Meu autor de cabeceira: F. Scott Fitzgerald

 

“A generation grown up to find all gods dead, all wars fought, all faiths in man shaken.”

 

Minha história com Francis Scott Fitzgerald vem de longa data, assim como com toda a chamada “Geração Perdida”.

Eu vivi minha adolescência nos anos noventa, numa época em que a internet não era algo comum na maioria das casas. As pessoas começaram a ter internet  em casa na segunda metade  dos anos 90. TV a cabo também era algo raríssimo. E a TV aberta sempre foi uma porcaria. Resumo da ópera: eu lia muito.

E todo mundo chega um dia aos complicados 13 anos, onde você ainda não é adulto, mas quer ser adulto. Você pensa que é adulto. E quer agir como tal. Foi nessa idade que eu encontrei a Geração Perdida.

 

Sometimes it is harder to deprive oneself of a pain than of a pleasure




Resenha: Pode beijar a noiva

Sinopse: Apenas um homem poderia propor a ela casamento… Emma Van Court, dama de uma família londrina, jamais esperava ficar viúva e sem vintém na aldeia escocesa de Faires. E quando uma fortuna lhe foi prometida, se ela tornasse a se casar, a bela professora deparou-se com um mosaico de homens solteiros lutando por suas atenções, desde o pastor local até um detestável barão. Um doce beijo selaria aquele amor… James Marbury, conde de Denham, era moderno e sofisticado… E totalmente desacostumado às estradas lamacentas e aos telhados de palha de Faires, para onde viera depois de saber do falecimento de seu primo Stuart. E sem demora ficou exasperado ao descobrir que seu amor louco e intenso pela viúva Emma continuava tão forte quanto antes. Diante de tantos homens solteiros que a cortejavam, James encontrou uma única solução: oferecer-se como marido temporário para Emma… Mesmo que secretamente ele desejasse fazer seus votos durarem para sempre. Fonte

Meu primeiro livro de Patrícia Cabot, pseudônimo de Meg Cabot. Se não me engano, foi o último livro que li em 2011, mas até agora eu adiei sua resenha. Eu vou explicar o motivo logo mais.

Esse é o típico livro que eu denomino guilty pleasure literário, pelo menos para mim. É um romance histórico previsível, porém engraçadinho, de fácil leitura e que se você tiver um pouco de paciência – esse particularmente me fez ter vontade de jogá-lo na parede várias vezes e desistir de ler – consegue lê-lo em pouco tempo (não foi o meu caso, eu travei com ele).

Gente, como eu disse, o livro é previsível. Então, é fácil adivinhar o final – é óbvio, até. Mas para desencargo de consciência, aviso que talvez eu tenha me empolgado um pouco e tenha contado algum SPOILER sem querer. Aviso também que fiz isso para poder criticar um pouquinho, viu?

Beija logo, pô!




TTT: Top Ten Books I’d Save If My Home Was On Fire

 

E eis o capcioso momento onde o TTT da semana te põe em dilemas morais e/ou existenciais, onde tu entra numa crise homérica, imaginando a situação ilustrativa como realidade e descobre que isso é exatamente o teu maior medo. Sem contar que, na hora do incêndio, na pressa, escolher somente dez livros…

Lembrando que o  Top Ten Tuesday é uma iniciativa do blog The Broke and the Bookish

NÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO!!!!!




Resenha: Precisamos Falar Sobre o Kevin

“Para falar de Kevin Khatchadourian, 16 anos – o autor de uma chacina que liquidou sete colegas, uma professora e um servente no ginásio de um bom colégio dos subúrbios de Nova York –, Lionel Shriver não apresenta apenas mais uma história de crime, castigo e pesadelos americanos: arquiteta um romance epistolar em que Eva, a mãe do assassino, escreve cartas ao marido ausente. Nelas, ao procurar porquês, constrói uma reflexão sobre a maldade e discute um tabu: a ambivalência de certas mulheres diante da maternidade e sua influência e responsabilidade na criação de um pequeno monstro. Precisamos falar sobre o Kevin discute casamento e carreira; maternidade e família; sinceridade e alienação. Denuncia o que há de errado com culturas e sociedades contemporâneas que produzem assassinos mirins em série e pitboys. Um thriller psicanalítico no qual não se indaga quem matou, mas o que morreu. Enquanto tenta encontrar respostas para o tradicional “onde foi que eu errei?” a narradora desnuda, assombrada, uma outra interdição atávica: é possível odiarmos nossos filhos?” Fonte

Já fazia um bom tempo que eu andava intrigada com esse livro. Quando ele finalmente caiu nas minhas mãos, no começo do mês, eu pensei “agora tenho que lê-lo”, e foi um sentimento único de urgência, que fazia um bom tempo eu não tinha. Terminei minha leitura anterior e logo depois comecei o Kevin. E de começo já posso dizer que não era o que eu estava esperando – não, o livro é muito , muito melhor do eu estava esperando, na realidade.

Precisamos falar sobre esse livro…




Resenha: Os 13 Porquês

“Ao voltar da escola, Clay Jensen encontra na porta de casa um misterioso pacote com seu nome. Dentro, ele descobre várias fitas cassetes. O garoto ouve as gravações e se dá conta de que elas foram feitas por Hannah Baker – uma colega de classe e antiga paquera – que cometeu suicídio duas semanas atrás. Nas fitas, Hannah explica que existem treze motivos que a levaram à decisão de se matar. Clay é um desses motivos. Agora ele precisa ouvir tudo até o fim para descobrir como contribuiu para esse trágico acontecimento.” Fonte

Quando uma de minhas amigas me emprestou Os 13 Porquês, ela me avisou: “não se empolgue, você não vai gostar da Hannah, ela é muito chata”. Por isso minhas expectativas não eram altas. Por isso elas foram incrivelmente superadas, porque eu me apaixonei por Hannah Baker mais do que por Clay Jensen, que – teoricamente – é o narrador do livro. Digo teoricamente porque a narrativa é dividida entre o que acontece com Clay enquanto ele ouve as fitas (seus pensamentos, sentimentos, seus arrependimentos) e as fitas em si, cujo conteúdo é inteiramente descrito nas páginas do livro. Graças a esse formato, é possível que conheçamos bem Hannah que – apesar de estar morta – tem a voz muito forte, muito presente durante toda a história.

A impressão que Hannah me passou é a de ser uma garota com baixa auto-estima, sem amigos e um tanto quanto deprimida. Diversas vezes é possível perceber que ela pede ajuda sem realmente dar a entender que é isso que está fazendo, e talvez tenha sido por isso que me identifiquei tanto com ela: porque é muito difícil admitir para os outros e para si mesmo que há algo errado e que você precisa de uma mão amiga. Mas o que realmente me chamou a atenção foi a cadeia de consequências que cada uma de nossas ações têm. Cada palavra, cada gesto, cada ação banal que fazemos ou deixamos de fazer são sentidas de maneiras diferentes por pessoas diferentes, e têm suas consequências – boas ou ruins. Nós afetamos as pessoas ao nosso redor positiva ou negativamente, e para mim essa foi a grande mensagem do livro. Escrito de maneira realista e sem açucarar as cenas mais pesadas, Os 13 Porquês deveria ser leitura obrigatória para adolescentes e todos que convivem com eles.


A capa original, que é minha favorita.

Vale lembrar que Os 13 Porquês ganhará sua versão cinematográfica ano que vem, com Selena Gomez no papel de Hannah Baker.

Ficha Técnica

Título: Os 13 Porquês
Autor: Jay Asher
Editora: Ática
Páginas: 256
Avaliação: 4 estrelas
Onde Comprar: Livraria Cultura

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