Resenha: Depois

Ficha técnica:

Nome: Depois

Autor: Stephen King

Tradutor: Regiane Winarski

Páginas: 192

Editora: Suma

Um livro que demonstra todo o talento de Stephen King, “Depois” é assustador e emocionante, e fala dos desafios de crescer e aprender a distinguir o certo do errado. Uma história poderosa, perturbadora e inesquecível sobre o preço de encarar o mal, não importa sob qual forma ele se esconda.

James Conklin não é uma criança comum: ele vê gente morta. Com que frequência? Jamie não sabe bem; afinal, os mortos em geral se parecem muito com os vivos. Exceto pelo fato de que eles ficam para sempre nas roupas em que morreram, e são incapazes de mentir.

Sua mãe implora para que ele mantenha essa habilidade em segredo, o que não é problema na maior parte do tempo.

Pelo menos até Liz Dutton, a companheira de sua mãe e detetive do Departamento de Polícia de Nova York, aparecer na saída da escola e anunciar que precisa de ajuda. É assim que Jamie embarca em uma corrida para desvendar o último segredo de um falecido terrorista, e começa a jornada mais assustadora de sua vida.

“Stephen King já está tão consagrado como o mestre do terror sobrenatural que às vezes esquecemos que o talento dele também cobre todas as outras áreas.” New York Times Book Review (Fonte)

Se você assistiu o filme O Sexto Sentido de 1999, ao ler a sinopse talvez você se lembre da famosa frase:

Dead People - Eu vejo gente morta...

(fonte)

E apesar do filme tratar da habilidade do pequeno Cole e do desespero de sua mãe em lidar a situação, este livro tem uma pegada bem diferente.
Jamie também vê gente morta, mas ele é meio de boas com isso! hehe Até porque às vezes nem dá pra distinguir quem está vivo e quem está morto. A não ser que a morte tenha sido bastante traumática, com ferimentos visíveis.
Jamie até mesmo menciona o filme:

“Pois é. Eu vejo gente morta. Pelo que me lembro, sempre vi. Mas não é como naquele filme com o Bruce Willis. Pode ser interessante, pode ser assustador às vezes (…), pode ser um saco, mas em geral só é.”

Jamie, atualmente com vinte e dois anos, narra sua história diretamente para o leitor, com foco em coisas que lhe aconteceram entre os 6 e os 13 anos.
Aos 6, apesar de Tia, a mãe de Jamie e agente literária, não querer muito pensar nesse “dom” (eu diria até “característica”) do filho, se vê em uma encruzilhada quando o autor que é sua galinha dos ovos de ouro morre antes de liberar seu último manuscrito de uma série literária de muito sucesso. No desespero, ela resolve usar esse dom do filho para conseguir acesso ao autor e ao que ele tinha em mente para o último livro. Liz Dutton, a companheira de Tia, estava com eles e utilizou seu distintivo para ajudá-los a conseguirem o que precisavam. Mas até aí, a história é até um pouco divertida.

Mas lá no início Jamie nos diz: “Acho que essa história é de terror”. E lá pro meio do livro, quando já esquecemos um pouco disso e finalmente achamos que é um livrinho light, o próprio Jamie lembra o leitor: “Eu falei no começo que essa história é de terror”.

Algum tempo depois, a fama de Liz Dutton não é das melhores na Polícia de Nova York e apesar de não acreditar muito no dom de Jamie, ela resolve se aproveitar dele para pegar um terrorista, Ken Therriault, conhecido como Thumper. Para convencer Jamie ela lhe diz que ele salvará muitas vidas, mas no fundo, ela só quer ficar bem na fita mesmo. E o caráter (ou falta de) dela vai se mostrando cada vez mais.

As coisas se desenrolam, Jamie consegue encontrar Thumper, que é bem mais assustador do que a maioria dos mortos com quem Jamie teve contato, e como ele já desconfiava, por algum motivo, os mortos não podem mentir e a localização de uma bomba é descoberta e muitas pessoas realmente são salvas. Mas há algo estranho com Thumper. Mais estranho do que o normal.
Geralmente os mortos vão perdendo sua voz depois de algumas horas desaparecem. Mas não ele. Ele não é mais apenas Therriault. Há algo mais nele. Ele está tomado pela “luz da morte”.
Pra quem já leu It, acho que vai ter o mesmo click que eu tive cada vez que a “luz da morte” é mencionada.

Tempos depois, Jamie já é um adolescente, e Liz reaparece, em uma situação muito pior do que antes. E aí a história se desenrola ainda mais aterrorizante!
E ainda tem uma surpresa guardada pro final (uma surpresa um tanto delicada)!

Este é um livro que lembra algumas histórias mais antigas de King, e segue a pegada de Joyland. Uma história mais curta (são só 192 páginas), que nos traz personagens ricas em detalhes (que é uma das coisas que mais amo em King). E mesmo sendo um livro mais curto, essa narrativa direta envolve o leitor rapidinho e a gente nem vê o tempo passar!

Esta não é somente uma história de terror. É uma história sobre amadurecimento, relacionamentos, segredos.

