Resenha: À Procura de Audrey

_PROCURA_DE_AUDREYAudrey, 14 anos, leva uma vida relativamente comum, até que começa a sofrer bullying na escola. Aos poucos, a menina perde completamente a vontade de estudar e conhecer novas pessoas. Sem coragem de sair de casa e escondida por um par de óculos escuros, a luz parece ter mesmo sumido de sua vida. Até que ela encontra Linus e aprende uma valiosa lição: mesmo perdida, uma pessoa pode encontrar o amor. Fonte

Quando soube que Sophie Kinsella lançaria um YA, eu logo me interessei. Inclusive, comprei e o levei para ela autografar, na ocasião em que ela esteve aqui no Brasil.

Para quem conhece a autora, o estilo dela sempre foi Chic-lit, romances mais voltados ao público feminino e, embora esse livro pareça mais voltado ao público feminino adolescente, pode ser lido pelo público masculino numa boa.

Audrey é uma jovem de 14 anos que vive reclusa em casa, usando óculos escuros. Atualmente, ela não gosta de sair sozinha, não gosta de ser tocada e não gosta de pessoas, no geral. Menos sua família, ela consegue tolerá-los. Pois é, Audrey sofreu bullying na escola e agora ela está passando por um processo de recuperação lento, com auxílio de medicação e terapia.

Dito isso, o fato é que não ficamos sabendo o que ocasionou os problemas de Audrey. Ela sofreu bullying e ponto. O livro não trata do bullying em si, que é horrível, mas retrata o processo de recuperação de Audrey. Ou, melhor dizendo, o tratamento.

Audrey tem a sorte de contar com sua família, embora não seja uma família lá muito convencional. A mãe de vez em quando tem seus chiliques – o que é muito engraçado – por causa de seu irmão, que é viciado em vídeo-game e sonha em ser jogador profissional. Seu pai é um pouco mais discreto e tolerante e seu irmão mais novo ainda está aprendendo a falar direito. Mas é inconfundível o apoio que eles dão a Audrey e isso conta muito.

O processo de recuperação de Audrey meio que dá uma guinada quando ela conhece o amigo do irmão, Linus. Os dois desenvolvem um relacionamento gradualmente e Audrey começa a se sentir mais confortável com as pessoas e consigo mesma a partir do momento que permite a aproximação de Linus – e graças a várias idas ao Starbucks.

Então você deve me perguntar: Afinal, o que aconteceu com ela? Gente, é realmente importante saber que tipo de maldade foi feito a uma pessoa que está sofrendo de depressão e síndrome do pânico? Eu acho que isso só dá margem a julgamentos estereotipados, porque quem está de fora pode pensar “nossa, mas eu sofri isso e sobrevivi sem uma crise sequer, sem terapia, nem nada”. E eu respondo: Que bom pra você, mas nem todo mundo tem a sorte de ter o sangue frio que nem o seu, não é mesmo? Outra coisa, por que eu devo dar atenção às pessoas que praticaram o bullying? Elas merecem meu total desprezo.

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Não esperem um livro que trate de “vingança” contra as pessoas bullies malvadas. Não esperem um livro que tenha moral da história de “bullying é ruim, não pratique e denuncie se acontecer com você ou alguém que você conheça” – mesmo porque quero acreditar que todos já tenham consciência disso! (Se bem que… Tem coisas que vejo por aí que parece que estamos regredindo à Idade Média…) Mas enfim, o que eu quero dizer que esse livro é um retrato da luta de uma pessoa que não quer mais sentir a dor que sente, que quer superar um trauma e seguir com sua vida, por mais difícil que pareça. E que também existem os altos e baixos desse tratamento, não é um processo rápido e não é “mimimi”. Pode levar meses, pode levar anos! Mas mesmo com os altos e baixos, Audrey não quer desistir.

E, convenhamos, a Audrey é uma lutadora.

Leiam e tirem suas conclusões.

Ficha técnica: Nome: À procura de Audrey Autor: Sophie Kinsella Páginas: 336 Onde comprar: Livraria Cultura / Kobo / Saraiva / Saraiva Digital / Submarino / Minha avaliação: 

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  • Fabiana disse:

    Embora eu goste de livros com tema bullying, este me pareceu juvenil demais. Geralmente esse temas me mostram um outro lado das coisas, só vemos a agressão mas nunca o que o agredido sente. Essa resenha me lembrou “juntando os pedaços”, um livro fofo.

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