiam!

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  • Larissa Dutra disse:

    Olá, tudo bem? Não conhecia essa série ainda, mas o livro parece ser muito bacana, pelo o que tu disse. Acredito que eu iria me irritar com o mesmo ponto que te desagradou, mas de resto a história parece ser bem bacana. Adorei a resenha!

    Beijos,
    Duas Livreiras

  • Alisson Gomes disse:

    Oi Lucy.
    Menina eu acho tão engraçado essas premissas de romances de época sabe? kkkkkkkk acho que é exatamente por isso o fascínio das pessoas pelo gênero. Ahh venhamos e convenhamos são exatamente esses livros com absurdos que são os mais divertidos de ler, espero que você goste do próximo livro da trilogia.

    Beijos
    Beijos!
    Eita Já Li

  • Silviane Casemiro disse:

    Aamo esses títulos de romances! Eles conquistam pelas peculiaridades.
    Que bom que o livro te agradou e que o próximo também a agrade. Não é uma leitura que eu faria, mas sei que é um genero muito querido na internet.

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