Resenha: Divergente

“Numa Chicago futurista, a sociedade se divide em cinco facções – Abnegação, Amizade, Audácia, Franqueza e Erudição – e não pertencer a nenhuma facção é como ser invisível. Beatrice cresceu na Abnegação, mas o teste de aptidão por que passam todos os jovens aos 16 anos, numa grande cerimônia de iniciação que determina a que grupo querem se unir para passar o resto de suas vidas, revela que ela é, na verdade, uma divergente, não respondendo às simulações conforme o previsto.
A jovem deve então decidir entre ficar com sua família ou ser quem ela realmente é. E acaba fazendo uma escolha que surpreende a todos, inclusive a ela mesma, e que terá desdobramentos sobre sua vida, seu coração e até mesmo sobre a sociedade supostamente ideal em que vive.” Fonte

É óbvio que eu já tinha ouvido falar e muito da distopia de Veronica Roth. Houve um burburinho muito grande nas redes sociais, na blogosfera e por parte da editora Rocco quando o livro foi lançado, em meio a todos aqueles lançamentos distópicos que explodiram no ano passado. Agora a moda são os romances eróticos e qual será a próxima, não é mesmo? Mas, bem, eu esperei a moda passar um pouco para ler o livro.

Após algumas leituras um tanto entediantes, eu resolvi que queria ler algo novo e empolgante, que me fizesse devorar as páginas avidamente. Foi quando decidi ler Divergente

Não me decepcionei. O livro é realmente empolgante.

O mundo virou um caos – para variar. E então alguém resolveu organizar o negócio da seguinte maneira: dividir o mundo em 5 facções. Quem achava que o problema era a maldade criou a Amizade; por outro lado, os que chegaram à conclusão que o erro era a ignorância fundaram a Erudição; já quem pensava que o problema era mesmo a desonestidade criou a Franqueza, para aqueles que julgavam ser a covardia o maior problema foi criada a Audácia e quem resolveu que o egoísmo era o culpado criou a Abnegação. É nessa última que a nossa protagonista Beatrice se encaixa.

Beatrice é uma garota sem muitos atrativos nem uma personalidade marcante. Pelo menos é assim que somos apresentados a ela, mas precisamos incluir nessa conta que a sua facção age dessa maneira. Na Abnegação as pessoas acham que chamar a atenção para si mesmo é vaidade, algo desnecessário; o lema deles é sempre pensar no próximo antes de si mesmo. E é assim que Beatrice aprendeu a viver com sua família: pai, mãe e irmão, usando roupas largas e cinzas, cabelo curto e igual a todos os outros, comendo comida simples e vivendo modestamente.

Só que Beatrice não se sentia muito bem encaixada nesse modo de vida. Apesar de não expor seus pensamentos, ela não estava à vontade com esse jeito de viver. Quase sempre observava os corajosos membros da Audácia na escola – eles sempre chamavam a atenção, pulavam de prédios, subiam em trens. E ela achava tudo aquilo fantástico.

Quando completou 16 anos, Beatrice e outros jovens, inclusive seu irmão, foram submetidos a um teste para descobrir para qual facção estavam mais aptos. Um soro é injetado na pessoa e ela passa a ter alucinações, que eles chamam de simulações. A atitude da pessoa nessa simulação indica a facção a que está mais inclinado. Só que o teste de Beatrice deu um pequeno probleminha: ela estava apta a três facções. Ela era uma divergente – o que significava perigo e ninguém jamais poderia saber disso.

Foi então que ela precisou fazer uma escolha, baseada no que descobriu sobre si mesma. E agora? Qual facção ela escolheria? Bem, é aí que começa nossa história de fato.

É claro que existe um complô. É claro que existe uma conspiração. Óbvio, minha gente, porque isso aqui é uma distopia – o que é ótimo. Por serem os mais despreocupados consigo mesmos – por isso os menos egoístas – os membros da Abnegação controlam o governo, só que a Erudição não está muito satisfeita com a situação. E aí vamos nós.

