Por essas telas: The Umbrella Academy

Faz um tempinho que tinha visto o anúncio da Netflix sobre o lançamento dessa nova série. Como conheço parcamente o universo de quadrinhos, bem que achei que o nome não me era estranho. Aí vi que realmente era inspirado em uma HQ e finalmente consegui assistir todos os episódios (eu enrolo demais).

 

 

 

Para quem ainda não conhece a série, ela começa com um evento bastante peculiar. Um dia, 43 mulheres dão à luz praticamente no mesmo horário. Até aí tudo bem, mas acontece que nenhuma delas estava grávida no dia anterior. Um bilionário excêntrico,  Sir Reginald Hargreeves, decide adotar 7 dessas crianças, que possuem poderes extraordinários. Na verdade, 6 crianças são apresentadas como tendo poderes especiais. Durante anos elas são criadas e formam a Umbrella Academy.

Dezessete anos depois, as crianças cresceram e tudo mudou. Eles são convocados para voltar para sua casa para o funeral de Hagreeves. Todos os filhos, dos números 1 ao 7 (sim, os nomes são Um, Dois… até Sete), adotaram nomes comuns para si – menos o Cinco – e cada um deles seguiu um rumo bem diferente para sua vida, menos o Luther, o Um, que permaneceu na mansão até ser mandado para a Lua – literalmente. Curiosamente, o Número 6, Ben, está morto (e não sabemos a causa) e o Número Cinco desaparecido há 12 anos.

Calma que tudo isso não é spoiler, é praticamente a sinopse da série e pode ser visto no trailer!

Enfim, a série na verdade trata muito mais sobre o relacionamento familiar em meio ao caos, além do fato de Cinco retornar de uma viagem no tempo para impedir o apocalipse. 

No geral, eu gostei bastante da série, fazia tempo que não assistia algo meio ficção científica. A série começa de modo um tanto confuso, principalmente com quem não conhece a série, mas é interessante desde o primeiro capítulo, principalmente assim que a família se reúne. 

Cada um deles guarda uma mágoa daquele que eles chamavam de pai e também mágoa um do outro, de certo modo. Reginald Hargreeves não os criou exatamente como filhos, ele os treinou para que se tornassem heróis, sem qualquer demonstração de carinho que fosse. Vanya, a Número Sete, foi a que mais se sentia excluída e deixada de lado, já que não tinha poderes.

A série em si tem uma trama principal muito boa que mistura tanto drama familiar, por assim dizer, até a iminência de um apocalipse, um roteiro muito bem bolado, com encontros e desencontros e cenas que fazem com que a gente fique ansiosa por mais. E que final foi aquele? Ellen Page foi maravilhosa, fazendo com que muitas vezes a gente quisesse abraçar e também dar uns tabefes na Vanya. rs

A série não deixa a desejar quanto a efeitos especiais, além de ter deixado vários ganchos para uma segunda temporada. Claro, aparentemente é óbvio que haja uma segunda temporada, mas será que não pode ter sido apenas um final aberto?

Em todo o caso, há muitas coisas a serem esclarecidas, como o fato de Hargreeves ter escolhido especificamente essas sete crianças entre as 43 que nasceram sob as mesmas circunstâncias. a própria origem de Hargreeves (aí entra a origem dele que é contada nos quadrinhos). Além disso, viagens no tempo podem acarretar em um efeito borboleta, certo? 

Enfim, é uma série muito boa, quando tiverem oportunidade, maratonem porque vale muito a pena. E torçam para uma segunda temporada!

Em tempo: Não falei das diferenças que descobri entre a HQ e a série, porque prefiro ler primeiro e me inteirar em detalhes para depois, se for o caso, eu comentar aqui! rs Mas já adianto que a série foi criada pelo ex-vocalista do My Chemical Romance, Gerard Way, e ilustrada pelo brasileiro Gabriel Bá e ganhou o prêmio Eisner em 2008!

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  • Helana Ohara disse:

    Essa série é maravilhosa, todos os personagens são ótimos, a relação destruturada deles me cativou demais acredita?? O drama deles misturado com apocalipse é muito bom.
    To doida para segunda temporada

  • Aline Martins de Oliveira disse:

    Oi! Eu li muitas resenhas positivas sobre essa série, mas ainda não tive ânimo pra assistir. Não por ela, mas é que minha lista já está tão grande para acrescentar mais.. Hahaha.. Eu gostei bastante dessa pegada X-Men, de jovens com habilidades especiais que precisam salvar o mundo de alguma coisa, e estou bastante curiosa sim! Obrigada pela dica!

    Bjoxx ~ Aline ~ http://www.stalker-literaria.com

  • Andressa Ledesma disse:

    Eu amei essa série, estou ansiosa pela segunda temporada.
    Depois que eu terminei descobri dos quadrinhos e estou louca para conferir também!
    beijos

  • Cabine de Leitura disse:

    Confesso que comecei a assistir a série, mas me perdi e larguei mão. Vi alguns episódios finais, já que meu marido e filho viram inteira, e não gostei do desenvolvimento dos personagens, parece que quando crianças eram mais espertos que na fase adulta, que só se metem em confusão e apanham adoidado kkkk, quem sabe um dia desses eu de uma nova chance e veja por completo, pois dessa vez não funcionou.

  • cris disse:

    Oi Lucy!
    Comecei a assistir o filme mas acho que me perdi em alguma coisa não entendi muito bem o enredo e acabei não me interessando, desisti. Mas agora lendo sua resenha me deu curiosidade em continuar pois foi falta de atenção acabei de comprovar, obrigado pela dica, parabéns pela resenha e pelo post. Bjs!

  • Marijleite disse:

    Oi, essa série parece bem excêntrica, especialmente isso dos 43 nascimentos, rsrs. Mas é bem interessante falar sobre os relacionamentos familiares em meio a tantos personagens diferentes. Qualquer dia desses vou assistir.

  • Beatriz Andrade disse:

    Eu ainda não conhecia a série e gostei de ver seus comentários a respeito dela, acho que pode ser algo que eu goste e vou adicionar à minha lista para ver quando tiver um tempinho sobrando.

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