Evento: J.K. Rowling em New York

Há cerca de 10 anos, eu coloquei minhas mãos pela primeira vez em um livro da série Harry Potter. Ao pegar aquele exemplar na biblioteca da faculdade, eu não poderia imaginar que naquelas páginas encontraria conforto para os problemas diários, alívio para as horas difíceis, e amizades que iriam muito além daquelas feitas com os personagens dessa história. Muitas foram as madrugadas conversando sobre a série em fóruns de discussão, brigando por causa de ships, analisando cada detalhe, inventando teorias, escrevendo fanfics, criando laços duradouros e formando parte de quem eu sou hoje. E no fundo de tudo isso, sempre havia aquele desejo comunal, mas que todos sabíamos ser praticamente impossível: como seria maravilhoso conhecer J.K. Rowling!

Em 2007, já morando em Boston, eu tentei conseguir ingressos para a leitura de Deathly Hallows que ela fez em New York, mas sem sorte. Em 2008, passando uma temporada no Brasil, recebo a mensagem de uma amiga dizendo que havia conseguido convites para a formatura de Harvard, onde J.K. Rowling faria o discurso. Me lembro que passei aquele dia chorando e até hoje não consegui assistir ao vídeo do discurso, nem ler sua transcrição. Por isso que, ao saber que JKR faria apenas um evento em New York – no Jazz at Lincoln Center – e que os ingressos seriam vendidos dia 10 de Setembro, eu pedi aquela segunda-feira de folga no meu trabalho, e planejei acordar de duas em duas horas começando à meia-noite para ver quando os ingressos seriam colocados à venda e tentar a sorte. Quando meu despertador tocou pela primeira vez à meia-noite, corri para meu laptop (carinhosamente nomeado Harry, por falar nisso) e me levei um choque: os ingressos haviam sido colocados à venda horas mais cedo e estavam aparentemente esgotados. Depois de olhar para a tela por alguns minutos, voltei pra cama chorando de raiva, tristeza e frustração. Ainda assim, levantei novamente às duas da manhã – e depois às quatro e às seis – para checar, porque eu fiquei me perguntando o tempo todo: “mas e se não venderam todos?”  Depois de uma dose reforçada de café, visitei alguns fansites de Potter e todo mundo parecia ter chegado à mesma conclusão: talvez ainda houvessem alguns ingressos à venda à partir das 10 da manhã – horário originalmente planejado pelo JALC para início das vendas. Era hora de tomar medidas drásticas, então liguei para todos os meus amigos que poderiam ter acesso à internet ou a um telefone às 10 da manhã, e implorei para que tentassem conseguir dois ingressos. Foi então que, às 10:09, em meio às minhas tentativas de ligar pro JALC de dois telefones + internet, recebo uma mensagem da minha amiga Marci – que conheci no lançamento de Deathly Hallows – dizendo que conseguiu nossos ingressos. Eu não sabia se ria, chorava ou pulava e na dúvida fiz os três, ao mesmo tempo em que ligava para ela só pra confirmar que isso era real, que ela não estava brincando e que em pouco mais de um mês nós iríamos para New York e estaríamos no mesmo prédio que J.K. Rowling!

Foi no dia seguinte que a dor de cabeça começou: o JALC havia vendido mais ingressos do que os 1,100 originalmente planejados, e de repente ninguém sabia de mais nada. A única informação que eles tinham disponível no site era que estavam analisando a situação para tentar acomodar todo mundo. Alguns dias depois, o dinheiro dos ingressos começou a ser depositado de volta nas contas bancárias sem explicação nenhuma. Somente ligando lá é que conseguíamos informações e em sua maioria elas eram contraditórias. O resumo da história é que depois de muitas noites sem dormir direito, o evento foi transferido para um teatro diferente, todos os ingressos comprados seriam honrados e nós receberíamos uma ligação do novo teatro para comprá-los novamente. Duas semanas antes do evento eu tive a confirmação de que eu realmente tinha meu lugar garantido.

Marci e eu chegamos em New York às 11:30pm do dia 15 de Outubro. Ansiosas demais para dormir, compramos chocolate na lojinha da esquina do nosso hotel e ficamos esperando a entrevista da JKR para o Daily Show até 1:30 da manhã. Eu ainda não havia me dado conta de que em menos de 24 horas a veria! Após uma manhã deliciosa no Central Park (onde ficamos procurando os lugares onde o quinto episódio da sétima temporada de Doctor Who foram filmados) e uma tarde de ansiedade regada à chá, sanduíches e procura por um cachecol amarelo (Hufflepuff Pride!), nós fomos para o David H. Koch Theater às 19:00. As portas abriram às 19:30 e mesmo ao ver o banner de The Casual Vacancy e as duas cadeiras prestes a serem ocupadas, meu cérebro não registrou o que estava prestes a acontecer.

