Resenha: A Última Festa

E aí pessoal, como estão todos vocês? Têm conseguido ler bastante?
Eu achei que ia conseguir ler horrores, mas não tem sido bem assim.
Mas, nestes momentos loucos que estamos vivendo, um momento pra respirar é sempre bom, né!
E nós, leitores, sabemos que podemos viajar para outros lugares, e por que não outros mundos e universos, nas páginas de um livro né!
Então #ficaemcasa e #boasleituras!

 

Ficha técnica:

Nome: A Última Festa

Autor: Lucy Foley

Tradutor: Marina Vargas

Páginas: 304

Editora: Intrínseca

Todo ano, nove amigos comemoram o réveillon juntos. Desta vez, apenas oito vão voltar para a casa depois da festa.

Programado para acontecer em um cenário idílico, o réveillon que Miranda, Katie e os outros amigos que conheceram na faculdade passarão juntos este ano promete refeições deliciosas regadas a champanhe, música, jogos e conversas descontraídas.

No entanto, as tensões começam já na viagem de trem — o grupo não tem mais nada em comum além de um passado de convivência, feridas jamais cicatrizadas e segredos potencialmente destrutivos.

E então, em meio à grande festa da última noite do ano, o fio que os mantém unidos enfim arrebenta. No dia seguinte, alguém está morto e uma forte nevasca impede a vinda do resgate. Ninguém pode entrar. Ninguém pode sair. Nem o assassino.

Contada em flashbacks a partir das perspectivas dos vários personagens, a história deste malfadado encontro é um daqueles mistérios de assassinato cheio de tensão e de ritmo perfeito. Com uma trama assustadora e brilhantemente construída, A Última Festa planta no leitor a semente da dúvida: será que velhos amigos são sempre os melhores amigos?

Nove amigos que se conheceram na universidade e que desenvolveram suas dinâmicas pessoais e em grupo, desde aqueles tempos de universidade se reúnem no réveillon. E este ano, 2018, Emma, a “novata”, que só se juntou ao grupo depois de começar a namorar Mark, planeja um réveillon chiquérrimo e inesquecível, nas Terras Altas escocesas, longe de tudo e todos. Um local lindíssimo e isolado, que fica praticamente ilhado após uma nevasca.

Neste grupo seleto temos:
– A mais bela, perfeita, sem um fio de cabelo fora do lugar, sempre arrumada, e a alma da festa
– O ambicioso, aquele com o relógio mais caro, carrão do ano, bronzeado artificial e, não por acaso, casado com a Sra. Perfeição.
– O gay, que tem seus problemas com alguém da turma que tentou colocá-lo em uma situação constrangedora.
– O parceiro do amigo gay, que teve problemas com vícios no passado.
– O casal que acabou de ter uma filha, e para a revolta de alguns, se transformaram de profissionais bem-sucedidos em… bem, pais!
– A solteira bem-sucedida profissionalmente, muito reservada e que se questiona o que está fazendo ali.
– O temperamental, esquentadinho, que explode, sai de si e parece uma outra pessoa.
– A recém-chegada que parece querer agradar a tudo e a todos. Um doce. Cozinheira de mão cheia. Organizada.

Como informado na sinopse acima, a história é narrada a partir das perspectivas dos vários personagens, e é mesclada entre os dias que antecedem ao assassinato e os dias presentes. Mas estas narrativas do presente são apenas de Heather (moça bonita que se isola do mundo para fugir de seu passado) e Doug (bonitão, estilo “galã brucutu”, que também está fugindo de seu passado depois de ter servido na guerra e estar cheio de traumas), os dois funcionários responsáveis pela propriedade. Cada um também com um passado obscuro.
Com isso, o leitor não sabe de cara quem foi assassinado e muito menos quem é o assassino, né!
Isso torna a leitura interessante e faz com que o leitor busque motivos e evidências ao longo de toda a narrativa. Acho isso bem legal pra prender o interesse do leitor!

