Resenha: Austenland

austenlandJane é uma jovem de Nova York que parece não conseguir encontrar o cara certo – talvez por causa de sua obsessão secreta com Mr. Darcy, interpretado por Colin Firth na adaptação da BBC de Orgulho e Preconceito. Quando um parente rico a presenteia com uma viagem para um resort inglês direcionado à mulheres obcecadas por Austen, as fantasias que Jane têm em conhecer o cavalheiro perfeito da Regência se tornam mais reais do que ela mesma poderia ter imaginado. Será que essa imersão total numa falsa Austenland será o suficiente para fazer com que Jane deixe sua obsessão com Austen de lado para sempre, ou será que isso culminará com o seu sonho de um Mr. Darcy só seu?

Fonte, tradução livre

Esse post era pra fazer parte da nossa Semana Orgulho e Preconceito, mas as coisas tomaram uma proporção tão grande que resolvi deixar pra outro momento. Austenland começa com nossa apresentação à Jane Hayes, uma jovem completamente obcecada por Orgulho e Preconceito, e principalmente, Mr. Darcy. Ao receber sua mãe e uma tia distante em sua casa, Jane percebe que sua tia encontrou seu DVD de Orgulho e Preconceito (a série de 1995) escondido no meio de suas plantas. É aqui que vem minha primeira implicância com o livro: Jane é apaixonada pela série mas esconde seu DVD. Honestamente, eu não consigo respeitar uma fã de Jane Austen que precise fazer isso pra se auto-afirmar, como se gostar de Orgulho e Preconceito fosse o mesmo que gostar de 50 Tons de Cinza. Outra coisa que me incomodou bastante foi o fato de Jane acabar com A Abadia de Northanger, dizendo que é o pior livro de Austen, que não consegue gostar da escrita nem do estilo. Não vou entrar no mérito da questão, mas esses detalhes foram o suficiente para que eu me decidisse contra Jane Hayes.

De qualquer forma, sua tia morre e deixa para Jane uma viagem com tudo pago para a Inglaterra, mais especificamente para Austenland – um resort que promete uma experiência típica da Regência. Ao chegar em Austenland, Jane tem que deixar para trás seu nome, idade, eletrônicos e roupas do século XXI e se transformar em uma verdadeira dama. Mas essa tarefa é dificultada por Martin, o jardineiro de Austenland, que gosta de basquete e tem uma televisão – duas coisas que juntas realmente atraem Jane e fazem com que ela se arrisque sair da mansão à noite. Mas como nada poderia ser muito fácil, ela é vista por Mr. Nobley – um dos “hóspedes” de Austenland e que não é particularmente amigável com Jane.

“It is a truth universally acknowledged that a thirty-something woman in possession of a satisfying career and fabulous hairdo must be in want of very little.”

Apesar da minha antipatia inicial, li o livro em dois dias. É uma leitura fácil e aprazível, uma vez que a gente releva o que citei ali em cima, e realmente nem todo mundo se incomodaria com esse tipo de coisa. E Jane Hayes subiu um pouco no meu conceito durante sua estadia em Austenland, quando finalmente consegue deixar de se importar com o que os outros pensam e aproveitar o que a vida tem a oferecer. Em alguns momentos eu quis jogar o livro na parede (como em uma das cenas finais), mas em outros eu não conseguia parar de rir. É uma história previsível mas agradável, boba mas bonitinha e se você gosta de Jane Austen e tem a mente aberta, certamente vai gostar de Austenland e suas diversas referências não somente à Orgulho e Preconceito mas também à outras obras de Miss Austen.

O livro conta com uma adaptação cinematográfica prevista para chegar aos cinemas ainda esse ano, com Keri Russel (sim, a Felicity!) no papel de Jane Hayes, Bret McKenzie como Martin, e J.J. Feild (Mr. Tilney na adaptação de A Abadia de Northanger) como Mr. Nobley.

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Ficha técnica:

Título: Austenland
Autor: Shannon Hale
Editora: Bloomsbury Publishing PLC
Páginas: 197
Onde comprar: Livraria Cultura
Minha opinião:

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