Resenha: Ascensão

Ficha técnica:

Título: Ascensão

Autor: Stephen King

Tradução: Regiane Winarski

Páginas: 124

Editora: Suma

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Sinopse: “Scott Carey tem muito em que pensar ― o projeto enorme que pegou no trabalho; o casal lésbico que mora na casa ao lado e o cachorro delas, que insiste em fazer as necessidades no seu quintal; e a súbita e inexplicável perda de peso das últimas semanas. Apesar de não querer ser estudado e examinado, Scott decide compartilhar a questão com seu velho amigo, o dr. Bob Ellis. Afinal, apesar dos números decrescentes na balança, sua aparência continua a mesma ― além disso, seu peso não varia quando está nu ou usando roupas pesadas, quando está de mãos vazias ou carrega algo no colo. Não importa o que ele faça ou coma, Scott está cada vez mais leve ― embora não mais magro ―, e conforme seu peso se aproxima de zero, ele sabe que logo nada vai prendê-lo ao chão. Scott não quer se preocupar com o que vem pela frente; ele ainda tem tempo para resolver todas as suas questões antes do Dia Zero, e por que não começar pelas mais difíceis? Por exemplo, encarando o preconceito que suas vizinhas têm sofrido da comunidade ― e dele ― e fazendo o possível para ajudar. Amizades improváveis, a maratona anual da cidade e a misteriosa condição de Scott são a fórmula para grandes transformações. Incrivelmente alegre e profundamente triste, Ascensão é um verdadeiro antídoto para nossa cultura intolerante.”

Mais um livro do Stephen King, você se pergunta? Sim, mais um. O ano mal começou e provavelmente ele já escreveu mais dois romances e cinco contos. Mas, dessa vez, não é um livro gigante (ufa!), mas sim uma novela, que incrivelmente você pode ler numa sentada. Foi o que eu fiz – quando estava de férias, peguei o livro em uma manhã e terminei tranquilamente no início da tarde. E foi uma delícia!

Ascensão é uma pequena história que se passa em Castle Rock, Maine (sim, mais uma vez nessa cidade já famosa das obras do King). Um homem começa a perder peso inexplicavelmente, apesar de não estar perdendo massa muscular; o estranho fenômeno, porém, é apenas pano de fundo para o verdadeiro cerne da obra: a intolerância e o preconceito em uma pequena cidade conservadora e republicana dos Estados Unidos. (Mas bem que poderia ser aqui, não é, mesmo?)

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Scott Carey vivia uma vidinha bem pacata em Castle Rock até algo inusitado acontecer: ele está perdendo peso rapidamente, apesar de não aparentar. Percebendo que o fim está próximo, ele começa a ajeitar algumas coisas em sua vida, entre elas o preconceito que suas vizinhas lésbicas enfrentam na comunidade, inclusive dele. Deirdre, maratonista, e Missy, chef, abriram um restaurante mexicano e vegetariano na cidade, que está passando por dificuldades, uma vez que os moradores da cidade o estão boicotando simplesmente porque as donas são lésbicas e não se escondem por isso. A corrida tradicional da cidade, então, é o momento perfeito para Scott ter talvez o que seja um dos últimos dias de glória de seu corpo e ainda tentar ajudar a resolver esse problema.

A edição do livro está linda, com capa dura, diagramação confortável e uma tradução e revisão competentes. É um livro delicioso de ler deitado na cama (ou numa cadeira de praia, talvez?), talvez até segurando com uma única mão, e ainda bonito de se ter na estante.

Não há muito o que falar de Ascensão, já que é uma história bem rápida e simples. Mas, mesmo assim, temos uma trama interessante, um fator sobrenatural intrigante e personagens muito vivos – no fundo, a arte de criar personagens é a maior habilidade de Stephen King, mais que o terror -, que logo conquistam o leitor. Como já disse, dá pra ler de uma sentada e terminar perfeitamente satisfeito. Caso nunca tenha lido um livro do Stephen King (e talvez se intimide com o título dele de “Mestre do Horror” etc.), esse é um ótimo livro para começar: leve e despretensioso, você provavelmente (e inesperadamente, sendo um livro desse autor) o fechará com um quentinho no coração.

Este livro foi gentilmente cedido para resenha pela Suma, selo da editora Companhia das Letras

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  • Nina Spim disse:

    Oi, tudo bem? Não tenho muito interesse de ler o autor, especialmente os livros de terror, mas este, já que não é do gênero, me cativou, especialmente porque fala de lesbofobia. Com certeza, leria! Vou deixá-la na wishlist, com certeza! Obrigada pela dica 🙂

    Love, Nina.
    http://www.ninaeuma.blogspot.com

  • Ana Caroline Santos disse:

    Olá, tudo bem? Só se de saber que esse livro não trabalha aquele lado mais pesado do terror, fico com curiosidade em lê-lo. Quero muito conhecer a escrita do King, mas por sair da minha zona de conforto, às vezes penso em querer pegar o mais light possível. Essa pode ser uma opção né?! Adorei a sua resenha, e fiquei instigada pelo enredo. Dica anotada!
    Beijos

  • Kênia Cândido disse:

    Oi Lucivania.

    Cada resenha que leio de Ascensão minha curiosidade aumenta porque estou tornando-se fãzona do Stephen King. Eu li apenas 4 livros dele, mas cada lançamento dele fico bastante curiosa. Adorei sua resenha, ainda mais sabendo que a história que se passa em Castle Rock. Parabéns pela resenha.

    Bjos

  • Debyh disse:

    Concordo plenamente que o forte do King é criar os personagens, às vezes a história em si é algo bem simples mas faz toda a diferença ter bons personagens. Posso citar por exemplo o Johnda Zona Morta e a Holly da trilogia Mr Mercedes (tão legal ela que aparece em outro livro hehehe). Eu ainda estou com um pé atrás quanto a história de Ascensão mas é aquilo né uma hora ou outra volto a ler King.

  • Mari Barros disse:

    Eu só li um livro do King e foi uma experiência bem legal, mas ainda não estou me aventurando entrar no mundo de terror, mas gostei dessa temática e saber que se trata de uma leitura mais leve e rápida. Acho que seria uma experiência boa para mim também.

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