O livro passa muito rápido, em um ritmo alucinante. É daquelas histórias que você lê até tarde da noite, já com os olhos cansados, porém não consegue largar porque quer saber o que vai acontecer. Quase todos os personagens são bem escritos e descritos, com personalidades distintas e marcantes, do jeito que faz você se preocupar com eles. Ao longo do livro, Beatrice evolui bastante. Ela passa a se chamar Tris e, de uma garota tímida, mostra realmente que é uma pessoa corajosa – ainda que se mantenha altruísta, como manda a sua facção de origem (mas não sei porque ela não me cativou muito… torcia por ela, mas não é uma “queridinha”… vocês jamais vão me ver por aqui fazendo posts apaixonados pela personagem porque, sei lá, ela simplesmente não é uma “querida”;  e às vezes ela tem umas atitudes que não fazem muito sentido). É aí que o livro mostra a lição de que uma pessoa jamais é apenas uma só, apesar do governo mandar que sejam; as pessoas tem uma série de qualidades e defeitos que a moldam. E isso fica claro entre os transferidos de outras facções – eles sempre tem um pouco da facção de origem, um pouco da facção nova, um pouco de tudo, em maior ou menor grau.

Há personagens surpreendentes e fantásticos, como a mãe de Tris, que foi uma grata surpresa. Tris faz bons amigos que também têm cada um sua peculiaridade. Gostei bastante do Al, mas não gostei do rumo dele na história – me pareceu forçado demais, como se ele só estivesse ali para ser o outro cara que se interessa por Tris além do cara certo para ela na história. Aliás, chegamos ao ponto que eu não gostei muito no livro – o romance. Foi nessa hora que o livro desacelerou e provavelmente foi a parte na qual eu mais protelei em avançar a leitura já que até aí ela progredia muito bem. Houve cenas desnecessárias, apenas para encher o livro e tentar arrancar suspiros do leitor – de mim não arrancou. Não fiquei emocionada com o romance e nem torci demais pelo casal. Apesar de gostar do personagem Quatro, a interação entre ele e Tris me parecia forçada, superficial, sem encanto. Foi só nesse ponto que o livro me perdeu.

Das partes de ação, da criatividade e da trama, porém, não tenho o que reclamar. Como eu já disse, o livro é empolgante, eletrizante e te faz (pela maior parte do tempo) querer saber mais e mais daquele universo e daquela história.

O livro é previsível? Talvez. Parecido com Jogos Vorazes? Bastante. Mas o importante mesmo aqui é que o livro executou muito bem o que se propôs: uma distopia vibrante recheada de ação. Foi um livro honesto que realizou sua proposta e ainda entreteve muito bem. Estou ansiosa pela continuação: Insurgente será lançado pela Editora Rocco ainda esse ano, em abril. Não estou roendo as unhas, mas quero muito ler. Mas não ganhou cinco estrelas simplesmente porque o romance não me conquistou – diferente de Jogos Vorazes.

Como tudo hoje em dia o livro vai sim virar filme. O lançamento será em 14 de março de 2014. Quem quiser acompanhar visite o site da película aqui. Não, por enquanto não há trailer, uma pena porque eu gostaria bastante de assistir. Mas há o book-trailer do livro, se bem que não recomendo assisti-lo, é bastante ruim e não faz jus ao bom livro que é Divergente. Melhor passar sem essa. Mas leiam o livro.

Obs.: Bem, eu fui procurar os maravilhosos sites de fãs da série e em um deles encontrei esse teste aqui para saber em qual facção você se encaixaria. Fiz o teste e deu Franqueza! Bem, acho que caiu bem em mim, afinal, olha só um bom exemplo da minha franqueza nessa resenha, não? 🙂

Ficha Técnica

Título: Divergente
Autor: Veronica Roth
Editora: Rocco
Páginas: 504
Onde comprar: Livraria Cultura
Avaliação: 

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  • Camila disse:

    Engraçado, comigo foi exatamente o contrário. Não gostei tanto de Jogos Vorazes, apesar de ser um bom livro, por causa do romance. Não desceu Peeta e Katniss. Achei forçadíssimo. Já Divergente achei simplesmente perfeito. Gosto é gosto. Parabéns pela resenha! 🙂

  • Karen disse:

    Olá Camila! Parece que tivemos a mesma reação em livros diferentes! 😉
    Mas eu gostei muito de Divergente, foi uma leitura ótima, é um bom livro. Só não me desceu mesmo o romance. Sinceridade… às vezes eu caio nessa divagação de porque quase todas as histórias tem romance. É tão difícil encontrar uma história que não tenha, não é?
    Obrigada pelo comentário e por passar por aqui! 😀

