Por essas telas: Eternal Love (Ten Miles of Peach Blossoms)

 

Durante a quarentena eu achei que leria muito, mas muito mesmo! Ledo engano.

Para tentar aquietar minha ansiedade, procurei filmes e séries para me distrair. Apesar de já ter várias séries iniciadas e não concluídas, eu decidi dar uma chance a essa série, que na Netflix está intitulada como Eternal Love, mas pesquisando eu descobri que no Viki, canal de streaming para doramas, o nome é San Sheng San Shi Shi Li Tao Hua, mais conhecido como Three Lives Three Worlds – Ten Miles of Peach Blossoms.

Me surpreendi muito e lamentei que não tivesse assistido antes!

Eu pensei até em gravar um vídeo pro IGTV para falar dessa série, mas eu tenho ataques de fofura cada vez que falo sobre ela, por isso está sendo difícil até de escrever sobre ela (o sorriso de orelha a orelha chega a doer rs).

Eu vou tentar explicar a série, espero não me estender muito, mas quando gosto de alguma coisa… Eu desato a falar. Acredito que não haja nenhum spoiler, pelo menos nenhum que atrapalhe a

Sinopse:

A série tem mais de 50 episódios e pode ser dividida em três fases, a partir do ponto de vista de Bai Qian uma raposa branca de nove caudas (não, não é Naruto), princesa de Qingqiu.

A primeira fase nos mostra o treinamento de Bai Qian, disfarçada como Si Yin, discípula do Deus da Guerra, Mo Yuan e o sacrifício deste durante a guerra entre a tribo fantasma e a tribo celestial. Inconformada com a perda de seu mestre, Si Yin/Bai Qian leva seu corpo em segredo para Qingqiu e o conserva graças ao sangue de seu próprio coração, aguardando o retorno de seu mestre.

A segunda fase ocorre 70 mil anos depois, quando, ao tentar reforçar o selo que prendia Qing Cang, ela perde a memória e a essência imortal e conhece Ye Hua, o príncipe herdeiro do céu. Os dois se apaixonam, e ela acaba sendo chamada de Su Su, mas por causa de muitos problemas causados por Su Jin (essa vaca), Bai Qian/Su Su, já no reino celestial, acaba perdendo a visão e sofre uma grande decepção. A fase termina quando ela recupera sua memória e imortalidade, mas decide tomar uma poção para esquecer seu amor e o sofrimento que passou por Ye Hua.

A terceira fase se passa 300 anos depois, quando Ye Hua encontra Bai Qian e descobre que ela era Su Su. Agora ele tenta reconquistar Bai Qian, ela recuperando sua memória ou não. Nesse meio tempo, há uma grande chance de Mo Yuan acordar e Ye Hua fica inseguro, achando que talvez Bai Qian fosse apaixonada pelo mestre esse tempo todo. Além disso, Qing Cang ameaça novamente se libertar de seu selo.

A primeira vez que eu soube dessa série foi em 2017, seu ano de publicação, no finado Dramafever, mas não dei tanta bola assim. Quando a Netflix começou a passar séries asiáticas e acrescentou esta a seu catálogo, eu assisti os primeiros capítulos e torcia para Bai Qian na verdade ficar com outro personagem, o Li Jing, príncipe da tribo fantasma (que posteriormente eu o apelidei de banana de pijamas) e, como estava em uma fase diferente de vida, acabei não assistindo o restante.

Só agora que assisti ele inteiro (coftrêsvezescof) e acabei me apaixonando pela história e pelo universo da série.

Os personagens são muito cativantes. Bai Qian, como “adolescente” de 20 mil anos tinha uma personalidade muito travessa. Já como Su Su, ela era mais tímida e frágil. Quando ela volta a ser imortal, sua personalidade é mais ser altiva, sem perder sua essência sagaz nem sua língua ferina – e um senso de justiça bastante forte.

Ye Hua é um personagem muito sério, que sempre teve muita expectativa voltada a ele, desde seu nascimento. Então acaba sofrendo muita pressão por todos os lados, e tenta, de certa forma, agradar a todos. Eu diria que ele é muito inteligente, mas algumas atitudes dele em relação à Bai Qian/Su Su não foram as melhores… Mesmo assim, ele tenta fazer de tudo para agradá-la, inclusive em relação a Mo Yuan.

Os personagens secundários também são um caso à parte, todos eles mereciam uma história própria, mas apenas Dong Hua Dijun (ou o Imperador Dong Hua) e Bai Feng Jiu (sobrinha da Bai Qin) ganharam uma história própria, que já assisti e depois conto aqui também rs. Eles, inclusive, formam um casal improvável, sendo Dong Hua o primeiro imperador do mundo celestial, nascido de uma pedra (literalmente), mas que abdicou do amor para manter o mundo celestial em equilíbrio e Feng Jiu uma jovem raposa de nove caudas, mas bastante obstinada em seu amor.

A história se concentra entre o mundo mortal e o mundo imortal, onde a passagem de tempo é muito diferente. Um dia no mundo imortal equivale a um ano no mundo mortal e mil anos para um imortal é um tempo muito curto.

