Resenha: Sob o Véu do Tempo

Sob o Véu do TempoFicha técnica:

Nome: Sob o véu do tempo

Autor: Anna Belfrage

Tradutor: A. J. Ventura

Páginas: 438

Editora: Cherish Books BR

Em um dia abafado de agosto de 2002, Alex Lind desaparece sem deixar vestígios. Em um dia igualmente sufocante de agosto de 1658, Matthew Graham a encontra em um pântano deserto escocês. A vida nunca mais será a mesma para Alex ou para Matthew.
Devido a uma série de ocorrências extraordinárias, Alexandra Lind é lançada três séculos de volta no tempo. Ela surge aos pés de Matthew Graham, um condenado fugitivo.
Arrancada de uma vida de conforto e modernidade, Alex lida com essa nova existência, que se torna ainda mais complicada no momento em que percebe que alguém de seu tempo a acompanhou até ali e que suas intenções não são boas.
A compensação para essa mudança brutal em seu destino vem na forma de Matthew, um homem que ela nunca deveria ter conhecido, tendo nascido três séculos depois dele. Mas, apesar de tudo, Matthew rapidamente a coloca sob sua proteção. Ele tem seus próprios fardos, e há algo em seu passado que poderá levá-lo morte. Às vezes Alex acha tudo excessivamente excitante, mas, em outras, deseja retornar à vida estruturada que costumava ter.
Como ela vai voltar? E mais importante, ela quer voltar?

Esse foi um dos primeiros livros disponibilizados pela Cherish para leitura, infelizmente eu demorei para ler e acabou que demorei mais ainda para resenhar, por conta de problemas que tive que enfrentar em plena pandemia (meu computador pifou… gente, que sufoco).

Agora eu vou explicar para vocês porque, apesar de ser um estilo que gosto muito, essa leitura não me agradou tanto. Continue lendo…




Resenha: A Tecelã do Céu

Ficha técnica:

Nome: A Tecelã do Céu

Autor: Kristen Ciccarelli

Tradutor: Eric Novello

Páginas: 384

Editora: Seguinte

 

No último volume da série Iskari, uma guerreira e uma ladra não vão medir esforços para encontrar Asha ― mas enquanto uma quer protegê-la, a outra quer matá-la.

O reino de Firgaard passou por tempos turbulentos desde que Dax assumiu a coroa ao lado de Roa, uma garota nascida em território inimigo. Agora, cabe a Safire, prima de Dax e comandante do Exército real, manter a ordem na cidade.

Quando Eris, uma ladra capaz de se deslocar por mundos diferentes, invade o palácio e passa a cometer roubos impunemente, Safire vê diante de si um desafio quase impossível: capturar alguém que consegue desaparecer num piscar de olhos.

O que nenhuma das duas esperava era compartilhar o mesmo objetivo: encontrar Asha, irmã de Dax e namsara do reino. A diferença é que Safire quer garantir sua segurança, enquanto Eris pretende entregá-la a seus inimigos. Em uma corrida contra o tempo, uma vai tentar derrotar a outra a qualquer custo ― mas um sentimento surpreendente entre elas pode mudar tudo.

Essa resenha contém poucos spoilers dos livros anteriores.

Continue lendo…




Resenha Dupla: As Outras Pessoas

Ficha técnica:

Nome: As Outras Pessoas

Autor: C. J. Tudor

Tradutor: Giu Alonso

Páginas: 304

Editora: Intrínseca

Avaliação da Drika:

Avaliação da Lucy:

Uma menina pálida em um quarto branco. Mãe e filha em fuga, numa corrida desenfreada e sem destino. Uma garçonete de beira de estrada aprisionada na monotonia dos seus dias. E um pai que perde esposa e filha de maneira brutal e sem explicação. As histórias que se entrelaçam em “As outras pessoas” são peças de mais um quebra-cabeça sombrio e cheio de mistérios criado pela escritora C. J. Tudor.

Gabe é o pai desesperado que, consumido por uma esperança doentia, conduz a trama do livro enquanto guia seu carro pelas estradas em busca da filha. Ela, assim como a mãe, foi dada como morta num crime não solucionado. Mas ele tem certeza de que não foi bem assim. Apesar de todas as provas que o contrariam, o homem que fez da angústia sua melhor amiga jura ter visto a filha viva em um carro desconhecido, parado à sua frente num engarrafamento logo antes de voltar para casa na noite em que perdeu sua família. Três anos depois, Gabe não tem rumo. Continua dirigindo obsessivamente pelas rodovias, tentando encontrar um caminho que o leve à solução do mistério.

