Outras páginas: Battle Royale (Mangá)

Distopia, jovens duelando, muito sangue, intriga, traições, alianças e claro, gente morrendo. Parece familiar? Eu sei oque você pensou, mas não, não estou falando de Jogos Vorazes e sim de Battle Royale (BR). Um dos precursores da idéia “jovens se matando”, será que Battle Royale realmente está com essa bola toda? Confira comigo no replay.

“No futuro, classes de escolas fundamentais são escolhidas aleatoriamente para competir em uma jogo chamado Battle Royale. As regras: apenas um estudante deve sobreviver após três dias em uma ilha ou então todos morrerão. Armas são distribuídas e cada estudante é enviado para o campo sozinhos e despreparados para o terror que os aguarda. Os alunos se viram uns contra os outros em uma batalha por sobrevivência, alianças são feitas e quebradas, e antigos amigos tornam-se inimigos enquanto a contagem regressiva continua. No meio de traições e contagem crescente de corpos, dois colegas confessam seu amor um pelo outro e juram sobreviver esse jogo mortal juntos.” – Fonte: Traduzido de Tokyopop

Até aqui nenhuma surpresa, pegue um monte de adolescentes, sequestre-os (durante uma viagem escolar), jogue-os em algum lugar isolado (neste caso uma ilha cercada de barcos militares) e façam com que eles se matem até sobrar um. E filme o processo para arrecadar uma grana e entreter as massas (muito importante).  O que diferencia BR dos demais é o toque humano, ele consegue ser muito mais uma metáfora para os infortúnios da adolescência do que outras distopias.

Em BR temos como protagonista o agonizante Shuya, que você pode imaginar como o cara que ser amigo de todo mundo na sua classe, um tanto bobo, engraçado, com um toque da turma do ‘deixa disso’ e alguns dotes musicais. Juntamente com Shogo – o personagem mais durão e prático do mangá – o qual já passou e obviamente ganhou um BR anterior e Noriko amiga e interesse amoroso, tentarão vencer esse jogo maldito.

E porquê Shuya é agonizante? Como eu mencionei anteriormente, Shuya está sempre tentando ser amigo de todo mundo na classe e, aparentemente, ele não soube desligar isso para poder ganhar o bendito jogo. Sim gafanhotos, é uma disputa de vida ou morte, só pode haver um, matar ou morrer e o bonitão quer acreditar no melhor das pessoas e tentar convencer todo mundo a NÃO JOGAR O JOGO, inclusive o grupo de coleguinhas QUE PIROU NA BATATA e  o grupo do OLHA SÓ EU SOU UM PSICOPATA, QUEM DIRIA.

Sem contar as inúmeras vezes que Shuya simplesmente NÃO CONSEGUE MATAR ALGUÉM. Isso não acontece uma vez, não importa se é a vida dele que está em risco, se o cara já matou mais de mil, o desgramado quer redimir quem quer esteja tentando MATAR ele. A burrice do personagem é tanta que dá aflição. É muito difícil torcer pelo Shuya.

Mas vamos falar de coisa boa , vamos falar de Tekpix vamos falar de personagens bons! Shogo mostra que deveria ser o personagem principal da trama, ele é quem planeja como o grupinho irá sobreviver e salva Noriko e Shuya das enrascadas propicionadas por… bem pelo Shuya tentando redimir e fazer novos amiguinhos. Mas o principal aqui é que Shogo possui um plano para que os três consigam sobreviver e sair da ilha, o que realmente deixa o leitor intrigado. Será que Shogo, que já sobreviveu a outro jogo, pode ser confiado?

Em seguida temos o grande vilão de BR. O Cara. O Psico. Kiriyama. Sabe aquele seu coleguinha de classe quietão, não necessariamente um nerd, mas o cara que manjava de tudo um pouco, um tanto frio e sempre na dele? Bem esse é o Kiriyama. Agora como eu falei, o cara consegue ser muito bom em tudo o que faz e isso se aplica a matar também. Kiriyama é aquele indivíduo que achou a profissão dos sonhos em Battle Royale. Ele mata bonito, mata bem e dá gosto de ler cada capítulo do rapaz. Se eu estivesse apostando em BR eu apostaria todas as minhas fichas no Kiriyama.

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Fala que o cara não é estiloso…

 

Outra vilã super interessante é a Souma (que foi brilhantemente traduzida pra versão americana como Hardcore Souma). Ela é basicamente a gata da classe, a mais desejada e a menina mais perigosa da turma. Diferentemente do Kiryiama – que prefere uma tática atire e atire bem – Souma se utiliza de sedução e manipulação para tentar ganhar o jogo, traindo amigas, outras colegas de classe, seduzindo e matando outros rapazes pelo caminho. Ela possui um passado muito sombrio e uma mente tenebrosa que é muito bem explorada no mangá… deixo apenas essa imagem para dar uma idéia da loucura da moça.

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Simplesmente pirada.

Battle Royale entretém principalmente aqueles procurando por uma dose extra de distopia, porém não é inovador nos tempos atuais – também o mesmo é de 99. Pode ser difícil devido a um personagem principal irritante e inocente em excesso, mas o resto do elenco mais do que compensa – principalmente os vilões.

 

Ficha técnica:

Nome: Battle Royale
Autora: Koushun Takami, Masayuki Taguchi
Páginas: 15 Volumes
Editora: Conrad
Onde comprar: Livraria Cultura/ Mercado Livre
Minha avaliação: 

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