Às 20hrs em ponto, um representante da Little, Brown entrou no palco e apresentou Ann Patchett, aclamando seus prêmios e façanhas. Ao falar o nome da próxima convidada, o teatro inteiro começou a aplaudir, e pouco a pouco todos se levantaram. O rapaz da editora pareceu meio perdido por um momento, mas continuou falando no microfone, tentando ser ouvido em meio aos gritos e aplausos: ele ainda tinha que falar a lista de  conquistas da nossa diva. Percebendo que estávamos apenas um pouquinho empolgados, começamos a rir e nos sentamos, esperando sem muita paciência pela entrada de J.K. Rowling. E logo ela apareceu usando um vestido preto lindo, com um sorriso no rosto e acenando para a platéia. Eu gostaria de poder dizer que mantive a compostura, mas estaria mentindo: assim que a vi, meus olhos se encheram de lágrimas, meu coração foi tomado por uma alegria sem tamanho, e se ela tivesse apenas subido no palco, acenado e saído, eu poderia me considerar a pessoa mais feliz do mundo naquele momento!

A noite começou com Ann Patchett dizendo que pensava que entendia – indicando os fãs – mas não fazia ideia, que estar ali era como estar num show dos Rolling Stones. Ela então prosseguiu dizendo que J.K. Rowling fez mais  pela literatura do que qualquer pessoa na vida dela, e que “você sozinha mantém esse mercado vivo”, o que Jo negou imediatamente, dizendo ser muita responsabilidade. Jo disse também que a maior dificuldade com The Casual Vacancy não foi escrever uma história em um mundo contemporâneo como muitas pessoas presumem, mas sim a estrutura do livro por ele não ter uma história linear nem um personagem central. Ao falar de Krystal e Suhkvinder, Jo disse que passou a vida dela tentando não estragar seus livros para quem ainda não leu, então “se você leu, você sabe do que estou falando e se você não leu, lembre-se que eu disse isso”. Ela também falou que quando começou o livro, sua escrita foi bastante livre e que ao fazer isso, estava ciente que muitas coisas não entrariam no livro, mas que precisava conhecer os personagens.

Questionada se pensava em doar seu material extra para bibliotecas ou queimar tudo antes de morrer, Jo disse que quando mudou para sua casa nova há alguns anos, organizou tudo em caixas sem pensar na posteridade, mas sim para quando quisesse chorar; ela disse também que dois de seus bens mais preciosos são pequenos cadernos onde ela escreveu os primeiros detalhes de Harry Potter.

Um dos momentos mais engraçados aconteceu quando Ann Patchett fez a pergunta que basicamente todo jornalista fez desde que J.K. Rowling começou a divulgação de The Casual Vacancy:

Ann Patchett: Eu estava dizendo nos bastidores que não posso falar ‘livro para adultos’ porque eu tenho uma livraria, e nós vendemos Cinquenta Tons de Cinza e o termo ‘livro para adultos’ significa algo totalmente diferente, então…
J.K. Rowling: A diferença seria que as pessoas nesse livro têm relações sexuais mas ninguém realmente gosta. Essa é a diferença.
Ann Patchett: Você leu os livros?
J.K. Rowling: Não, não li.
Ann Patchett: Pensei que não.
J.K. Rowling: Você leu? Não, essa é uma conversa interessante.
Ann Patchett: Não, porque todo mundo me disse… eu não tenho problema com pornografia, mas todo mundo me diz que eles são terrivelmente escritos.
J.K. Rowling: Mas é pornografia! Eu acho que… você já leu Story of O?
Ann Patchett: Não. Eu frequentei uma escola católica.
J.K. Rowling: Então você gostaria bem mais, confie em mim!”

