Em outras palavras: Sob a redoma

Bom dia, boa tarde, boa noite! (dependendo do horário da sua leitura rs).

Hoje vou postar uma resenha que é de um leitora especialmente convidada. Como ela é fã inveterada de Stephen King e leu o Sob a redoma, antes de sua tradução, eu sugeri que ela fizesse uma resenha do livro para postar aqui no blog.

Pois, bem! Minha amiga Drik@ gostou da ideia e eis aqui sua resenha. Espero que gostem.

Sinopse: Em um dia como outro qualquer em Chester’s Mill, no Maine, a pequena cidade é subitamente isolada do resto do mundo por um campo de força invisível. Aviões explodem quando tentam atravessá-lo e pessoas trabalhando em cidades vizinhas são separadas de suas famílias. Ninguém consegue entender o que é esta barreira, de onde ela veio e quando — ou se — ela irá desaparecer. Os moradores de Chester’s Mill percebem que terão de lutar por sua sobrevivência. Pessoas morrem, aparelhos eletrônicos entram em pane ao se aproximar da redoma e a situação fica ainda mais grave quando a cidade se vê exposta às graves consequências ecológicas da barreira. Para piorar a situação, James “Big Jim” Rennie, político dissimulado e um dos três membros do conselho executivo da cidade, usa a redoma como um meio de dominar a cidade. Enquanto isso, o veterano da guerra do Iraque, Dale Barbara, é reincorporado ao serviço militar e promovido à posição de coronel. Big Jim, insatisfeito com a perda de autoridade que tal manobra poderia significar, encoraja um sentimento local de pânico para aumentar seu poder de influência. O veterano se une a um grupo de moradores para manter a situação sob controle e impedir que o caos se instaure. Junto a ele estão a proprietária do jornal local, uma enfermeira, uma vereadora e três crianças destemidas. No entanto, Big Jim está disposto até a matar para continuar no poder, apoiado por seu filho, que guarda a sete chaves um segredo. Mas os efeitos da redoma e das manobras políticas de Jim Rennie não são as únicas preocupações dos habitantes. O isolamento expõe os medos e as ambições de cada um, até os sentimentos mais reprimidos. Assim, enquanto correm contra o pouco tempo que têm para descobrir a origem da redoma e uma forma de desfazê-la, ainda terão de combater a crueldade humana em sua forma mais primitiva. Fonte

Apesar de bem longo, o livro consegue prender a atenção e envolver o leitor, fazendo com que se “relacione” com as personagens, torcendo para que algumas fiquem bem e para que outras se deem bem mal.

 No início do livro já conhecemos Dale Barbara superficialmente e ao longo da história é que vamos conhecer seu passado e seus conflitos pessoais. Devido a seu passado como veterano da guerra do Iraque e de algumas outras circunstâncias Dale passa a ser o líder da cidade.

Dale conta com a ajuda de algumas pessoas, entre elas a jornalista Julia Shumway, que tem um papel crucial no desfecho da história.

Apesar de escolhido pelas autoridades para assumir o controle da cidade, Dale Barbara tem que enfrentar James “Big Jim” Rennie, que cá entre nós, achei um ótimo vilão (tamanha a reação de raiva e inconformismo que provoca no leitor).

“Big Jim” é aquele típico cara bonachão que se acha melhor do que todo mundo e que não deve ser punido por nada do que faz. É manipulador e não mede esforços para conseguir o que quer, mesmo que tenha que matar pra isso.

Na trama, além de todo o drama relacionado à redoma e sua origem, é interessante observarmos as tramas “paralelas”, ou eu diria “internas”, que ocorrem dentro da redoma. O leitor tem uma visão “do alto” do que acontece dentro da redoma, onde podemos observar relacionamentos, comportamentos, ativismo político, crenças religiosas… quase como num viveiro de formigas.

Achei muito interessante também o tom quase “bairrista” do livro, no qual apesar de haver todo um mundo lá fora, o foco é essa disputa de poder e os comportamentos aflorados pela redoma, que traz à tona o melhor ou pior lado das personagens.

Como sempre, me deliciei com a construção das personagens, que mais uma vez King traz com uma destreza que é só dele.

Para aqueles que não se importam com as 960 páginas, se joguem com vontade.

Para aqueles que se sentem meio intimidados pelas 960 páginas, respirem fundo e se joguem também, é uma leitura que vale a pena.

 

Ficha técnica:

Nome: Sob a redoma
Autor: Stephen King
Páginas: 960
Editora: Suma das Letras
Onde comprar: Livraria Cultura
Opinião da Drik@:

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  • Vania disse:

    Eu só li um livro do King até hoje, mas faz tempo que estou namorando esse. Gostei da resenha, acho que quando minha lista de leitura diminuir um pouco, vou dar uma chance ao mestre novamente! 🙂

  • Karen disse:

    Com certeza vou me jogar nesse livro! É King, me jogo de cabeça em King! Há! 😀
    Pelo que percebi, apesar de termos a redoma, o livro – como vários do King – se concentra nas pessoas e em como elas agem em uma situação extrema. E é isso que nos torna tão próximos dos livros dele, de maneira a nos identificarmos. O King é um contador de histórias que sabe falar das pessoas. Por isso faz tanto sucesso.
    Curti a resenha, volte mais vezes, Drika!!!

  • Carolina disse:

    Bom dia Drika, tudo bem?
    Adorei a sua resenha, e concordo com a Karen… é uma leitura indispensável…. Infelizmente o preço dele está meio alto, sim, eu sei que é um livro gigante e tudo mais, mas mesmo assim… vou esperar mais um pouco e quem sabe não entra em promoção?
    Ps: espero que poste mais resenhas por aqui!!!
    Beijos

  • Top Ten Tuesday: Dez livros que as pessoas dizem que eu devo ler « Por Essas Páginas disse:

    […] a Drik@ aqui do blog disse que eu tenho que ler. Ela já até fez a resenha pra gente (clique aqui para ler) e ela adorou. E, sabendo que eu amo terror e Stephen King (duas coisas que eu e ela temos […]

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