Resenha: A catastrófica história de nós dois

Eu não consegui ler esse livro antes do final de setembro! Isso porque ele faz parte do Desafio Realmente Desafiante 2013, promovido pela Clícia do blog Silêncio que eu to lendo. Acabei atrasando a leitura, mas enfim, fica para esse mês. O item do desafio é o 9. Ler um livro cujo título tenha mais de 5 palavras.

A_CATASTROFICA_HISTORIA_DE_NOS_DOIS

Sinopse: “Pouco antes de completar 16 anos, Brie Eagan morre, literalmente, depois de ouvir do namorado que ele não a ama mais. E acaba descobrindo que o amor é ainda mais complicado do que ela poderia imaginar em vida. Com a ajuda de Patrick, uma alma perdida residente, Brie precisa passar pelos cinco estágios do luto até restaurar sua fé no amor e estar pronta para encarar a vida após a morte. Lidando com temas delicados como morte, mágoa e perdão, Jess Rothenberg estreia na literatura com um romance envolvente e emocionante que tem tudo para agradar os jovens brasileiros.” Fonte

Brie (como o queijo Brie), era uma adolescente com uma vida singular: pais amorosos, irmão sapeca e inteligente, um cachorro, três melhores amigas e um namorado que ela achava que era amor para a vida toda. Bem, de certo modo, foi para a vida toda, porque no dia em que ele confessou que não a amava, ela teve uma parada cardíaca e morreu.

Nossa, Lucy! Que coisa mais fria de se dizer! Desculpem, mas foi simples assim: ele disse “eu não te amo” e ela teve uma insuficiência cardíaca aguda fatal. Claro que simples não quer dizer que seja menos triste, não apenas para aqueles que ficaram, mas principalmente para Brie, que agora se sente completamente sozinha.

Resumindo, a eternidade não era tão legal quanto parece.

No “céu”, Brie conhece Patrick, Alma Perdida residente, que passa a ajudá-la com sua nova condição e a passar pelos estágios iniciais da pós-morte: Negação, Raiva, Barganha, Tristeza e Aceitação.

 Patrick também ajuda Brie a voltar para a Terra e ver como estão as coisas por lá. Eles literalmente saltam para ver como estão as coisas com a família e amigos de Brie. E Jacob, claro. Brie descobre que sua família está desmoronando aos poucos e também se torna mais obcecada em descobrir por quem Jacob se apaixonou – porque é claro que ele deve ter se apaixonado por outra pessoa para falar que não amava Brie daquela forma fria e deixá-la morrer (como se ele pudesse impedir também).

O inferno é quando as pessoas que você mais ama alcançam a sua alma e arrancam de você. E fazem isso porque podem. (página 171)

Respirei fundo e abri [os olhos]. Então, encostei a cabeça no peito de Patrick e vi meu antigo mundo perfeito pegar fogo lentamente. (página 172)

Nesse ponto eu achei a Brie egoísta e infantil, porque ela simplesmente jogou toda a culpa de sua morte em cima de Jacob e resolve aprontar com ele, ainda mais quando descobre que ele se encontrava com sua melhor amiga às escondidas e acaba tirando suas próprias conclusões. Aqui o importante é nunca julgar precipitadamente, ainda mais quando você não conhece a história inteira.

Como Brie não conseguia enxergar nada além da própria dor, ela decidiu se vingar. Embora o papel de mártir e anjo vingador não seja a melhor característica de Brie, não posso realmente culpá-la por isso, talvez se eu fosse uma fantasma adolescente de 15 anos, eu também julgaria precipitadamente muita coisa para depois parar para pensar que não é tudo preto no branco, mas isso não justifica o desejo de vingança e por um momento eu realmente fiquei com medo pelas pessoas que ela tentava machucar.

Estava cansada de ser sempre a boazinha. Estava cansada de ser sempre a boa amiga de quem todo mundo se aproveita. Então, pelo menos uma vez, tomei providências quanto a isso. E, tudo bem, sim, talvez algumas pessoas tenham ficado feridas no caminho.
Mas e daí? Elas mereciam ser feridas. (página 216)

Patrick tenta ajudar Brie a cair na real, mas para piorar ela ainda por cima é tentada a conseguir uma chance de voltar e fazer as coisas diferentes. Mas a um custo muito alto.

A narrativa é em primeira pessoa, do ponto de vista de Brie, então podem esperar uma narrativa simples e descomplicada, sem muitos mistérios. O toque sobrenatural é bem forte, a ponto de fazer Brie e Patrick aqueles fantasminhas que gostam de assustar em alguns momentos, mas não é pra tanto, também.

Quando eu comecei a ler esse livro, o título me pareceu ser exclusivamente sobre o amor que Brie sentia pelo Jacob. Mas, como eu disse ali em cima, não se pode julgar precipitadamente. Embora Brie não tenha facilitado para que eu gostasse dela no começo, ela evoluiu e o que temos é uma história de amor muito bonita e tocante. Patrick é um doce, gostei muito dele e nem quero/posso falar muito sobre ele, quem quiser saber, tem que ler.

E para quem gosta de músicas, o livro é recheado de referências de músicas dos anos 80/90, todos os capítulos têm sua própria trilha sonora. Achei isso bacana, apesar de não ser uma pessoa que lê com trilhas sonoras acompanhando, mas houve momentos em que conseguia associar o capítulo à música-tema.