J.K. Rowling seguiu dizendo que tiveram algumas cenas nesse livro que ela teve pavor de escrever, especialmente uma interação entre Krystal e outro personagem (não vou citar o nome por causa de spoilers), mas que tinha que acontecer e está lá por um motivo. Ela também disse que não foi a primeira vez que precisou escrever algo que não queria (seria a morte do Fred uma delas?) mas que essa foi a pior. Ela também falou sobre o motivo do Gavin estar nesse livro, o que fez meu coração bater mais rápido porque de todos os personagens em The Casual Vacancy, diante de toda a hipocrisia, falsidade, maldade e crueldade que permeiam a história, Gavin foi o único que conseguiu me deixar com vontade de entrar em Pagford e dar um tapa na cara dele (isso só tinha acontecido uma vez antes, em Deathly Hallows com Remus Lupin. Ugh!). Segundo a Jo, ela quis mostrar o estrago que uma pessoa sem atitude, um mero espectador em sua própria vida pode causar.

J.K. Rowling então leu uma parte de The Casual Vacancy, a cena que ela descreveu como “the dinner party from hell“, lembrando que todos nós já passamos por isso ou algo similar. Eu quase dei saltinhos de alegria, porque a cena tem a Samantha – que eu adoro – e é uma das minhas preferidas no livro inteiro! Outro momento memorável foi quando Ann Patchett leu a pergunta de um fã que queria saber qual o lugar literário que Jo gostaria de morar. Ela então disse que talvez gostaria de ir para Meryton com Mr. Darcy, o que fez Ann Patchett a lembrar que seu marido estava ali; Jo então acenou para ele, dizendo “oh ele sabe que eu tenho uma queda pelo Mr. Darcy, quem não tem uma queda pelo Mr. Darcy?” Todo mundo riu a aplaudiu porque bem, é verdade! Jo continuou dizendo que apesar do Mr. Darcy, ela pensa em como Jane Austen tinha que esconder o que escrevia e como mulheres eram tratadas naquela época, e logo muda de ideia. Ela disse também que o óbvio seria Hogwarts, mas que ela ainda entra e sai de lá, então sua resposta final foi Moonacre Manor, o lugar onde seu livro favorito quando era criança – The Little White Horse – se passa.

Minha única reclamação da noite seria com relação à Ann Patchett, suas interrupções e sua atitude degradante para com o público presente. Se ela esperava que quem estava ali naquele teatro fosse estar comportado, sem aplaudir ou tentar participar ativamente de alguma forma daquele momento, ela viveu embaixo de uma pedra nos últimos anos. De qualquer forma, a maneira como ela perguntou à platéia “vocês querem ouvir a pergunta ou não?” e em outro momento disse “e eles acham que suas piadas são engraçadas” me fez perder toda a vontade que eu tinha de pegar um livro que ela tenha escrito, por mais brilhante que ela seja.

Após se despedir, uma garota da Little, Brown apareceu no palco para explicar como a sessão de autógrafos funcionaria (nós seríamos chamados por fileira). Ela então disse que quem não quisesse esperar pelo autógrafo, poderia sair pela direita, pegar o livro e ir embora, e nesse momento eu me dei conta do motivo pelo qual amo o fandom de Harry Potter: todo mundo começou a rir. A menina ficou super sem graça obviamente e tentou se explicar, dizendo que “não sei, às vezes alguém trabalha cedo amanhã”, o que gerou ainda mais risadas, especialmente minhas e da Marci: nós tínhamos que estar no trabalho entre 7 e 8 da manhã no dia seguinte, em outro estado! A espera não foi longa: mais ou menos uma hora até que nossas fileiras foram chamadas e nós fomos para o lobby. Nesse momento, eu fiquei repetindo mentalmente o que desejava falar para J.K. Rowling caso não desmaiasse na frente dela: Muito obrigada por fazer a diferença no mundo e na minha vida. Pode parecer uma frase simples, banal, mas eu passei o dia pensando no que dizer para ela e no fim das contas, percebi que nada resumiria tão bem quanto essa frase simplesmente porque ela é verdadeira: JKR fez uma diferença enorme na minha vida (e provavelmente na sua também, se você conseguiu ler até aqui). Faltando cerca de vinte pessoas na nossa frente, pegamos nossa cópia de The Casual Vacancy – já com o selo de autenticidade – e ficamos admirando nossa rainha autografar sua mais nova obra; ninguém ficou mais de cinco segundos frente a frente com ela, mas Jo levantava os olhos para cada pessoa que passava, às vezes sorrindo, às vezes respondendo à algo que lhe diziam, mas sempre fazendo questão de manter um contato visual.