Super recomendo essa série, inclusive para quem nunca assistiu um drama asiático antes. Tudo bem, você vai estranhar algumas coisas, mas garanto que não vai se arrepender.

A série é baseada em um romance, To the Sky Kingdom, de Tang Qi. Inclusive, a narrativa do livro segue uma sequência diferente à da série, pois conta a partir da última fase que eu expliquei ali em cima e a Bai Qian vai lembrando aos poucos do que aconteceu antes. Ainda bem que para a série eles fizeram na ordem cronológica, senão seria difícil entender o que acontecia.

O livro em inglês está disponível na Amazon. Ainda não li, mas espero fazê-lo em breve!

Alguém já assistiu essa série ou leu o livro?

 

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  • Camila - Leitora Compulsiva disse:

    Oi, Lucy.
    Eu também achei que leria mais durante a pandemia, mas tenho visto muitos filmes e séries no lugar da leitura! Rs…
    Ainda não conheço os dramas asiáticos e achei a premissa dessa série bem curiosa! Vou tentar colocar aqui na fila!! Eu estava vendo Dark nesses dias e amei tanto que agora ando meio de ressaca de séries!! Rs…
    Beijos
    Camis – blog Leitora Compulsiva

  • Bianca Ribeiro disse:

    Nossa, eu tô meio dividida em ler muito ou ver muitos filmes e séries, tá tudo uma loucura por aqui, mas é o que tem dado pra fazer, as coisas tão cada dia mais estranhas, né?!
    Não tenho o costume de ver produções asiaticas e afins, mas muita gente fala sobre e tem um fandom enorme, as vezes eu até fico assustada com o tamanho. Mas parece bem interessante, vou colocar aqui na lista, espero gostar!!

  • Debyh disse:

    Olá,
    Mesmo vendo muitos doramas eu meio que fujo de doramas de época chineses por motivo de achar que o final sempre será triste hahaha. Gosto de saber que é baseado numa novel, sempre acho que estes são os melhores doramas. Quem sabe eu não veja, ótima dica.

  • Ana Paula Lima disse:

    Oiii!!

    Eu comecei a engatar na leitura só agora, sabia? peguei para rever umas séries e fiquei perdendo meu tempo no youtube heheh, mas não me forcei a nada nessa quarentena.
    NUnca vi dorama, sabia? Gostei de ler sua critica para esse e fiquei feliz que ele tenha mexido tanto contigo!!

    Beijinhos,
    Ani
    http://www.entrechocolatesemusicas.com.br

  • Luna disse:

    A pandemia também me provocou crises de ansiedade, então, minha leitura foi profundamente afetada. Na verdade, tudo foi afetado, pois não consigo me concentrar muito nem mesmo nos filmes e nas séries, mesmo aquelas que amo.

    Já ouvi falar muito dos Doramas, mas ainda não tive a oportunidade de ver. Cheguei a colocar alguns na minha lista do Netflix. Esse Dorama não me interessou tanto no momento por misturar mundo mortal com imortal e ter tantos elementos da fantasia e mitologia. Quero começar com um Dorama que não seja de fantasia, que seja sobre acontecimentos mais parecidos com a realidade.

  • Monique Fonseca disse:

    Ah parece que você gostou muito mesmo da série, eu não costumo assistir doromas, ultimamente minha atenção está tão dispersa que nem assistir série consigo.Essa não parece ser do meu interesse.

  • Ivi Campos disse:

    Eu tenho lido e visto muitas séries e filmes na pandemia, mas essa série aqui eu ainda não conhecia. Preciso me inteirar melhor das produções deste gênero porque sempre leio e ouço elogios.
    Beijos

  • Viviane Almeida disse:

    Eu acho que estou lendo bem durante a quarentena, não como outras pessoas mas, estou voltando a ler no meu ritmo normal. Eu estava com muita dificudade para assistir filmes ou séries que eu amo, esse mês de agosto que consegui assistir um filme, depois de meses.

    Eu não tenho paciência para assistir séries orientais, sempre fico cansada como personagens muito parecidos uns com os outros e as histórias não conseguem me convencer.

  • PS Amo Leitura disse:

    Achei que iria ler muito nessa quarentena também. Estou conseguindo avançar nas minhas leituras, mas não tanto quanto esperava. Enfim… tenho me aventurado em muitas séries e filmes também. Esse ainda não conhecia. Acho que nunca assisti um drama asiático e fiquei bem curiosa com a sua descrição sobre a série. Bom saber que tem na Netflix. Vou deixar a dica anotadinha.

  • Lauri Brandão disse:

    Oi. 🙂
    Achei que só eu que me enganei achando que ia ler muito na quarentena. Além do trabalho que é bem cansativo, o tempinho livre q tenho ou durmo ou assisto dorama kkkk.
    Me apaixonei pelo dorama da netflix Hospital Playlist e Itaewon Class, meus preferidos do momento.

    Beijos.
    Manuscrito de Cabeceira

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