Resenha: A Caçada

Confesso que adoro livros de detetive. Já li Dashiel Hemmet e Raymond Chandler entre outros autores detetivescos. Com o tempo, espero trazer um pouco mais desse mundo aqui no blog. Infelizmente A Caçada não é um bom exemplo. Com uma aventura morna, personagens rasos, um gênero estafado e pouca criatividade, A Caçada apenas entretém e não consegue marcar o leitor. Honestamente, não é um livro que você vai recomendar pra ninguém, é simplesmente um livro razoável.

“Por décadas, Clive Cussler vem deleitando leitores com romances repletos de suspense, ação e pura audácia. Agora, ele faz isso novamente, em um dos mais loucos e estimulantes thrillers de época dos últimos anos. O governo norte-americano contrata a renomada Agência de Detetives Van Dorn e seu agente igualmente renomado, Isaac Bell, para capturar um lendário ladrão de bancos conhecido como Assaltante Açougueiro.
Este assassinara homens, mulheres e crianças, sem deixar nenhuma pista nem testemunhas. O detetive Bell lidera a busca e finalmente descobre a verdadeira identidade do Assaltante Açougueiro. E nesse momento inicia-se a verdadeira caçada.
Com um enredo intrincado, dois vilões extraordinários e a assinatura de Cussler em reviravoltas surpreendentes, A Caçada é o trabalho de um mestre no auge de seu talento.” (Fonte: Skoob)

A premissa de A Caçada é um jogo de gato e rato. Temos o detetive ISaac Bell trabalhando para a agência de detetives Van Dorn, para capturar vivo ou morte o “Assaltante Açougueiro” que está aterrorizando pequenas cidades mineiras dos E.U.A.. Os capítulos se alternam entre a saga de Isaac para capturar o bandido e o próprio assaltante que, apesar da alcunha simplória, é tão sagaz quanto o próprio detetive.
No entanto o livro permanece em um eterno banho-maria, onde nenhum personagem consegue ser profundo tendo apenas alguns momentos de glória, porém insuficientes para convencer o leitor.

Será uma lembrança terrível que levarei para o túmulo.

 É perceptível que o autor é extramente competente no quesito conhecimento histórico. A história se passa em 1906 e toda a ambientação da história é muito bem descrita, sejam os vestuários de época, os carros, a decoração, todos servem para absorver o leitor e transportá-lo pra história. No entanto, o autor pecou em excesso nas descrições por vários capítulos. Uma coisa é descrever toda a composição do carro que será utilizado pelo personagem para uma perseguição, outra coisa é descrever a construção e decoração de uma igreja que o personagem sequer entrou. Há excessos que são perdoáveis, outros não.

Algo que me marcou muito foram as personagens femininas do livro. É um sopro de ar fresco você ver mulheres que são ‘femininas’ de verdade, não predadoras ou garotas frágeis e indecisas, mas sim uma mulher clássica como Marion que soube ser cortejada sem utilizar arquétipos de femme fatale ou mocinha em perigo. Foi a única personagem que evoluiu na história e contribuiu para a mesma, não foi criada apenas para fins românticos.

Ponto negativo do livro para um final bem prevísivel, um vilão arquétipo e uma femme fatalle que deixa a desejar. Talvez sejam itens que um leitor ocasional perdoe, mas pra quem lê muito, fica difícil.

Bom livro para levar em uma viagem ou pra quando estiver em um consultório, mas não pra colocar no topo da sua lista.

 

Livro gentilmente cedido em parceria para resenha pela Editora Novo Conceito.

Ficha Técnica

Título: A Caçada
Autor: Clive Cussler
Editora: Novo Conceito
Páginas: 384
Onde comprar: Amazon /Livraria Cultura
Avaliação:

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  • Nathalia Simião disse:

    Lendo a sinopse do livro pensei que fosse um livro cheio de ação, daqueles que prendem. Que pena que não é assim. Realmente excesso de detalhes as vezes é prejudicial na leitura, alguns autores pecam nisso. Depois dessa resenha já sei que não vou querer ler. beijos

  • Patrini Viero disse:

    Apesar de gostar bastante do gênero, realmente a sinopse desse livro já não me chamou atenção. E lendo a tua resenha percebi que a minha intuição estava certa. Excesso de detalhes não são apenas prejudiciais para a compreensão, eles também empatam a leitura, e deixam a história travada demais. Além disso, personagens mornos e trama lenta fazem com que eu praticamente desista de um livro.

  • Shadai disse:

    acho que meu irmão tem esse e outros livros do autor.
    gosto da capa, acho muito coisa de espião do começo do século passado.
    mas, como a resenha não foi favorável, sendo apenas um livro razoável, sem empolgar, então não entra na minha lista de “vou ler”.

    vou tentar ler Raymond Chandler em breve!

  • Suelen Mendes disse:

    Adoro o gênero!Sou super fã de Sherlock Homes!
    Livros muito descritivos me cansam,não curto mesmo!
    Uma pena ele ser bem morninho,pela sinopse achei que prometia.
    Bjus

  • Michele Lopez disse:

    Oie…
    Não conhecia o livro nem o autor, mas achei a capa bem interessante.
    Quanto à resenha, tinha ficado bem empolgada, uma pena ele não ser tudo isso, também achei que o livro prometia! Ainda não li livros do gênero, mas talvez dê uma chance pare este.

  • Fábrica dos Convites (@Fabdosconvites) disse:

    Eu gostei deste livro, não que ele esteja no meu topo de leitura como você disse. Concordo que o autor peca em alguns excessos, mas o que mais me chama atenção quando estou lendo os livros dele, é que me sinto dentro de um filme.
    Bjs Rse

  • Solange Cristina disse:

    Amo livros de espiões e tendo dar uma chance mesmo quando dizem não ser tão bom !!
    Adorei sua resenha e me deu vários pontos diferentes e que eu não iria nem reparar, certeza.
    Amei a capa e vou ler é claro ! 😉

  • Michely Reis disse:

    Oi ,não conheciiia o autor e confesso que o livro não me agradou muito nãooo…maas queeem sabee eu não der uma chance para ele..mas para isso acontecer os meus preferidoos e os demais livros devem ter sido lidos kkkk

  • Promoção: Sorteio do Bigode « Por Essas Páginas disse:

    […] do Bigode, para ser o glorioso ganhador dessas quatros belezinhas da imagem: Querido John, A Caçada, Paperboy e Príncipe da Noite. Emoção (Ah!), Ação (Oh!), Aventura (Uau!) e Sexo (Yeah!). Ponha […]

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