Resenha: A Cilada

A_CILADA_1403907526BA Cilada, segundo livro da série, é um livro ágil, absorvente, narrado na primeira pessoa, na tradição dos detetives clássicos como Sam Spade, de Dashiel Hammett, ou Philip Marlowe, de Raymond Chandler, com pitadas do policial do futuro, Dick Deckard, de “Blade Runner — Caçador de Androides”. O Guardião terá que resolver o mistério de uma garota desaparecida na Cidade Baixa, a pedido de seu pai, o general de uma guerra em que ele também esteve como soldado. Um romance que você não conseguirá largar, disposto a solucionar um mistério que vai ficando mais denso a cada nova página. (Fonte)

Vocês se lembram da resenha super empolgada que fiz de “O Guardião”, primeiro livro da trilogia Cidade das Sombras de Daniel Polansky? E que prometi que iria ler “A Cilada” assim que terminasse “A Eternidade por um Fio”? Terminei, li “A Bibliotecária de Auschwitz”, e finalmente, li “A Cilada”. E eis a resenha.

Transcrevo abaixo a definição do estilo de “O Guardião”:

“Uma das descrições para o livro é que ele é uma fantasia gótica noir. Tá… o que diabos é isso? Fui ao dicionário:
Fantasia: gênero de ficção que comumente utiliza a magia e outros fenômenos sobrenaturais como elemento do enredo primário ou tema
Gótico: gênero da literatura que combina horror e Romantismo (emoções intensas)
Noir: gênero literário com personagens e ambientação semelhantes aos do romance policial, mas sem o cinismo do detetive e  relação aos sentimentos de apreensão, horror, terror e assombro.”

E “A Cilada” segue com a mesma pegada. Dessa vez com um pouco menos magia e mais investigações e principalmente intrigas. É um jogo de gato e rato. Mas quem é o gato e quem é o rato? A-HA! Tem que ler pra saber.

Nosso anti-herói continua viciado em sopro de fada, enchendo a cara e apanhando bastante. Dessa vez ele é contratado para procurar por uma garota que fugiu de casa e se escondeu. Ele não ficou muito interessado, mas mesmo assim foi atrás. Ela é irmã de Roland Montgomery, superior do Guardião durante a guerra e que foi assassinado um tempo depois de terminada a guerra. Quando a encontra, o Guardião diz a ela que seu pai quer que ela volte. Mas ela se recusa. Ela quer descobrir o que aconteceu com seu irmão. Ela acredita que houve uma conspiração para matá-lo. Apesar de não se mostrar muito interessado o Guardião acaba se envolvendo nessa busca.

Ao longo do livro vamos ao passado várias vezes nas memórias do Guardião e descobrimos o que aconteceu na guerra, o que aconteceu no passado do Guardião que o tornou tão duro e cético em relação aos poderosos, de onde nasceu sua amizade com Adolphus, o grandalhão dono do Conde de Sinuosa, e sócio do Guardião.

Continuamos a acompanhar também um pouco da vida de Garrincha, o menino que o Guardião encontrou nas ruas e passou a utilizar para fazer alguns de seus serviços como garoto de recados, mas que acabou praticamente adotado por Adolphus e Adeline.

A história conta com a mesma agilidade do primeiro livro e prende a atenção do leitor. E apesar do foco principal da trama ser diferente do primeiro livro, que teve sua trama principal solucionada ao final do livro, já estamos um pouco mais familiarizados com a Cidade Baixa, com a Casa Negra e com o próprio Guardião. Por isso, pra quem gostou do primeiro, certamente também vai querer devorar o segundo volume.

A única coisa que estragou um pouquinho pra mim é que fiquei tão empolgada com o estilo do autor que fiquei com vontade de mais empolgação. Mas como o estilo é o mesmo não fui tão surpreendida pelo desenrolar da trama de “A Cilada” como fui com “O Guardião”.

Mas mesmo assim, pra quem curte fantasia vale à pena!

Este livro foi gentilmente cedido para resenha pela Geração Editorial.

Selo-vermelho

Ficha Técnica:

Título: A Cilada (Cidade das Sombras – Livro 2)
Autor: Daniel Polansky
Páginas: 412
Editora: Geração
Onde Comprar: Livraria Cultura / Livraria Cultura (e-book) / Amazon
Minha Avaliação: 

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  • Nathalia Simião disse:

    Das resenhas que eu vi desse livro até hoje você foi a mais positiva Drika, o povo ficou meio decepcionado com o segundo livro, deve ser por não ter surpresas na narrativa do autor como você disse. Eu sempre tive muita vontade de ler essa série e ainda tenho.

  • Drika disse:

    Não me arrependi de ler não, Nathalia. Muitas trilogias sofrem desse mal… o segundo livro dá uma escorregada. Vamos ver o terceiro como fica.

  • Vitória Pantielly disse:

    Oi

    Apesar da resenha positiva o livo não me agradou, primeiro que me senti um pouco perdida por não ter lido a resenha do primeiro e não consegui e me conectar com o livro .. Claro que gosto de fantasias, mas esse eu deixo passar.

    Beijos.
    http://passeandocomoslivros.blogspot.com.br/

  • Drika disse:

    Esse é o legal dos sites de literatura, né! A gente pode escolher entre as zens mil opções no mercado sem ter que ler todas elas… nem daria, né! rsrs

    Beijos!

  • Douglas Fernandes disse:

    Primeiro, que capa é essa?!! Linda *-* kkkkkk
    Essa é mais uma série que entra pra minha lista infinita que só cresce, nunca diminui…rsrs
    O bom que agora já sei que não posso ir tão empolgado pra ler A cilada depois de ler O guardião, vou previnido.

  • Drika disse:

    Também curti muito as capas! Parece que dá o tom da história.
    Acho que segurando um pouco a empolgação para ler A Cilada talvez você consiga curtir até mais!

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