Resenha dupla: The Fiery Heart, Richelle Mead


TFHATENÇÃO: Essa resenha contém spoilers de BloodlinesThe Golden Lily e The Indigo Spell.

Essa semana foi lançado o quarto livro da série Bloodlines, The Fiery Heart. E para fechar o nosso especial dessa série (que começou com o Read-Along dos livros anteriores), vamos fazer uma resenha dupla! Como sempre, meus comentários estarão em vermelho e os da Vania em roxo.

Tanto a Vania como eu estávamos muito ansiosas por esse lançamento. No dia anterior  nós ficamos entrando direto nas lojas digitais para saber se o livro já estava disponível (e não, não estava). Mas o dia 19 de Novembro finalmente chegou e nós começamos a ler. Por diferenças no fuso horário, novamente eu comecei a ler mais cedo do que a Vania, então acabei torturando ela um pouquinhos com as minhas mensagens. Mas tudo bem, porque nós duas só paramos de ler quando acabamos o livro no mesmo dia em que ele havia sido lançado. Pra vocês terem uma ideia, eu acordei às 4:30 da manhã com as mensagens abaixo. Mas tudo bem, porque mesmo que eu ainda tenha voltado a dormir por um tempo, logo eu estava completamente acordada novamente e pronta pra embarcar no capítulo seguinte das aventuras de Sydney e Adrian, mesmo sabendo que iria doer. 

lany_freak_out

A primeira coisa que vocês devem saber é que eu estou escrevendo essa resenha logo após de ter lido o livro. Então eu vou sim ser subjetiva na minha análise, porque não tem como separar os meus sentimentos. Aliás, eu acho que durante muito tempo eu ainda vou me sentir assim. Porque The Fiery Heart está longe de ser uma leitura fácil (não porque o livro é chato, mas sim por causa de todos os sentimentos que ele me trouxe). TFH é um livro muito gostoso de se ler mas muito difícil de engolir. É uma leitura divertida, engraçada até certo ponto, mas que definitivamente em algum momento vai fazer você querer deitar no chão em posição fetal e questionar a necessidade de sentimentos no mundo. 

Quando eu acabei de ler The Indigo Spell, eu estava tão feliz que eu não conseguia conter o meu sorriso. Finalmente Sydney havia admitido os seus sentimentos pelo Adrian. Tudo bem que a situação dos dois havia ficado muito mais complicada com a chegada de Zoe, a irmã de Sydney e agora Alquimista, para ajudá-los na segurança da princesa Jill. Mas como ela só apareceu nos 47 minutos do segundo tempo, era fácil: era só ignorar a existência dela e imaginar que Sydney e Adrian estavam curtindo o namoro. 

Mas The Fiery Heart já começa com a dura realidade: Sydney e Adrian estavam com muito pouco tempo para se encontrarem. É claro que eles tinham que manter o relacionamento em segredo e a chegada de Zoe só atrapalhava ainda mais a situação. Uma alternativa dos dois era eles se encontrarem nos “sonhos de espírito”, mas isso também era arriscado, porque quanto mais o Moroi usava o espírito, mais chances ele tinha de enlouquecer. Se isso já não fosse o suficiente, Sydney ainda tinha que esconder da irmã que é uma bruxa e que  ela não acredita mais nos ideais Alquimistas.

Um dos pontos que eu gosto muito na escrita da Richelle Mead em Bloodlines é que ela não enrola: a história começa a se desenvolver logo nos primeiros capítulos. Com a revelação bombástica no segundo capítulo de que os pais de Sydney vão se separar, o enredo vai se desenvolvendo cada vez mais rápido. São tantas coisas acontecendo ao mesmo tempo que somente com uma releitura eu vou conseguir assimilar todos os acontecimentos. Às vezes eu precisava parar, respirar fundo, e soltar um “mas hein?” antes de continuar a leitura. Para quem não conhece o estilo da Richelle, pode parecer que ela está simplesmente jogando informações ou personagens pra encher as páginas, mas depois de nove livros no mesmo universo, a gente sabe que não é bem assim. Eu fiquei presa a cada detalhe, a cada conversa que pudesse conter um foreshadowing – que é outra coisa que ela adora fazer – e mesmo assim nada poderia ter me preparado para algumas coisas que eu li. 