Quando chegou a minha vez coloquei meu livro na mesa e parei na frente dela, determinada a conseguir falar o que queria. A primeira coisa que saiu da minha boca foi um “Hi” estridente enquanto ela pegava meu livro. Ela disse “oi” de volta, e nos dois segundos que levou para assinar meu livro, eu respirei fundo e soltei um “J.K., thank you so much for making such a difference...” e foi então que ela olhou pra mim, e os olhos dela eram tão azuis e tão cheios de gratidão, que eu travei. Era impossível acreditar que ela estava ali na minha frente, olhando pra mim e eu soube que mesmo que ela nunca fosse se lembrar, mesmo que eu fosse somente uma pessoa entre milhares, naquele momento ela me escutou, ela me entendeu, ela me respondeu com um “Thank you… very much!” e ela realmente quis dizer isso. Saí do lobby um tanto quanto sem rumo, e ao encontrar minha amiga Marci rindo, eu sabia que ela tinha dito algo pra JKR que faria meu momento parecer uma cena de filme de sessão da tarde. Questionada sobre isso, ela disse que perguntou se era errado gostar da Bellatrix, e que a Jo olhou para ela como quem diz “pobrezinha, ela precisa de ajuda” e respondeu com um “yes, it is a little wrong” (obrigada Jo, eu nunca vou deixá-la esquecer disso!).

Somente quando estávamos a uma quadra do teatro, cruzando a rua em direção à um restaurante para comer algo antes de pegarmos o ônibus de volta para Boston, foi que eu parei e olhei para a Marci e para o livro em minhas mãos. Então nós nos abraçamos e gritamos e eu comecei a chorar. Os cinco segundos que passei na frente de J.K. Rowling certamente estão dentre os melhores momentos da minha vida porque eu tive a oportunidade de  olhar nos olhos de uma das pessoas que mais me inspirou e agradecê-la por isso.

Parceira, Mi, Lany, Lucy, Mari, Murilo, Mel, Marci, Lain, Nik, Sandra, Nanda, Leka, Renato, Val, Lisa, Jaque… eu jamais teria conhecido vocês e aprendido tanto com vocês se não fosse por essa pessoa na foto aqui embaixo. Obrigada por serem a parte essencial da diferença que J.K. Rowling fez na minha vida.

Você pode conferir todas as fotos que tirei no evento na nossa página no Facebook!

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  • Karen Alvares disse:

    Nossa, Parceira, me emocionei com o seu post, principalmente no final. O melhor presente que essa mulher maravilhosa me deu, e a todos nós, eu acho, foi a chance de conhecer pessoas como você e todos nossos amigos, e fazer essas amizades. É um presente ter pessoas assim em nossas vidas. E foi ela quem proporcionou isso. A magia dela conseguiu transpor as páginas dos livros e trazer magia para nossas vidas.
    Só consigo imaginar o quão foi emocionante conhecê-la e poder dizer algumas palavras a ela. Realmente é um sonho encontrar alguém que nos inspirou dessa maneira.
    Fico feliz que tenha realizado seu sonho! Sonhos são para serem sonhados e realizados. E o melhor é que a gente nunca pára de sonhar. =)

  • Vania disse:

    Obrigada, Parceirinha! Olha, só hoje – mais de um mês depois do evento – que consegui vir aqui responder aos comentários. Pra você ver como ainda fico emocionada haha. Se não fosse por ela, eu não teria te conhecido e criado esse laço de amizade tão verdadeiro que tenho contigo; muitos dos melhores momentos da minha vida foram vividos junto à pessoas do Resort e eles só foram possíveis graças à Jo. E sim, a gente nunca para de sonhar e dar duro pra transformar nossos sonhos em realidade! O próximo será encontrar você e o Felipe em Hogwarts!!!!

  • Nivia Fernandes disse:

    Que lindo, Ily!!! =D Tem hora que a gente não consegue mesmo falar tudo, mas o que um olhar sincero não diz, certo? ^^
    Que emocionante toda essa experiência! Realmente a Patchett podia ter um pouquinho mais de sensibilidade – obviamente todo mundo ali leu HP e era louco para conhecer a Rowling há eras! Entendo a visão dela, do tipo “somos todos adultos, comportem-se”, mas tem dia não dá pra levar isso em conta. rs
    Foi um momento único para você, sabemos o quanto a venera e sonhava com esse encontro… Todos nós tivemos a vida modificada e melhorada por causa do talento dela em imprimir numa história tantos sentimentos legítimos, contagiantes. Quem me dera também vê-la e conseguir dizer o quanto ela me ajudou a melhorar em vários sentidos! E a conhecer pessoas preciosas em minha vida até hoje!
    Gostar da Bellatrix? huahuahuahua Essa foi uma ótima pergunta, com uma resposta bem divertida!
    Segunda vez que escuto falar de “Story of O”, se continuar desse jeito vou acabar lendo. xD Com uma indicação valiosa da Rowling!