  • Vania disse:

    Eu senti mais ou menos a mesma coisa que você Parceira, embora eu não o ache digno de comparação com Hunger Games. Em Hunger Games, a gente vê, sente a dor da Katniss e em Divergente, pela narrativa ser tão frenética não dá tempo pra isso. A Tris não me cativou e o Four menos ainda (tanto que comecei a ler insurgente essa semana e a primeira vez que falaram “Tris” eu fiquei “mas quem?”). De qualquer forma, gostei do livro, mas o final me decepcionou totalmente. O que ela faz com o Will é imperdoável pra mim, embora eu entenda de um ponto de vista narrativo. Não, não, não. Ela tinha outras saídas, simplesmente entrou em pânico e pronto. Não desceu. E Insurgente tá indo pelo mesmo caminho pra mim, talvez seja meu preconceito com relação ao final do primeiro falando mais alto hehe mas vamos ver!

    PS: eu fiz o teste e caí na Amizade. Huffepuff much?!?

  • Karen disse:

    É, Parceira, concordo nisso com você, talvez seja a grande diferença entre os dois livros: em Jogos Vorazes, mesmo que algumas vezes a gente não concorde com a Katniss, a gente sente o que ela tá sentindo, o desespero, os becos sem saída que ela se encontra. Com a Tris não é assim; parece que algumas vezes ela tem outra saída mas simplesmente age por impulso…
    O romance dela e do Quatro não me desce. Argh. Na verdade eu torcia para que as partes deles passassem depressa.
    Eu SABIA que você cairia na Amizade. É o mais Hufflepuff que tem, e você é uma das pessoas mais Puffs que eu conheço. 😀

  • Lucy disse:

    Ah, eu ganhei esse livro ano passado e não consegui ler ainda! hahahah Eu quero ler antes do lançamento de Insurgente e espero me animar com ele. Acho que as distopias pecam no romance, mas é difícil centrar dois assuntos, não? rsrs Mas pode deixar que eu vou ler!

  • Karen disse:

    Menina, lê esse livro sim! Não vou dizer que é assim FABULOSO, perfeito, tão bom quanto Jogos Vorazes por exemplo. Mas é bastante empolgante, divertido e cumpre o que promete. 🙂

  • Lany disse:

    Eu fiz o teste e cai… Na Erudição! Varias facções Hufflepuffs e eu fui cair na Corvinal??? O mundo me mostrando mais uma vez que eu não sou Hufflepuff! *chora*
    Adorei a sua resenha Kakazinha! Eu adorei como mundo distopico foi abordado: as facções (e eu ficava tentando descobrir com qual casa de Hogwarts cada facção parecia hahaha), os testes, como a população é manipulada… E o ritmo é frenetico, então realmente não da pra largar a leitura!
    Assim como a Ily, eu não gostei do que a Tris faz com o Will. Eu até entendo que ela ficou em panico e tal, mas eu acheio meio… estranho. No segundo livro da pra entender o motivo da autora ter feito isso, mas talvez, a situação não foi a mais correta.
    Eu ja estou cansada de romances que começam logo no primeiro livro, quando tem uma série. Agh. Custa desenvolver um pouco mais???

  • Vania disse:

    Como assim a gente nunca conversou sobre esse livro? Acho que passamos muito tempo focando no Adrian, Sydney e sexy times haha. Mas sério, o negócio com o Will (e depois com o Peter) me irritou muito. Ainda não vi como isso vai “play out” no livro 2 mas eu imagino. E já fico com mais raiva ainda só de pensar.

  • Karen disse:

    Como assim Erudição?! Caramba, Lany, esses testes estão todos te trollando, hein?
    Obrigada, moça! Eu também fazia isso com as facções… por isso fiquei feliz quando vi o teste! Mas não tinha nenhuma facção semelhante à Sonserina BLEH! Mas tudo bem, eu curti a Franqueza, acho que foi a minha cara mesmo.
    Por que tudo tem que ter romance?! Pois é, talvez se isso fosse só mencionado no primeiro livro, com sutileza, e depois fosse aparecendo nos demais fosse melhor… se bem que sei lá, a Tris não me cativa muito. Ela e o Quatro não me convencem.