Uma das grandes mudanças desse livro é que não temos só a Sydney narrando: Adrian também conta a sua parte da história. Com isso, além de continuar acompanhando toda a evolução de Sydney, nós finalmente conseguimos descobrir um pouco sobre quem é Adrian Ivashkov. Adrian é um personagem muito complexo, porque existe o Adrian que ele mostra ao mundo e o Adrian que ele verdadeiramente é. Ao mesmo tempo que ele solta piadas hilárias, ele começa a filosofar sobre o amor. Não é fácil descrever Adrian, mas Richelle conseguiu perfeitamente passar isso para o papel. A narração do Adrian traz um ritmo novo à série: apesar da narração dele não ser toda atropelada, ela não é certinha como a da Sydney, que é super metódica. Foi muito interessante entrar na cabeça de Adrian e ver o que se passa lá dentro, mesmo que essa tenha sido a causa de pelo menos 50% de todos os feels que esse livro nos traz. A única desvantagem que eu vi é que nós descobrimos que os momentos bregas do Adrian não são da boca pra fora, ele realmente pensa certas coisas que me fazem sentir vergonha alheia. Mas a gente sempre soube que Adrian é romântico, então sem muitas surpresas com relação a isso. Awww eu não achei que o Adrian é brega não! Acho que eu devo ter o meu lado brega também!

A maior surpresa pra mim veio lá pela metade do livro, com algo que nós descobrimos sobre Adrian. Sendo bem honesta, eu ainda não sei direito o que pensar sobre the thing (termo que a maioria das pessoas está usando para se referir a isso) porque vai tão de encontro com algumas coisas que eu considero imperdoáveis, e ao mesmo tempo é o Adrian então vocês veem o dilema moral que isso me causa. Eu não acho que foi algo bem explorado, e espero que a Richelle fale mais sobre isso nos próximos livros ou pelo menos em alguma entrevista. Não posso contar o que é porque spoilers sweetie, mas eu fiquei completamente sem chão, mais do que com o final do livro.

Quando alguém me pergunta o motivo de eu gostar tanto da série Bloodlines, eu sempre digo que é por causa do desenvolvimento dos personagens. E esse desenvolvimento continua em The Fiery Heart. Antes de Sydney e Adrian conseguirem se entender como um casal, eles precisavam conhecer eles mesmos. E foi com essa mistura de inseguranças, descobertas e crescimento que esses dois personagens se tornaram ainda mais queridos para mim (se é que isso ainda era possível). E foi muito interessante como a Richelle conseguiu inserir doenças que realmente existem, como desordens alimentares, depressão e transtorno bipolar, em um mundo onde vampiros e magia existem. Nem sempre é o sobrenatural que causa problemas… Às vezes somos nós mesmos.

“Love is… a flame in the dark. A breath of warmth on a winter’s night. A star that guides you home”

Richelle Mead falou em diversos momentos que The Fiery Heart é um livro romântico e sexy. E sim, ela estava falando a verdade. Eu fiquei surpresa com o tão sexy que ele é. Não, ele continua sendo young adult, mas o que eu posso dizer é que Sydney Sage realmente é uma “quick study”. É muito engraçado porque a Sydney sempre procura livros que possam ajudá-la a lidar com as situações sociais pelas quais ela está passando, e quando ela pega um livro de sexy times eu quase cuspi meu café de tanto rir. Embora não haja nada explícito porque, como a Lany falou, é young adult, há muitas cenas românticas e sexy, e se você tiver um pouquinho de imaginação, não vai ficar frustrada. 

Mas não foram só os dois protagonistas que brilharam nesse livro. Aliás, praticamente todos os personagens me surpreenderam de uma forma ou outra. Algumas pessoas reclamaram que certos personagens apareceram muito… Não, não foi isso o que aconteceu! E outra coisa que eu preciso desabafar: não sei como que tem pessoas que não gostam da Jill. Ela é uma adolescente que está passando por várias complicações só porque descobriram que ela é uma princesa. E ela está lidando muito bem com tudo isso. Eu amo a Jill! Amo, amo, amo! Ela é bem madura pra idade que tem e mesmo sendo forçada a lidar com o rumo que sua vida tomou após aquela guinada de 360 graus, ela mantém o bom humor, o otimismo. Eu vejo a Jill como um raio de luz no meio da escuridão; sim eu sei que isso é mais ou menos o que o Adrian diz que ele e a Sydney são, mas a Jill é isso pra mim nessa série. Ela traz uma leveza, uma certa inocência que a gente precisa pra poder equilibrar com o lado mais escuro da história, especialmente num livro com capítulos narrados pelo Adrian. Sem contar que Adrian dando conselhos amorosos pra ela é a coisa mais linda do mundo e se você não acha isso, você está errado.

