Resenha: A Corte do Ar

O livro de Stephen Hunt foi a minha última leitura de 2013. Quando o solicitei para a editora Saída de Emergência Brasil, selo de fantasia e ficção científica da Arqueiro/Sextante, estava curiosíssima para conhecer o livro. Ele foi super bem comentado, tanto em publicações, como da revista Bang!, como por leitores. E eu queria muito conhecer melhor o gênero steampunk, que só tinha lido em alguns poucos contos. O livro chegou e a edição incrível e caprichadíssima me chamou tanto a atenção que logo priorizei a leitura. Isso foi em novembro e eu só consegui finalizar as últimas 50 sofridas páginas ontem, no primeiro dia do ano: ou seja, passei mais de um mês lendo esse livro. Arrastado, cansativo e confuso, A Corte do Ar foi uma decepção para mim.

“Quando a órfã Molly Templar testemunha um assassinato brutal no bordel onde foi colocada como aprendiz, seu primeiro instinto é correr de volta para o orfanato em que cresceu. Ao chegar lá e encontrar todos os seus amigos mortos, percebe que ela era o verdadeiro alvo, pois seu sangue contém um segredo muito cobiçado pelos inimigos do Estado. Enquanto isso, Oliver Brooks é acusado pela morte do tio, seu único familiar, e forçado a fugir na companhia de um misterioso agente da Corte do Ar. Perseguido pelo país, Oliver se vê cercado de ladrões, foras da lei e espiões, e pouco a pouco desvenda o segredo que destruiu sua vida.
Molly e Oliver serão confrontados por um poder antigo que se julgava destruído há milênios  e que agora ameaça a própria civilização. Seus inimigos são implacáveis e numerosos, mas os dois órfãos terão a ajuda de um formidável grupo de amigos nesta aventura cheia de ação, drama e intriga.”

Comecei o livro cheia de animação e expectativa, mas logo nas primeiras páginas a leitura desacelerou. No início pensei que fosse um problema de ambientação, afinal o livro é extremamente complexo, com muitas palavras e denominações novas criadas pelo autor para o seu mundo, portanto achei que era apenas questão de me ambientar e me acostumar com todo aquele novo universo. Foi só lá depois da página 50 que, um belo dia, em um momento de confusão e cansaço lendo o livro, folheei seu final e encontrei, quem diria, um glossário! Um glossário de três páginas e vários verbetes.

“- Muitas vezes, aquilo que se cala vale tanto quanto o que se diz e, por vezes, conhecer o futuro pode alterá-lo.” Página 78

Minha primeira impressão foi: isso deveria ter sido avisado logo de cara. MUITO CLARAMENTE. (Errata: está lá, no sumário e na carta do editor, mas bem diluído. Não tenho o costume de ler o sumário e na carta do editor peço desculpas, realmente passou batido.)  Fica a dica: já li livros com glossários, já li livros com termos de difícil tradução ou novos termos criados por um autor e não custa nada mesmo colocar no início do livro um aviso sobre isso. “Caro leitor, dispense alguns minutinhos de sua leitura dirigindo-se ao final do livro e lendo o glossário.” Nem sempre um livro vem acompanhado de um apêndice desses, então sim, avisar é necessário. Não entendi porque isso não foi feito, já que no começo temos uma carta do editor e um prefácio do autor.

Minha segunda impressão? “Oba, agora vou entender esse livro!” Descoberto o glossário, li todos os verbetes com calma e atenção e retomei a leitura, consultando-o mais algumas vezes de vez em quando. E aí veio a decepção: nem o glossário conseguiu ajudar. Ainda assim a leitura continuou sendo arrastada, cansativa e tão complexa que me peguei extremamente confusa em vários momentos. Sinceramente, cheguei a me sentir meio burra até. Como assim não estava conseguindo entender o livro, captar seu sentido? Ainda estou me sentindo assim, mas pensando bem, um leitor não pode se sentir dessa maneira lendo um livro. Desculpem, mas é a minha humilde opinião. O livro tem que ser claro, não nebuloso. E sim, A Corte do Ar foi uma leitura nebulosa: sinto como se seus acontecimentos tenham passado para mim encobertos por algum tipo de névoa – ou melhor, de vapor, e o problema foi mesmo a narração, a escrita do autor.