    Eu fico muito feliz de ler esse post, que estava esperando desde que soube que ia encontrá-la! =D

    Beijos, Nik ^^

  • Vania disse:

    Nik, você não imagina o quanto fiquei feliz em ler seu comentário! E você estava lá comigo em pensamento: toda hora eu ficava pensando “poxa, se o pessoal do Resort estivesse aqui, ‘perfeição’ não seria o suficiente pra definir essa noite”. Assim como as diversas madrugadas que passamos em fóruns, conspirando no msn e até mesmo brigando, essa é uma noite que eu jamais vou me esquecer. E bem, você é realmente uma parte essencial nisso, já que foi a primeira pessoa com quem eu conversei no fandom! E sabe-se lá se eu seria maluca pela Jo do jeito que sou se não fosse por você e o pessoal do Resort, que me acolheram tão bem né! Thanks, Nik!!

  • Melissa de Sá disse:

    Tipo que eu estou me acabando de chorar. Como sempre, você descreve momentos incrivelmente bem, Ily.

    Enfim, eu nem sei dizer o que essa mulher significa pra mim. Não só pelo fato de ter escrito os melhores livros que já li, mas por ser uma inspiração pessoal e profissional. Eu espero um dia também ter essa chance de conhecê-la.

    E nem precisa falar do fato que foi por ela que conheci vocês, né? Foram anos maravilhosos e conversas inesquecíveis. Você com certeza estarão para sempre no meu coração. Amigos queridos! 🙂

  • Vania disse:

    *abraça* É bem assim mesmo, Mel. É muito mais do que apenas os livros, apenas a história… é a NOSSA história que foi modificada por ela…

  • Lucy disse:

    Eu ficava lembrando o dia todo que vc estava lá no evento, então, embora eu não tenha escrito a cartinha que queria, eu sinto que meio que participei desse dia com vc. ♥

    E poxa, imagino a emoção de estar cara a cara com ela! hahah Eu teria tremido nas bases, não ia sair nem o Thank you! hahaha
    Mto lindo o seu relato, Ily. É longo, é emotivo, mas é muito vc. Te adoro demais.

    Bjos bjos

  • Vania disse:

    hahahaha eu sou longa e emotiva LOL!!!

    Ah Lucy, você falaria sim. Tipo, eu travei na frente do Rick Riordan mas foi só. O que eu pensei enquanto faltavam algumas pessoas até chegar minha vez com a Jo foi que era uma oportunidade ÚNICA e que se eu não falasse nada, iria me arrepender. Então eu tinha que engolir o choro e soltar o que eu queria falar. Mas eu travei na metade hahaha. Isso nunca tinha acontecido comigo, de eu simplesmente não conseguir articular o que falar mesmo sabendo o que eu queria/precisava falar. Quando ela olhou pra mim, eu simplesmente travei. Foi inesquecível… o dia todo, carregando mochilas pesadas, tirando fotos, vendo a Jo falar do Mr. Darcy, ouvindo a voz dela falando comigo, saindo do teatro e me acabando de chorar na rua… simplesmente inesquecível! E você estava lá comigo no meu pensamento, porque se tinha alguém com quem eu realmente queria dividir isso além da Marci, esse alguém seria você e o pessoal do Resort.

  • Lany disse:

    Amei o post Ily!

    Eu realmente fiquei feliz (e comecei a chorar hahaha) quando voce colocou no twitter que tinha conseguido os ingressos! Todo mundo que é fã de HP entende o sonho que é conhecer a J.K.Rowling…
    Mais do que os livros (que são maravilhosos), J.K.Rowling nos deu a oportunidade de conhecer pessoas muito especiais, que nos não conheceriamos se não fosse por causa de HP! Se hoje eu fosse ler HP, seria como Hunger Games: eu ia adorar, eu ia convencer todo mundo a ler… Mas a série não teria a mesma importancia para mim. Eu não teria lido milhares de fics, eu não teria escrito fics, eu não teria feito mil teorias, eu não teria ficado nervosa antes do lançamento de cada livro, eu não teria defendido tanto R/H… E o melhor de tudo foi que eu não passei por tudo isso sozinha!!! Eu tive voces, meus amigos queridos do fandom Potteriano, para surtar comigo durante todos esses momentos!