Mas o que eu queria realmente falar nessa resenha era sobre o final. E eu não posso porque é spoiler. Eu queria poder falar sobre ele porque eu começo a chorar só de pensar. Eu estou chorando nesse exato momento porque eu não consigo fazer com que esse sentimento ruim saia do meu peito. Eu só consigo ficar observando o computador parecendo um zumbi ou pegar o meu e-reader e ficar o admirando como se ele tivesse feito algo de errado. Eu estou tão triste que eu nem consigo dizer “Eu quero Silver Shadows agora”. Eu só consigo colocar emoticons tristes. Parece que tem um dementador aqui do meu lado porque eu não consigo pensar em nada feliz nesse momento… *entrega chocolate pra Lany*

Eu ouvi algumas reclamações sobre o final, dizendo que foi completamente previsível, e eu concordo com isso 100%. Nós sabíamos desde o primeiro capítulo de Bloodlines que esse final aconteceria mais cedo ou mais tarde. Mas isso significa que foi um final ruim ou decepcionante? De maneira alguma! Eu estava preparada psicologicamente para o que estava por vir; Lany e eu, numa tentativa desesperada de diminuir a ansiedade pela espera do livro, fizemos uma lista das maneiras que esse final poderia acontecer, nós brincamos com diversos cenários. E mesmo assim, mesmo sabendo e esperando o baque, meu coração quebrou. Eu gritei, eu chorei e eu tentei ficar em negação. Porque esses personagens já cruzaram a tênue linha que existe entre ser um mero personagem fictício e fazer parte da sua vida de uma forma maior. Eles sofrem, eu sofro; eles choram, eu choro; eles estão bem, eu me sinto bem. Mas apesar de TFH ter me deixado com a sensação de que um pedaço de mim está faltando, fundamentalmente ele me deixou com esperança. 

Sinceramente? Eu acho que às vezes é muito mais difícil um autor escrever um final que o leitor espera acontecer e ainda conseguir o emocionar (porque eu fiquei exatamente como a Vania descreveu) do que fazer um final completamente surpreendente. Eu esperava que isso fosse acontecer? Sim. Foi fácil ler? DE FORMA ALGUMA. Eu tinha que parar de ler em cada parágrafo porque eu não conseguia nem respirar direito. Eu não queria chegar ao final mas ao mesmo tempo eu queria, porque eu precisava saber se eu deveria ficar muito desesperada. Eu fiquei extremamente desesperada, mas assim como a Vania, eu tenho esperanças.

Existem livros ruins. Existem livros mais ou menos. Existem livros muito bons. Existem livros favoritos. E existem livros que simplesmente mudam a gente e levam um pouco da nossa alma junto. E The Fiery Heart se enquadra exatamente nessa última categoria.

E agora só resta esperar até o dia 29 de Julho, quando será lançado Silver Shadows, quinto e penúltimo livro da série.

E fiquem de olho porque ainda hoje vamos colocar no ar a promoção do Read-Along do desespero que fizemos aqui no PEP, e vocês vão concorrer à um exemplar de Laços de Sangue (em português) e um exemplar de The Fiery Heart (em inglês).

Ficha técnica:

Título: The Fiery Heart
Autor: Richelle Mead
Editora: Razorbill
Páginas: 416
Onde comprar: Livraria Cultura (e-book)
Opinião da Lany: 
Opinião da Vania: 

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  • Jullyane Prado disse:

    Poxa agora que eu estou mesmo morrendo loucamente de vontade de ler essa serie e uma coisa que achei bem legal foi o Adrian também narrar, porque isso faz com que o leitor conheça mais um pouco de um personagem tão incrível como o Adrian, rsrs. E nossa tô morrendo de curiosidade por esse final, OMG o que a Richelle fez????? Tomara que não seja algo tãaao mal!!!! Ótima resenha flores!!!

