Resenha: A Menina Que Brincava Com Fogo

Olá amigos e sejam bem vindos a minha última resenha do ano! 2016! Viva! Espero que este seja um ano de muitas leituras boas para vocês, que todas as suas sagas se completem e que haja muito espaço em tua estante! Mas vamos ao que interessa. Recentemente chegou em minhas mãos Millenium 2 e estava ansioso/prazo apertando para resenhar este livro. Será que Millenium 2 cumpre o que promete? Lembrando que o livro já foi resenhado pela Lucy.

A_MENINA_QUE_BRINCAVA_COM_FOGO_143716811822470SK1437168118B“Não há inocentes. Apenas diferentes graus de responsabilidade”, raciocina Lisbeth Salander, protagonista de A menina que brincava com fogo, de Stieg Larsson. O autor – um jornalista sueco especializado em desmascarar organizações de extrema direita em seu país – morreu sem presenciar o sucesso de sua premiada saga policial, que, somente na Europa, já vendeu mais de 6,5 milhões de exemplares. Nada é o que parece ser nas histórias de Larsson. A própria Lisbeth parece uma garota frágil, mas é uma mulher determinada, ardilosa, perita tanto nas artimanhas da ciberpirataria quanto nas táticas do pugilismo, que sabe atacar com precisão quando se vê acuada. Mikael Blomkvist pode parecer apenas um jornalista em busca de um furo, mas no fundo é um investigador obstinado em desenterrar os crimes obscuros da sociedade sueca, sejam os cometidos por repórteres sensacionalistas, sejam os praticados por magistrados corruptos ou ainda aqueles perpetrados por lobos em pele de cordeiro. Um destes, o tutor de Lisbeth, foi morto a tiros. Na mesma noite, contudo, dois cordeiros também foram assassinados: um jornalista e uma criminologista que estavam prestes a denunciar uma rede de tráfico de mulheres. A arma usada nos crimes – um Colt 45 Magnum – não só foi a mesma como nela foram encontradas as impressões digitais de Lisbeth. Procurada por triplo homicídio, a moça desaparece. Mikael sabe que ela apenas está esperando o momento certo para provar que não é culpada e fazer justiça – a seu modo. Mas ele também sabe que precisa encontrá-la o mais rapidamente possível, pois mesmo uma jovem tão talentosa pode deparar-se com inimigos muito mais formidáveis – e que, se a polícia ou os bandidos a acharem primeiro, o resultado pode ser funesto, para ambos os lados. A menina que brincava com fogo segue as regras clássicas dos melhores thrillers, aplicando-as a elementos contemporâneos, como as novas tecnologias e os ícones da cultura pop. O resultado é um romance ao mesmo tempo movimentado e sangrento, intrigante e impossível de ser deixado de lado. Fonte: Skoob.

Millenium 2 tem um fundo interessante, Lisbeth sendo acusada de assassinato de uma dupla de jornalistas prestes a publicar uma bomba que irá afetar policiais e políticos envolvidos com tráfico de mulheres. A execução no entanto poderia ter sido muito melhor.

Começo arrastado e um capítulo minúsculo e inútil de nossa heroina favorita – Lisbeth Salander – vamos acompanhando a moçoila agora podre de rica, siliconada e livin’ la vida loca, de férias eternas e seduzindo moçoilos. Claro que a confusão bate a sua porta e Lisbeth salva uma moça genérica de ser assassinado por seu marido genérico em uma ilha esquecível com seu peguete igualmente esquecível.

Seguimos então com Mikael chorando as pitangas por ter tomado um pé na bunda de Lisbeth e ao mesmo tempo lidando com o artigo/livro bomba de Dag e Mia – os jornalistas que estão investigando esse círculo de prostituição que já mencionamos. Muitos capítulos maçantes sobre o cartel e os personagens envolvidos, e como  diabos eles vão publicar tudo isso somado a decisões editoriais. Parece até que estamos lendo um livro sobre como ser jornalista/editor.