  • Karen disse:

    Como assim Erudição?! Caramba, Lany, esses testes estão todos te trollando, hein?
    Obrigada, moça! Eu também fazia isso com as facções… por isso fiquei feliz quando vi o teste! Mas não tinha nenhuma facção semelhante à Sonserina BLEH! Mas tudo bem, eu curti a Franqueza, acho que foi a minha cara mesmo.
    Por que tudo tem que ter romance?! Pois é, talvez se isso fosse só mencionado no primeiro livro, com sutileza, e depois fosse aparecendo nos demais fosse melhor… se bem que sei lá, a Tris não me cativa muito. Ela e o Quatro não me convencem.

  • Melissa de Sá disse:

    Então, fiquei curiosa com o livro (eu amo distopias, né?), mas a parte do romance realmente me brochou. Eu simplesmente não entendo porque TODOS OS LIVROS têm que ter romance e, pior ainda, triângulo amoroso. Affe

    E Ily, eu também saí na Amizade. 🙂

  • Karen disse:

    Pois é, Mel! Eu não entendo isso. É exatamente aquilo que a gente tava comentando ontem… vira até uma exigência quando enviamos os originais. Affe. Sempre tem que ter essas coisas. Enche o saco. Quero encontrar um livro sem romance.
    Que fofas vocês na Amizade viu!

  • Vania disse:

    Olha, eu entendo o romance. Eu GOSTO do romance. A vida sem uma pitada de romance é chata. Pra mim, se o livro não tem pelo menos uma pitadinha de romance, não tem muita graça… tipo, o amor move as pessoas e ver isso nos personagens é fascinante! Por outro lado, eu entendo o que vocês querem dizer porque é tudo mais do mesmo. O autor tem que ter muito cuidado na hora de criar isso, senão fica algo extremamente sem graça, como é o caso de Tris e Four (apesar que pra mim não é nem o romance em si, mas as personagens). Tipo Bloodlines: os livros são sobre o romance, mas não são sobre o casal, se é que isso faz algum sentido. Os dois têm uma vida própria, os dois existem individualmente antes de serem um casal, e eles se completam e evoluem até chegarem ao ponto que finalmente podem aceitar um ao outro. Não é aquela paixão arrebatadora que começa no capítulo 10 do primeiro livro.

    Agora, se eu posso fazer um jabá aqui, eu acho que vocês gostariam de The Raven Boys. Desde o começo a gente já sabe quem vai ser o casal – inclusive a Blue sabe que existe a possibilidade de que ela e Gansey se apaixonam (por causa de algo supernatural, não porque ela se sente atraída por ele) – mas isso não a impede de ter um super crush no amigo dele, porque ela não está apaixonada. Eles estão só se conhecendo, e eu acho fascinante quando um autor trabalha o romance dessa forma ao invés de simplesmente tentar fazer o leitor engolir que fulano e ciclana se apaixonam porque eles são oh tão perfeitos (o que pra mim foi meio que o caso em Divergente).

  • Lany disse:

    Concordo com TUDO o que a Ily escreveu, meninas. Ela conseguiu resumiu exatamente o motivo de eu gostar de Bloodlines, onde temos um romance lindamente trabalhado e que acontece aos poucos!
    E concordo também que vocês iriam gostari muito de The Raven Boys!
    Eu amo romances, e assim como a Ily, eu gosto de livros que tenham pelo menos um pouco de romance. Mas estou cansada dessas paixões arrebatadoras que acontecem logo no primeiro livro de uma série. Cadê o desenvolvimento???
    Os casais que eu mais adoro e que me marcaram são exatamente aqueles de séries em que eles não ficam juntos no primeiro livro (claro que tem o caso de livros unicos, como Anna e o Beijo Francês, mas ai ja é outra historia…)

  • Karen disse:

