Em outras palavras: O morro dos ventos uivantes

Olá! Nós aqui do blog gostamos muito da primeira resenha da Drik@ e resolvemos convidá-la mais uma vez, dessa vez para postar a resenha de seu livro favorito (não, não é porque ela leu Crepúsculo). Então, espero que gostem e comentem!

O_MORRO_DOS_VENTOS_UIVANTESSinopse: Na fazenda chamada Morro dos Ventos Uivantes nasce uma paixão devastadora entre Heathcliff e Catherine, amigos de infância e cruelmente separados pelo destino. Mas a união do casal é mais forte do que qualquer tormenta: um amor proibido que deixará rastros de ira e vingança. “Meu amor por Heathcliff é como uma rocha eterna. Eu sou Heathcliff”, diz a apaixonada Cathy. O único romance escrito por Emily Brontë e uma das histórias de amor mais surpreendentes de todos os tempos, O Morro dos Ventos Uivantes é um clássico da literatura inglesa e tornou-se o livro favorito de milhares de pessoas. (…) (Fonte)

Bem, acho que sou a pessoa mais suspeita possível para escrever sobre “O Morro dos Ventos Uivantes”. Afinal é meu livro favorito e o que mais reli na vida! Mas, vamos lá.

Tudo se passa em um “mundo” à parte, longe da sociedade, numa região isolada, e se divide entre duas propriedades próximas, Thrushcroos Grange (também conhecida como Granja da Cruz dos Tordos) e Wuthering Heights (Morro dos Ventos Uivantes), nosso palco principal.

Não vou entrar em detalhes de como tudo se desenrola, senão, como sempre, vou acabar fazendo uma análise literária em vez de uma resenha.

Para mim, o que mais importa nesta obra não é a trama em si, mas a complexidade das personagens. Sempre sou atraída por personagens complexas, que trazem um verdadeiro turbilhão de emoções dentro de si e nem sempre as demonstram da melhor maneira. Como é o caso de Heathcliff.

Catherine, apesar de muitas vezes ser mimada e superficial, nutre um sentimento de amor muito bonito por Heathcliff, mas, no meu ponto de vista, não forte o suficiente para vencer as convenções e enfrentar as críticas para poder viver este amor. E Heathcliff, por isso, passa a sentir por ela aquele amor tão intenso que beira o ódio. Ódio por quem se colocou entre eles, ódio pelas escolhas que ela fez, ódio por saber que ela o amava e mesmo assim não escolheu estar com ele.

É um livro que vale a pena ser lido pela intensidade das emoções. O amor impossível entre Catherine e Heathcliff, que os leva à loucura, vai deixando marcas na vida de todos que os cercam. Acho que posso dizer que o amor e o ódio são as personagens principais, que consomem a tudo e a todos ao longo da trama.

Esta é minha citação favorita. Por aí, dá pra entender um pouquinho do que quero dizer sobre emoções intensas:

“(…) E eu rezo uma oração… hei de repeti-la até que minha língua se entorpeça… Catarina Earnshaw, possas tu não encontrar sossego enquanto eu tiver vida! Dizes que te matei, persegue-me então! A vítima persegue seus matadores, creio eu. Sei que fantasmas têm vagado pela terra. Fica sempre comigo.. encarna-te em qualquer forma… torna-me louco! Só não quero que me deixes neste abismo, onde não posso te encontrar! Oh, Deus! é inexprimível! Não posso viver sem minha vida! Não posso viver sem minha alma!(…)”

Enfim, não dá pra colocar em palavras a intensidade da obra. Só mesmo lendo. Mas é impossível não ser arrastado para dentro desse turbilhão de emoções.

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  • Carolina disse:

    Boa noite Lucy, tudo bem?
    O morro dos ventos uivantes foi um livro que eu tive que ler duas vezes… A primeira vez que eu o li, não tinha maturidade suficiente para compreender as nuances presentes no livro. Já na segunda vez, passado alguns anos, eu simplesmente me apaixonei.
    Parabéns pela resenha!
    Beijos

  • Promoção: Aniversário de 2 anos do Por Essas Páginas « Por Essas Páginas disse:

    […] Serão dois sorteados e cada um ganhará um exemplar de O Morro dos Ventos Uivantes, na edição da Martin Claret. Leia a resenha! […]

  • Vania disse:

    Oi Drik@. Poxa, eu infelizmente não compartilho teus sentimentos com relação à essa obra. Já a li duas vezes: uma porque bem, é um clássico. Não gostei. Li a segunda vez após vários anos, porque talvez tenha sido imaturidade da minha parte quando li a primeira vez, aquela coisa de não estar pronta para o livro. Infelizmente, gostei menos ainda. Sério, nem adaptações cinematográficas dessa história me descem. As Brontë que me desculpem, mas Jane Austen elas não são…

  • Ana Paula Candido da Silva disse:

    Essa capa ficou demais, parece bem assustadora. Adoraria ler

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