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Não é que A Corte do Ar seja um livro ruim. Ele tem grandes doses do que mais os amantes de fantasia e ficção científica apreciam. O livro tem protagonistas potencialmente – sublinhem aqui essa palavra – fortes e interessantes, tem uma trama rica e um mundo inteiramente novo, complexo e criado com extremo cuidado. Ao ler, mesmo não gostando, claramente percebi isso: Stephen Hunt criou todo um enorme universo, com lugares, regras, história, política e religião, tudo cuidadosamente imaginado. Porém, seu mundo é tão grande, mas tão enorme, que a impressão que ficou nessa leitura foi que ele era grande demais para o livro. Apesar das 544 páginas do mesmo, esse universo grandioso não coube ali. Ficou faltando muita coisa, muita explicação. Por isso a sensação de nebulosidade também. O autor tem uma história rica e complexa em sua mente, porém não conseguiu passar tudo o que imaginou para o papel. A verdade é que é difícil acompanhar o raciocínio de Stephen Hunt.

Várias vezes lia parágrafos inteiros, enormes, e percebia que tinha chegado ao final deles e captado apenas 10% da leitura. Precisava voltar e reler até entender, até fazer todas as conexões. O autor pula de um assunto para o outro como muda de página; na página anterior, uma coisa, na próxima, já é outra, completamente diferente, rápido demais para assimilar. A melhor palavra para esse livro é: confuso. Extremamente confuso. E quando a gente não entende direito o que está lendo, quando fica tão perdido, a leitura se torna arrastada. Você deixa o livro de lado e vai fazer outra coisa. Não costumo começar a ler outros livros antes de terminar uma leitura, mas dessa vez li cinco livros enquanto lia A Corte do Ar. Simplesmente porque eu me cansava da história e precisava de outra coisa.

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Esse não é um livro que você consiga ler rápido, não é uma obra que você consiga devorar e ler várias páginas seguidamente. Acredito que a melhor maneira de lê-lo seja mesmo por partes. Você lê uma parte, para e vai fazer alguma coisa, e só depois retoma a leitura, com a mente limpa. O problema, ao menos para mim, é que eu não tenho paciência para uma leitura assim. Gosto de livros que me envolvam, livros que me façam querer chegar ao final, não ficar sofrendo para lê-los. E como sofri para ler esse livro. Terminei-o por pura força de vontade. As últimas 50 páginas só faltava ficar fazendo contagem regressiva. “Mais uma, mais uma, vamos, eu consigo.” Horrível ler desse jeito. Não tive nenhum prazer. Minha única sensação durante a leitura foi de extremo cansaço e de alívio ao terminar. Foi como se eu tivesse me livrado de um fardo.

“- Querer viver não é uma covardia, Chaminé Prateada.
– A minha vida impede que três almas agitadas alcancem o padrão supremo. Não tenho qualquer ilusão quanto ao custo da minha própria sobrevivência.” Página 107

E os personagens? Apesar de reconhecê-los fortes, com histórias delineadas, um passado e justificativas, eles pecaram por serem pouquíssimo carismáticos. Há um problema grande quando os personagens que você mais se importa no livro são dois robôs: Rodas Lentas e Chaminé Prateada (uma espécie de máquinas, na verdade, providos de pensamento e até emoções, os homens-vapor). Os personagens principais, Molly e Oliver, são robotizados, com poucas emoções e dramas, parecem que são simplesmente arrastados pela maré por quase todo o livro. Não consegui me conectar emocionalmente com eles, o que foi um problema, pois eles são os principais e acompanhamos suas aventuras pelo livro todo. Eles passaram quase todo o livro separados e quando se encontram, o que eu achei que seria um momento importante, marcante, foi algo que passou despercebido, e novamente me senti desligada do livro, pouco envolvida. Os dois eram personagens interessantes e promissores que se tornaram desinteressantes, ao menos para mim. E Oliver, que tinha um enorme potencial, do nada se tornou o personagem mais poderoso do livro, mudando completamente de personalidade, uma mudança que não senti como gradual. Era como se ele fosse outra pessoa, eu não mais o reconhecia.