Mas é longe da estrada, nos cantos mais obscuros e doentios da internet, que ele acaba encontrando as pistas que tanto procura. Quem navega pela deep web sabe dos riscos, mas ele não se importa. Quem não tem nada na vida não tem nada a perder.
Assim como uma encruzilhada depois da curva, as várias histórias dessa trama se sobrepõem quando menos se espera e de forma surpreendente. Porque mesmo uma garçonete desencantada e entediada pode guardar informações que ninguém imagina. As figuras mais isoladas e enigmáticas podem um dia se converter em grandes aliados. Os personagens à margem da sua vida podem ser mais relevantes do que parecem. E os limites que separam o bem e o mal podem ser apenas pontos de vista diferentes.

Enquanto isso, uma nota de piano soa no quarto branco de uma menina pálida…

Continue lendo…




Resenha: Território Lovecraft

Ficha técnica:

Nome: Território Lovecraft

Autor: Matt Ruff

Tradução: Thais Paiva

Páginas: 400

Editora: Intrínseca

Compre aqui

Sinopse:

“Nos Estados Unidos segregados da década de 1950, Atticus é um rapaz negro, veterano da Guerra da Coreia, fã de H. P. Lovecraft e outros escritores de pulp fiction. Ao descobrir que o pai desapareceu, ele volta à cidade natal para, com o tio e a amiga, partir em uma missão de resgate. Na viagem até a mansão do herdeiro da propriedade que mantinha um dos ancestrais de Atticus escravizado, o grupo enfrentará sociedades secretas, rituais sanguinolentos e o preconceito de todos os dias.

Ao chegar, Atticus encontra seu pai acorrentado, mantido prisioneiro por uma confraria secreta, que orquestra um ritual cujo personagem principal é o próprio Atticus. A única esperança de salvação do jovem, no entanto, pode ser a semente de sua destruição — e de toda a sua família. E esta é apenas a primeira parada de uma jornada impressionante. Estruturado ao mesmo tempo como uma coletânea de contos e um romance, Território Lovecraft apresenta, além de personagens memoráveis, elementos sobrenaturais, como casas assombradas e portais para outras realidades, objetos enfeitiçados e livros mágicos.

Um retrato caleidoscópico do racismo — o fantasma que até hoje assombra o mundo —, a obra de Matt Ruff une ficção histórica e pulp noir ao horror e à fantasia de Lovecraft para explorar os terrores da época de segregação racial nos Estados Unidos.”

Peguei Território Lovecraft para ler sem saber muito do que se tratava ou que viraria uma série; apenas li a sinopse, gostei e pedi. Quando o livro chegou aqui em casa, ainda lá no outro mundo antes da pandemia, fiquei impressionada com a qualidade gráfica da obra e o aspecto retrô. Comecei a ler o primeiro conto/capítulo (porque o livro é um romance fix-up, ou seja, vários contos interligados entre si, formando uma grande história) e fiquei assustada, não tanto com o horror cósmico que recria Lovecraft, mas sim com as situações cruéis às quais os personagens, negros, do livro são submetidos. O racismo assusta. Como uma pessoa branca, eu penso nisso, mas, privilegiada que sou, não sei o que é sentir esse terror como as pessoas negras sentem todos os dias; e ali, no livro, como em toda história, você se coloca no lugar dos personagens e se apavora frente à brutalidade dos brancos. É uma mistura de medo, estranhamento e vergonha.

Continue lendo…




Resenha: Como salvar um Herói

Ficha técnica:

Nome: Como salvar um Herói

Autor: Suzanne Enoch

Tradutor: Thalita Uba

Páginas: 320

Editora: Harlequin

“Ele estava todo de cinza, com exceção da gravata branca de nó simples. A cor e a pouca luz escureciam seus olhos, fazendo-os brilhar. Novamente, Lucinda teve a sensação inquietante de que ele podia ler seus pensamentos.
— Eu plantei as mudas — disse ele subitamente.
— Ah, sim? Ótimo.
— E nós fizemos um acordo.
Minha nossa.
— Sr. Carroway, você não precisa…
— Robert — interrompeu ele.
— Robert, então. Fico grata pela oferta, mas, realmente, não é…
Devagar, ele estendeu a mão e tocou seu rosto, os dedos roçando em sua pele como se esperasse que ela fosse evaporar.
— Eu disse que ajudaria — murmurou ele — e é o que farei.
Um arrepio desceu pela coluna de Lucinda. Tivesse Robert aceitado as rosas ou não, ela não esperava que voltasse a mencionar o acordo. E não esperava se sentir tão… eufórica com aquele toque.”

Gente, talvez essa resenha contenha spoilers, mas eu deixo todos eles “apagados”. Só lê quem quiser selecionar o texto.

Continue lendo…

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...