Recomendo a leitura para quem gosta de sessão da tarde chuvosa e filme romântico.

Ficha técnica:

Nome: A catastrófica história de nós dois
Autor: Jess Rothenberg
Páginas: 384
Editora: Rocco
Onde Comprar: Livraria Cultura / Livraria Cultura (e-book) /Amazon
Minha avaliação:

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  • Rossana Batista disse:

    Eu também não tenho costume de ler ouvindo a trilha sonora que é recomendada no livro, prefiro escutá-las depois. A capa desse livro é linda q a história até que me interessou, quero conhecer a Brie e o Jacob.

  • Lucy disse:

    Oi, Rossana! Espero que tenha oportunidade de ler e goste da história! É uma fofura!
    Bjos

  • Roberta Moraes disse:

    Nossa, fiquei tão curiosa para saber a cena em que a Brie morre porque o namorado diz que não a ama. E ainda quero saber de tudo, tudo mesmo. Sem falar que adoro livros narrados em primeira pessoas já que me sinto mais próxima da história.

  • Lucy disse:

    Oi, Roberta! Eu também gosto de narrativa em primeira pessoa, alguns personagens-narradores simplesmente cativam a gente!
    É bem inusitado, acho que você só entenderia a cena toda no final, quando mostra “de verdade”. rsrs
    Bjos!

  • Jessica Lisboa disse:

    O que me interessou bastante no livro foram os personagens, achei eles muito bons. E achei a capa muito bonita, espero um dia poder ler.

    xx

  • Lucy disse:

    Oi, Jéssica! A capa realmente chama a atenção, espero que quando você conseguir ler, você aprecie a leitura!
    bjos

  • Caroline Centeno disse:

    Oi gurias.
    Não gostei da sinopse, pensei que fosse para rir no momento que ela morre e não foi bem assim.Então pareceu muito egoísmo da protagonista jogar a culpa no coitado do Jacob e já imagino ela sendo um porre com Patrick por ter falecido de uma maneira tão estranha xD
    Bom, não me chamou tanto a atenção e provavelmente só irei ler se estiver com preço bem baixo xDD

  • Lucy disse:

    Oi, Carol! Olha… Você meio que descreveu uma parte do livro… hahaha Mas não é pra tanto, como eu disse, nada ali é tão preto no branco. Quem sabe se um dia você tiver oportunidade (e vontade) de ler, você não muda de ideia?
    Bjos

  • Jullyane Prado disse:

    Nossa essa capa é linda e a resenha me prendeu ainda mais. Muito fofa a história e nossa gente que homem maldoso dizer na cara da namorada que não a ama posso até enxergar o coração da garota em pedaços!! Ela tem que se vingar mesmo!!!!

  • Lucy disse:

    Hahaha! Nossa, Ju!
    Não posso contar spoilers, mas se você ler, vai ver que a vingança não é justificada!
    Bjos!

  • Shadai disse:

    gostei do título desse livro, mas não sei eu gostei dele (pela resenha)
    tem pontos interessantes, mas ao mesmo tempo um pouco “bregas” de mais para mim, pois fantasma assombrando seu ex é mesmo sessão da tarde.
    acho que se começasse iria acabar me envolvendo e gostando da história e leria bem curioso para saber como acabaria, apesar de que seria, previsivelmente, bem.

  • Lucy disse:

    Oi, Shadai! Não sei se “brega” seria o melhor termo. Acho que podemos dizer que é um tema “batido” e comum por já ter sido usado, mas tem elementos que o diferenciam de outras obras que vimos por aí. Então acho que vale sim você dar uma olhada. Se o final é previsível? Bem… eu não achei tão previsível depois de determinado acontecimento, pelo menos ele não acabou da forma como eu achei que acabaria. rsrs
    Bjos!

  • Dudinha disse:

    Rá! Quer dizer que o luto não é unilateral, quem parte também sofre dos mesmos sintomas de quem fica. 8-) Isso me lembra Ghost. =D
    Mas é pouco comum história com fantasma, não lembro de ter lido antes.
    A capa é interessante.
    Pela sinopse achei que tivesse certa dose de humor… E também, talvez, para quebrar um pouco da seriedade do tema: “morrer de amor”… ou em decorrência do desamor da pessoa amada…; vida após a morte, sei lá…
    Contudo, parece ser um bom livro.

  • Lucy disse:

    Oi, Dudinha!
    Hm… Humor tem, mas não é um livro de comédia, então temos só aquelas piadas que fazem você sorrir e muito de vez em quando. O tema remete mesmo ao romance com pitada de drama, lembrando que estamos falando de uma adolescente. rsrs
    Bjos!

  • Isa Aragão disse:

    Também não gosto de ler livro com música. Para mim, ou um ou outro. Os dois juntos não dão certo. O livro, apesar de que fiquei um pouco curiosa, não me chamou tanta atenção. Parece um livro clichê. Mas, talvez, eu não dê uma chance para ele ^^

  • Lucy disse:

    Oi, Isa! Não sou uma pessoa muito “musical”, mas ou me concentro no livro ou na música. Engraçado que consigo trabalhar ouvindo música, mas para ler eu não curto tanto. rsrs
    O livro não é tão clichê assim, se você der uma chance a ele, você vai ver. ;)
    bjos!

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