Conforme vamos sabendo mais sobre as personagens, sabemos mais também sobre seus passados. Quem é melhor amigo de quem e por que. Quem não gosta de quem e por que. E o que está acontecendo em suas vidas agora que os tornam tão diferentes entre si e talvez nem tão mais amigos assim. Apesar de ter muita coisa acontecendo por causa do desenrolar da história de tantas personagens, grande parte de suas histórias estão entrelaçadas, e esta dinâmica entre as personagens também é importante para entender suas ações.

Se você não entendeu muito bem a capa, é a cabeça de um alce. O livro em inglês é intitulado “The Hunting Party”, “O Grupo de Caça”; o que faz sentido porque durante sua estada no local eles saem para caçar com o guarda-caça do local, Doug, e a dinâmica do grupo neste momento e algumas informações passadas por Doug, são importantes no desenrolar das coisas.

Este é um daqueles livros que classifico como bom entretenimento. Não me fez perder o sono, mas ocupou de forma positiva meu tempo. Os momentos com cara de thriller vêm mais para o fim do livro, então não é aquele tipo de leitura que te faz roer as unhas, mas nem por isso posso dizer que é parado.

Para quem quer se aventurar nos thrillers, mas não quer serial killers e descrições gráficas de arrepiar os cabelos, esta é uma boa pedida!

Este livro foi gentilmente cedido para resenha pela Intrínseca!

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  • Ivinah Campos disse:

    Já ouvi e li elogios e críticas nada positivas ao livro, a sua resenha foi instigante, ainda que a leitura não tenha te tirado o sono… rs. Fiquei com vontade de ler.
    Beijos

  • Ana Caroline Santos disse:

    Olá, tudo bem? Realmente nesses tempos difíceis, as pessoas reagem de maneiras diferentes com essas questões. Nessa quarentena tenho mantido meu ritmo de leitura, porém entendo quem não consegue. Não conhecia o livro, contudo gosto dessa dinâmica de mistério, onde não sabemos quem foi assassinado e quem é o assassino. Ficaria super ligada para descobrir os dois. Ótima resenha e dica anotada!
    Beijos

  • Gisele disse:

    Olá, tudo bem ? Sim, as pessoas reagem de forma diferente ao momento que estamos vivendo, eu tenho tido menos tempo livre, curiosamente rsrs. E lido menos.
    O livro me chamou a atenção, embora não seja a temática que me atrai, gostei da forma como parece ser fluído. Dica anotada.
    http://www.estilo-gisele.blogspot.com.br

  • Camila - Leitora Compulsiva disse:

    Oi, Lucy.
    Assim como você, também achei que leria muito durante essa quarentena, mas me enganei! Entre trabalho pelo home office, limpeza e arrumação da casa e preocupações diárias, não tá sobrando muito tempo ou ânimo para as leituras.
    Em relação ao livro, estou curiosa para conhecer mais dessa história. Está na minha fila aqui! Bom saber que é um bom entretenimento, sem ser de tirar o sono. Já ajusto minhas expectativas aqui!
    Beijos
    Camis – blog Leitora Compulsiva

  • Luna disse:

    Lendo sua resenha esse livro me lembrou vagamente uma série de TV, antiga, chamada O Mistério da Ilha. Só que na série ocorriam mais mortes e era bem um universo de terror, com um serial killer muito cruel.

    Como sou fã de suspenses, estou considerando ler esse livro, embora essa narrativa em flashback talvez não me agrade muito. Mas fico curiosa em descobrir quem é o assassino e quais são seus motivos.

  • nelmaliana oliveira disse:

    Oie, tudo bem? Eu nunca havia visto esse livro anteriormente, mas curti bastante o plot. Aliás me lembrou muito histórias da Agatha Christie. Não sei se já ela algo dela, ou só apenas a sinopse q lembra. Gostei da dica.

    ;D
    Nelmaliana Oliveira
    Profissão: Leitora

  • Dayhara Ribeiro Martins disse:

    Essa obra em especial me lembrou outros títulos que já li, acho que por isso acabei não optando pela leitura, conforme você citou também, me parece um pouquinho parado no começo então não sei se é uma boa para agora, de qualquer forma obrigada pela dica.

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