Resenha: A Rainha Branca e A Rainha Vermelha

Oi pessoal!

Esta vai ser minha primeira resenha 2-em-1. Em breve farei a resenha de A Senhora das Águas, de Philippa Gregory, que é o terceiro livro da série Guerra dos Primos, que fala sobre o final da Guerra dos Cem Anos e o início e auge da Guerra das Rosas. É que os 2 primeiros livros eu li antes de fazer parte da equipe do blog e já faz um tempinho. Infelizmente como minha memória é bem ruinzinha estas resenhas não vão ser muito precisas, nem as minhas melhores. Mas queria poder oferecer a vocês um pouquinho sobre os 2 primeiros livros, para depois apresentar a resenha do terceiro, que estou lendo atualmente.

Espero que dê pra ter uma ideia.

A_RAINHA_BRANCAIrmãos e primos lutam entre si para conquistar o trono da Inglaterra neste fascinante relato da Guerra das Duas Rosas, o conflito que opôs a Casa de Lancaster, cujo símbolo é uma rosa vermelha, à Casa de York, representada pela rosa branca. Em meio à guerra, a viúva Elizabeth Woodville desperta a atenção do jovem rei Eduardo IV, e os dois se casam em segredo.

Rainha em um país instável, Elizabeth se vê enredada nas intrigas da corte, ao mesmo tempo em que luta pelo êxito de sua família e precisa enfrentar inimigos poderosos, como os irmãos do rei.

A Rainha Branca é o primeiro volume da série A Guerra dos Primos, que relata a ascensão da dinastia Tudor ao poder. (Fonte)

Já faz um tempo que li este livro e na época ainda nem pensava em fazer parte do blog. Dei uma folheada pra relembrar. Então, vamos lá.

A impressão que ficou e que me lembro bem é a de Elizabeth Woodville como uma mulher forte e apaixonada, um pouco misteriosa, que pode ouvir o canto de Melusina, uma deusa das águas, e uma mãe dedicada. Gostei muito do livro e me lembro de ter me envolvido bastante na leitura.

Como já contei pra vocês no post de Queda de Gigantes, sou fãzona de romances históricos. O interessante, pra mim, nestes romances é que os fatos em si já são conhecidos, o que se tem na obra é uma nova roupagem, um novo ângulo, uma forma mais próxima de se ver a história. Só temos que sempre ter em mente que estas são obras de entretenimento que utilizam fatos e personagens históricos e não são biografias exatas.

Enfim, este livro se passa na época da Guerra das Rosas, entre os Lancaster (rosa vermelha) e os York (rosa branca) e sua luta pelo trono da Inglaterra, que parecia uma dança das cadeiras, cada hora era um que estava no trono e outro já estava pronto para puxar seu tapete. Um período em que ninguém podia confiar em ninguém. Nem mesmo na própria família. O casamento de Elizabeth e Edward traz inimigos e eles passam todo seu casamento lutando para defender o trono.

Há uma mudança notável no comportamento de Elizabeth, acho que posso dizer até mesmo na personalidade dela. Se no início é uma mulher doce e tranquila, depois passa a ser uma mulher forte que também deseja o trono. Mas confesso que acho que na situação dela eu também mudaria. Se pra defender minha família eu tivesse que lutar pelo poder, eu lutaria. 

O que fica um pouquinho confuso é que o livro é narrado em primeira pessoa, mas há relato de batalhas nas quais Elizabeth não estava presente. Nisso a autora comeu bola!

Mas, apesar disso, achei o livro muito bom e envolvente. Consegui entrar na história e no período, consegui torcer por ela e por Edward. A relação de Elizabeth com sua filha, também Elizabeth, acho que foi minha parte favorita.  

Ficha Técnica

Título: A Rainha Branca
Autor: Philippa Gregory
Páginas: 434
Editora: Record
Onde comprar: Livraria Cultura
Minha Avaliação: 

A_RAINHA_VERMELHAA Inglaterra enfrenta tempos conturbados. A Guerra dos Cem Anos se aproxima do fim, e o exército inglês retira-se, derrotado, dos territórios franceses. Neste momento decisivo em que o país precisa de um soberano forte, o rei, Henrique VI de Lancaster, mostra-se completamente manipulado pela esposa, Margarida de Anjou. Estrangeira, odiada pelo povo, mãe de um príncipe ainda bebê, ela presencia, aflita, os primeiros sinais de loucura do marido. A maioria dos nobres prefere que Ricardo, duque de York, assuma o trono. O cenário, dessa forma, torna-se propício à guerra civil.

Herdeira da Casa de Lancaster, cujo símbolo é uma rosa vermelha, Margaret Beaufort. Aos 13 anos ela se vê forçada a um casamento sem amor com o nobre Edmund Tudor, que tem o dobro de sua idade, e se muda para o remoto País de Gales. Ela acredita que um grande destino a aguarda. Prima do rei, extremamente religiosa, ela crê que sua família foi escolhida por Deus para governar a Inglaterra, e nem a doença do monarca é capaz de pôr em risco suas convicções. Um ano depois, viúva, mãe do menino Henrique, ela decide dedicar sua vida solitária a pôr o filho no trono da Inglaterra, sem se importar com as consequências.

