Meu autor de cabeceira: Sir Arthur Conan Doyle

É muito comum que uma pessoa amante de leitura tenha um “livro de cabeceira”, aquela obra favorita que nunca sai de perto e que sempre gostamos de folhear de vez em quando, para nos distrair ou meramente para matar as saudades da nossa história favorita.

Bem, por trás das histórias existem os autores. Ao nos apegarmos a uma história, consequentemente saímos à procura de alguma outra história relacionada à primeira. Se não encontramos, ou não existe, vamos procurar outras obras do mesmo autor, ou procurar saber um pouco mais sobre sua vida.

E é sobre eles que quero falar. Quero dizer, do meu autor de cabeceira. Um deles, claro.

Hoje quero falar um pouco sobre Sir Arthur Conan Doyle, autor do detetive mais famoso do mundo, Sherlock Holmes (você não tem vez, Poirot).

Sir Arthur Conan Doyle

Nascido em Edimburgo, Escócia, em 22 de maio de 1959, Sir Arthur criou Holmes inspirado em seu professor da Universidade, Dr. Joseph Bell, que usava os mesmos métodos de análise e dedução do detetive em seus pacientes. Além dele, Doyle também buscou inspiração em Gaboriau e no detetive Dupin, de Poe.

 Não era só de Holmes que Sir Arthur vivia. Além das histórias policiais, ele escrevia também outros assuntos e obras mais sérias, como “A Companhia Branca”, “As Façanhas do Brigadeiro Gerard” e “Micah Clarke”. Com o sucesso deste último, ele decidiu largar de vez a medicina e ser escritor em tempo integral.

Quando Sir Arthur pensou em parar de escrever sobre Sherlock Holmes para se dedicar à outras obras ele resolveu matá-lo. Em 1893 foi lançado “O problema final”, em que Holmes e seu inimigo Moriarty lutam nas cataratas de Reichenbach e ambos morrem.

O público odiou. Não, não estava mal escrito. Foi bem bolado. Mas… Poxa, ele matou Sherlock Holmes! Como assim? Eu também ficaria indignada e muito desapontada com Sir Arthur. Na época, pessoas marcharam em luto pelas ruas de Londres em protesto. (imaginem como seria se a JK tivesse matado Harry Potter. #Medo) Então, em 1903, o autor cede à pressão do público e lança “A aventura da casa vazia”, caso em que Holmes reaparece nos mundos dos vivos, claro que com uma explicação fria e lógica.

Em 1912, é lançado “O Mundo Perdido”, onde somos apresentados ao Prof. Challenger, que descobre um lugar remoto na América do Sul parado no tempo da Pré-História.

Sir Arthur em ação

Em seus últimos anos de vida, Doyle dedicou-se ao estudo aprofundado do espiritismo, promovendo palestras em vários países, como a Austrália e África do Sul. Em 1922, declarou que a famosa foto das fadas de Cottingley era autêntica. Ele morreu em 7 de julho de 1930, debilitado por um ataque cardíaco que sofrera meses antes.

Confesso que apesar de ter Sir Arthur como autor de cabeceira, não li as demais obras dele, além dos contos sherlockianos. Mas de todas as histórias de Sir Arthur, as minhas favoritas são “O signo dos Quatro”, “O cão dos Baskerville” e “Um estudo em vermelho”. Este último porque sempre é bom saber como tudo começou e recomendo que vocês também comecem por aí.

É isso.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
Compartilhe:
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  


  • Vania disse:

    Ele morre? E as pessoas protestaram? Que máximo!!!! Adorei saber um pouquinho mais, Lu, mas Poirot continua sendo meu detetive preferido (apesar de nunca ter lido nenhuma aventura de Sherlock Holmes, mas tá na lista!)

  • Lucy disse:

    Sim, ele procurou um fim que fizesse sentido, então decidiu matar o Sherlock Holmes. rsrs Ele ainda escrevia alguns casos aleatórios, mas Holmes estava morto. Não definitivamente, para alegria dos fãs.

    Aparentemente, Holmes morre muitos anos depois, mas acho que sua morte não é relatada em um caso (não que eu tenha lido). Parece que atiram nas costas dele, em sua casa em Sussex.

  • Vania disse:

    Lu, você me empolgou com esse post! Lembra que eu disse que tinha comprado a coleção completa por $2,99? Então, comecei a ler Um Estudo em Vermelho, e tô quase terminando. Eu achei ele bem convencido haha e confesso que até agora ainda prefiro meu bom e velho conhecido detetive belga com seu bigodinho infame, mas não vou desistir de Sherlock, acho que ele ainda vai me surpreender! Num geral, estou gostando bastante!

  • Lany disse:

    Eu não sei onde eu li, mas eu sabia isso do Sherlock hahaha! E acho interessante que os fãs reclamaram… E se o mesmo tivesse acontecido com o Harry… Bem, melhor nem pensar!
    Eu nunca li nada do Sir Arthur Conan Doyle, mas é claro que eu quero MUITO ler Sherlock Holmes. Com certeza, quando tiver chance, irei ler!

  • Lucy disse:

    Depois desse novo filme, ele meio que voltou a ficar mais falado. Mas não sei se posso dizer que a popularidade dele aumentou. rsrs Talvez, mas só superficialmente.

  • Lucy disse:

    Ily, Sherlock não é nem um pouco modesto! hahaha
    E é um bem machista, diga-se de passagem. XD

  • Mi disse:

    Aliás, li em algum lugar que o Dr. House foi inspirado nele.

  • Lucy disse:

    Ah, essa eu não sabia! Vou procurar saber se é verdade! haha

  • Mi disse:

    Eu gosto do Sherlock. E gosto do Poirot. E gosto do Dupin. Mas nenhum deles supera Mrs. Marple. =D

  • Lucy disse:

    Eu ainda não li nada da Mrs Marple, mas não duvido que ela seja uma boa detetive. rsrs

  • andressa disse:

    ei é house e ispirado em sherlock holmes

  • Top Ten Tuesday: Dez autores favoritos de todos os tempos « Por Essas Páginas disse:

    […] Sir Arthur Conan Doyle: Desde meus 13 anos, mais ou menos, eu comecei a ler as histórias e contos sobre Sherlock […]

PREENCHA OS CAMPOS ABAIXO PARA DEIXAR SEU COMENTÁRIO




Mensagem