Resenha: Apocalipse Z – O princípio do fim

As vezes a gente paga pela língua, né?  Tipo eu, que sempre dizia que zumbi era bicho que não se ajudava. Por mais que o filme/livro se esforçasse, a coisa nunca era deveras convincente. Stephen King até foi razoavelmente bem sucedido com Celular, mas ainda assim…

Até que, do ano passado pra cá, apareceram duas agradáveis surpresas dentro do tema: a série The walking dead (inspirada em uma série de quadrinhos, pelo que fiquei sabendo) e os livros de Manel Loureiro, Apocalipse Z.

Apocalipse Z, na verdade, é uma trilogia. O livro que estou fazendo a resenha, Apocalipse Z: o princípio do fim, é somente o primeiro. O segundo, Apocalipse Z: os dias escuros, acaba de ser lançado no Brasil. O terceiro, Apocalipsis Z: La ira de los justos, pelo que sei, só foi publicado em espanhol até agora. Como não leio espanhol, me toca de esperar a  tradução…

O autor, Manel Loureiro, que assim como o protagonista da história é advogado, começou o livro como um blog na internet. A coisa toda fez tanto sucesso que acabou se tornando o livro.

Obviamente trata-se daquela história básica sobre um apocalipse zumbi… “Em uma pequena cidade espanhola, um jovem advogado leva uma vida tranquila e rotineira. Um dia, porém, começa a ouvir notícias sobre um incidente médico ocorrido em um país remoto do Cáucaso. Apesar de aparentemente corriqueiras, as notícias chamam tanto sua atenção que ele resolve registrar suas impressões em um blog. Aos poucos, o que eram apenas acontecimentos incomuns ocorridos em um país distante começam a se espalhar por toda a Europa. Em menos tempo do que poderia supor, o terror se instala. Ruas, bairros e cidades inteiras são tomados por criaturas com um comportamento assustador. Sem nunca ter visto nada parecido e completamente vidrado pela notícia, ele mal se dá conta de que, enquanto acompanha o desenrolar dos fatos de sua casa, a cidade onde mora também está sendo invadida por aquelas bizarras criaturas. Isolado, apenas com seu gato Lúculo e um vizinho, só lhe resta criar uma estratégia de fuga até conseguir encontrar outros sobreviventes. Entretanto, ao conseguir refúgio, ele logo descobrirá que a guerra está apenas começando. ” (fonte)

A história é toda contada em primeira pessoa, o que faz com que tu te identifique ainda mais. E trás a tona um formato que há muito tempo não via, que é a chamada literatura epistolar. Nesse caso em formato de diários. Começa com o blog do protagonista, onde ele descreve as coisas estranhas que estão acontecendo no mundo ao seu redor e, por fim, no diário propriamente dito, uma vez que não existe mais eletricidade para se manter um blog. E é justamente por lançar mão desse gênero que a gente entra na história de uma maneira que seria impossível de outra forma. A gente sente o que ele sente. A gente vive a angústia dele, a preocupação, o desespero. A gente ri com as situações inusitadas que acontecem e que ele próprio acha graça. A gente quer ajudar. É uma experiência única.

O Lúculo parece a Fifi. XD

E, obviamente, tem o Lúculo. Não tem como não morrer de amores pelo corajoso gatinho que enfrenta o fim do mundo junto com o dono. Aliás, a gente passa o livro inteiro preocupada com o Lúculo, exatamente como o protagonista.

E, é claro, a situação toda é desesperadora e assustadoramente verossimilhante. Do tipo, se existisse a possibilidade de acontecer um apocalipse zumbi, provavelmente seria como o livro descreve. Por isso dá medo. E as cenas de ação são bárbaras.

Enfim, recomendadíssimo. 😉 Mal posso esperar pelo segundo volume.

Prrrrrains!!!

Prrrrrains!!!

 

Ficha Técnica

Título: Apocalipse Z: O princípio do fim
Autor: Manel Loureiro
Editora:Planeta do Brasil
Páginas: 368
Onde Comprar: Livraria Cultura
Avaliação:
 

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  • lainlang disse:

    OMG!! Zumbis são a onda do momento! hahaha nao paro de ouvir sobre eles!!!!
    Enfim… eu não pretendo ler, mal tenho coragem de ver um filme, imagine ler um livro!
    Mas devo dizer que me interessa mto saber como sobreviver em um mundo pos apocalipse! hahaha

  • Lucy disse:

    Eu vou ler só pelo gato. hahahaha

    Sério, a história parece mto legal. Só espero que o Lúculo não se transforme nesse gato zumbi! rsrs

    bjos!