Além disso, o livro conta com muitos, muitos personagens. Pessoas demais, histórias demais. E eles não foram suficientemente desenvolvidos para se destacarem. Lembro de alguns nomes, mas não consigo distingui-los, assim como não conseguia durante a leitura, e aí temos mais um motivo para o leitor ficar perdido. Do nada personagens eram inseridos e pouco explicados, com seu pano de fundo diluído em parágrafos e mais parágrafos maçantes. Não consegui gostar deles, não consegui me importar. Uma história que tem personagens pouco carismáticos, por mais grandiosa que seja, não consegue se sustentar. O que senti foi que o autor estava mais preocupado com a ambientação do que com seus personagens, e apesar de importante, o universo é secundário. Nós lemos histórias por causa das pessoas, afinal.

“- Quando outro homem ou outra mulher dão o direito de voto a vocês e dizem que outorgam a liberdade, estão na verdade oferecendo algo que vocês já têm, algo com que já nasceram. Ao fazerem isso, transformam vocês em escravos cheios de gratidão”. Página 111.

A Corte do Ar é um livro que explora profundamente assuntos como política e religião. O autor até ironiza com isso, mostrando uma monarquia e um parlamento fracassados, religiões perdidas e extremistas que chegam a nos fazer refletir, porém a mensagem, que seria ótima, perde-se no oceano de uma narração confusa e cansativa. Há diálogos completamente inúteis, quando o espaço poderia ter muito bem sido aproveitado apenas para explicar melhor a história e inserir um pouco mais de emoção e desenvolvimento de alguns personagens. Minha sincera opinião? É um livro aclamado demais para qualidade de menos. Tem história para ser incrível e memorável, mas deveria ser reescrito e revisado novamente. E nem digo isso em nível nacional, mas sim no país onde foi produzido e editado originalmente. Vamos ser francos: se fosse um livro nacional, passando pelo crivo de editoras daqui, não teria saído da pilha eterna de originais, não da maneira como está. Mas nesse caso, apenas porque é um livro estrangeiro, ele automaticamente ganha um renome e leitores. Chega a ser triste. Ele tem um passado lá fora, e o que é mais importante, ele vendeu, e então chega aqui já famoso.

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A única coisa que sinceramente salvou o livro para mim foi a sua edição brilhante e caprichada, incoerente para um livro tão tedioso. A capa é impecável, tem uma escotilha transparente mostrando a imagem da orelha, um aerostato em um cenário urbano. Papel de qualidade, poucos erros de revisão. Cheira muito bem. É um livro que dá vontade de ter na estante, mas que não dá vontade de ler. E, infelizmente, apenas beleza não enche mesa – ou melhor, uma estante.

Livro gentilmente cedido em parceria para resenha pela Editora Saída de Emergência Brasil.

Ficha Técnica

Título: A Corte do Ar
Autor: Stephen Hunt
Editora: Saída de Emergência Brasil
Páginas: 544
Onde comprar: Livraria Cultura / Livraria Cultura (e-book) / Amazon (e-book)
Avaliação: 

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  • Rita Cruz disse:

    Poxa, só posso dizer que perdi totalmente o ineresse no livro agora. E concordo com o que disse sobre o livro chegar aqui famoso e vender apenas pelo renome. Isso é triste, cara.
    Leituras arrastadas são péssimas. Estou do mesmo jeito com um livro que comecei a ler há umas 2 semanas e não cheguei a página 100 ainda, coisa que eu geralmente faço em um dia.
    Tenho vontade de conhecer obras do gênero steampunk, mas este já saiu da minha lista, pois a última coisa que eu preciso para 2014 é mais uma leitura arrastada e infindável.
    Adorei a resenha. Crítica, sincera e expressa perfeitamente a sua impressão a respeito de todos os aspectos da obra.

  • Karen disse:

    Pois é, Rita, como você eu não consigo com leituras arrastadas. Para mim, livro bom mesmo é dinâmico e rápido de ler; não importa o tamanho, mas você tem que devorar. Ter vontade de continuar a leitura. É triste ver que autores brasileiros muito melhores sofrem tanto e muitas vezes continuam engavetados quando livros estrangeiros entram e vendem fácil por causa do renome. =/
    Uma dica de steampunk é série Alma?!, aqui no blog tem resenha, a Lany leu e adorou. 😉
    Obrigada pelos elogios! Também gosto de resenhas sinceras, pois como leitora, não gosto de me enganar e depois ser pega de surpresa por um livro que não é aquilo que eu esperava.