  • Vania disse:

    Oi Jullyane,

    A narração do Adrian realmente vale a pena. É muito legal ver dentro da cabeça dele, mas ao mesmo tempo dá vontade de chorar. A Richelle faz a gente sofrer sempre nos finais dos livros né, mas esse eu confesso que superou…

  • Ingrid Farias disse:

    Nossa, só de ler a resenha já deu um aperto no coração! Espero que não aconteça o q estou pensando! E OMG o que é “the thing”?? Por favor,q a Richelle não me deixe detestar o Adrian. Logo agora que ele me fez superar o Sr. Darcy!!! :'(

  • Sabrina Inserra disse:

    Ahááá!!! Também fiquei com vergonha alheia de alguns pensamentos bregas do Adrian. E, assim com a Sydney… *rolled my eyes*.
    Ainda estou lendo o livro (falta de tempo sucks), mas estou adorando esse “insight” no relacionamento dos dois. Se bem que confesso que estou com “medinho” desse final…. =X
    Enfim, adorei demais a resenha, meninas. Pude identificar toda a empolgação e emoção que vocês sentiram – é contagiante!!
    E… Quanto tempo pra Silver Shadows mesmo? -_-
    Beijocas

  • Isa Aragão disse:

    CARAAAA!! Eu nunca li essa série, mas como não ter vontade de ler depois dessa resenha? QUERO SABER QUE FINAL DESESPERADOR FOI ESSE hihi Vou comprar em 3 2 1. Partiu procurar promoções para a série ^^

  • Dayana disse:

    Adorei a resenha! Gostaria muito de já estar lendo mas queria comprar o livro fisico! Não gosto de e-book…Comprei todos os livros de vampire academy e bloodlines pela livraria cultura…esse é o primeiro que não saiu…vou verificar na loja o que está acontecendo!! Ansiosa!

  • Jessica Lisboa disse:

    Aquele momento em que desejo um livro infinitamente! Adorei a historia cara, é muito boa!! Nao vejo a hora de poder ler logo

    xx

  • Patricia disse:

    Nossa, a narração de vcs é muito boa! Parabéns!!! E vcs me deixaram mtoooooo curiosa com este “algo ruim que Adrian fez”, eu vi isso no trailer também e fiquei extremamente desesperada para saber! Quanto ao final, estou preocupada de ficar tão desesperada quanto vcs, imagino o que seja…e realmente existem livros que nos fazem entrar tanto na estória, amar tanto os personagens, que sentimos dor e alegria por eles e imensa tristeza quando o livro acaba, muita ansiedade enquanto aguardamos pelo próximo, enfim…eu chego até a sentir que está chovendo, estou numa festa, ou seja lá o que estiver acontecendo no livro. Deus, quando estará disponível no Brasil??? Não falo( nem leio em inglês…aff). Estou desesperada depois dessa resenha!

  • Top Ten Tuesday Especial: Dez melhores livros lidos em 2013 « Por Essas Páginas disse:

    […] 1. The Indigo Spell e The Fiery Heart, Richelle Mead – 2013 foi aquele ano lindo onde nós tivemos dois livros novos da série Bloodlines. Vocês acham que eu conseguiria escolher um dos dois? Mas é clarooo que não! Resenha e Resenha […]

  • Ana Paula Candido da Silva disse:

    Meu Senhor, ja to gostando da série

  • Top Ten Tuesday: 10 Livros que vão te deixar suspirando « Por Essas Páginas disse:

    […] The Fiery Heart, Richelle Mead [resenha] […]

  • Marília Sena disse:

    Tô aqui meio: SPOILER ALERT MARY, PARA AGORA. Ainda não comecei a ler Bloodlines, mas o Adrian me fascina, e estou simplesmente louca pra saber sobre o relacionamento dele com a Sydney!

  • Letícia disse:

    Gente, tô morrendo aos poucos por não conseguir ler em inglês *o*
    Não tem como vocês traduzirem para nós mortais? PLEEEEEASE!

  • Catarina disse:

    Aaaah,nem ao menos li o quarto livro,mas já estou sofrendo muito,afinal esta serie me trouxe,e sei que continuará a trazer,sensações muito distintas e pontos realmente significativos na vida,que até então não havia me dado conta e ainda por cima me apeguei demais,!!!Será que alguém sabe onde posso achar o e-book em português?Desde já,muito obrigada!! Xeero!!

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