Para quem já lê e curte King, vai se sentir em casa!
Para quem ainda não lê ou leu pouco dele e quer conhecer um pouco mais, pode ter um gostinho do seu estilo.

 

Este livro foi gentilmente cedido em e-book pela editora para resenha.

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  • Kenia Candido disse:

    Oi Lucivania.

    Estou bastante curiosa para ler este livro e sua opinião despertou ainda mais a minha curiosidade. Adorei saber que Depois lembra algumas histórias do King, principalmente as mais antigas. Vou tentar adquiri-lo logo para lê-lo e ter mais um livro na minha coleção dos livros do King. Parabéns pela resenha.

    Bjos
    https://consumidoradehistorias.blogspot.com/

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    Drika Reply:

    Espero que tenha a oportunidade de lê-lo em breve. Se já curte King, acho que vai gostar!

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  • Gisele disse:

    Olá, tudo bem ?
    Confesso que nunca li nada de Stephen King, mas acho a escrita do autor extremamente inteligente e intrigante.A forma com a qual ele consegue misturar terror com outros sentimentos, é sempre muito interessante para mim. Acho interessante também o fato de detalhar bem os personagens.
    Adorei a sua resenha.
    Se eu não tivesse tanto medo, eu leria rsrs.
    Beijos

    [Reply]

    Drika Reply:

    Olha, mas se quiser dar uma chance pra este, é só medinho… nem deve dar pesadelo! hahaha

    [Reply]

  • Bianca Ribeiro disse:

    Oi!!

    Nossa eu sou suspeita a falar de King, ele é meu autor preferido e mesmo que ele seja péssimo em finalizar histórias, eu adoro demais tudo que ele escreve! Esse eu ainda não li mas tô bem animada, todo mundo falou bem desse livro e eu acho que existem grandes chances de eu adorar também!!

    [Reply]

    Drika Reply:

    Se você já ama e conhece o estilo, acredito que você vá curtir este também!
    E o bom é que como é menorzinho (se comparado a coisas como IT, por exemplo), dá pra encaixar entre outras leituras rapidinho!
    😉

    [Reply]

  • Delmara Silva disse:

    Eu tive a oportunidade de ler essa história assim que foi lançada e amei incondicionalmente cada linha. Morri de pena do Jame durante a infância, teve que lidar com tanta coisa e muitas vezes sozinho pra poupar a mãe. O plot me deixou de cara no chão, o King é maravilhoso, amarrou tudo direitinho, e respondeu até o que eu achei que ficaria sem resposta.

    Nosso Mundo Literário

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    Drika Reply:

    Bom demais, né!
    Também achei que tinha coisa que ia ficar sem resposta!

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  • CRIS disse:

    Oi!
    Adoro o King seus livros são fantástico. Não conhecia esse livro, quando começou a contar lembrei mesmo do filme o Sexto sentido. Fiquei intrigada com a história e quero saber como termina, a curiosidade vai me matar kkk. Parabéns pela resenha, obrigado pela dica, bjs!

    [Reply]

    Drika Reply:

    Obrigada!
    Olha, a premissa do “eu vejo gente morta” parece a mesma, mas a história segue um rumo bem diferente. Até porque o Jamie não tem medo do que vê.
    Se você ficou morrendo de curiosidade, minha resenha deu certo. hahaha
    Bjs

    [Reply]

  • Erika Monteiro disse:

    Oi, tudo bem? Tenho visto muitos comentários sobre esse lançamento e fiquei bem curiosa. Primeiro porque nunca li nada do Stephen King, segundo porque a sinopse como você disse faz lembrar do filme O sexto sentido. Confesso que pensei nisso desde a primeira vez que vi o livro. Outro do autor que estou querendo ler a bastante tempo também é À espera de um milagre. Um abraço, Érika =^.^=

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    Drika Reply:

    Oi Érika
    São duas pegadas bem diferentes. Acho que À espera de um milagre tem o sobrenatural sem o “medo” e Depois tem um pouquinho mais de “susto e medo”.
    Veja o que mais te atrai. Eu sou suspeita porque adoro o King!
    Boas leituras!
    Um abraço

    [Reply]

  • Tay Meneses disse:

    Apesar de ter achado a premissa do livro interessante, não sou muito fã dos livros de King. Ele é o tipo de autor que muitos adoram, mas que em mim não desperta muito interesse. Dessa vez passo a dica 🙂

    [Reply]

    Drika Reply:

    Não me ofendo! rsrs
    Tenho certeza que sua lista de TBR deve ser gigante, como todos nós leitores inveterados!

    [Reply]

  • Ana Caroline Santos disse:

    Olá, tudo bem? Acho mega interessante a proposta do livro, principalmente para quem nunca leu nada do King e tem um pouco de medo hehehehehe sendo uma história mais curta, e que beira o terror mais nem tanto, pode ser sim meu primeiro contato com o autor. Fiquei curiosa, e sua resenha está excelente!
    Beijos

    [Reply]

    Drika Reply:

    Se joga! haha

    Beijos

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  • Livia disse:

    Parece bem legal!!

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    Drika Reply:

    É sim!!!

    [Reply]

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