Resenha: A Chave de Rebecca

A_CHAVE_DE_REBECCA_4065046224BNorte da África, Segunda Guerra Mundial. As tropas britânicas na região estão sofrendo perdas significativas. Não há dúvidas de que alguém está informando o inimigo sobre os movimentos e planos estratégicos do exército britânico.

O espião é conhecido por seus compatriotas alemães como Esfinge, mas para todos os outros é o empresário europeu Alex Wolff. Após cruzar o deserto, ele chega ao Cairo, no Egito, munido de um rádio, uma lâmina letal e um exemplar do livro Rebecca, de Daphne du Maurier. Violento e implacável, ele está disposto a tudo para cumprir a missão que recebeu.

Para isso, conta com a ajuda de uma dançarina do ventre tão inescrupulosa quanto ele.

O único homem capaz de detê-lo é William Vandam, oficial da inteligência britânica que precisa desvendar o enigma do Esfinge para interromper o avanço dos nazistas.

Ao mesmo tempo que os alemães chegam cada vez mais perto da vitória final, Vandam também se aproxima de seu adversário, da chave que revela o código escondido no livro – e do combate mortal… (Fonte)

Enquanto as tropas alemãs avançam em direção ao Cairo, os britânicos fortalecem suas defesas. Mas, informações confidenciais começam a ser vazadas para o inimigo. Mas como?

Alex Wolff, também conhecido como Achmed, filho de pai Egípcio e mãe alemã, chega ao Egito pelo caminho mais improvável… atravessando o deserto. Devido à dupla cidadania se mescla perfeitamente no Cairo, onde morou desde a infância até ir para a Alemanha e ser recrutado como espião. Mas Wolff, codinome Esfinge, não é um espião comum. É um homem de gostos extravagantes, que gosta de luxo e conforto, egoísta, egocêntrico e extremamente inteligente.

William Vandam é um oficial da inteligência britânica que desde as primeiras informações de um soldado morto em condições suspeitas passa a caçar Wolff, mesmo que não tenha o apoio de seu superior, aquele tipo de pessoa que espera o resultado positivo para dizer que a ideia é dela ou o negativo para jogar a culpa em alguém. Vandam insiste em uma força tarefa para pegar Wolff e conforme fica mais claro que de alguma forma este espião realmente está conseguindo passar informações para o inimigo, a força tarefa é montada e eles armam ciladas para tentar pegá-lo. Mas… Wolff sempre é mais esperto.

No meio de tudo isso estão Sonja, uma dançarina famosa, antiga conhecida de Wolff, também com uma predileção ao luxo e conforto e à luxúria, com alguns gostos meio peculiares; e Elene Fontana, na verdade Abigail Asnani, uma bela judia, que se passa por egípcia, que saiu das favelas para ter uma vida confortável patrocinada por seus amantes; quando um partia, ela logo encontrava outro. Quando se cansa desta vida, ela resolve que quer ir para a Palestina, e voltar ao seu povo, mas para conseguir uma vaga ela tem que prestar serviços para o exército britânico. E é aí que os caminhos dos 4 se cruzam.

Um livro cheio de perseguições e adrenalina, seguindo o modelo dos outros livros de Follett antes de Pilares da Terra. Isso não quer dizer mesmice! Na verdade, cada um destes livros sobre espiões e guerra (O Buraco da Agulha, As Espiãs do Dia D, O Homem de São Petersburgo e outros) são únicos em sua ambientação e pesquisa. Este em particular achei muito interessante, porque quando falamos em 2a Guerra Mundial geralmente não pensamos em Egito, britânicos no Cairo ou alemães avançando pelo deserto.

Como sempre, o trabalho de pesquisa foi bem cuidadoso e o livro traz detalhes muito interessantes do papel do Cairo na 2a Guerra. E eu, como sempre, lia com o celular na mão conectado no Wikipedia.

Dos livros do Follett acho que esse foi o que menos gostei. Veja bem… amo os livros do Follett, isso quer dizer que ainda assim gostei! Mas tá lá no final da lista.

Ah, e a chave na verdade é um código que utiliza o livro Rebecca para transmissão de mensagens criptografadas a partir de um rádio especial que Wolff utiliza para se comunicar com os alemães. E isso não é spoiler! rsrs

O único ponto que me incomodou um pouco é que as cenas de sexo são vulgares. Acho que há formas e formas de escrever uma cena de sexo e neste livro elas são totalmente “classificação etária 18 anos”. Não é um “50 Tons de Cinza”, mas achei vulgar. E olha que não faço a linha puritana! :-p

Para aqueles que curtem um thriller de espionagem este é super indicado!

Este livro foi gentilmente cedido pela editora Arqueiro para resenha.

Arqueiro_parceria

Ficha técnica:

Nome: A Chave de Rebecca
Autor: Ken Follett
Páginas: 343
Editora: Arqueiro
Onde comprar: Livraria Cultura / Saraiva / Amazon
Minha avaliação: 

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...


  • Maristela G Rezende disse:

    Amo os livros de Ken Follett, pois sempre nos apresenta algo em torno da Segunda Guerra Mundial e pouco conhecemos sobre alguns aspectos. Falar da guerra no Egito, Deserto, Norte da África, alemães avançando por esses lados, fica um pouco vago, pois sempre focam a guerra na Europa. Já outros livros de Ken sobre esse assunto. Conhecia o livro pela capa antiga; gostei mais dessa nova, mas infelizmente ainda não li o livro. Pretendo ler em breve.

PREENCHA OS CAMPOS ABAIXO PARA DEIXAR SEU COMENTÁRIO




Mensagem