Quando os York se consolidam no poder, Margaret envia o filho para o exílio com o tio, Jasper Tudor, a fim de mantê-lo em segurança. Viúva novamente após o segundo casamento, ela une ao implacável lorde Stanley e estabelece alianças perigosas, além de prometer Henrique em casamento à filha de sua maior inimiga, a rainha Elizabeth Woodville. Com o apoio do terceiro marido, Margaret lidera uma das maiores rebeliões de seu tempo. Enquanto isso, seu filho cresce, torna-se homem, recruta o próprio exército e aguarda a primeira oportunidade para conquistar o trono que considera seu por direito.

Um romance repleto de conspirações, paixões e traição, A Rainha Vermelha traz de volta à vida a matriarca dos Tudor, uma mulher orgulhosa e determinada que acredita que, sozinha, pode mudar o curso da história. (Fonte)

Eu me lembro bem de que na época que li, pela capa, achei que eu gostaria muito mais de A Rainha Vermelha do que de A Rainha Branca. Realmente gostei, mas de uma forma diferente.

Enquanto me apaixonei por Elizabeth Woodville, senti uma raiva, um incômodo, sei lá como descrever, em relação a Margaret Beaufort. Ela é meio bitolada, acha que Deus está do lado dela, que por direito o filho dela deve ser rei, e que ela sozinha conseguirá manipular a tudo e a todos para que isso aconteça.

Apesar deste incômodo, isso não me repeliu. Pelo contrário, achei a construção da personagem tão boa que eu queria saber mais e mais.

Ela é movida por 2 desejos: assinar como rainha (Margaret R., Margaret Regina) e se tornar uma outra Joana D’Arc. Isso enquanto ela luta para ter seu filho, Henrique Tudor, reconhecido como herdeiro real de direito.

Este é o segundo livro da trilogia e acompanha Margaret Beaufort dos 9 anos de idade à vida adulta, passando por três casamentos e com um filho, que será o próximo Rei da Inglaterra. Mas até chegar lá tem muuuuuita coisa pra acontecer.

Enquanto Elizabeth Woodville é mais manipulada pela mãe do que ambiciosa em si, Margaret é ambiciosa, amarga e vingativa. Desde pequena ela está convicta que é favorecida por Deus. Isso a torna muito irritante. Mas o engraçado é que também a tornou uma personagem daquelas que amamos odiar.

Ainda comparando-a a Elizabeth Woodville, Elizabeth era amada por seu marido e respeitada por aqueles que a cercavam, enquanto Margaret é indesejada, não é importante e não é amada. E parece que não se importa muito com isso. Acha que vai mesmo conseguir o que quer por ser uma preferida de Deus.

Acho interessante que estou aqui me lembrando das minhas impressões de quando li, e me lembro bem de diversos fatos políticos do primeiro livro, mas deste segundo me lembro muito mais de Margaret do que dos fatos. Adoro personagens detestáveis que roubam a cena!

Não notei neste livro os problemas de narrativa que notei no anterior.

Se você curte romance histórico ou quer se dar a chance de conhecer o estilo, esta é uma história bem legal. Se você é fã de história, pode apostar que vai gostar.

Bom, me desculpem  se esta não foi uma resenha lá muito boa, mas como eu disse, já faz um tempinho e a memória não ajuda.

Ficha Técnica

Título: A Rainha Vermelha
Autor: Philippa Gregory
Páginas: 364
Editora: Record
Onde comprar: Livraria Cultura
Minha Avaliação: 

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  • Júlia da Mata disse:

    Existe uma série baseada nos fatos do primeiro livro, chamada The White Queen. Eu já a vi e achei ela muito boa, após a sua resenha acho que vou dar uma chances pros livros também. Faz muito tempo desde que eu li um romance histórico, mas acho que vou dar outra chance a esse 🙂

  • Fabiana Strehlow disse:

    Adooooro romances históricos!
    E essa série já está na minha lista de favoritos.
    Claro, não sei quando vou ler … preciso de tempo, pois quero ler os três na sequencia para não perder o fio da meada.
    As capas são lindas e com certeza, a história também!!
    E não se preocupe, Drika, a resenha ficou boa!!!

    Beijos!

  • Douglas Fernandes disse:

    Li muito pouco romance historico, gostei, é bem legal, to precisando pegar alguns pra ler mais, história é bem legal né, eu gosto de alguns costumes de antigamente, os bons né… haahaah

  • Michele Lopez disse:

    Oie!
    Gostei bastante da resenha e não parece que vc tem memória ruinzinha não rssrs
    O primeiro livro me lembrou um pouco Romeu e Julieta pelo fato das famílias brigarem e os dois se casarem escondidos, o que achei super legal.
    O segundo livro parece ser muito bom também.
    Não conheço o trabalho da autora, mas fiquei muito interessada em ler os livros.

  • Resenha: A Senhora das Águas « Por Essas Páginas disse:

    […] achei os 2 livros anteriores (A Rainha Branca e A Rainha Vermelha) excelentes, este, pra mim, foi o […]

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