  • Vania disse:

    Eu nunca li sobre zumbis, mas acho que teria medo… eu tenho medo de tudo hahaha! Mas a história pareceu interessante, e eu acho que já ouvi falar sobre esse livro… no twitter se não me engano, com toda essa onde do fim do mundo hahaha. Valeu pela recomendação Mi!

  • Mi disse:

    Ela não dá medo, na realidade. Pra mim tá mais para um livro de ação. A gente vive a angústia dele, mas ele não sente medo também. Zumbi não dá medo em ninguém, no máximo dá susto. Acho que vcs poderiam ler tranquilas sem se assustar. 😉

  • Kakazinha disse:

    Dona Mi, que interessante esse livro que me recomendou. Hoje vim ler a resenha, como tinha me falado no facebook…. e o que encontro? ZUMBIIIISSSSS!!

    Eu acho zumbis uma das coisas mais cool que existem. Adoro eles. E você tá certa, não dá medo… dá angústia e susto, pelas personagens, mas não dá medo. Se bem que eu sou meio esquisita e não tenho medo, ou pior, acho engraçado coisas de terror…

    Aliás, eu tô numa onda de zumbis que tu nem sabe hahaha 😛 E The Walking Dead é mesmo adaptado de uma série de quadrinhos, aliás, sensacionais, que o meu marido comer meu cérebro por ainda não ter lido. A série é fantástica, eu tô maluca pela season 2.

    E eu não sabia que Celular era de zumbis do querido King…. MUUUUUITO interessante saber disso.

    Agora fiquei maluca pra ler o livro. Já coloquei na lista. Você também é outra boba por me fazer querer comprar mais livros. Só que por ser de zumbi, subiu de prioridade na frente dos Heróis do Olimpo (pobre Percy e cia…).

    Ai zumbis zumbis amo zumbis. 😀

  • Mi disse:

    Se tu curtiu The Walking Dead, esse é o livro pra ti. Eu to aqui pulando num pé só, esperando o segundo. Heróis do Olimpo está na minha estante mofando, pq eu só conseguirei lê-lo qdo terminar a série toda. Aliás, se demorar a sair a tradução do terceiro, estou bem disposta a tentar o inimaginável: vencer minha má vontade com o espanhol e tentar ler o terceiro livro em espanhol mesmo. =D
    E, se tu gosta tanto assim de zumbis, não tem como tu não amar, pq ao contrário dos filmes onde tu não sabe de onde veio e nem pra onde que vai, tu acompanha o processo todo através do blog do protagonista. E é fantástico o qto tudo que ele vai contado dá uma sensação de verossimilhança. Inclusive no fato da imprensa esconder do que realmente se trata até o último minuto. Ele próprio só descobre qdo vê o bicho passeando na porta de sua casa. É angustiante. E ele ainda tem o Lúculo, né? Geralmente o dono do bicho de estimação é o cara que atrapalha em tudo nessas histórias, mas aqui é bem o contrário. Não sei se pq eu adoro gatos, mas cada vez que ele se separava do Lúculo, eu ficava louca de preocupação com o bichinho. =D
    Enfim, acho que não será só vc a curtir o livro, provavelmente o Felipe também vai gostar. Aliás, dia dos namorados está chegando, né? Pq tu não dá pra ele de presente? (E lê antes dele, é claro, huahahahahahaha)
    Percy contra zumbis é covardia. E Celular é um dos livros mais brilhantes sobre zumbis, pq os zumbis são inteligentes. =P
    Lê que tu vai gostar.

  • Wéverson Cruz (@Weverson__Cruz) disse:

    Otimo livro, eu to esperando a traduçao do ultimo!
    e pra quem curte historias de zumbi e sente aquela emoçao de apocalipse e solidão o livro é extremamente emocionante o

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  • Jennifer Dobruski disse:

    Adorei a resenha, e esta ultima foto me deu um medinho =P
    Fiquei curiosa para ver como este incrivel história termina
    ;*

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    […] 5 ⭐️ – A história é toda contada em primeira pessoa, o que faz com que tu te identifique ainda mais. E trás a tona um formato que há muito tempo não via, que é a chamada literatura epistolar. Nesse caso em formato de diários. Começa com o blog do protagonista, onde ele descreve as coisas estranhas que estão acontecendo no mundo ao seu redor e, por fim, no diário propriamente dito, uma vez que não existe mais eletricidade para se manter um blog. E é justamente por lançar mão desse gênero que a gente entra na história de uma maneira que seria impossível de outra forma. A gente sente o que ele sente. A gente vive a angústia dele, a preocupação, o desespero. A gente ri com as situações inusitadas que acontecem e que ele próprio acha graça. A gente quer ajudar. É uma experiência única. – Blog Por Essas Páginas […]

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