  • Michelle Agda disse:

    è a primeira vez que ouço falar desse tal de gênero steampunk, o que, por sinal, me chamou muito a atenção 🙂
    É uma pena saber que o livro foi um pouco cansativo, pois só de ver a capa fiquei mega entusiasmada para lê-lo, e agora estou com um pé atras para lê-lo :/

  • Karen disse:

    Então, Michelle, eu também me apaixonei pela capa e pela edição, é tudo muito caprichado! Mas o conteúdo… não deu pra mim. Mas é assim, cada um tem seu gosto, quem sabe se você experimentar o livro não vai gostar dele?

  • Carol Della Torre disse:

    É realmente horrível quando nos decepcionamos com uma leitura, nada pior do que ouvir maravilhas sobre um livro e quando você se arrisca na leitura acaba não conseguindo amar tanto quanto as outras pessoas “/
    Já tinha visto alguns comentários sobre A Corte do Ar no último mês, mas não me cheguei a me interessar pela leitura. Depois de ver seus comentários fico feliz por isso! Espero que sua próxima leitura seja muito mais proveitosa.
    Beijos, http://rehabliteraria.blogspot.com.br/

  • Karen disse:

    Ai eu também espero que a minha próxima leitura seja melhor, Carol! rs Estou lendo Teardrop… não é assim ótimo, mas está melhor que A Corte do Ar, se bem que são dois livros completamente diferentes, não dá muito pra comparar.
    Fico tão chateada quando esperava muito de um livro e ele decepciona. Blé.

  • Edna Dias disse:

    Puxa 🙁
    Queria tanto ler, que pena que vc não curtiu… Eu levo em consideração as resenhas e opiniões que leio e já li alguns comentários ruins sobre o livro…
    Curto muito este estilo, gosto de fantasia, sobrenatural e tava empolgada ainda…
    Pelo menos o livro é lindo… Embeleza a estante, hehehe.
    Vou deixar esta leitura pra depois…

  • Karen disse:

    É, Edna, eu também levo muito em consideração as resenhas que leio… por isso fiquei espantada porque muita gente tá aí falando bem desse livro e ele foi um tédio pra mim. Pelo menos encontrei uma outra blogueira outro enquanto comentava no twitter que também não curtiu, fiquei mais aliviada! rs
    De fato, ele é lindo e embeleza a estante. Mas é só.
    Mas quem sabe se você tentar lê-lo não vá gostar? Gosto é gosto de cada um mesmo.

  • Debora Miller disse:

    Eu senti a mesma coisa. Achei o mundo criado por Hunt complexo, difícil de se entender em suas nuances e só depois da página 350 que o livro começou a engrenar. Mas diferentemente de vc eu me senti bem envolvida pela história do livro. Gostei dos protagonistas, odiei os vilões. Eu realmente gostei muito do livro.

  • Karen disse:

    Nossa, mas engrenar depois da página 350 é demais né? Quer dizer… tudo isso pra engrenar a leitura? Já vi gente que abandonou na 200. Até chegar aí você já perdeu o interesse de muitos leitores…
    Eu achei que a história seria incrível se tivesse outra narração, se fosse reescrita. Mas achei o vilão super caricato. Definitivamente os personagens não me conquistaram, exceto os homens-vapor. =D

  • Nayara disse:

    Eu teria a mesma curiosidade que você no começo!
    Eu sou daquelas que me encanto pela capa do livro e já aumento a expectativa por isso!
    E ler um livro confuso e cansativo é o pior! A leitura demora muitooo… e eu não tenho paciência… hahah.
    Beijos!

  • Karen disse:

    Pois é, menina, com uma capa dessas e com o capricho da edição?! Eu fiquei curiosíssima. Infelizmente é aquele negócio: não julgue o livro pela capa. Vivendo (lendo) e aprendendo.

  • Dâmaris Carvalho Lima disse:

    Achei que o livro fosse interessante, a capa me chamou muito atenção, mas todo lugar tá falando que o livro é cansativo o.O

  • Shadai disse:

    Eu já sabia antes que não iria gostar desse livro, não tinha me chamado nada atenção. E agora, é total certeza de que não chegarei nem perto de lê-lo.
    Não sou fã de fantasias e ficção, e ainda sendo longo, me desanima total. Muitos personagens também não são do meu agrado.
    História confusa, complicada, cansativa, muitas coisas negativas.
    Já aconteceu isso comigo de não ver a hora de terminar um livro chato, de praticamente contar as páginas para finalmente se livrar dele, já que não sou de abandonar.

    ps: adoro resenhas imparciais sobre livros cedidos por editora parceira.