    E que LINDO a J.K.Rowling mantendo contato visual com todo mundo! Mesmo o tempo sendo curto (afinal a fila era grande), isso so mostra como ela tem carinho com todos os fãs! E eu tenho certeza que ela entendeu exatamente o que voce queria falar!

    E sobre a Patchett… Blah pra ela! Não vou ler nada dela sô por causa disso hahaha!

  • Vania disse:

    Exatamente, Lany!! Acho que nós lemos na hora certa e pudemos viver esse universo paralelo maravilhoso que é o fandom! E gosh, quantas vezes que eu estava pra baixo e vocês me ajudaram a levantar? Quantas vezes eu chorei e vocês ajudaram a secar minhas lágrimas? E tudo isso por conta de uma ideia que uma pessoa teve em um trem! Eu acho que ela entendeu o que eu quis dizer sim, pela maneira que ela olhou de volta. Não os detalhes obviamente, mas ela soube naqueles 5 segundos que ela realmente fez a diferença na vida de alguém ali. Da mesma maneira que você faz pra mim também, viu?

    (aliás, eu pensei em perguntar algo sobre o Remus, mas né hahaha)

  • Sabrina Inserra disse:

    Ai que texto mais lindo, Ily!
    Sério, me emocionei demais! *enxuga as lágrimas*
    Obrigada por compartilhar esse momento com a gente… Me senti como se estivesse lá com você!
    Beijão!

  • Vania disse:

    *hugs*
    Thanks, Sá! Seria um sonho realmente completo se você e o pessoal aqui pudessem ter estado lá também!

  • Carolina disse:

    Bom dia Ily!!
    Realmente o post foi totalmente emocionante… fica impossível não chorar quando sentimos uma parte da emoção que você passou para ficar frente a frente com o seu ídolo.
    Amei o post.
    beijos

  • Vania disse:

    Oi Carolina!
    Obrigada… e desculpe se fiz você chorar. Foi uma emoção sem igual, algo que eu jamais me esquecerei. Algumas pessoas não entendem quando eu digo que esse foi um dos melhores dias da minha vida, mas é assim quando a gente realiza um sonho, não é?

    Um beijo grande!!

  • Resenha: Orgulho & Preconceito « Por Essas Páginas disse:

    […] E então temos Mr. Darcy, mocinho favorito de 9,5 mulheres entre 10 (como disse J.K. Rowling “quem não tem uma queda pelo Mr. Darcy?“). Mr. Darcy, que nós temos que desprezar no começo pela história ser contada pelos olhos […]

  • Jaqueline de Marco disse:

    Ai, que sonho!

  • Jaqueline de Marco disse:

    Ai, que sonho! Realmente, conhecer a titia Jô é um sonho… Parabéns, Ily!
    E eu tenho muito a agradecê-la, pois além da história maravilhosa, que tanto me fez viajar pelas páginas de HP, ainda pude conhecer pessoas maravilhosas como vocês.
    Amei!!! 😉

  • Leka Moreira disse:

    Ah, que LINDO! Não tinha lido este texto ainda <3
    Que LIN-DO, Ily. Eu não consigo imaginar a emoção que você teve. A sensação maravilhosa e essa reliquia linda que você tem em mãos agora.
    Eu acho que não conseguiria falar nada. JK não faz ideia do quanto ela significa na vida das pessoas e quantas pessoas ela uniu e formou.

    Me emocionei lendo o texto!

  • Val disse:

    Putz, eu não tinha lido ainda e juro que morri de invejinha de você agora!!!! Muito emocionante seu post. E os dias e noites no fórum, msn, as conversas… Está tudo guardadinho na memória…
    E guardo aquele marca livro da Grifinória dentro do livro com o maior carinho!
    beijos

  • Meu Autor de Cabeceira: J.K. Rowling « Por Essas Páginas disse:

    […] aqui por dois anos. Eu só consegui assistir ao vídeo ano passado, após ter tido a honra de estar no mesmo lugar que ela durante um evento de Morte Súbita; é um discurso maravilhoso e emocionante no qual ela fala sobre […]

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