Resenha: As Sete Irmãs

AS_SETE_IRMAS_1404311339B “Meus dedos tocaram a selenita em meu colar. Tudo o que podia imaginar era que ele foi mandando comigo, como uma espécie de recordação, talvez por minha mãe, quando Pa Salt me adotou. Ele dissera, quando me deu o presente, que havia uma história interessante pode trás daquela joia… Ele esperava que eu perguntasse. E eu desejava com todo o coração, naquele momento, ter perguntado.”

Agora que Maia e suas irmãs perderam o pai, cada uma delas tem em suas mãos a decisão de buscar ou não a verdade sobre sua família biológica. Maia não resiste ao chamado do passado e é atraída até o Rio de Janeiro, onde, auxiliada pelo escritor Floriano, irá mergulhar em uma história quase centenária.
Nos anos 20, uma paixão devastadora entre uma aristocrata brasileira e um escultor francês é sufocada pelas convenções sociais. Uma pequena placa de pedra-sabão eternizou o amor de Izabela e Laurent, selando o destino de Maia.
A escritora best-seller Lucinda Riley mergulhou na cultura e na história do nosso país para conhecer de perto os mitos e verdades sobre a construção de um dos mais emblemáticos monumentos à nossa fé: o Cristo Redentor. O resultado dessa experiência é uma trama surpreendente e sensual, recheada de elementos exóticos. A partir do momento em que, junto com Maia, aterrissamos no Rio de Janeiro, não vamos nos separar dela enquanto não decifrarmos os segredos de seu passado.
E esse é apenas o começo da viagem.

Pois é, resolvi dar outra chance para Lucinda Riley. O primeiro livro que li dela, “A Casa das Orquídeas”, foi bastante decepcionante pra mim. Achei super previsível, meio piegas, improvável e com o bom e velho recurso do dinheiro que resolve tudo no final.

A Novo Conceito mandou um pacote promocional do livro super legal em uma caixa com o livro e um DVD sobre a construção do Cristo Redentor.

[Vou ficar devendo a foto, porque já faz um tempo que eu li e despachei o livro para a biblioteca da minha mãe no interior. :-p ]

O livro é o primeiro de uma série sobre sete irmãs adotadas (seis, na verdade. Segundo o pai que adotou as meninas, ele nunca encontrou a sétima irmã. Mistério que espero que seja resolvido em algum dos próximos livros).

As irmãs receberam o nome de seis estrelas que fazem parte das Plêiades, um grupo de estrelas da constelação de Touro. As estrelas receberam seus nomes a partir da mitologia grega. As Plêiades eram filhas de Atlas, um dos titãs gregos que enfrentou Zeus e foi condenado a sustentar os céus para sempre, e Pleione, filha de Oceano.

Depois da morte do pai as filhas descobrem que ele era um homem cheio de mistérios e que suas adoções também estão cercadas por mistérios. E agora as seis irmãs têm informações que permitem que procurem por seus pais biológicos e suas histórias.

E a partir daí Maia, a irmã que morava em sua própria casa, mas dentro da propriedade do pai, às margens do Lago Genebra, parte para o Rio de Janeiro, em busca de suas raízes. E é lá que sua história se cruza com a história de Izabela, que na década de 1920 viveu um grande amor, mas que lhe era proibido. E entre as histórias de Maia e Izabela, temos a história da construção do Cristo Redentor, com os detalhes e personagens históricos envolvidos. Foi um trabalho de pesquisa muito bem feito. E o legal do kit enviado pela editora é um DVD com um documentário curto sobre a construção do Cristo. Foi muito legal ler a história e depois colocar a parte histórica em perspectiva assistindo o documentário.

A parte da história sobre a vida de Izabela Bonifácio, a preocupação de seu pai para que ela conseguisse um bom casamento, a viagem dela para a França e seu romance com Laurent Brouilly, pra mim, foi a parte mais legal.

Em relação à história de Maia, e por extensão de suas irmãs, e os mistérios de Pa Salt, são uma parte interessante e servem de gancho para que o leitor queira conhecer o restante da história. Mas a história de Maia e Floriano… meio blé. É muito legal quando se conhecem e a forma como Floriano ajuda Maia a pesquisar sua história, mas conforme eles vão se tornando mais próximos, Floriano vai se tornando mais blé. Sei lá. Não me convenceu nem como personagem, nem como o galã da história.

Achei legal a pesquisa que a autora fez para escrever sobre o Brasil da década de 20 e o Brasil de hoje. São pequenos detalhes inseridos na história, mas que dá aquele gostinho de ver seu país representado em um livro estrangeiro.

Todo o desenrolar tanto da história de Izabela quanto da história de Maia fazem o leitor sempre querer ler a próxima página, o próximo capítulo. É um livro bom para deixar a mente viajar na história.

Em muitos aspectos achei a construção do livro parecida com “A Casa das Orquídeas”, já que faz uso dos mesmos recursos de idas e vindas entre passado e presente, encontros e desencontros entre pessoas que se amam e o bom e velho “dinheiro resolve tudo” (o que é um fato! Mas não podemos deixar de pensar que não é para a maioria de nós, meros mortais! kkkk). Acho que às vezes sou pé no chão até demais e por isso que ideias muito romantizadas não me ganham.

Enfim, o livro não é ruim. Merece ser lido. Para pessoas que curtem um romance, acho que vão adorar.

Já estou com o segundo volume em mãos. E como o primeiro livro já nos apresentou as seis irmãs e os segredos de Pa Salt, certamente lerei todos eles! Sou curiosa demais pra deixar passar!

Este livro foi gentilmente cedido pela editora para resenha.

logo nova conceito

Ficha Técnica

Título: As Sete Irmãs
Autor: Lucinda Riley
Páginas: 560
Editora: Novo Conceito
Onde Comprar: Saraiva / Saraiva digital / Submarino / Amazon
Minha Avaliação: 

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...


  • Douglas Fernandes disse:

    Eu até que gostei da resenha e me deixou interessado pelo livro, acho que o mistérios foi o que mais me chamou a atenção e acho que o que me prenderia ao livro e adorei a historia ter um pouco sobre mitologia grega… hahahaha nem que seja bem pouco, mas já gostei *-*

  • Milena Soares disse:

    Estou doida pra ler esse livro, curto muito um romance, parece ser bem interessante e cada resenha que leio dele me deixa ainda mais curiosa em conferi essa história.

  • Lydia Karla disse:

    Me parece o tipo de livro que remonta o resgate da família, muito interessante…bjs

  • Daniele Reis disse:

    Uma colega minha leu A Casa das Orquídeas, porém não me falou muito sobre. Pessoalmente não curto este tipo de livro. Sei lá, seria o tipo de leitura que somente leria as primeiras páginas.

    🙂

  • Maristela G Rezende disse:

    Gosto quando a história cria aquele momento de suspense, o suficiente para nos fazer ficar querendo saber logo o que vai acontecer. Creio que foi isso que entendi pela sua resenha e espero estar certa, pois quero muito ler o livro. Como ainda não li o primeiro livro da autora, então tudo vai surpresa para mim.

  • Beatriz dos Santos disse:

    gostei da resenha, mas li um livro da autora que como vc mesma disse me deixou decepcionada

  • Junyelle disse:

    Doida pra ler esse livro… deve ser maravilhoso

PREENCHA OS CAMPOS ABAIXO PARA DEIXAR SEU COMENTÁRIO




Mensagem