  • Samira Machado disse:

    Eu estava morrendo de vontade de ler esse livro. A capa e a diagramação são lindas e a história me parece muito interessante, mas depois de ler a sua resenha fiquei muito desanimada. Como eu já comprei o livro acredito que eu deva seguir o seu conselho e lê-lo em partes ou até ler outros livros enquanto estiver lendo ele.

  • Marília Sena disse:

    Eu acho a capa desse livro tão linda, que esse já é um bom motivo para começar a ler hahahaha.

  • Marília Sena disse:

    Eu acho a capa desse livro tão linda, que esse já é um bom motivo para começar a ler hahahaha.

  • Bruu Gonçalves disse:

    Eu ouvi tanta gente falando desse livro que minha vontade de ler estava absurdamente alta, mas eu odeio leituras cansativas e eu não consigo simplesmente abandonar, e eu vou ficar irritada pq querer terminar logo éé 🙁 e mais uma vez RESENHAS SINCERAS!!! Gosto tanto disso, facilita a minha vida kkk

  • Gabriela S. disse:

    Eu sou apaixonada pela capa desse livro! Acho muito bonita, rs.
    Pena que você falou que ele é meio tedioso. rs =/
    Amei a resenha! Beijos!

  • Valquiria Aparecida Ilnitski Chimanski disse:

    Ufa… consegui terminar de ler a resenha! Sim ela é um pouquinho longa mas não foi por isso que eu quase não terminei, foi pela desanimação com o livro mesmo haah
    Fantasia não é meu forte, não conhecia o livro nem o autor tenho acompanhado pouco os lançamentos porém, com a sinopse eu ate leria. Mas já vou parando nela por que, depois de ler esta resenha definitivamente não dá pra mim. Como falei fantasia não é meu forte, mas não é só isso. assim como você eu preciso me envolver com a historia e com os personagens e a leitura sendo arrastada não tem como isso acontecer, além de que essa coisa de politica, religião monarquia não definitivamente não obrigada. Outra coisa que me desanimou foi o excesso de personagens pra mim não serve também, acaba dando um no na minha cabeça.

    Tenho de concordar que a capa e a diagramação ficaram lindas mas de que adianta? Me lembrei bem de um livro da NC que foi feito um estardalhaço no dia (e antes até ) do lançamento pra nada. A decepção dos blogueiros (ou da maioria deles) foi enorme.
    E tenho a impressão que com este livro foi o mesmo.
    Fazer o que nem sempre acertamos na escolha da leitura.

    Hurgs,

  • Evelise Ciriraco disse:

    Eu quero muito ler esse livro! A história parece muito boa, sem contar que a capa é linda!
    Beijos!

  • Vivi Lemes disse:

    Pelas resenhas que vi por aí foi exatamente essa a sensação transmitida: de um livro para ler em partes. Pelas resenhas estou achando ele bom, mas pelo que vejo melhor não ir também com muita expectativa!

  • Jairo Canova disse:

    Já li bastante coisa Steampunk e até agora todos tem mais estética do que conteúdo, pena que esse n parece ser diferente;

  • Mayara Mendonça disse:

    Nunca li nada Steampunk, mas já sei que vou passar longe de A corte do ar. Tenho tendência a abandonar livros em que a história é devagar demais. :/ A capa e a edição são realmente bem caprichadas.

  • Ycaro Santana disse:

    Nunca li este livro, e depoius da sua resneha não pretendo lê-lo mais. Com mais aspectos negativos do que positivos, eu prefiro não o ler!
    Abraços ,

  • Resenha: A Filha do Sangue « Por Essas Páginas disse:

    […] lido anteriormente dois lançamentos da Saída de Emergência Brasil que não me agradaram: A Corte do Ar e O Clone de Cristo, confesso que eu estava bastante reticente quando a ler esse novo […]

  • evelin disse:

    éééééééééé maravilhoso

  • Nayara disse:

    Pois é, a capa e a edição são realmente maravilhosas ! É um livro que tinha tudo pra dar certo mas não foi explorado corretamente .
    A história é realmente maçante e tediosa, os personagens são ignorados pelo autor, que não os desenvolve. Realmente uma pena.

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