    Mas Anna e o Beijo Francês é um romance, então o romance tem que acontecer no primeiro livro, porque ele é um livro só! rs 😛
    Mas assim meninas… o que eu quero dizer aqui (e também acho que a Mel) é questionar porque TODOS os livros precisam necessariamente de um romance. A vida é cheia de histórias e muitas vezes não há romance nelas. Há histórias heróicas, histórias de superação, histórias de amizade, de companheirismo, dramas familiares, histórias de horror, histórias nerds… existe todo o tipo de situação na vida. Por que todas tem que ter romance no meio, tem que ter algum foco em algum casal? Eu concordo que o romance é necessário, mas não concordo que é ele que move a vida: acho que o amor move a vida, e o amor se apresenta em milhares de formas diferentes… Há todo tipo de amor, em todo lugar. E por isso acho que existem e podem existir sim histórias sem um casal, sem um par romântico. Eu e a Mel encontramos esse tipo de barreira até nas editoras; ficou algo tão incrustado na cabeça das pessoas, que parece até obrigatório, tanto que a gente tem que colocar um romance em um livro se quiser vendê-lo? É esse o questionamento aqui da gente, meninas.
    Não sou contra o romance, longe disso. Gosto dele nos livros e gosto dele na vida. Mas será que ele precisa existir em TODOS os livros? Será que quando a Veronica Roth escreveu Divergente ele tinha esse romance todo? Ou será que foi uma exigência da editora para vender mais?

  • Vania disse:

    Eu não disse que o amor move a vida, ele move as pessoas… em todas as suas formas. A vida sem amor continua, mas deve ser uma chatice sem tamanho… A gente vê as facetas do amor muito bem trabalhadas em Harry Potter: temos o amor da Lily, o amor do Snape, o amor da Narcissa, o amor do Harry pelos seus amigos, o amor obsessivo da Bellatrix. Eu concordo que existem diferentes tipos de histórias, mas se nós não temos essa conexão entre as pessoas, fica difícil pro leitor se relacionar com as personagens. Digo isso porque estou lendo literatura medieval e OH MY GOSH, que saco! Nem todas, é claro… mas as que eu mais gosto são as que tem uma pitadinha de sentimento. Sobre o fato das editores exigirem um romance, não posso dizer muito porque não conheço o mercado editorial; mas eu acho que sempre foi assim com venda de livros, dependendo de cada época. Na época em que os romances góticos estavam em alta, era o que vendia. Ainda hoje em uma das minhas aulas a gente tava discutindo se Metzengerstein do Poe é uma sátira aos góticos ou uma tentativa de se colocar à mercê de um público maior publicando algo que ele meio que desprezava; e um dos estudiosos de Poe afirma que ele escreveu essa história pra se destacar, mesmo não gostando do gênero. Eu também acho que existem e DEVEM continuar existindo histórias sem um romance, mas daí a elas venderem são outros quinhentos, especialmente no mercado editorial brasileiro que ainda está engatinhando. No caso de Divergente, eu acho que é uma coisa mais de estilo… I mean, em uma distopia como essa, na qual as pessoas meio que pensam igual, e com uma personagem sem sal como a Tris que vive num lugar sem sal como a Abnegação… o que vai mover ela? Quem vai desafiá-la, fazer com que ela saia do casulo? Eu acredito que tenha sido daí que surgiu o romance. Sem contar que também acredito que a Veronica Roth tenha tido bem em mente o seu público-alvo, que são adolescentes. Talvez esse romance seja meio forçado pra gente, mas pra maioria das pessoas ele funciona. Tanto que o livro é o sucesso que é.

  • Karen disse:

    Mas Parceira, eu não quero dizer que o livro tem que ser sentimentos. Claro que não, porque se não tiver sentimentos, não tem identificação nenhuma com o leitor! Nós somos pessoas movidas pelo amor, pelos sentimentos… são eles que nos diferenciam, que nos tornam humanos, eu concordo plenamente nisso e acho sim que toda história tem que ter sentimentos. Mas o que eu estou falando aqui é o amor romântico, o amor de casais, o romance romântico entre duas pessoas. Isso que eu acho que não é necessário em todas as histórias. Eu acho sim necessário todo o tipo de amor que você falou… existem vários tipos nos quais você mencionou: o amor da Lily, da Narcissa, o amor do Harry pelos amigos… em Harry Potter que foi uma saga enorme mostrando um monte de coisa, Rowling nos mostrou todo tipo de amor e foi perfeito. Mas será que o romance – não o amor, mas o romance romântico – é necessário em todos os livros?
    No segundo livro do Dexter a irmã dele, Debra, tem um romance completamente inútil para a trama. Na série acontece o mesmo. Tem livros que eu leio, olho e penso: esse relacionamento foi inútil para a história. É isso que eu estou falando. Não do amor. O amor tem que aparecer sim, os sentimentos tem que aparecer. Mas o amor tem milhares de formas além do romance.

