Resenha: A Casa Das Marés

a_casa_das_mares_143517353424452sk1435173534bMerham é uma metódica cidade litorânea na década de 1950. Lottie Swift, acolhida durante a guerra e criada pela respeitável família Holden, ama viver ali, mas Celia, a filha legítima do casal, não vê a hora de ultrapassar as regras da cidade.

Quando um excêntrico grupo de artistas se muda para uma velha mansão construída de frente para o mar, as meninas não resistem à tentação de se aproximarem deles. Mas o choque para os moradores de Merham é inevitável e acaba por desencadear uma série de acontecimentos que terão consequências trágicas e duradouras para todos.

Quase cinquenta anos depois, no início do século 21, a mansão começa a ser restaurada, voltando à vida e, mais uma vez, trazendo à tona intensas emoções. E a magia que permeia a mansão faz com que os personagens confrontem suas lembranças e se perguntem: É possível deixar nosso passado para trás? (Fonte)

Quando li a orelha do livro, aquela que deve seduzir o leitor com poucas palavras, achei que leria um livro da Sarah Jio. A orelha fala em passado se misturando ao presente e esperei aquelas coincidências absurdas que trazem de volta o passado e coisas do tipo. Mas não!!!! Eu me enganei!

O começo do livro pra mim foi um pouco lento e arrastado. Enquanto Lottie vive sob os cuidados da família Holden ela tem a companhia de Celia Holden, a filha mais velha, que se torna sua amiga. Lottie é uma moça educada, prendada, sempre disposta em ajudar. Celia é uma mocinha serelepe, que não vê a hora de sair da cidadezinha litorânea atrasada e cabeça fechada de Merham na década de 1950. Quando as mocinhas atingem a idade para trabalhar, Celia vai para Londres e Lottie arranja um emprego na sapataria da cidade. Pouco antes disso, um grupo de artistas boêmios se muda para Arcádia, uma bela casa em Merham que havia passado um tempo vazia.

As duas meninas curiosas, Celia e Lottie, foram lá conhecer os novos moradores. As principais moradoras de Arcádia eram Frances e Adeline. Adeline era casada com Julian, que geralmente estava fora. Frances sempre estava lá com Adeline. E às vezes George também estava por lá. Claro que quando havia alguma festa outros amigos apareciam por lá.

É claro que Celia e Lottie foram proibidas de socializar com a “corja indecorosa”. Mas como tudo que é proibido é mais gostoso, é claro que elas frequentavam a casa. E um belo dia houve um “escândalo” (Oooooooh!). Em uma destas festas, depois de provocada, Celia entra no mar e suas roupas íntimas ficam visíveis sob a combinação. Imagina isso na década de 1950?!?!?! O.O

Nessa parte já achei que o livro estava ficando mais legal! hehe

Aí, Celia vai para Londres e logo volta com um namorado, Guy. Aí, pra mim, o livro desandou um pouquinho de novo! Assim que põe os olhos em Guy, Lottie tem um calafrio, o coração dispara e, bum, ela se apaixona perdidamente! Sério mesmo?!?! Ela fica desconcertada de um jeito tão exagerado que deu vontade de entrar nas páginas do livro e dar na cara dela! Não curto mimimis não!

Enfim, coisas acontecem, Celia e Guy se casam, Lottie tem que deixar a casa dos Holden, se vê sozinha e perdida no mundo e vai atrás de sua amiga Adeline, que depois de alguns problemas deixa Arcádia e vai para a França. Ufa! Aí o passado fica um pouquinho de lado.

Vamos ao presente: Londres, bairro chique e caro, apartamento pequeno e caríssimo, Daisy acaba de lar a luz a Ellie e Daniel, seu parceiro e pai de Ellie, não aguenta a “bagunça”e as abandona. Que cara legal!

Daisy se vê perdida, sua irmã Julia, bem de vida e decidida quer lhe dar um rumo na vida. Daisy, se sentindo sufocada, resolve aceitar um trabalho para o qual ela e Daniel haviam feito um orçamento: restaurar Arcádia.

A casa foi vendida pela Sra. Bernard para o Sr. Jones. O Sr. Jones é dono bares badalados de Londres, frequentado por um público VIP e excêntrico. Em uma cidadezinha parada no tempo como Merham, mais uma vez Arcádia causa incômodos. As pessoas se preocupam com que tipo de pessoa vai habitar a cidade nos meses de verão.

Entre os bafafás da cidade, as tentativas de Daisy em colocar sua vida em ordem, a pressão do trabalho e de ter que lidar com o Sr. Jones, a ajuda sempre prestativa, mas muito sincera, da Sra. Bernard, vemos a vida de Daisy tomar um rumo, e conforme ela restaura a casa, descobre ali um painel pintado por Frances retratando algumas das pessoas que frequentaram aquela casa. E aí é que o passado vem a tona.

No fim das contas foi uma boa leitura. Depois de passado o mimimi do começo, a história me prendeu. E o mais legal é que de todos os finais possíveis, achei que o escolhido pela autora foi perfeito.

Ficha Técnica

Título: A Casa das Marés
Autor: Jojo Moyes
Páginas: 476
Editora: Bertrand Brasil
Minha Avaliação: 

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  • Rônida Lorenzoni disse:

    Gosto dos livros de Jojo, achei este super interessante, quero saber o que tem neste quadro que trás o passado de volta. Bjs

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