Alías Mikael é uma sombra de si mesmo neste livro. Não temos o Super Blomkvist investigando e quebrando a cabeça com um mistério impossível e tentando salvar o dia. A falsa acusação de Lisbeth é desvendada mais pela própria do que por Mikael, que parece simplesmente acompanhar a investigação da moça.

Paralelamente a estes assuntos soníferos, nosso velho amigo Bjurman -tutor de Lisbeth/porco estuprador – está furioso com a moça e decide cavocar o passado dela para se munir de informações e lutar contra a chantagem imposta no último livro. Quem procura acha e logo parte para ação, porém percebe que encontrou algo mais sinistro do que pretendia.

Tudo isso culmina com Lisbeth sendo acusada de assassinar Dag, Mia e seu tutor – aparentemente também envolvido no assassinato dos jornalistas. Lisbeth dispara em fuga e começa a contra atacar através de muito hacking e investigação para tentar provar sua inocencia e encontrar/matar os culpados por essa falsa acusação. E é aqui depois de xx páginas que o livro poderia se tornar interessante (apesar de que já deveria ter se tornado bem antes).

Entra em cena uma série de capítulos inúteis com personagens igualmente irrelevantes sobre a investigação de Lisbeth. Os detetives com nomes suecos esquecíveis e impronunciáveis, assumem a dianteira e poucos detalhes realmente são importantes, nada que não poderia ter sido resumido e muita gente cortada.

Lisbeth aparece muito tarde no livro e simplesmente não está tão crível quanto antes. Enquanto ela era uma hacker esquelética com algumas malandragens no bolso e atitudes psicóticas bem executadas ela era uma personagem mais próxima da realidade. Agora Lisbeth é uma ninja/motoqueira/super hacker/007 e ficou muito forçado.

Quando o livro fica realmente bom já estamos nos últimos capítulos, obviamente a resolução da investigação de Lisbeth e o motivo de sua falsa acusação. Aqui posso dizer que o autor se redime um pouco, perdendo alguns pontos por ter deixado o gancho para o próximo livro. Depois dessa enrolação titânica, é ilusão querer conquistar o leitor ou achar que ele vai continuar lendo essa obra.

Millenium não cumpre o que promete, não é uma sequencia honorável nem um thriller que emociona ou entretém. No máximo sacia a curiosidade sobre o que acontece de interessante na vida de Lisbeth/Mikael e só. Leia um resumo que encontrar na net e você estará melhor servido.

Livro gentilmente cedido para resenha pela Editora Companhia das Letras.

Ficha Técnica

Título: A Menina Que Brincava Com Fogo
Autor: Stieg Larsson
Editora: Companhia das Letras
Páginas: 608
Onde comprar:  Amazon / Submarino / Americanas
Avaliação: 

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  • Douglas Fernandes disse:

    Eu sou fã de thriller, pra mim é um dos gêneros que mais me prende, eu até tenho esse livro, mas nao li o primeiro e nao tenho 🙁 Eu só vi o filme, até achei bacana, mas sabe como é diferente os livros dos filmes né.. hahahahah
    Uma pena quando um thriller fica abaixo do esperado, eu já fico na duvida, mas enfim quando eu conseguir os livros acho que animo ler sim, apesar desses pontos negativos

  • Milena Soares disse:

    Olá! Ainda não li nenhum livro dessa série, curto muito um thriller e gosto muito do filme, apesar da resenha negativa continuo bastante curiosa em conferi os livros.
    Feliz 2016! =D

  • Daniele Reis disse:

    Nunca li um thriller, não sei se é um gênero que eu curtiria … só lendo para saber. 🙂

  • Maristela G Rezende disse:

    Esse é o tipo de leitura que adoro. Pura adrenalina, grande expectativa quanto ao desenrolar da história. Preciso desse livro, não resta a menor dúvida. Gostei da sua resenha, está muiiiito boa mesmo.

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