Meu autor de cabeceira: Diana Wynne Jones

Esses dias estava observando a minha estante e me deparei com meu exemplar de O castelo animado, de Diana Wynne Jones e sua continuação, O castelo no ar – que ainda não li. Qual não foi minha surpresa ao pesquisar sobre ela para esta coluna e saber que esta autora faleceu ano passado?

Pois nada mais justo do que fazer uma homenagem à ela, a criadora de um dos personagens mais cativantes que já li.

Diana Wynne Jones nasceu em Londres em 1934 e morreu em Bristol, em 26 de março de 2011. Quando criança, ela foi levada para a casa dos avós, no País de Gales, em decorrência da Segunda Guerra Mundial, se mudando várias vezes a partir dali.

Cursou Inglês na Universidade de Oxford, sendo aluna de C. S. Lewis (autor de As Crônicas de Nárnia) e J. R. R. Tolkien (autor de O Senhor dos Anéis) – imaginem o que é ter aula com esses dois!, formando-se em 1956. Casou-se no mesmo ano com John Burrow, com quem teve três filhos. Moraram em Londres algum tempo, em seguida em Oxorfd, até que retornaram à Bristol em 1976.

Suas obras somam mais de quarenta livros, com temas infantis e adultos, porém aqui no Brasil ela é conhecida apenas pela série de livros Os Mundos de Crestomanci e a série O castelo animado, sendo esse o título do primeiro livro, que foi traduzido para o português algum tempo depois do lançamento da adaptação cinematográfica, pelo diretor japonês Hayao Miyazaki (O mundo de Chihiro, entre outros).

Aliás, eu conheci O castelo animado (Howl’s moving castle)  justamente com a animação para o cinema. Recomendo muito, é muito bonito. Uma amiga minha foi quem descobriu o livro e não encontrou sua tradução. Acabou que eu li em inglês e, se não me engano, passou mais de um ano até que encontrasse a tradução dele nas livrarias (e o livro foi originalmente lançado em 1986), seguido pelas continuações, O Catelo de Ar e A Casa dos Muitos Caminhos (um dos últimos livros publicados da autora).

Já a série Os mundos de Crestomanci, tenho outra amiga que leu e gostou. Agora não me recordo se ela leu todos os livros, ou apenas os publicados aqui no Brasil.

São eles:

  • Vida Encantada (Charmed Life, 1977)
  • Os Magos de Caprona (The Magicians of Caprona, 1980)
  • A Semana dos Bruxos (Witch Week, 1982) (se passa na mesma época de Vida Encantada mas não se especifica quando)
  • As Vidas de Christopher Chant (The Lives of Christopher Chant, 1988)
  • Mil Mágicas (Mixed Magics, 2000) é uma coletânea de histórias curtas passadas em vários momentos diferentes
  • Conrad’s Fate (2005)
  • The Pinhoe Egg (2006)

E Diana recomendava a leitura na seguinte ordem:

  • Vida Encantada
  • As Vidas de Christopher Chant
  • Conrad’s Fate
  • A Semana dos Bruxos
  • Os Magos de Caprona e as histórias curtas de Mil Mágicas em qualquer ordem depois desses (apesar de dois dos contos deste acontecerem logo após Os Magos de Caprona).
  • The Pinhoe Egg se passa logo após Vida Encantada e um pouco depois dos acontecimentos de “Ladrão de Almas” e “O Centésimo sonho de Carol Oneir” (ambos contos de Mil Mágicas).

Diana recebeu vários prêmios no Reino Unido e nos Estados Unidos por seus livros, o primeiro sendo o Guardian Children’s Fiction Prize em 1978, pelo seu primeiro sucesso, Charmed life. Também foi nomeada doutora honorária em literatura pela Universidade de Bristol.

Apesar de vários livros formarem séries, ela evitava repetição e por isso a estória era sempre imprevisível. Tanto que muitos livros são estórias únicas dentro de determinado universo – não necessariamente uma continuação do livro anterior. Em O castelo no ar, por exemplo, as personagens de O castelo animado aparecem, mas o foco da estória é basicamente outro.

Diana Wynne Jones foi diagnosticada com câncer pulmonar em 2009. Passou por uma cirurgia nesse mesmo ano e relatou que o procedimento foi bem sucedido. Porém, ela interrompeu a quimioterapia em 2010, devido à profunda dor que causava. Diana Wynne Jones nunca abandonou a escrita e se dedicou avidamente a deixar um livro para ser lançado postumamente. Morreu em 26 de março de 2011 devido à doença.

Adoraria ver mais obras da Diana publicadas aqui no Brasil. Sinceramente, seria um incentivo a mais para os jovens a leitura de suas obras. Mesmo porque… Por acaso comentei que ela foi professora de ninguém menos que J. K. Rowling? Sabe, autora daquele bruxinho de óculos e cicatriz? Pois é.

Pois é, cada vez que eu pesquiso sobre essa autora, me deparo com uma surpresa. Realmente, Diana Winne Jones sempre será imprevisível.

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