Queridinho do Mês: Augustus Waters

Fanart por 4leafcolour.

A vida nem sempre é como nós esperamos ou planejamos. Por exemplo, eu planejava fazer meu queridinho desse mês falando do meu amado idolatrado assassino em série preferido de todos os tempos, mas a vida não quis assim. Ela quis que eu viesse aqui esse mês, com um aperto (sério) no coração, lágrimas nos olhos (totalmente desidratada ultimamente) e um sorriso nos lábios (meio triste, meio feliz) para falar do meu mais novo queridinho literário, o metaforicamente perfeito Augustus Waters, do livro “A Culpa é das Estrelas”, de John Green (em inglês, The Fault in Our Stars).

Obs.: esse post vai estar cheio de spoilers. Não leia se não leu o livro. Minha sugestão é que você corra até a livraria mais próxima e compre-o. Foi o que eu fiz. E olha que eu não sou de impulsos. Compre. Esse. Livro. Agora.

Na verdade, nesse livro, todas as personagens são queridas. Se você já leu a resenha da Vânia, deve ter percebido como é difícil simplesmente falar desse livro. É como diz a Hazel:

“Às vezes, um livro enche você de um estranho fervor religioso, e você se convence de que esse mundo despedaçado só vai se tornar inteiro de novo a menos que, e até que, todos os seres humanos o leiam. E aí tem livros como “Uma aflição imperial”, do qual você não consegue falar – livros tão especiais e raros e seus que fazer propaganda da sua adoração por eles parece traição.”

Isso quer dizer que eu (e qualquer pessoa com SENTIMENTOS que leia esse livro) vai sentir que o livro é DELA. Que as personagens são suas amigas, e todas, todas são queridas, de alguma maneira diferente e especial. Todas aquelas pessoas – fictícias, mas que aqui e ali te fazem lembrar de pessoas e situações muito verdadeiras – são queridas e são suas, suas amigas, suas personagens, suas suas suas.

Mas eu tinha que escolher um queridinho apenas, e escolhi o Gus. O Augustus Waters, que me tocou tão fundo que só de pensar nele já tenho vontade de chorar (de novo – porque você chora todo o tempo lendo esse livro, e ri todo o tempo, e SENTE. Todo. O. Tempo.).

Se você leu pelo menos a sinopse do livro, já sabe que um dos temas dele é o câncer. Hazel tem câncer, Isaac também e Gus teve – só que, bem, vamos apenas dizer que não sabemos o que vai acontecer na nossa vida até que viremos a página do dia seguinte. E não só eles, como todas as outras personagens, porque uma vez que uma pessoa querida sua está passando por essa fase (que pode também não ser apenas uma fase) na vida, você está passando junto por isso.

Hazel tem um infinito menor que as demais pessoas. Todos os nossos dias são numerados, só não sabemos o tamanho, mas Hazel tem um número menor – e ela também não sabe quando esse número vai terminar. O infinito de Hazel tem páginas em branco, como todo infinito de vidas. É aí que entra o Gus. Ele vai preencher o infinito em branco da vida dos dois. (Eu não criei essas palavras, elas estão na orelha do livro, mas eu tinha que descrevê-las aqui. E eu estou falando de outras personagens nesse queridinho porque, bem, é meio que impossível separá-las nesse livro.)

É aí que entra o Gus.

Augustus Waters é irônico, metafórico, elegante, simples, bem humorado, sensível, forte, feliz, triste, corajoso. Completamente adorável. E o mais imporante: humano. (John Green meio que tem um dom para criar personagens muito, muito humanas.) Assim como a Hazel, eu gosto muito de Augustus Waters. Gosto de como as histórias dele terminam sempre falando de outra pessoa (é tão difícil encontrar alguém assim hoje em dia… é sempre eu eu eu eu meu meu meu). Gosto de como ele acredita em Algo, com A maiúsculo, após a morte. Gosto das suas metáforas, das suas frases inteligentes, do seu existencialismo (mesmo que isso me deixe com inveja… será que um dia conseguiria criar uma personagem tão tão tão… honesta e verdadeira e interessante como o Gus?).

Bem que eu queria. Por enquanto vou me contentando em admirar John Green por me dar a oportunidade de ler sobre o Gus. No livro, o Gus diz que o maior medo dele é o esquecimento. O esquecimento dele, do que ele representou, o esquecimento humano. Ele apenas queria passar por essa vida com algum significado, deixar uma marca para que um dia as pessoas se lembrassem dele. Muitas vezes isso é algo irritante para as pessoas que convivem com ele, mas eu entendi o que ele quis dizer. Ele só queria que essa vida tivesse algum significado, algum significado para estarmos aqui, para sermos felizes e para sofrermos.