  • Resenha: Free Four [Divergente #1.5] « Por Essas Páginas disse:

    […] dos livros. Ontem encontrei esse conto da Veronica Roth, anexo à série Divergente (resenha aqui)  e, como era curtinho, resolvi ler assim que o baixei (a Rocco disponibilizou-o gratuitamente […]

  • Resenha: Insurgente « Por Essas Páginas disse:

    […] Então, gente, a verdade é que eu já li Insurgente há quase umas duas semanas e fiquei enrolando para fazer essa resenha. Motivo? O livro é tão sem graça que não dá nem vontade de resenhar. Não é um livro ótimo que você se empolgue para falar bem, nem um livro péssimo que você queira soltar os cachorros. O negócio fica ali, no banho maria, nem 8 nem 80, bem sem sal mesmo. Então, não sei se essa resenha vai ser meio água com açúcar, mas se quiser saber porque eu achei esse livro meia boca, leia a seguir. Ah, e já aviso que tem spoilers de Divergente. […]

  • Caroline Centeno disse:

    Sua resenha ficou ótima dá até para enxergar os personagens novamente em minha frente. E dá vontade de continuar lendo a série, porque gosto de uma conspiração mesmo que não seja super fã do jeito inocente que retratam os personagens.

  • Willian disse:

    Resenha bem escrita, abordando pontos relevantes do livro, sintetizando bem o conteúdo, nos dando uma boa noção sobre o enredo.

  • Lucas Grima disse:

    Fica tão mais fácil comentar uma resenha de um livro que eu já li. hahaha Enfim, Divergente foi uma surpresa para mim, foi uma das primeiras distopias que li e o livro fez com que eu procurasse outros títulos desse gênero específico.

  • Raquel Moritz disse:

    To começando a achar que distopia tem uma estrutura básica de história. Se não for isso, tudo é cópia de Jogos Vorazes, e não acho que seja o caso. Tu vê que até A Seleção LEMBRA Jogos Vorazes!

    Seja como for, gostei tanto de um quanto de outro, e essa saga da Veronica Roth tá me deixando ansiosa pra devorar a história. Vi o sneak peak do trailer do filme e fiquei de cara. Semelhanças à parte, o que importa é que a história te envolve.

    Beijo 🙂

    Raquel
    http://pipocamusical.com.br

  • Michelle Agda disse:

    Adorei, adorei a resenha! Eu já ouvi falar do livro, mas ainda não tive a oportunidade de ler, e quero MUITO! Quero viajar nesse livro e conhecer as escolhas de Beatrice *-*

  • Andressa Nunes disse:

    Resenha bem escrita abordando pontos relevantes do livro, facilitando o entendimento por parte dos leitores, despertando seu interesse para a história.

  • Nardonio disse:

    Eu sou muito fã de distopias, e se elas forem mais alucinantes, melhor ainda. Desde que vi o lançamento de “Divergente” já fiquei interessado. Confesso que às vezes, um romance inserido no meio da trama pode fazê-la desandar completamente. Pelo que você comentou, o romance nesse caso não funcionou muito bem, mas pelo menos o restante se sobrepôs a isso, e deixou a trama em alta. Resumindo, quero muito ler.

    @_Dom_Dom

  • Gabriela S. disse:

    Ta ai um livro que eu quero ler antes que saia o filme. Ta na minha lista de compras há séculos, mas eu nunca tenho a oportunidade de comprar :////

  • Dâmaris Carvalho Lima disse:

    Quero muito ler esse livro, já tenho ele, mas me falta tempo. Queria saber se o livro vale pena e se é cansativo? Vou tentar ler o mais breve possível, pois vou assistir o filme *.*

  • Karen disse:

    Divergente é um livro bom, divertido. Não é nossa, minha série favorita, mas é legal. Chato foi Insurgente, mas como quando a gente chega nele já quer saber como termina, aí passa. Também quero ver o filme!

  • Resenha: Convergente « Por Essas Páginas disse:

    […] é uma série de livros que me causa sensações conflitantes. Enquanto Divergente foi bastante empolgante – com alguns problemas, é claro, mas ainda um bom livro, Insurgente […]

  • Resenha: Amnésia « Por Essas Páginas disse:

    […] parecida com outros livros no estilo que já li por aí. De fato, ela me lembrou muito a Tris, de Divergente, e quem já leu minha resenha daquele livro e da continuação sabe que eu não consigo gostar […]

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