Bem, literariamente, o Augustus conseguiu o que ele queria. Eu não vou esquecê-lo (nem qualquer pessoa que leia esse livro). Ele se tornou uma personagem tão marcante, tão importante, que mesmo depois do livro ter terminado (e em pouco tempo já o li duas vezes), ainda assim não consigo esquecê-lo. Vira e mexe, ele me vêm à cabeça. Ele trouxe sim um significado para muitas vidas, de muitas pessoas que leram essa história. E por isso eu agradeço ao John Green por tê-la criado – e por ter criado essa personagem, o meu querido Augustus Waters.

Ficha do Personagem

Nome: Augustus Waters.

Idade: 17 anos.

Descrição física: Alto e magro, mas musculoso. Cabelo acaju, liso e curto. Olhos azuis intensos. Sua beleza pode cegar – e realmente cegou o Isaac. Vê-lo pelado foi o que fez a Hazel perder o ar – literalmente.

Hobby: Jogar videogame – Counterinsurgence – O preço do alvorecer. Ler “Uma Aflição Imperial” metaforicamente um milhão de vezes.

Curiosidade: Gus sempre anda com um maço de cigarros. Ele coloca o cigarro na boca, sem acendê-lo. É uma metáfora: você coloca o que pode matá-lo na boca, mas não permite que o mate.

Fanart por drNightflower.

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  • Carolina disse:

    Bom dia Karen, tudo bem?
    Ainda não li o livro, mas se eu já estava louca para ler, agora então estou até passando mal rs…
    Amei o post, parabéns.
    Beijos

    [Reply]

    Karen Reply:

    @Carolina, Menina, você leu o post sem ler o livro?! Tinha spoilers!!! Espero que não tenha captado muita coisa. 😛
    Que bom que gostou.
    Beijão

    [Reply]

    Carolina Reply:

    @Karen, Oi Karen, tudo bem?
    Não me incomodei com os spoilers rs… eu sempre gosto de ter uma idéia se os livros são apenas uma tendencia ou não, e esse livro estava me intrigando…
    Beijos

    [Reply]

    Lany Reply:

    @Carolina, Leiaaa esse livro! Esse não é uma tendencia não!!!Ele é lindo demais!

    [Reply]

  • Lany disse:

    Bom, eu li a sua coluna antes de ler o livro e ja achei linda. Mas agora depois de ter lido o livro.. Quase me fez chorar hahaha!
    Eu consideraria a sua coluna quase sem spoilers… Eu não captei muita coisa antes, so agora conhecendo o livro que eu percebi hahaha!
    Eu adorei o Gus e é como voce disse: não tem como se esquecer dele. Alias, não tem como se esquecer de nenhum personagem desse livro, porque todos eles nos tocam de alguma forma. E não tem como contar a historia de Gus sem falar de todos os outros personagens lindos do John Green.
    Eu amei A culpa é das Estrelas e acho que esse é um livro indicado para todas as pessoas, independente do genero de leitura favorito!

    [Reply]

    Karen Reply:

    Pois é, Lany… não tem como não se apaixonar, não se emocionar com todos os personagens desse livro. Todos se tornam nossos grandes amigos. Não tem um que a gente não goste… E o livro me pegou exatamente no momento que eu mais precisava dele. Li duas vezes seguidas, às vezes o consultava em alguma parte…
    Que bom que não deu para captar spoilers! É um livro que deve ser sentido por cada um, e eu detestaria passar os meus sentimentos para as pessoas ao invés de fazê-las sentir os delas.

    [Reply]

  • Lucy disse:

    Agora eu sei exatamente o que vc quis dizer sobre o Gus e sobre o livro. Simplesmente adorei!
    bjos

    [Reply]

    Karen Reply:

    Maravilhoso, né, Lu? E esse livro ainda me pegou exatamente nessa situação… foi um grande amigo.

    [Reply]

  • Vania disse:

    Augustus Waters… okay?

    Okay.

    [Reply]

    Karen Reply:

    Okay… *choro compulsivo*

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  • Sarah disse:

    Gente, eu amei o livro. John Green faz você se apaixonar pelos personagens e chorar por eles, eu fiquei tão sentida depois que terminei de ler, chorei com o que houve com o Augustus. Ai, como sou tonta ahahahah mas enfim, eu recomendo demaaaaaaais, e leria outra vez!

    [Reply]

    Karen Reply:

    Ah, eu também chorei nesse livro… impossível não chorar, não se apaixonar pelos personagens. Esse livro é puro sentimento… tão verdadeiro, tão real e até mesmo tão cruel. E me pegou em um momento difícil da vida. Eu andava com o livro para tudo quanto era lado… Ele me ajudou muito.

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  • Maria Ester Ribeiro Pimentel disse:

    Quando li o seu post, ja tinha lido o livro… estou lendo pela segunda vez e eu amo *–*, choro, rio e tudo mais… kkkkkkkkk #ACulpaédasEstrela

    [Reply]

    Karen Reply:

    É lindo, né? Eu não resisti e li mais de uma vez também. É perfeito.

    [Reply]

  • Lorena Dias disse:

    Me diga , por favor me digam…
    O UAI existe né? por favor digam que sim!!!! 😀

    [Reply]

    Karen Reply:

    Bem que eu queria!!!
    O John Green bem que poderia escrever UAI! xD

    [Reply]

  • Lorena Dias disse:

    Terminei o livro! Nossa ! fiquei por horas meio que sem saber o que pensar..
    A história realmente mexeu comigo. Em muitos momentos eu senti repulsa pelo van houten.. mas comecei á intender que ele não queria lidar com aquilo tudo de novo por meio da Hazel. A morte do Gus … nossa! chorei! chorei ! chorei horrores.. ( vergonhoso para uma pessoa de 20 anos) era como se estivesse presente naquele momento .. No final , acabei vendo que a tristeza não nos muda. Ela nos revela. 😉
    Ahhh.. e achei um amor esse blog, vocês estão de Parabéns !

    [Reply]

    Karen Reply:

    Esse livro é lindo demais, Lorena. Impossível falar dele sem ter ataques de fan girl! 🙂
    Também chorei horrores… é muito tocante.
    E concordo completamente com a frase “a tristeza nos revela”.
    Obrigada, fico feliz que tenha gostado do nosso blog! Continue nos visitando! xD

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  • Resenha: Will & Will – Um nome, um destino « Por Essas Páginas disse:

    […] li A Culpa é das Estrelas (The Fault in Our Stars) – meu queridinho – e desenvolvi uma paixão arrebatadora pelo livro e pelo autor desde então. Já do David Levithan eu ainda não tinha lido nada e agora estou doida […]

  • Beecky disse:

    Hey. Eu li “A culpa é das estrelas” há alguns meses, e me apaixonei por esse livro! ME APAIXONEI MESMO, principalmente pelo Gus. Ele me ensinou tanta coisa que não consigo descrever assim, em palavras, até porque… “Meus pensamentos são estrelas que não consigo arrumar em constelações”. <3
    Achei ótima essa coluna, você me fez chorar DE NOVO, mas tudo bem, ele é um personagem que sempre vai estar aqui dentro a gente.

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    Karen Reply:

    Ah, e não é? Parece que tudo o que o Gus fala a gente quer enquadrar. Esse livro é lindo demais. Fiquei feliz e triste por tê-la feito chorar, chorar nesse livro é sempre uma sensação doce e amarga…

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  • Top Ten Tuesday: Dez livros que eu gostaria que tivessem continuações « Por Essas Páginas disse:

    […] Preciso realmente dizer alguma coisa? Alguém aí não morre de saudade da Hazel e do Gus? E do Isaac? E de todo mundo nesse livro? Eu senti tanta falta deles que, imediatamente após a leitura, comecei a ler de novo. E leio quantas vezes for preciso porque essa história é linda e os personagens são tão verdadeiros e apaixonantes que é impossível se separar deles. Se o John Green resolvesse contar mais alguma coisa sobre os personagens desse livro, eu certamente correria para ler. Okay? Resenha aqui e post de queridinho do Gus aqui. […]

  • Wesley Silva disse:

    #ATENÇÃO: O comentário abaixo contém um maior spoiler de todos os tempos. Se você ainda não leu o livro, não leia o comentário. Agradeço a você nesse quesito.

    John Green é um dos meus autores preferidos (apesar de ter só lido um livro dele) e ainda não acredito o por que dele matar o Augustus. As vezes eu queria que a Hazel tivesse morrido no lugar dele. Ele era tão FANTÁSTICO, assim como o livro, como o autor. Sem falar que a morte do Augustus foi a 3º morte de personagens que eu já li em toda minha minha vida (as outras duas foram as mortes de Finnick e Prim [Jogos Vorazes]) e mesmo sabendo o que acontecia com o Augustus, eu chorei. ))))));
    Hoje eu não paro de falar okay, por que vocês sabem né, essa é um expressão bastante paquerativa, ela está carregada de sensualidade.
    Fica na paz de Deus.

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  • Wesley Silva disse:

    Ao invés de li, é chorei*, ali na 3 linha depois do #ATENÇÃO.

    [Reply]

  • Gabriela S. disse:

    Neste momento, estou na página 243 do livro e cara… Augustus é perfeito. Sério. Até nessa página! haha ♥
    Meu queridinho sempre!

    [Reply]

  • Ana Paula Candido da Silva disse:

    vou ter que ler esse livro

    [Reply]

  • Top Ten Tuesday: Dez personagens que eu queria comigo em uma ilha deserta « Por Essas Páginas disse:

    […] Augustus Waters (A Culpa é das Estrelas) […]

  • talia disse:

    adorei sua analise sobre o livro e bom eu ja vi o filme e adorei como você disse eu ri, chorei, me emocionei entre outas coisas mas e posso afirmar gostei tanto do filme que vou correndo compra o livro.

    [Reply]

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